03/06/2011 / Em: Clipping

 


Lista de isentos da taxa do Vestibular Unicamp 2012 sai em 17/08  (SejaBixo – Mural – 02/06/11)

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) vai divulgar a lista dos estudantes contemplados com a isenção da taxa de inscrição do Vestibular Unicamp 2012 no dia 17 de agosto, no site – www.comvest.unicamp.br. Também a partir desta data, os contemplados começam a receber – exclusivamente via correio eletrônico – um comunicado de que foram beneficiados. Importante: Os contemplados não são automaticamente inscritos no Vestibular Unicamp 2012.



Maioria é reprovada em matemática  (Correio Popular – Cidades – 03/06/11)

Os estudantes da 3ª série do Ensino Médio das escolas estaduais de Campinas apresentaram os piores resultados nas disciplinas de português e matemática entre os alunos avaliados pelo Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) 2010. Dos 7 mil estudantes da 3ª série do Ensino Médio das escolas estaduais de Campinas que participaram da avaliação, 55% apresentaram desempenho insuficiente em matemática e 34% em português. Os resultados foram considerados preocupantes pelos especialistas. O Saresp avalia a educação básica todos os anos no Estado, desde 1996. Os 45 mil estudantes que participaram da prova em Campinas foram avaliados nas disciplinas de língua portuguesa, matemática, ciências da natureza, além de redação. Segundo o Saresp 2010, 55% dos alunos de Campinas e 57% de toda a rede estadual tiveram desempenho considerado abaixo do básico em matemática no 3º ano do Ensino Médio. Em português, os números foram de 34,7% e 37,9%, respectivamente.  Nas outras séries avaliadas, a média de alunos com um nível considerado abaixo do básico em matemática foi de 30%. Em português, foi de quase 25%. A professora Norma Sandra Ferreira de Almeida, coordenadora associada do curso de pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aponta uma série de fatores que contribuem para o baixo desempenho dos estudantes da rede pública. “Temos centenas de escolas em condições precárias, faltam mais bibliotecas funcionando, alunos envolvidos, além de uma melhor remuneração do professor”, afirma. Para a professora Maria Márcia Sigrist Malavasi, coordenadora do curso de pedagogia da Faculdade de Educação da Unicamp, o prognóstico para o futuro não é muito bom. “Temos uma educação no Estado que é de baixa qualidade. A tendência é que nos próximos anos esse sistema de avaliação continue mostrando desempenho baixo dos estudantes porque a situação das escolas, das salas deaula e da formação dos professores não tem se modificado. Enquanto a escola não melhorar, nenhum teste aplicado nela trará bons resultados. Se as ações não forem emergenciais, os resultados não aparecerão no mesmo tempo. ”Em nota, a Secretaria de Estado da Educação informou que os índices das escolas no Saresp estão sendo analisados por uma equipe de técnicos. Informou ainda que, segundo o secretário Herman Voorwald, mesmo sem dispor da conclusão dessa análise, não há como dissociar a variação negativa desses indicadores da necessidade de mais professores efetivos para a rede estadual de ensino, uma vez que a rotatividade de docentes prejudica o aprendizado dos alunos. E que, por isso, a contratação de mais professores está em andamento.

Superação

O estudante Charles Garcia Pessoa, de 23 anos, conseguiu driblar a defasagem do ensino público. Ele conta que chegou ao 3º ano do Ensino Médio sem grandes perspectivas de ingressar em uma universidade. “Eu não sabia fazer uma simples conta de dividir e no meu primeiro vestibular zerei a prova de matemática”, lembra. Após dois anos e meio de estudo em um cursinho pré vestibular, ele foi aprovado em oito vestibulares de grandes universidades e decidiu por cursar a Unicamp. O jovem cursa o 3º ano de Engenharia da Computação e, em julho próximo, seguirá para a França, onde irá participar de uma especialização na área de Engenharia na Universidade de Grenoble.



Câmara isenta alunos de escola pública de taxa para vestibular (Folha Online – Educação – 02/06/11)

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou nesta quinta-feira projeto que isenta da taxa de inscrição no vestibular os candidatos que tenham cursado todo o ensino médio em escola pública e os que tenham recebido bolsa integral em escola particular. A isenção vale para instituições federais de ensino superior. A proposta, que segue para o Senado, diz que para não pagar a taxa os candidatos devem comprovar renda familiar per capita inferior a um salário mínimo e meio.

Para cursinhos, mudança melhora vestibular da USP (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 03/06/11)

Coordenadores de cursinhos pré-vestibular ouvidos pela Folha acham que as mudanças, no geral, melhoram o processo seletivo. Para Vera Lúcia Antunes, coordenadora do Objetivo, mesmo sendo de apenas cinco pontos, “o aumento da nota de corte vai selecionar alunos com mais preparo”. Ela acredita que a convocação de menos candidatos para a segunda fase tem duas explicações: redução de custos (haverá menos provas para corrigir) e uma valorização maior da primeira fase. Para Nelson de Castro, coordenador pedagógico do Anglo, o uso da primeira fase na nota final valoriza o esforço do candidato. “Considerar a nota da primeira fase é muito legal. É uma informação a mais sobre o candidato”, diz Leandro Tessler, coordenador de relações internacionais da Unicamp, onde já foi responsável pelo processo seletivo. Thiago Aguiar, diretor do DCE, diz que as mudanças tornaram o vestibular “mais difícil e o acesso à universidade mais restrito”. Já Carlos Eduardo Bindi, diretor do Etapa, acha que as mudanças são quase inócuas porque, nas carreiras mais concorridas, a nota de corte é muito superior ao mínimo de 27 pontos. Mas Bindi vê uma vantagem: os candidatos terão mais tempo para responder às 16 questões da 2ª fase. “A prova estava longa. Dava 12 minutos por questão”, diz Alberto Ciscato, coordenador do Intergraus.