04/07/2009 / Em: Clipping

 


Entenda como a UnB planeja adotar o novo Enem a partir de 2011  (Globo.Com – G1 Vestibular – 03/08/09)

Mais de quatro milhões de jovens devem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que, neste ano, ganhou uma importância ainda maior porque a nota passa a valer na disputa por uma vaga na maioria das universidades federais do país. Na Universidade de Brasília (UnB), porém, a adesão ao novo Enem só vai acontecer em 2011. A nota no exame poderá ser usada como parte da nota do vestibular da UnB ou para preencher parte das vagas. A instituição não cogita substituir o atual processo de seleção, que há mais de dez anos utiliza conceitos como o de interdisciplinariedade e contextualização nas questões da prova, tanto no seu vestibular quanto no Programa de Avaliação Seriada (PAS). “O sistema é um avanço por ter um exame unificado no país, mas tem o problema ainda da diversidade no ensino médio no Brasil, que pode ter forte implicação para a forte migração de estudantes de uma região para outra”, afirma Márcia Abrahão Moura, decana de Graduação da UnB. Com a mudança no formato do Enem, o número de questões foi mais do que duplicado (passou de 63 para 180) e a prova será aplicada em dois dias (3 e 4 de outubro). No ano que vem, o Enem será obrigatório para todos os estudantes do último ano da rede pública.



Língua vai ter peso maior na nota final da FUVEST  (Folha de S.Paulo – Fovest – 04/08/09)

O vestibular da Fuvest deste ano está diferente, e uma das mudanças é a prova discursiva de língua inglesa, na segunda fase. Mais novidade ainda é que duas das 20 questões do penúltimo dia da segunda etapa serão de inglês, o que representa 3,3% da nota final do candidato -contra 2,2% nos outros anos. É a primeira vez que a Fuvest cobra língua inglesa em questões dissertativas. Até 2008, inglês só constava na primeira fase, em cinco dos 90 testes -que se mantêm neste ano. De acordo com Quirino Augusto Carmello, pró-reitor de graduação substituto e membro da comissão que definiu as alterações do vestibular 2010 da Fuvest, as questões discursivas -com prováveis respostas em português- servem para que o foco da prova seja mantido na compreensão do texto. Segundo Carmello, a intenção de colocar inglês na segunda fase foi fazer com que os conhecimentos de língua inglesa estivessem presentes na nota final do candidato, já que neste ano a primeira fase não é contabilizada no resultado final. Quando a USP anunciou, em abril, as alterações no vestibular, a instituição avisou que pretendia trazer a interdisciplinariedade para a segunda fase, que costumava ter apenas disciplinas relacionadas ao curso pretendido pelo candidato. O professor Carmello confirma a tendência ao falar das outras disciplinas no segundo dia de provas. “São, em média, três questões por disciplina. Não dá para precisar porque vão haver questões interdisciplinares, que contarão com duas matérias.” O manual do candidato já está disponível na internet (leia mais ao lado). A professora Denise Maciel Selmo, colunista de inglês do Fovest, aposta que a língua estrangeira servirá de ferramenta para outras disciplinas. “Na primeira etapa, o foco deverá ser interpretação de texto. Na segunda, inglês deve se aliar a outras disciplinas”, diz a professora, que cita a astronomia e a gripe suína como temas que podem ser abordados. Na Unicamp, estão mantidas as 12 questões discursivas que cobrarão compreensão de texto. “Mas é claro que conhecimentos gramaticais ajudam”, diz Claudio Batalha, coordenador-adjunto da Comvest. Já na Unesp, o inglês constará na prova objetiva e na discursiva específica. O peso do inglês ainda não foi definido. Na Unifesp, o Enem (que neste ano não cobra inglês) será a forma única de ingresso em 19 dos 26 cursos. Nos outros sete, Enem, fase de testes mais redação e fase discursiva serão responsáveis, cada um, por um terço da nota. O inglês estará presente na prova de questões objetivas, em 15 das 45 questões. O peso das questões e da redação ainda não foi definido. Na UFSCar, segundo o manual do candidato, haverá língua inglesa na segunda fase. Serão cinco questões discursivas e os pesos dependem do curso.

Rádio e TV forma profissional versátil  (Folha de S.Paulo – Fovest – 04/08/09)

Evelyn, 27, virou protagonista de uma série de sucesso na internet; Guilherme, 23, faz animações para comerciais. O que eles têm em comum? A carreira de rádio de TV.
Com formação generalista, o curso capacita o profissional para trabalhar com roteiro, edição e produção de programas. Ele pode ainda operar câmeras e equipamentos de iluminação, entre outras atividades. “Para saber o que faz um profissional de rádio e TV, é só imaginar qual equipe é necessária para realizar o programa a que você está assistindo”, afirma Marco Vale, coordenador de rádio e TV da Faculdade Cásper Líbero. Diferentemente do que o nome sugere, a área de atuação não se restringe a emissoras de rádio e de TV. O formando pode trabalhar também em cinema, em produtoras e na criação de vídeos para a internet -mercado crescente nos últimos anos com o barateamento de equipamentos de edição e a popularização da banda larga e de sites como o YouTube. Essa diversidade tornou defasado o nome do curso, segundo as próprias universidades. A Unesp está debatendo a mudança da nomenclatura para audiovisual, afirma Marcos Américo, coordenador do curso. Em 2001, o mesmo ocorreu na USP -onde a carreira de audiovisual inclui cinema. É justamente a produção de audiovisual o enfoque dado na Unesp, diz Américo. Segundo ele, os alunos têm aulas práticas desde o início do curso. Entre as tarefas está, por exemplo, produzir programas de TV de meia hora. É uma oportunidade, afirma o coordenador, de os estudantes atuarem em todas as etapas de produção, da iluminação à direção. A Unesp deve inaugurar uma TV digital até o final do ano em Bauru (interior de SP), onde o curso de audiovisual é oferecido, conta Américo.O mercado de trabalho está em expansão, disse ele. Além da internet, na Unesp os alunos podem trabalhar em emissoras regionais de TV ou rádio da região de Bauru. Dependendo da função, o salário varia de R$ 800 a R$ 5.000, segundo o Sindicato dos Radialistas, responsável pela categoria. Na Cásper Líbero, boa parte dos alunos obtém estágio na TV Gazeta, da mesma fundação que abriga a faculdade. Outras emissoras de TV e produtoras de conteúdo também absorvem os recém-formados, diz o coordenador Marco Vale. A mensalidade custa R$ 1.195,98. Para os interessados em entrar na área, a concorrência nas públicas é alta. Na Unesp, houve 14,7 candidatos por vaga no vestibular do ano passado; na USP, em audiovisual, a relação foi de 33,86. Na Unicamp, o curso que mais se aproxima de rádio e TV tem outro nome: comunicação social com habilitação em midialogia. A relação foi de 39,1 candidatos/vaga em 2008. Os cursos nas três públicas e na Cásper Líbero têm duração de quatro anos.

Sucesso
Evelyn Matsuoka, aquela do início da reportagem, usou o curso de rádio e TV para, principalmente, se especializar em produção. Em 2007, foi chamada para atuar em uma série na internet. “Nunca havia trabalhado como atriz, mas topei. Pensei: “Qualquer coisa, se não der certo, ajudo no figurino”.” Virou a Lisa de “Mina e Lisa”, que, dois anos e 24 capítulos depois, teve cerca de 1,1 milhão de espectadores no YouTube. A série conta a saga de duas jovens à procura de um rapaz ideal para a primeira vez de uma delas. “O projeto não tinha ambição nenhuma. Começou no boca a boca”, diz Evelyn, formada em 2006 na Cásper. Já Guilherme Bellia, da mesma faculdade, conseguiu emprego antes de se formar. Ele trabalha em uma produtora, onde faz animações para comerciais de TV. “Eu gosto bastante de audiovisual, e o curso atendeu às minhas expectativas. Mas procurei me informar antes, não caí de paraquedas. Porque, pelo nome de rádio e TV, muitas pessoas têm ideia equivocada do que é o curso.” A maioria dos colegas de faculdade conseguiu emprego, diz.