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29/11/1895: Constantinopla - Tem havido no Mar Negro grande tempestade, naufragando grande número de embarcações. Até agora o mar tem arrojado à praia mais de 80 cadáveres, que estão sendo recolhidos.
(O Estado de S.Paulo, “Há um Século”)
29/11/1995: Campinas - Um tornado com ventos de 180 quilômetros por hora destruiu anteontem a cobertura do ginásio multidisciplinar da Universidade Estadual de Campinas (...)
O tornado rompeu presilhas de aço de uma polegada de espessura. Ele levantou e retorceu a estrutura do telhado, também de aço, de 100 metros de extensão e 200 toneladas. (...) Dez árvores foram arrancadas com a raiz e os ventos arremessaram longe vidros da Biblioteca Central.
(O Estado de S.Paulo, “Tornado provoca destruição na Unicamp”)
Nota 1.
Técnicos da CETESB já tinham retirado, até o fim da tarde de ontem, 75 litros da gasolina que penetrou nas galerias das águas pluviais da Rua João Boemer, no Pari, Zona Norte. A gasolina se espalhou pela galeria devido ao tombamento de um tambor num posto de gasolina desativado.
Nota 2.
A polícia da Argentina apreendeu ontem um carregamento de 190 quilos de maconha procedentes do Brasil e contrabandeados por paraguaios e argentinos.
SIMCláudio Contador, Economista e professor da UFRJ
“Hoje, apenas dois jornais diários existem em Goiás: O Popular e o Diário da Manhã. As redações são modernas, sendo que a informatização já chegou ao Diário da Manhã, e está anunciada para completa implantação em O Popular no máximo até dezembro. Os salários seguem pisos mínimos, contando-se nos dedos os jornalistas que contam com vencimentos, nas redações dos diários, à excessão dos editores, superiores a R$ 1000 por mês”.
"Exagerava-se, mentia-se, para se exaltar a população. Em tal lugar, a polícia foi repelida, em tal outro, recusou-se a atirar sobre o povo. Eu não fui para casa, dormi pelos cantos da redação e assisti à tiragem do jornal: tinha aumentado cinco mil exemplares".
"MARCELO: O senhor finge não perceber que não fazemos mais parte de nada, que o nosso mundo está irremediavelmente destruído (...) As regras para viver são outras, regras que não compreendemos nem aceitamos. O mundo, as pessoas, tudo! Tudo agora é diferente! Tudo mudou. Só nós é que não. Estamos apenas morrendo lentamente. Mais um pouco e ficaremos como aquele galho de jabuticabeira: secos! secos!”
"Sem que bem se saiba, conseguiu-se rastrear pelo avesso um caso de vida e de morte, extraordinariamente comum, que se armou com o enxadeiro Pedro Orósio (também acudindo por Pedrão Chãbergo ou Pê-Boi, de alcunha), e teve aparente princípio e fim, num julho-agosto, nos fundos do município onde ele residia; em sua raia noroesteã, para dizer com rigor."
"Quando o coração é de gelo, a razão dirige desafogada, imperturbável, em linha reta, o caminho da vida; quando a razão abdica e o coração domina, o movimento é irregular, mas livre; caprichoso, mas resoluto; funesto, mas incessante; porém, se o coração e a cabeça medem forças iguais, a cada momento param para lutar, como atletas destemidos. De qualquer lado que tenha de se decidir a vitória, será disputada, até o último instante, pelo contendor vencido; a pausa terá sido inevitável; a reação enérgica; e a crise, violenta".
Doze Anos
Chico Buarque
Ai, que saudades que eu tenho
Dos meus doze anos
Que saudade ingrata
Dar banda por aí
Fazendo grandes planos
E chutando lata
Trocando figurinha
Matando passarinho
Colecionando minhoca
Jogando muito botão
Rodopiando pião
Fazendo troca-troca
Ai, que saudades que eu tenho
Duma travessura
O futebol de rua
Sair pulando muro
Olhando fechadura
E vendo mulher nua
Comendo fruta no pé
Chupando picolé
Pé-de-moleque, paçoca
E, disputando troféu
Guerra de pipa no céu
Concurso de piroca
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