02/03/2016 / Em: Clipping

 


(Correio Popular   –  Correio do Leitor – 02/03/16)

Unicamp 1

Maria Eugênia L M Castanho

Professora universitária, Campinas

Pela matéria, aliás, muito boa, publicada no Correio(29/2) fica-se sabendo que alunos de escolas públicas foram bonificados nos vestibulares da Unicamp, logrando sobrepujar aqueles de instituições privadas que com eles concorreram. Quem trabalha na área da Educação conhece a realidade da escola pública. Os problemas são seríssimos e esperam, entre outras medidas, a aplicação dos 10% do PIB para que sua qualidade seja aprimorada. No quadro difícil em que se encontra, quem milita na área sabe que ocorrem exceções dignas de reconhecimento, como a Etecap e as Etecs em geral, o Cotuca, os Institutos Federais. São instituições com a mesma ou até mais qualidade que muitas escolas particulares. Assim, o que ocorreu na Unicamp parece-me uma distorção. De fato, não foram incluídos os alunos da escola pública em geral, mas os que, no âmbito público, recebem ensino de qualidade semelhante aos das escolas particulares. Injustiça, portanto.

Unicamp 2

Marcelo Michelino

Médico, Campinas

Sou ex-aluno da Unicamp e sou contra cota ou bonificação para o ingresso em qualquer concurso público. São vários os motivos. O principal tem a ver com o fato de você tratar de forma desigual os iguais. Todos os candidatos são da raça humana, porém, de várias etnias e condições sociais. Até onde eu sei, nunca foi provado que pobres, negros, índios tenham inteligência inferior. Talvez tenham tido um ensino educacional inferior em comparação aos alunos de escolas particulares. É uma injustiça? Claro. Culpa de quem? Dos governantes que não investem o dinheiro público em melhores salários dos professores. O argumento de injustiça histórica é descabido, já que toda a sociedade é responsável pelo ensino público ser inferior. E como resolver esse problema? Investir em educação. A hipocrisia que impera na sociedade pede para corrigir essa injustiça com mais uma injustiça: penalizar os alunos brancos de classe média com essa concorrência desleal que vemos no vestibular.

Unicamp 3

Caio Zink

Engenheiro, Campinas

Para refletir: o Paais, programa que concede pontos extras a alguns candidatos, foi criado para “corrigir” a baixa aprovação de alunos provenientes da escola pública. Depois de diversas intervenções, neste ano, em medicina, tal proporção foi mudada de 88% para 12%. Assim pode?

Arte e ciência marcam os 50 anos da Unicamp   (Correio Popular – Cidades – 01/03/16)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) completa 50 anos em outubro. E para celebrar a data, nesta terça-feira (02), foi apresentado o calendário dos eventos culturais, científicos, artísticos e festivos que serão realizados pela instituição até o fim do ano. A programação das atividades começaram em outubro do ano passado. Entre os destaques das atividades estão um workshop internacional com oito universidades do mundo que também completam 50 anos em 2016; a primeira edição do ano dos Colóquios Unicamp Ano 50 — De professor para professor; Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação uma exposição documental sobre a história da universidade. Nesta terça, a professora Ítala Maria Loffredo D’Ottaviano, presidente da comissão responsável pela organização dos eventos, disse que a celebração vai levar para a comunidade eventos que mostram a marca da Unicamp. “São eventos que iremos celebrar com os docentes, alunos e a população de Campinas e região.” A reabertura oficial das comemorações será nesta quarta-feira com apresentação da Orquestra Sinfônica da Unicamp (OSU), ao público em geral. A ópera O Empresário Teatral, de Wolfgang Amadeus Mozart, será encenada a partir das 20h, no Teatro Municipal Castro Mendes.



Alunos da Unicamp protestam contra carteirinha estudantil atrelada a banco   (UOL – Educação – 01/03/16)

Um protesto contra a nova carteirinha estudantil mobilizou centenas de estudantes da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) na tarde desta terça-feira (1º). Eles pularam a catraca no Restaurante Universitário e não passaram o cartão para pagar os R$ 2 cobrados pelo almoço. O movimento foi uma reação à inserção do logotipo do Santander/Mastercard no cartão, considerada pelos alunos uma forma de coação para a abertura de conta na instituição financeira, uma vez que o novo RA também pode ser usado como cartão de débito. Além de identificar o aluno, o documento dá acesso a serviços oferecidos pela universidade, como bibliotecas e restaurantes universitários. “Eles pegaram os calouros de surpresa.



Grupo encaminha lista de 40 alunos da Ufes suspeitos de fraudar cotas   (Globo.com – G1 Vestibular – 01/03/16)

O Coletivo Negrada, organização de estudantes universitários negros e indígenas, levou uma lista com 40 nomes de estudantes suspeitos de fraudarem a autodeclaração etnicorracial no vestibular ao Ministério Público Federal (MPF) e à Ouvidoria da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). As denúncias foram feitas pelo coletivo com base nos perfis dos aprovados nas redes sociais. Para os representantes, os nomes listados não atendem aos critérios necessários para se beneficiar das cotas no processo seletivo da Ufes. “As fotos do Facebook deixam claro que eles não têm características de negros ou pardos, mas se declararam como tais.



85% dos alunos de graduação a distância saem do ensino público   (Tribuna da Bahia – Educação – 01/03/16)

Combinação de preço acessível com flexibilidade impulsiona o crescimento dos cursos de graduação online pelo país, modalidade que já responde por 17,1% dos alunos matriculados no nível superior – o equivalente a 1,3 milhão de estudantes. É o que mostra análise inédita do portal EAD em parceria com a Educa Insights baseada em dados da própria consultoria e do INEP. Segundo o levantamento, 85% dos alunos vêm de escola pública. A mensalidade custa, em média, R$ 260.