04/08/2014 / Em: Clipping

 


Ensino médio testa saídas contra desinteresse e evasão escolar   (Globo.Com – Educação – 04/08/14)

De um lado, adolescentes pouco estimulados pelos estudos, muitas vezes cursando séries atrasadas. Do outro, um currículo escolar extenso porém desconectado da realidade, em aulas excessivamente teóricas e incapazes de suprir deficiências anteriores dos alunos. Esses são, segundo especialistas, alguns dos ingredientes que levam a altos índices de evasão no ensino médio brasileiro, ciclo que é considerado hoje o principal gargalo da educação no país. O tema voltou a entrar em evidência neste mês com um relatório do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) apontando que, entre os jovens mais pobres, menos de um terço conclui o ensino médio no Brasil. “É no ensino médio que desembocam todos os problemas anteriores da formação”, explica à BBC Brasil Andrea Bergamaschi, gerente de projetos da ONG Todos Pela Educação. “A criança começa a acumular dificuldades de aprendizado desde a alfabetização; dificuldades em ler e em interpretar. O ensino médio acaba tendo que lidar com tudo isso, além de seus próprios problemas: um currículo escolar desconectado das expectativas do aluno para seu futuro.” Em 2012, apenas 51,8% dos jovens de até 19 anos haviam concluído os anos finais da educação básica brasileira, segundo dados do IBGE compilados pela ONG Todos Pela Educação.



USP decide alterar regra de bônus para estudantes de escola pública  (Folha Online – Educação – 02/08/14)

A USP (Universidade de São Paulo) anunciou nesta sexta-feira (1º) uma alteração no sistema de bonificação que aumenta em até 20% a nota dos candidatos que estudaram em escola pública. Com essa mudança, as notas de corte dos cursos devem subir dois pontos. A partir do próximo vestibular, os estudantes da rede pública que acertarem 27 questões ou mais na prova do vestibular da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) poderão receber a porcentagem do bônus integralmente, dependendo do grupo em que estão inseridos. A USP informou que o bônus vai contar na nota da primeira fase.



Mulheres ocupam apenas 14% dos postos mais altos nas universidades   (IG – Educação – 03/08/14)

Somente 14% das vagas destinadas a professores catedráticos nas universidades da América Latina, Portugal e Espanha são preenchidas por mulheres. Visto como o auge da carreira acadêmica, para conseguir o posto de professor titular – nomenclatura mais utilizada no Brasil – é preciso comprovar notório saber, possuir uma vasta produção científica, experiência de ensino e passar nos concursos, geralmente comandados por homens. mais curioso é que a baixa presença de mulheres nesse altos cargos hierárquicos da academia não condiz com sua presença marcante no ensino superior, especialmente no ciclo da graduação. Isso porque, nessa fase, elas são maioria. Enquanto os homens representam 40% das matrículas, as mulheres preenchem 60% das vagas.O problema começa a surgir após a graduação. No doutorado, por exemplo, o número de homens já é equivalente à presença feminina. A diferença se torna mais drástica quando analisado o perfil de gênero do total de professores vinculados às instituições ibero-americanas.“Só 30% dos cargos de professores são preenchidos por mulheres e 14% são catedráticos, de alta hierarquia”, afirma José Narro, reitor da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) – a “USP do México”.