04/05/2017 / Em: Clipping

 

 

 

 

Pedidos de isenção de taxa da Unicamp 2018 vão até 23 de maio (Universia – Notícias – 03/05/2017)

Pedidos de isenção de taxa do vestibular da Unicamp podem ser feitos até 23 de maio

Os estudantes que prestarão o vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) têm 23 de maio para fazerem o pedido. As inscrições para a prova começam em 31 de julho. Confira outras notícias sobre educação e fique por dentro do universo educativo. Serão três modalidades para a isenção:

Categoria I: ser de família com renda de até R$ 1.300 por pessoa; ter cursado ensino médio em escola pública; morar em São Paulo.

Categoria II: ser funcionário da Unicamp e da Funcamp; morar em São Paulo.

Categoria III: ser candidato aos cursos de licenciatura do período noturno; morar em São Paulo.

O resultado das isenções será divulgado no dia 28 de julho. Vale lembrar que os isentos não estão automaticamente inscritos no vestibular.


 

 

 

A reforma do ensino médio e os professores (O Globo – Artigos – 02/05/2017)

A aprovação da lei da Reforma do Ensino Médio e o envio do projeto de implantação da Base Curricular Comum ao Conselho Nacional de Educação remetem de imediato ao debate sobre a formação de professores aptos a protagonizar as transformações radicais exigidas na educação. A reforma do ensino médio, com a definição de caminhos formativos, de livre escolha dos alunos, conduz à necessária introdução de uma “transversalidade” entre as várias disciplinas, o que exige melhor preparação, no que concerne aos conteúdos, tornando os professores aptos a ministrar várias disciplinas na mesma grande área de conhecimento. Um dos percursos alternativos é o da educação profissional, o que significa mais docentes com a formação técnica indispensável. Por outro lado, a Base Comum Curricular deve contemplar a flexibilidade indispensável à notável diversidade regional verificada no país. Evidentemente, tudo isto impõe a revisão das licenciaturas e a capacitação para a aplicação de metodologias de aprendizagem mais eficazes e compatíveis com as novas tecnologias da informação e da comunicação. Cerca de 15% dos professores entram nas salas de aula sem ao menos portar um diploma de curso superior. Por quê? Entre outras razões, pelos elevados níveis de evasão das licenciaturas. Na Coréia, por exemplo, a taxa de abandono dos cursos de licenciatura é nula, enquanto aqui no Brasil ela ultrapassa 25%. Este índice decorre em parte das estruturas curriculares utilizadas, que não priorizam a prática pedagógica e as matérias de formação específica. Em alguns países da OCDE tais disciplinas contabilizam cerca de 80% da carga horária total dos cursos de licenciatura e, no Brasil, não mais do que 35%. Além disso, as estruturas curriculares não contemplam a formação transdisciplinar, determinante na organização de currículos modernos e consistentes. Verifica-se que muitos docentes não preenchem os requisitos previstos na Lei de Diretrizes e Bases, de 1996, e, dessa forma, licenciados numa disciplina acabam por ter que ministrar outras. Em diversos estados tornou-se recorrente a prática de, a cada ano, ser solicitada ao respectivo Conselho Estadual de Educação a contratação de algumas centenas de professores, que irão preencher as inúmeras lacunas nas salas de aula, em virtude do baixíssimo efetivo de docentes na ativa que atendam a todos os requisitos. Infelizmente, os números nacionais são elevados. Como mencionei noutra ocasião, cerca de 70% dos docentes de física não são licenciados na matéria. Na geografia, mais de 60% e na Matemática, mais de 50%. Finalmente, a boa educação impõe um compromisso com a avaliação permanente, tanto dos docentes, como dos gestores, e da própria infraestrutura das instituições de ensino. Também não há como ignorar a questão salarial, gravíssima em nosso país. As crises nos Estados e a falta de compromisso, em alguns, para com a educação, contribuem para os péssimos índices de desempenho na nossa educação básica. Se as reformas também compreenderem a busca por uma nova carreira do magistério, capaz de atrair e motivar os jovens estudantes, como já ocorre na medicina e nas engenharias, os resultados logo aparecerão.


 

 

 

Inscrições para o Enem 2017 começam na próxima segunda-feira (Extra – Notícias – 04/05/2017)

As inscrições para a o Exame Nacional do Ensino Médio – Enem 2017 começam na próxima segunda-feira (8). Os estudantes terão duas semanas para se inscrever no site do Inep, com o prazo se encerrando às 23h59 de 19 de maio. O valor da inscrição é de R$68. O portal vai começar a receber as inscrições às 10h do dia 8. Mas não se assuste se não conseguir acessá-lo, pois devido ao grande número de acessos esperado é possível que o servidor apresente lentidão no início do período de inscrições. Os interessados devem ter em mãos os números do CPF e do documento de identidade (RG). No formulário de inscrição também serão pedidos dados sobre escolaridade, grupo familiar, e informações pessoais, como e-mail e telefone. Alterações no cadastro de inscrição poderão ser realizadas, também online, a partir das 10h do dia 9 de maio e até as 23h59 do dia 20.


 

 

 

 

 

 

Enem: levantamento mostra o que mais cai na prova desde 2009 (G1 – Educação – 04/05/2017)

Temas do ensino fundamental são os mais comuns. Levantamento do SAS considerou 3 mil perguntas do Enem, inclusive as das provas de 2º aplicação.

 Conteúdos do ensino fundamental são os mais cobrados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), conforme estudo que analisou toda as 3.076 questões aplicadas no exame entre 2009 e 2016. Realizado pelo Sistema Ari de Sá (SAS), o levantamento incluiu as provas de 2ª aplicação e buscava identificar todos os assuntos já abordados e seus índices percentuais.

Ciências Humanas

ANÁLISE (professor Ademar Celedônio, Diretor de Ensino do SAS): “As provas de Ciências Humanas têm um caráter meio conteudista meio analítico/reflexivo, pois ora pede ao aluno apenas identificação de fenômenos históricos, por exemplo, ora exige dele uma análise acerca do período identificado. Dessa forma, a maioria das questões se debruçam sobre a Idade Contemporânea, como a Guerra Fria e a consolidação da democracia em países latino-americanos, e sobre assuntos referentes à Geografia Agrária e ao meio ambiente, sem deixar também de citar as relações no mundo do trabalho e os conceitos de ética e justiça nos dias atuais. O Enem tem buscado fazer o aluno imergir nos fatos ocorridos em outros tempos históricos e temas atuais que, de certa forma, influenciam no seu dia a dia. “

Raio X do Enem – Linguagens: professores do SAS analisaram provas do Enem aplicadas entre 2009 e 2016 (Foto: Arte/G1) Raio X do Enem – Linguagens: professores do SAS analisaram provas do Enem aplicadas entre 2009 e 2016 (Foto: Arte/G1)

Raio X do Enem – Linguagens: professores do SAS analisaram provas do Enem aplicadas entre 2009 e 2016 (Foto: Arte/G1)

Linguagens

ANÁLISE (professor Ademar Celedônio, Diretor de Ensino do SAS): “Praticamente um terço das questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologia exigem do aluno interpretação textual, seja de textos verbais, seja de textos não verbais. Por meio de notícias, trechos de livros, charges, cartuns e obras literárias, por exemplo, e tendo como mote algum tema muitas vezes relacionado ao contexto atual, o aluno é instigado a interpretar as informações contidas no texto aliando-as ao seu conhecimento de mundo e, por vezes, de língua.”

Raio X do Enem – Natureza: SAS analisou todas as provas desde 2009 para descobrir o que mais caiu ao longo dos anos (Foto: Arte/G1) Raio X do Enem – Natureza: SAS analisou todas as provas desde 2009 para descobrir o que mais caiu ao longo dos anos (Foto: Arte/G1)

Raio X do Enem – Natureza: SAS analisou todas as provas desde 2009 para descobrir o que mais caiu ao longo dos anos (Foto: Arte/G1)

Ciências da Natureza

ANÁLISE (professor Ademar Celedônio, Diretor de Ensino do SAS): “Nas provas de Biologia, há predominância de muitas questões que abordam o tema “Ambiente e humanidade”; o mesmo acontece nas provas de Química. O assunto esteve presente em 11% das questões dessa área nos últimos oito anos. Isso comprova que o exame está mais preocupado em fazer o aluno refletir sobre as ações antrópicas que prejudicam o meio ambiente e, consequentemente, a sociedade. Além disso, nas disciplinas também aparecem conceitos físicos ou químicos presentes no dia a dia dos alunos, mostrando que o ENEM quer fazer o aluno compreender que os assuntos ensinados em sala de aula têm aplicabilidade no cotidiano.”

Raio X do Enem: SAS analisou provas do Enem desde 2009 para descobrir o que mais cai (Foto: Arte/G1) Raio X do Enem: SAS analisou provas do Enem desde 2009 para descobrir o que mais cai (Foto: Arte/G1)

Raio X do Enem: SAS analisou provas do Enem desde 2009 para descobrir o que mais cai (Foto: Arte/G1)

Matemática

ANÁLISE (professor Ademar Celedônio, Diretor de Ensino do SAS): “Em matemática também predominam questões que cobram conteúdo do ensino fundamental. Esses assuntos são aqueles que na vida do aluno têm muito mais sentido que geometria analítica, por exemplo. As questões são muito mais de geometria plana. Funções com 9%, é o primeiro assunto do ensino médio. Buscam muito menos conta do que de raciocínio. O ponto de vista é muito mais o que o aluno enxerga de perspectiva. Por ser uma prova interdisciplinar, o Enem não contempla assuntos como matrizes, determinantes, binômio de Newton. Porque não são práticas do cotidiano”.