03/11/2010 / Em: Clipping

 


Um desafio do tamanho do Brasil  (Editora Segmento – Revista Ensino Superior – Edição 145)

A conjuntura econômica brasileira em 2010 traz um momento de reflexão aos mantenedores e gestores de instituições de ensino superior. Qual impacto o desenvolvimento econômico gera ao setor? Estariam as instituições de ensino superior preparadas para acompanhar esse desenvolvimento? E mais: há formação de mão de obra qualificada suficiente para garantir os prognósticos positivos? Se as previsões dos economistas estiverem corretas, o Brasil entra na segunda década do século 21 no caminho de expansão consolidada de seu Produto Interno Bruto (PIB) previsto pelo Banco Central para fechar na casa dos 7,34% neste ano. Porém, esse indicador pode ser revisto até dezembro. E, pela sua recente trajetória, tudo indica que para cima. Exemplos da boa fase financeira do país são diversos. Tomem-se como amostra estudos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A taxa de expansão dos investimentos na economia do país, indicada pelo banco, até 2013, é da ordem de 10% ao ano. A afirmação é fruto de análises da instituição considerando as intenções de investimento das empresas nas áreas da indústria e infraestrutura no ciclo 2010-2013. Especificamente, cinco setores são vistos como propulsores desse dinamismo: petróleo e gás, energia elétrica, logística, construção habitacional e agronegócios.  “As instituições de ensino superior são integrantes do processo de crescimento econômico, pois são organizações produtoras de serviços educacionais, os quais são parte do PIB. Ao mesmo tempo, esse PIB gera renda e quanto mais ele crescer, maior será a demanda pelos serviços das instituições”, reflete o economista e vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, Roberto Macedo. Para Macedo, o mercado do ensino superior está com pressão de maior oferta e mais disputado. “Assim, cada instituição deve procurar se tornar competitiva, em especial as particulares, pois as públicas têm sua competitividade assegurada pela não cobrança de anuidades.” Ele aponta a inovação como caminho a ser seguido. “Uma oportunidade que vejo seria ampliar a oferta de cursos com ciclos básicos comuns a várias áreas, pois na graduação os jovens precisam de uma formação mais geral que a oferecida atualmente, já que o mercado de trabalho se comporta de tal forma que muitas vezes as pessoas vão trabalhar em ocupações atípicas da profissão escolhida”, analisa. Macedo ressalva que, no aspecto quantitativo, as instituições de ensino superior estariam preparadas para atender à demanda de mercado frente ao crescimento econômico, apesar de, em sua avaliação, ainda haver muito espaço para avançar no que diz respeito ao conteúdo dos cursos, na forma de organizá-los e ministrá-los, e na sua qualidade. Ao rever estatísticas de organismos nacionais e internacionais em educação é possível exemplificar o pensamento de Macedo. Entre os países emergentes, que nos últimos anos se destacaram pelo crescimento de sua economia e foram batizados, no mercado financeiro, pela sigla BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o nível da formação superior brasileiro é o mais baixo. Na Índia graduaram-se 14 milhões de estudantes em 2006, de acordo com as estatísticas do governo indiano. Em 2008, segundo dados do censo da China, publicados no China Yearbook 2009, o número de matrículas no ensino superior era superior a 20 milhões. A Unesco estipulou, em 2009, que nove milhões de russos estariam em assentos universitários. O Brasil tinha, em 2008, 5,8 milhões de matrículas no ensino superior, contando com o ensino a distância.



Locais de prova serão divulgados no próximo dia 11  (Folha Dirigida – Vestibular – 01/11/10)

Os candidatos que irão realizar o vestibular 2011 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) poderão conferir os locais de prova da primeira fase a partir do próximo dia 11, quinta-feira. A relação poderá ser consultada na página eletrônica da comissão organziadora. A Comvest, organizadora do exame, recebeu número recorde de inscritos, no total, 57.201 candidatos, 3% a mais do que o vestibular anterior. São oferecidas 3.444 vagas, distribuídas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade de Medicina e Enfermagem de São José do Rio Preto (Famerp). A relação candidato por vaga geral aumentou, passando de 16,1, no ano passado, para 16,6, nesta edição. O curso mais concorrido é o de Medicina, com 11.427 inscritos, quase 104 candidatos por vaga.

Provas

A primeira fase será realizada no dia 21, penúltimo domingo do mês de novembro, e contará com duas provas, uma de Conhecimentos Gerais, com 48 questões múltipla escolha, e uma Redação, composta de três textos de gêneros diversos, todos de execução obrigatória. Já a segunda etapa acontecerá entre os dias 16 e 18 de janeiro de 2011, com provas relativas às disciplinas de Língua Portuguesa e Literatura Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Artes e Língua Inglesa. A lista de habilitados para a segunda fase será divulgada no dia 20 de dezembro, bem como os respectivos locais de prova. A relação de aprovados em primeira chamada será em 7 de fevereiro de 2011, com matrículas a serem realizadas no dia 10 do mesmo mês.