04/10/2016 / Em: Clipping

 

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Para ampliar a porta de entrada (Fapesp – 04/10/2016)

Programas pioneiros aumentam o acesso de estudantes de escolas públicas aos cursos de graduação

O vestibular de 2016 da Unicamp alcançou um marco na inclusão social de estudantes. Pela primeira vez, mais da metade (51,9%) dos 3,3 mil aprovados fez o ensino médio em escolas públicas, em contraste com uma média histórica na casa dos 35% nos últimos 10 anos. Desde 2004, por meio do Programa de Ações Afirmativas para Inclusão Social (Paais), a Unicamp concede um bônus sobre a nota da segunda fase do vestibular de alunos egressos de escolas públicas, com pontos extras para os que tenham ascendência africana ou indígena. A novidade foi a decisão de ampliar em 50% a bonificação, num total de 90 pontos para egressos do ensino público e de outros 30 pontos para alunos da rede pública autodeclarados pretos, pardos ou indígenas. E também foi concedido um bônus na primeira fase do vestibular, a fim de aumentar o número de concorrentes aptos para a segunda fase: foram 60 pontos adicionais para estudantes do sistema público e mais 20 pontos para pretos, pardos ou indígenas.

“Fizemos simulações sobre o tamanho da bonificação necessária para conseguir atingir os 50% de alunos oriundos de escolas públicas, definidos nas metas de inclusão social para 2017 estabelecidas pelo Conselho Universitário. O nosso cálculo foi certeiro”, diz Edmundo Capelas de Oliveira, professor do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (Imecc) e coordenador-executivo da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) da Unicamp. Encerradas as matrículas, o percentual caiu um pouco: escolas públicas são a origem de 47,4% dos calouros em 2016. “É comum que uma parte dos aprovados siga outros caminhos, pois prestam vestibular em várias instituições”, afirma.



MEC já trabalha com aplicação do novo ensino médio apenas em 2019 (Estadão – 04/10/2016)

Reformulação vai exigir muito de cada Estado’, diz secretaria-executiva da pasta

BRASÍLIA – O Ministério da Educação (MEC), que previa a implementação da reforma do ensino médio em 2018, já trabalha com a hipótese de que o novo currículo só passe a valer em 2019 nas escolas brasileiras. A aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), essencial para concretizar as mudanças sugeridas, “é algo que demora”, disse a secretária executiva da pasta, Maria Helena Guimarães de Castro. “A reformulação também vai exigir muito de cada Estado.”

Em evento para divulgar os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2015 por escola, autoridades do MEC não quiseram comentar a reformulação desta etapa – considerada o gargalo da educação básica no Brasil. Presente no início da coletiva, o ministro Mendonça Filho pediu licença logo após a primeira pergunta e se retirou, pois teria de viajar.