02/09/2013 / Em: Clipping

 


Portas Abertas da Unicamp atrai 45 mil e bate recorde   (Correio Popular- Cidades – 01/09/13)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) recebeu ontem um número recorde de45 mil alunos do Ensino Médio no Unicamp Portas Abertas (UPA). A 10ª edição do evento teve mais de 600 escolas inscritas, de seis estados do País. Um grupo de adolescentes do Pará encarou três dias de ônibus para visitar o campus e conhecer os programas das faculdades. Este ano, a organização se preocupou em fazer um evento 100% acessível, com veículos e banheiros adaptados para cadeirantes e tradutores de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) em todas as palestras. Mais de 2 mil funcionários da universidade e outros 2 mil terceirizados trabalharam no encontro. Como no ano passado, quando a organização transferiu o UPA para sábado, não houve congestionamento no entorno da universidade. Além da segurança patrimonial, pelo menos quatro viaturas da Polícia Militar apoiaram o evento. De acordo com o vice-reitor, Álvaro Crósta, a universidade tem relatos de diversos alunos que decidiram que carreira seguir depois deterem conhecido a universidade. “Fazemos deste dia uma experiência rica, com palestras, atividades e eventos que estimulem os alunos”, afirmou. Todo o campus foi tomado por estudantes, que conheceram as faculdades, institutos de pesquisas e laboratórios em passeios guiados a pé ou de ônibus. Sob sol escaldante, calor de 28°C e sensação térmica de 30°C, muitos adolescentes enfrentaram longas filas para visitar alguns prédios de graduação. Um trio de Pouso Alegre (MG) esperou uma hora e meia para conhecer a Faculdade de Engenharia Mecânica. “Mas não foi uma espera à toa. A infraestrutura é uma das melhores que eu já vi”, afirmou Acácio Vital, de 17 anos. Maurício de Camargo Almeida afirmou que, depois da visita, a Unicamp é sua primeira opção para o vestibular. “Gostei do clima da universidade, da localização do campus, dos professores que conversei.” Nem todos estavam interessados apenas na graduação. Depois de visitaremos cursos de maior interesse, alguns aproveitaram para promover uma confraternização nos gramados do campus, que teve até rodinhas de violão. O estudante Lucas Bento Cabral de Oliveira, de 16 anos, saiu às4h para chegar em Campinas na abertura do evento. A viagem puxada, porém, valeu a pena .  “É uma festa. Conheci mais sobre o curso que eu quero prestar, mas também conheci pessoas de vários lugares”, disse Oliveira, que no final do ano vai prestar vestibular para engenharia mecânica.



Ciências do esporte tem mercado em expansão   (EPTV – Virando Bixo – 21/08/13)

Oferecido na FCA (Faculdade de Ciências Aplicadas) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e em outras duas universidades do Brasil, o curso de ciências do esporte vem atraindo cada vez mais interessados. No campus da FCA, em Limeira, são 5,3 candidatos por vaga. Quando foi criado, em 2009, era 1,8 candidato por vaga. Apesar de comum em outros países, o curso é novo no Brasil. Segundo Alcides José Scaglia, coordenador de cursos da Unicamp, o curso nasceu da necessidade de uma maior atenção ao esporte. “Oferecemos licenciatura e bacharelado em educação física, mas em função do momento que estamos vivendo, por conta do tamanho do mundo do esporte, a ciência do esporte acaba sendo uma área que precisa ser discutida. Percebemos que era preciso entender esse fenômeno de forma mais intensa.



Até 2016, universidades federais terão 50% de estudantes cotistas   (Terra – Vestibular – 31/08/13)

Antonio Oliveira começou a trabalhar aos 13 anos fazendo um pouco de tudo para ajudar os pais na sua cidade-natal Colinas, no Maranhão. Foi ajudante de feira, trabalhou em supermercado, vendeu sacolé na rua, trabalhava com os irmãos no campo ajudando os pais a cultivarem grãos e hortaliças. Depois, ia com o pai vender na Ceasa. Antonio estudava em escolas públicas rurais e desde o fim do ensino médio tinha um sonho: ir para uma das grandes universidades federais brasileiras, no Rio, em Brasília ou em São Paulo. Aos 24 anos, Antonio acaba de completar seu primeiro semestre estudando Ciências Econômicas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele entrou na primeira turma da instituição desde que a presidente Dilma Rousseff sancionou, há um ano, a Lei das Cotas. A lei estabelece uma reserva de 50% das vagas em todas as universidades federais brasileiras para alunos de escolas públicas, famílias de baixa renda e ascendência negra ou indígena (o primeiro critério é obrigatório e os demais podem coincidir ou não). A medida, acredita Antonio, ajudará muitos como ele a vencer o ciclo da pobreza. “Quem nasceu no interior, principalmente no Norte e Nordeste, não tem perspectiva de fazer uma faculdade, e ter um emprego melhor”, diz. “Nessas cidadezinhas, as únicas alternativas são ir para o campo ou trabalhar na prefeitura. Antes não havia perspectiva de sair e estudar.”

CFM: Brasil não precisa de novas escolas de medicina, mas de mais vagas de residência médica   (Terra – Vestibular – 02/09/13)

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto d’Ávila, defendeu hoje (11) que o governo passe a investir na abertura de mais vagas em residência médica e não na ampliação de escolas e cursos de medicina. ‘Há uma falsa polêmica entre quantidade e qualidade. A preocupação, mais que o número, é a qualidade do ensino’, avaliou Em junho deste ano, o Ministério da Educação anunciou o Plano de Expansão da Educação em Saúde, voltado para regiões consideradas prioritárias, que prevê o aumento em 10% do número de vagas existentes em cursos de medicina.Atualmente, o país conta com uma média de 1,9 médico para cada mil habitantes. O governo defende que o índice ideal seria 2,5. Durante coletiva de imprensa, o presidente do CFM lembrou que algumas localidades como o Distrito Federal chegam a registrar médias superiores a 6 médicos para cada mil habitantes, mas não oferecem boa assistência à população.



Pela racionalidade na questão docente   (O Estado de S.Paulo – Educação – 31/08/13)

Os dados obtidos pelo “O Estado de S. Paulo” dão concretude ao que já era sabido: é alto o número de docentes que deixam o magistério público. Em 2012, o Estado e o Município de São Paulo perderam, respectivamente, 2.969 e 828 professores concursados. A cada dia, cerca de 8 deles deixaram a rede estadual e 2 se desligaram da municipal. Destaco a trajetória de três jovens professores das redes paulista e paulistana de ensino. Um é alfabetizador, outra leciona história nos anos finais do ensino fundamental e a última dá aulas de sociologia no ensino médio. Os três já enfrentaram depressão e outras enfermidades. Permanecem comprometidos com o trabalho, mas não conseguem equacionar o magistério com as necessidades impostas pela vida. O primeiro concilia a docência com animação de festas, mas deve assumir o táxi do pai.

Falta de interesse pela carreira de professor é comum em todo o País  (O Estado de S.Paulo – Educação – 31/08/13)

A questão docente não é uma preocupação apenas do Estado de São Paulo, mas um drama vivido em todo o País. Estimativa recente aponta déficit de 170 mil professores de Matemática, Física e Química. Mas estatísticas do Ministério da Educação (MEC) revelam uma situação ainda mais grave: o número de interessados em ser professor está caindo a cada ano, o que torna mais difícil suprir as demandas.  De 2006 a 2011, o número de alunos que entraram em Licenciatura e Pedagogia caiu 7,5%. Em 2011, último ano em que os dados estão disponíveis, foi registrado o menor volume de pessoas que ingressaram nesses cursos desde 2004. Foram 662 mil matriculados em cursos presenciais e na modalidade a distância em todo País.