03/10/2008 / Em: Clipping

 


Vestibular Nacional Unicamp 2009 está com as inscrições abertas (SejaBixo – Mural – 02/10/08)

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp, Comvest, já está com as inscrições abertas para o Vestibular Nacional Unicamp 2009. Os candidatos têm até o dia 07 de outubro para se inscrever. O formulário de inscrição está disponível no site www.comvest.unicamp.br. A taxa de inscrição é de 105 reais. Os candidatos que receberam a isenção total e os estudantes beneficiados com desconto de 50% no valor da taxa devem preencher um formulário específico, também disponível no mesmo site da inscrição, utilizando o código enviado pela Comissão. Já os candidatos pagantes devem, após 72 horas do pagamento da taxa de inscrição, consultar sua situação para assegurar que não houve nenhum problema. O Vestibular Unicamp 2009 oferece 3.434 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto). No ano passado, a Comvest registrou 49.477 inscritos. O Kit do Vestibulando está disponível no site www.comvest.unicamp.br e é gratuito. O material é formado pelo Manual do Candidato e pela Revista do Vestibulando. Além de orientar o candidato sobre as provas do Vestibular Unicamp 2009 e todo o processo de inscrição e convocação, o kit traz informações sobre todos os cursos, inclusive as novas opções oferecidas pela Faculdade de Ciências Aplicadas (novo campus de Limeira). Além da criação de oito novos cursos que serão ministrados no novo campus de Limeira, as principais mudanças para este ano são: ao invés de três os candidatos podem fazer até duas opções de cursos; Odontologia não exigirá mais a prova de aptidão; o tempo mínimo de permanência nas salas nos dias de provas passa de duas horas para duas horas e meia; haverá apenas uma nota de corte (NMO) para as provas prioritárias de cada curso e os critérios para convocação e classificação dos candidatos estão mais simples; a prova terá uma mudança gráfica: deixa de ter um caderno separado para as respostas, que passarão a ser feitas no próprio Caderno de Questões. Porto Alegre não abrigará mais as provas do Vestibular Unicamp.

Datas

A primeira fase acontece no dia 16 de novembro de 2008 com uma prova que inclui a Redação e 12 questões gerais dissertativas: Matemática, Física, Química, Biologia, História e Geografia. Dia 17 de dezembro a Comvest divulga a lista dos que passaram para a segunda fase e os locais de prova. A segunda fase será realizada de 11 a 14 de janeiro de 2009, com oito provas dissertativas (duas por dia) das disciplinas obrigatórias do núcleo comum do ensino médio: Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa, Ciências Biológicas, Química, História, Física, Geografia, Matemática e Inglês. As provas de aptidão, para os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais, Dança e Música acontecem em Campinas, entre os dias 19 a 22 de janeiro. A primeira chamada será divulgada dia 05 de fevereiro e a matrícula dos convocados em primeira chamada deve ser feita dia 10 de fevereiro.



SP cria plano de curso superior à distância (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 03/10/08)

Programa deve ser implantado no próximo ano e prevê que USP, Unicamp e Unesp criem 6.600 vagas, sendo 5.000 de pedagogia

1º módulo do programa terá cursos para ampliar a oferta de vagas na formação de professor em áreas como física, química e biologia

Um programa que envolve o governo de São Paulo e as três universidades estaduais paulistas -USP, Unesp e Unicamp- pretende criar um sistema de ensino superior de graduação a distância, com ênfase na pedagogia, que prevê a abertura de 6.600 vagas já em 2009. Segundo o secretário de Ensino Superior, Carlos Vogt, está definida a abertura de 5.000 vagas no curso de pedagogia, da Unesp, 700 de licenciatura em biologia e outras 900 de licenciatura em ciências, na estrutura da USP. Esses números ainda podem sofrer mudanças. O primeiro módulo do programa, conforme o plano, terá cursos de graduação para ampliar a oferta de vagas na formação de professores em áreas básicas, como línguas, física, química e biologia. Somente na rede estadual de São Paulo, há 25 mil professores sem diploma superior -10% do total. O detalhamento do programa, chamado Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), vem sendo discutido desde 2007 por governo, universidades e outras instituições associadas, como a Fapesp e a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura.
O governador José Serra (PSDB) disse que o projeto é “fundamental”. “É um instrumento novo, com um potencial grande, e nós temos que aprender, cada vez mais, a aproveitá-lo. Vai ser muito importante no ensino direto para os alunos, na formação de professores para complementar a sua formação universitária, na sua reciclagem continuada”, disse. Depois, o governo pretende expandir a Univesp para o sistema de gestão de ensino (cursos de capacitação oferecidos hoje pela rede estadual), além de cursos de especialização e de mestrado e doutorado. A idéia, afirma Vogt, é criar uma rede virtual de ensino superior chancelada pelo prestígio acadêmico das estaduais. Por meio da rede, o aluno poderá receber aulas, consultar uma biblioteca virtual e acompanhar pela TV o material de apoio pedagógico. O restante do programa pouco difere do ensino tradicional, com provas, aulas presenciais etc. “Teremos um canal aberto 24 horas que repetirá a programação a cada oito horas”, afirma o secretário Vogt. A grade curricular ficará a cargo das universidades. O projeto prevê ainda bibliotecas e o uso da rede de unidades de ensino para as aulas presenciais -esse sistema, de acordo com o projeto, terá ao menos 70 pontos espalhados pelo Estado.

Instituto na USP

Na USP, a implantação dos cursos a distância de biologia e de ciências depende de aprovação de comissões internas. Segundo Gil da Costa Marques, presidente da comissão na USP que debate o tema, outros institutos, como o de física, química e matemática, também foram procurados para propor a criação de cursos, mas a discussão ainda está no começo. “A idéia é instalar laboratórios em carretas, que seriam levadas de um pólo a outro. Os pólos seriam os campi da USP, na capital e no interior.” A USP também estuda a criação do IAE (Instituto de Aprendizado Eletrônico), que já está em estágio avançado. A Folha teve acesso ao projeto, que ainda falta ser votado no Conselho Universitário. De acordo com o documento, elaborado por uma comissão formada em dezembro de 2007, o IAE vai permitir a criação de uma diretriz de ensino eletrônico e ampliar a oferta desse mecanismo. Segundo Marques, o instituto daria suporte à Univesp e também coordenaria o uso de recursos tecnológicos nos cursos presenciais, dando suporte operacional, pedagógico e à produção do material didático. O plano do IAE prevê cinco docentes e um corpo técnico, com custo anual de R$ 1,19 milhão -0,05% do orçamento da USP, de R$ 2,3 bilhões.