02/09/2010 / Em: Clipping

 


Sócrates, Platão e muitas dúvidas  (O Estado de S.Paulo – Educação.Edu – 30/08/10)

Depois de a Unesp ter incluído, pela primeira vez, questões de filosofia no processo seletivo do meio do ano, vestibulandos ganharam uma preocupação a mais: como se preparar para uma disciplina tão espinhosa que até pouco tempo atrás nem era obrigatória na rede pública de São Paulo?  “No meu colégio, a gente não teve essa matéria. No 1.º ano aprendemos história da arte, mas não tem nada a ver”, critica Ana Helena Teles, de 18 anos, que vai disputar vaga em Direito na Unesp e ainda não sabe como lidar com a novidade. A candidata, que faz o cursinho Etapa e estudou em escola técnica da Fundação Getulio Vargas em São Paulo, pensa em se preparar por conta própria, mas não tem um plano definido: “Estou pensando em ir para a biblioteca ler alguns textos.”  O Etapa, como outros cursinhos de São Paulo, não incluiu na grade aulas específicas de filosofia. Só terá algumas palestras especiais para os vestibulandos da Unesp. O coordenador de Humanidades do cursinho, Rogerio Forastieri, que preparou material para os estudantes, critica a entrada da disciplina no vestibular. “No manual, eles remetem os alunos à proposta curricular do ensino de filosofia no Estado de São Paulo. E lá os tópicos são genéricos, como Imagem Crítica da Filosofia; O Intelecto: Empirismo e Criticismo e História da Filosofia: Instrumentos de Pesquisa.” O Objetivo também não terá aulas da disciplina para os vestibulandos. “Achávamos que as questões seriam mais genéricas, dentro das áreas de história e geografia”, diz o coordenador de Filosofia e Sociologia do colégio, José Maurício Mazzucco. A coordenadora acadêmica do vestibular da Unesp, Tania Cristina Arantes Macedo de Azevedo, justifica a inclusão do tema como um critério extra para selecionar os melhores candidatos. “Queremos um aluno que esteja apto a desenvolver pesquisa e extensão. E, para isso, a reflexão é fundamental.”



Proximidade das provas faz vestibulandos sofrerem com “setembrite”  (EPTV – Virando Bixo – 01/09/10)

Emanuelle Bárbara Dias, de 20 anos, já está mais nervosa.  Tem sido assim nos últimos três anos, sempre que começa o mês de setembro, anunciando a proximidade dos principais vestibulares do país. Ela sonha em cursar Medicina na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e desde que concluiu o Ensino Médio vem tentando. Já prestou também Ciências Biomédicas e Química, cursos menos concorridos, mas o que quer mesmo é ser médica. Sabe das dificuldades de entrar nesse curso em uma universidade pública, por isso fica agoniada conforme os últimos meses do ano se aproximam. “Sinto pressão no cursinho e na minha família”, afirma Emanuele, que, contudo, garante estar confiante, principalmente nas disciplinas de humanas e biológicas, aquelas em que vai melhor. Mas, por via das dúvidas, já intensificou o volume de estudos. Junto com a coordenação de seu pré-vestibular, elaborou um plano que inclui revisão da matéria dada em sala de aula no dia, participação em simulados nos finais de semana, treinos de redação no domingo à tarde e ralação até as 22h de segunda à sexta. Emanuelle admite que é uma rotina cansativa, mas que vale a pena na luta para realizar seu sonho.