03/05/2013 / Em: Clipping

 


Vestibular da Fuvest teve 75,6% de candidatos brancos, diz pesquisa   (Globo.Com – G1 Vestibular – 03/05/13)

A Fuvest divulgou nesta sexta-feira (3) o resultado do questionário sócioeconômico feito com os 159.609 candidatos que se inscreveram no último vestibular para vagas na Universidade de São Paulo e no curso de medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa. De acordo com a pesquisa, 75,6% dos inscritos se autodeclaram brancos. O índice representa uma pequena queda em relação aos anos anteriores. No vestibular anterior, os candidatos brancos representaram 76,6% do total de inscritos. A Fuvest disponibilizou 11.082 vagas, sendo 10.982 de cursos da USP e 100 da Medicina da Santa Casa. Segundo a pesquisa, 120 mil candidatos do vestibular Fuvest 2013 eram brancos (75,6%); 23,6 mil eram pardos (14,8%); 8,4 mil amarelos (5,3%); 6,5 mil pretos (4,1%); e 352 indígenas (0,2%) (veja tabela abaixo).



USP não tem calouro preto nas três carreiras mais concorridas de 2013   (UOL – Vestibular – 03/05/13)

As três carreiras mais concorridas do vestibular 2013 da USP (Universidade de São Paulo) não têm alunos pretos matriculados no 1° ano. Juntos, os cursos de medicina, engenharia civil em São Carlos e publicidade e propaganda matricularam 369 alunos, segundo a Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular). Desses, 78,3% se declararam brancos, 9,5% são pardos e 11,9%, amarelos. Segundo o Censo do IBGE de 2010, 63,9% dos habitantes paulistas se declararam brancos, 29,1% pardos, 5,5% pretos, 1,4% amarelos e 0,1% indígenas.  Nos dez cursos mais concorridos do processo seletivo 2013, apenas 4 pretos se matricularam. O curso de ciências médicas de Ribeirão Preto, o quarto mais concorrido, teve apenas um preto entre seus 103 calouros. Em jornalismo, sexto lugar na concorrência, ingressou um de 66 alunos. No bacharelado de artes cênicas (8°), há um calouro preto. E no curso de design, matriculou-se este ano apenas um entre 43 alunos. No momento da inscrição na Fuvest, 4,1% dos candidatos do processo seletivo se autodeclararam pretos, 14,8% pardos, 5,3% amarelos e 0,2% indígenas. No momento da matrícula, a presença de pretos e pardos passa a ser menor. Dentre os estudantes que se matricularam pela primeira vez em 2013, 2,2% são pretos, de acordo com informações da Fuvest. Os pardos compõem 10,9% dos calouros, os amarelos são 7,6% e os indígenas formam 0,2% dos alunos.



MEC quer estimular formação de professores de Ciências Exatas   (O Estado de S.Paulo – Educação – 02/05/13)

Com a meta de atrair 100 mil estudantes de ensino médio para seguir a carreira de professor da educação básica na área de Ciências Exatas, o Ministério da Educação (MEC) vai lançar um programa de estímulos por meio de bolsas de estudo.  O governo quer atrair também os 10 mil estudantes de graduação em cursos de licenciatura do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência que oferece bolsas a alunos que se dediquem a estágio nas escolas públicas e se comprometam com o exercício do magistério na rede pública. De acordo com o MEC, a proposta está em fase de elaboração e prevê a oferta de bolsas de incentivo.



Ciência de menos   (Folha de S.Paulo – Editorial –  03/05/13)

A situação do ensino de ciências no Brasil é tão calamitosa que qualquer iniciativa do governo federal para revertê-la seria bem-vinda, só por existir. Um programa em preparo pelo Ministério da Educação vem interromper, em boa hora, a inércia que tem condenado nossos jovens à mediocridade científica. Não é de hoje que esse setor da educação básica vive em crise. Faltam não só bons professores –há carência até dos menos preparados. Sem aulas de matemática, física, biologia e química, decentes ou não, os estudantes se desinteressam e aprendem pouco. Raros deles consideram seguir a carreira docente, menos ainda nessas áreas, o que realimenta o preconceito geral contra a ciência. Várias medidas estão em consideração, de bolsas de estudo para alunos do ensino médio que se interessem por ensinar tais disciplinas a aulas de reforço para universitários que já estejam nos cursos de licenciatura dessas áreas. Mais controversa se mostrou a proposta de uma pós-graduação em prática de ensino para os já licenciados. Não pela orientação do curso –com efeito, é de ferramentas pedagógicas e não de teorias de aprendizagem que os docentes brasileiros carecem–, mas pela ideia de vincular a concessão do diploma ao desempenho dos alunos na matéria que o pós-graduando lecionar na rede pública. Há que debater mais essa vinculação. É difícil medir o progresso de alunos atribuível ao desempenho de um único professor; além disso, soa excessivo cobrar dele resultados antes mesmo de concluído o curso de aperfeiçoamento. Alguma coisa, por certo, é urgente fazer. O resultado da negligência até aqui observada –que não é só do governo, mas de toda a sociedade– se encontra visível nas estatísticas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), baseadas em exames padronizados que se aplicam em dezenas de países e classificam os alunos em seis níveis de proficiência. Em 2009, última prova de ciências do Pisa, o Brasil ficou em 53º lugar entre 65 nações. Apesar de alguma melhora, 83% de nossos alunos param no nível dois, provando-se incapazes de formular explicações e tirar conclusões de pesquisas que não sejam triviais. É preciso muito mais que isso para construir e desenvolver um país.



Chegou a hora da matemática e das ciências  (Jornal Agora – Editorial – 03/05/13)

Quem já não ouviu amigos dizerem que não querem nem saber de matemática e ciências? Isso quando não é a própria pessoa que confessa ter odiado essas matérias na escola. Bem, não é assim na China e na Coreia do Sul. Isso para citar só dois exemplos de nações que estão se dando melhor que o Brasil na dura competição para vender produtos no mercado mundial. Lá a moçada queima as pestanas em cima dos exercícios de matemática. Todo mundo sonha em se formar em engenharia, para trabalhar nas melhores empresas.