04/05/2015 / Em: Clipping

 


Confira a lista de livros para o Vestibular 2016 da Unicamp   (EPTV – Virando Bixo – 04/05/15)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) terá um programa próprio de leituras para a prova de literatura a partir do Vestibular 2016. Há oito vestibulares a lista de obras estava unificada com a Fuvest. Com a lista própria, a Unicamp passa a exigir a leitura de 12 obras, em vez das nove pedidas atualmente. Seis obras da lista de 2015 estão mantidas na relação válida a partir de 2016. De acordo com a universidade, a renovação das obras que compõem a lista será sempre parcial, e deve acontecer anualmente. A lista própria é composta de obras de diferentes gêneros e extensões, podendo incluir romances, coletâneas de poemas e peças teatrais, mas também textos curtos, como contos, crônicas, peças de oratória ou de crítica. Além dos autores consagrados na história das literaturas brasileira e portuguesa, a relação do vestibular contempla também a produção literária mais recente. Abaixo, o programa de leituras para o Vestibular 2016 da Unicamp.



Educação

‘Booktubers’ comentam livros do vestibular em vídeos na internet  (Folha Online – Educação – 04/05/15)

Li ‘Vidas Secas’ só por ler, meio sem vontade. Anos depois, quando assisti a Tati, realmente fiz por interesse”, diz o arquiteto Rafael Ribeiro, 22. Ele se refere a Tatiana Feltrin, 33, dona de um canal no YouTube que comenta uma das exigências do vestibular: os livros.  Os chamados “booktubers” formam um grupo de fãs da literatura que se reúne pela internet. Eles leem pelo menos um livro por semana e comentam on-line. Entre as obras, estão aquelas de leitura obrigatória nas provas das universidades públicas. “Estou com um desafio de falar sobre cem obras da literatura brasileira. Já levantei os nomes da Fuvest. A cada 15 dias vou comentar sobre uma delas”, diz Feltrin, dona do canal criado em 2007 que leva o seu próprio nome. Os vídeos são feitos, quase sempre, na casa de cada um e sem muita produção.  Eles não se sustentam com esses canais. O único pagamento vem do “Google AdSense”, ferramenta que conecta anunciantes com canais de produtores de conteúdo na internet.

Confira a lista dos livros exigidos pela USP e Unicamp para o vestibular   (Folha Online – Educação – 04/05/15)

A USP e a Unicamp divulgaram no início do ano suas listas de livros obrigatórios para os vestibular 2016. De acordo com a assessoria da Fuvest, o Conselho de Graduação (CoG) da USP manteve a lista de livros obrigatórios no último vestibular. A leitura obrigatória da USP é a mesma aplicada nos vestibulares de 2014 e 2015, com nove obras. Confira abaixo a relação.



Cresce procura pelo ensino do português do Brasil no mundo   (Terra – Educação – 02/05/15)

A maior visibilidade do Brasil no exterior, impulsionada nos últimos anos pela escolha do País como sede dos maiores eventos esportivos do planeta, tem reflexo também na procura pelo ensino do idioma português, em sua vertente brasileira. A Rede Brasil Cultural, instrumento do Itamaraty para a promoção da língua portuguesa e da cultura brasileira no exterior, atende a 9 mil alunos em 44 países, de cinco continentes, com cerca de 200 professores. Em Helsinki (capital da Finlândia), atletas que virão para as Olimpíadas do Rio em 2016 estão entre os alunos da rede. Na Austrália, os atletas locais também já tiveram aulas com professores brasileiros na Australian National University. Ao todo, a rede é formada por 24 centros culturais e cinco núcleos de estudo, que funcionam com as embaixadas brasileiras, e 40 leitorados, formados por professores universitários brasileiros que passam por uma seleção e recebem uma bolsa do Itamaraty para lecionar português e/ou cultura brasileira em universidades estrangeiras. A presidenta do Chile, Michelle Bachelet, que surpreendeu a muitos ao cantar o Hino Nacional brasileiro durante a posse da presidenta reeleita Dilma Rousseff, aprendeu português, ainda na adolescência, no Centro Cultural Brasil-Chile, em Santiago.



Cotas serão necessárias enquanto houver racismo, diz Janine Ribeiro   (Globo.Com – G1 Vestibular – 04/05/15)

Políticas de ação afirmativa, como as cotas raciais e sociais, serão necessárias “enquanto houver racismo”, afirmou o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. Em entrevista exclusiva ao G1 na quinta-feira (30), em São Paulo, o ministro, que nesta semana completa um mês à frente do Ministério da Educação, disse que a desigualdade que resulta da discriminação de negros e indígenas “é uma realidade empírica”. “Isso requer medidas. E a medida mais adequada se chama ação afirmativa, que pode incluir ou não cotas, mas que é muito importante”, afirmou o ministro. O MEC adotou em agosto de 2012 a política de cotas sociais e raciais no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Em 2013, as universidades federais e institutos tecnológicos destinaram 12,5% das vagas para alunos de escolas públicas e, dentro deste universo, um percentual para estudantes autodeclarados pretos, pardos ou indígenas. Em 2014, 25%. Em 2015, 37,5%. Em 2016, 50% das vagas serão para cotistas (veja ao final dessa reportagem um exemplo da distribuição das vagas pela lei das cotas). Levantamento feito pelo G1 em 2014 apontou que, em 90% dos cursos do Sisu, os negros tiveram nota de corte menor entre os cotistas, e os alunos de rede pública passariam sem cotas em 11% dos cursos ofertados. Professor aposentado de filosofia e ética da Universidade de São Paulo, Janine Ribeiro não se posicionou oficialmente nem a favor nem contra a implantação de cotas raciais e sociais na USP, que atualmente passa por um momento de pressão dos movimentos negros, estudantis e sindicais para ampliar sua política de ação afirmativa. Atualmente, a USP dá bônus para estudantes da rede pública, e um bônus extra caso o estudante se encaixe na categoria PPI (preto, pardo ou indígena). “A USP se convenceu da importância de você favorecer o aluno egresso do ensino público. Mas até hoje, em termos de cotas raciais, ela foi tímida. Mas isso, de qualquer forma, está sendo colocado em discussão”, disse o ministro. Leia a seguir trecho da entrevista de Renato Janine Ribeiro ao G1:

UFMG diz que notas de cotistas são equiparáveis a dos outros alunos   (Globo.Com – G1 Vestibular – 01/05/15)

Alunos que entraram na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pelo sistema de cotas não têm dificuldade em acompanhar as aulas. É o que aponta um estudo coordenado pela Pró-reitoria de Graduação (Prograd) e apresentado nesta quinta-feira (30). “Mais da metade dos estudantes que vieram de escola pública apresentou um rendimento cognitivo acima do apresentado pelos alunos de escola particular. Além disso, a evasão entre eles é menor e a motivação é maior. Não é que eles sejam melhores, mas estão em pé de igualdade”, explicou o pró-reitor de graduação da UFMG Ricardo Takahashi. Segundo ele, a pesquisa contradiz opiniões existentes dentro da própria universidade de que cotistas seriam incapazes de compreender os professores. Em 2014, dos 3.720 alunos que abandonaram seus cursos, 2.758 vinham do ensino privado. No ano anterior, período em que a UFMG aderiu à Lei de Cotas, a média do Desempenho Acadêmico, cujas notas variam de 0 a 5, chegou a 3,49 entre os cotistas, enquanto que os demais estudantes alcançaram 3,07. “As pessoas que tem preconceito se esquecem que a gente também passou pelo vestibular. Lógico que quem teve educação em escola privada aprendeu mais pra passar na seleção. Mas isso não significa que nós não tenhamos conhecimento, cultura e capacidade”, alegou a estudante de jornalismo Dafne Braga. Ela entrou na UFMG pelo sistema de cotas por ter vindo do ensino público.

Professores no Brasil estão entre os mais mal pagos em ranking mundial   (Globo.Com – G1 Vestibular – 30/04/15)

O Brasil é o lanterninha em um ranking internacional que compara a eficiência dos sistemas educacionais de vários países, levando em conta parâmetros como os salários dos professores, as condições de trabalho na escola e o desempenho escolar dos alunos. O ranking é de setembro do ano passado, mas volta à tona no momento em que o governo paranaense aprova uma redução nos benefícios previdenciários dos professores do Estado. A votação da lei elevou as tensões e levou a um tumulto no qual pelo menos 170 pessoas ficaram feridas após a repressão policial de um protesto de professores em Curitiba. Os professores paranaenses estão em greve desde sábado (25 de abril). Em São Paulo, professores da rede estadual estão em greve desde 13 de março, reivindicando reajuste salarial e melhores condições de trabalho. O estudo internacional foi elaborado pela consultoria Gems Education Solutions usando dados dos mais de 30 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e alguns emergentes, como o Brasil. Nele, o país aparece como um dos últimos em termos de salário pago aos professores, por exemplo. O valor que os educadores brasileiros recebem (US$ 14,8 mil por ano, calculado por uma média de 15 anos e usando o critério de paridade de poder de compra) fica imediatamente abaixo do valor pago na Turquia e no Chile, e acima apenas de Hungria e Indonésia.