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  25/01/2012


Universidades não planejavam usar Enem de abril   (IG – Educação – 24/01/12)

A edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de abril, que foi cancelada na sexta-feira à noite, ainda não estava nos planos da maioria dos candidatos e universidades. Apesar de lamentarem a falta da prova e a mudança de planos, a maior parte das instituições não havia formatado o processo seletivo do segundo semestre com base no exame, como já acontece para o ingresso de novos alunos no começo do ano. A Universidade Federal do Ceará, primeira a aderir completamente ao Enem em fevereiro de 2010, ainda estudava se utilizaria o exame de abril para ingresso no meio do ano. A instituição utiliza as duas edições anuais do Sistema de Seleção Unificado (Sisu), porém sempre com a nota de uma edição do Enem. O pró-reitor de Graduação, Custódio Almeida, conta que havia uma preocupação interna com a possibilidade de comparar as notas de duas edições do Enem, caso houvesse outra em abril, para o processo seletivo do segundo semestre.



Rumo aos 10 milhões   (Editora Segmento – Revista Ensino Superior – Edição 160)

Na última década, mais do que dobrou o número de brasileiros que frequentam cursos superiores em busca do sonhado diploma. A expansão das matrículas na etapa não é exatamente uma novidade, mas o Censo da Educação Superior de 2010 mostrou que esse crescimento acelerou entre 2009 e 2010 chegando ao total de 6.379.299 de estudantes matriculados na graduação. O aumento foi de 7,1% das matrículas no período contra uma média de 2% a 4% verificada em anos anteriores. Para especialistas, governo e instituições ouvidos pela Ensino Superior, a boa notícia é que o ritmo deve se manter nos próximos anos. Mas eles alertam para a necessidade de diversificar a oferta de cursos e pensar a expansão de forma coordenada com as atuais demandas do país e da população que ainda não chegou ao ensino superior. A principal razão para acreditar que o sistema de educação superior brasileiro deverá continuar crescendo nos próximos anos está no próprio momento que o país vive, rumo ao grupo das cinco maiores economias mundiais. Falta mão de obra qualificada para atender um mercado de trabalho em franca expansão. Por outro lado, melhoraram as condições socioeconômicas da população e consequentemente as oportunidades das famílias em investir na educação das novas gerações.