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A oportunidade que o aluno tem de desenvolver atividades práticas tão logo ingressa na Faculdade e a chance de poder realizá-las inserido em um sistema de atendimento médico referencial, centralizado pelo Hospital de Base, são os principais diferenciais do curso de graduação em Medicina na Famerp. |
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O prazo de integralização do curso é de seis anos, período em que o aluno estuda matérias como Anatomia, Histologia e Bioquímica, Semiologia (exame do paciente), Fisiopatologia (natureza e mecanismo das doenças) e Terapêutica (tratamento do paciente), até estar apto a exercer a clínica geral. Entretanto, para que o estudante possa desenvolver sua habilidade técnica a partir do primeiro ano, o currículo do curso estabelece uma série de tarefas que lhe permitem exercitar-se em diferentes frentes de trabalho e vivenciar a formação teórica recebida em sala de aula. Mais importante: realizada junto a instituições públicas de saúde, ensino e assistência, essa atividade se reverte em um inestimável benefício para a comunidade. “O aprendizado baseado no contato com a realidade sócio-econômica e cultural dos pacientes é uma experiência enriquecedora para o currículo e ajuda o aluno a desenvolver todas as suas potencialidades”, avalia a professora Dirce Maria Trevisan Zanetta, coordenadora do curso de graduação de Medicina. Exemplo dessa vivência é a experiência proporcionada, no primeiro ano, pela disciplina de Psicologia Médica. Nela, o aluno pode acompanhar consultas a gestantes no hospital-escola, nas etapas de pré e pós-natal, e, a partir de entrevistas que realiza com a mãe, com o obstetra e o pediatra, elaborar relatórios que serão posteriormente utilizados pelos médicos para avaliação do atendimento. Ele tem ainda a chance de observar e registrar, também para eventuais avaliações e intervenções médicas, o desenvolvimento psicomotor de crianças até cinco anos atendidas por creches municipais, e as condições de saúde de pacientes da terceira idade em asilos. Na disciplina de Sociologia Médica, no segundo ano, o estudante vai em busca de ex-pacientes do Hospital de Base para verificar como está a recuperação deles após a alta médica. Nesse trabalho, ele procura avaliar principalmente as condições sócio-econômicas e sanitárias dos ex-pacientes e sua relação com possíveis moléstias, como as doenças respiratórias ou infecto-contagiosas. Também avalia se o paciente está ou não seguindo cuidados que tenham sido recomendados pelos médicos e sugere, quando é o caso, retorno para consulta ou, em situações mais graves, internação. No intuito de
disponibilizar, dentro do atendimento à população
os mais variados recursos terapêuticos, a Famerp vem utilizando com
sucesso técnicas de medicina alternativa. Um exemplo disso é
a acupuntura, que o estudante aprende no terceiro ano, nas aulas da disciplina
de Clínica Médica, e pratica junto aos pacientes atendidos
em ambulatórios. O quintanista de Medicina da Famerp poderá atuar, se desejar, como voluntário do serviço de resgate do Corpo de Bombeiros, dando seqüência a uma atividade que, conforme seu interesse, ele pode já ter iniciado no primeiro ano, na disciplina de Medicina Social, quando aprende, por meio de simulações, todos os procedimentos para atendimento de urgência pré-hospitalar.
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