01/07/2010 / Em: Clipping

 

Para cursinhos, desistência de USP e Unicamp não esvazia Enem  (UOL – Vestibular – 30/06/10)

Mesmo com a desistência de USP e Unicamp de aproveitar o Enem para compor as notas dos seus vestibulares, cursinhos ouvidos pelo Fovest dizem acreditar que o exame não vai perder força, já que federais importantes passaram a adotá-lo. A recomendação é fazer o exame, mesmo que o aluno preste provas que, a princípio, não utilizam a nota. “É um bom treino para qualquer vestibular, pois o aluno pode analisar as matérias nas quais foi bem ou não. E, depois, essa nota pode acabar sendo usada pela Unicamp ou pela USP no vestibular do ano que vem”, diz Célio Tasinafo, coordenador da Oficina do Estudante. Em São Paulo, a adesão da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) ao Enem como única forma de ingresso –pelo Sisu– confere mais força ao exame no Estado. No ano passado, as universidades públicas paulistas que utilizaram o Enem como única forma de ingresso foram a UFABC (federal do ABC) e a Unifesp (em parte de seus cursos). USP e Unicamp, que usariam a nota para compor o resultado da primeira fase, desistiram depois do adiamento da prova e farão o mesmo neste ano. Já a Unifesp decidiu que, para o processo seletivo deste ano, segue com sua forma híbrida de seleção, escolhendo seus calouros com vestibular próprio para cursos como medicina e enfermagem e usando o Enem em graduações menos tradicionais. Fora de SP, uma adesão de peso é a da UFMG, que substituirá a 1ª fase pelo Enem.


Lula critica antecessores que não incentivaram jovens pobres a entrar no ensino superior (Agência Brasil – Educação – 30/06/10)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje (30) os governantes anteriores que não investiram em programas para que jovens de baixa renda do país ingressassem no ensino universitário. Ao abrir seminário sobre perspectivas profissionais para alunos da primeira turma de formandos em medicina do Programa Universidade para Todos (ProUni), o presidente relembrou das críticas e da resistência no lançamento do programa que dá bolsas de estudo para ex-estudantes de escolas públicas em universidades particulares. Segundo ele, muitos alegavam que o nível do ensino superior iria piorar com o ingresso dos alunos das classes mais pobres. “Houve descaso com o Brasil. Esse país foi governado por muita gente com diploma universitário, mas, me parece, que não tinha nenhuma vontade de dar ao povo brasileiro a oportunidade que tiveram de se formar”, afirmou Lula. O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse também que os alunos superaram o preconceito inicial com bom desempenho. “Mas vocês provaram para o país que mérito e renda são duas coisas completamente diferentes”, defendeu. Segundo o ministro, o desempenho dos bolsistas do programa é igual ou superior ao dos alunos pagantes. O presidente Lula voltou a dizer que até o final de seu mandato serão entregues 214 escolas técnicas – número superior as 140 instaladas antes de seu mandato. “Essa meninada [formandos em medicina] estava predestinada a não dar certo na vida por não ter oportunidade”, acrescentou. Criado em 2005, o ProUni distribui bolsas de estudo em instituições públicas de ensino superior a alunos de baixa renda que tenham estudado em escola pública. Em troca da concessão do benefício, as universidades e faculdades recebem isenção fiscal. Haddad reforçou hoje o pedido para que o Supremo Tribunal Federal (STF) acelere o julgamento de uma ação que questiona a constitucionalidade do ProUni. “A educação não pode ser partidarizada”, defendeu.