05/03/2010 / Em: Clipping

 


Unicamp divulga quinta chamada do processo seletivo 2010  (UOL – Vestibular – 04/03/10)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) publicou, nesta quinta-feira (4), a quinta chamada do vestibular 2010. A relação tem 168 candidatos aprovados. Os candidatos convocados deverão realizar a matrícula no dia 9 de março, das 9h às 12h, no ginásio multidisciplinar da Unicamp, no campus de Campinas, para todos os cursos da Unicamp. Para os ingressantes em cursos da Farmerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto), a matrícula será no setor de vida escolar, pavilhão da secretaria geral, na sede da Famerp, em São José do Rio Preto.



Unicamp libera quinta chamada do vestibular  (Universia Brasil – Últimas do Vestibular – 04/03/10)

A Comvest/Unicamp (Comissão Permanente para os Vestibulares da Universidade de Campinas) divulgou na tarde desta quinta-feira, 4 março, o nome dos 168 aprovados na quinta chamada do Vestibular 2010 da instituição. A matrícula será realizada no dia 9 de março, das 9h às 12h. Nova chamada está prevista para ser liberada no próprio dia 9. Confira no link abaixo a relação dos convocados nesta rodada: A matrícula deverá ser realizada no Ginásio Multidisciplinar da universidade, no campus de Campinas.



Unicamp divulga lista de aprovados na quinta chamada  (Terra – Vestibular – 04/03/10)

A Unicamp, Universidade Estadual de Campinas, divulgou nesta quinta-feira, dia 4, a lista com o nome dos 168 aprovados na quinta chamada do Vestibular Unicamp 2010. Veja aqui os aprovados. A matrícula deve ser efetuada no dia 9 de março, das 9hs às 12hs, no Ginásio Multidisciplinar da Unicamp, campus de Campinas.



Unicamp divulga lista de aprovados na 5ª chamada do vestibular  (Globo.Com – G1 Vestibular – 04/03/10)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divulgou nesta quinta-feira (4) a lista de aprovados na quinta chamada do seu vestibular. Foram convocados para matrícula mais 168 estudantes. A matrícula dos convocados será realizada na próxima terça-feira (9), das 9h às 12h.



Maioria é favorável à cota racial no início de audiência do STF  (O Estado de S.Paulo – Educação.Edu – 04/03/10)

No primeiro dia da audiência pública aberta pelo Superior Tribunal Federal (STF) que trata de políticas afirmativas para a reserva de vagas no ensino superior, a maioria dos expositores se manifestou nesta quarta-feira, 3, favorável às chamadas cotas raciais em universidades públicas. Dos oito participantes, apenas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) optou por não assumir uma posição no debate. Para a secretária de Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), Maria Paula Dallari Bucci, uma melhora generalizada no ensino superior brasileiro não é suficiente para acabar com a desigualdade educacional, considerada por ela “histórica” e “persistente”.  Maria Paula lembrou que, atualmente, há mais brasileiros frequentando as escolas e que houve um aumento nos anos de escolaridade. Ainda assim, segundo ela, a distância entre negros e brancos permanece “intocada” nos últimos 20 anos. De acordo com dados do próprio MEC, há uma diferença de dois anos na média de escolaridade entre negros e brancos. “Não basta a passagem do tempo. Ela não muda o estado das coisas. A desigualdade no campo educacional é permanente e tende a se perpetuar”, disse.



A questão da qualidade no ensino superior (Folha de S.Paulo – Opinião – 05/03/10_

TENHO REFLETIDO sobre estratégias e políticas educacionais no ensino superior levando em conta (a) a acessibilidade das classes emergentes, (b) o nível de valor agregado possível e necessário, (c) a promoção da ascensão social e (d) o suporte ao desenvolvimento socioeconômico do país. Não obstante, a preocupação prevalecente recai reiterada e isoladamente sobre a questão da qualidade como fator único e absoluto. Se a ênfase é essa, então vamos nos debruçar sobre ela de vez, considerando suas variáveis fundamentais. Primeira variável: qualificação do aluno da rede pública. O nível de qualificação do aluno que alcança a universidade privada é, seguramente, uma das principais causas da baixa qualidade no ensino superior do país. A defasagem formativa que vem do ensino básico está comprovada na última avaliação da Unesco, que coloca o Brasil em 88º lugar no mundo, atrás de países como Paraguai e Bolívia, para citar apenas nações latino-americanas. Essa situação deriva da precariedade do ensino básico público, de onde vêm os alunos que ingressam no ensino superior privado. Já a rede superior pública, dada a limitada oferta de vagas, gratuidade e competitividade de ingresso, acolhe majoritariamente estudantes egressos da rede básica privada, o que é uma contradição. A solução efetiva desse problema está, pois, nas mãos do Estado, que, no entanto, continua transferindo para o ensino superior privado o ônus e a responsabilidade de absorver e resolver a defasagem formativa que vem do ensino básico público. Segunda variável: custo e contribuição dos meios. A literatura geral da qualidade registra que “qualquer um é capaz de gerar qualidade se não tiver que se preocupar com os custos”. Para poder dimensionar o atual impacto dos custos, é preciso partir do paradigma do ensino público, em que o docente é contratado em tempo integral e recebe por 40 horas semanais, mas se obriga a ministrar apenas seis horas de aula. Com base nesse modelo, exige-se do ensino superior privado que pelo menos um terço dos docentes seja contratado em tempo integral. Usando a mesma base de atribuição de aula do ensino público, isso aumenta a folha docente em 190%. Só que, no caso do ensino privado, quem paga é o aluno, quando pode. Na iniciativa privada, para gerar viabilidade e acessibilidade de preços, qualquer despesa passa pela análise de valor agregado e é racionalizada ao máximo em função dos objetivos que se pretende atingir. Terceira variável: objetivos educacionais. É preciso que não se confundam fins com meios. Antes de dimensionar os meios, é necessário definir os objetivos. Quais são, então, os objetivos educacionais no ensino superior? A resposta que se ouve enfaticamente é “qualificar o aluno para o exercício da profissão”, atrelada política e academicamente também ao exercício da cidadania e ao desenvolvimento do senso crítico. O Brasil, como bem retratou esta Folha, sofre um “apagão” de mão de obra qualificada (“Mão de obra qualificada é novo gargalo”, Dinheiro, 14/2). Isso envolve, em primeiro lugar, a elaboração de um projeto pedagógico, provisionando conteúdos e habilidades que são necessárias para o exercício profissional qualificado e os meios para desenvolvê-los. E, no segundo momento, a execução do processo pedagógico pelo qual o aluno é levado a adquirir tais conteúdos e habilidades. O que não contribui efetivamente para atingir os objetivos educacionais deveria ser de pronto descartado, e mesmo o que contribui deve ser racionalizado. Quarta variável: critérios de avaliação. Nos critérios atuais de avaliação existe uma exacerbada inversão de valor entre meios e fins. No CPC (conceito preliminar de curso), apenas 30% da nota advém da avaliação do conhecimento profissional adquirido. O restante da nota deriva dos conhecimentos gerais e dos meios, e é basicamente com essa nota que se propõe avaliar a qualidade da educação, divulgada e exposta massivamente para a sociedade. Assim, os objetivos educacionais que se pretende atender ficam subordinados aos paradigmas dos meios. Em conclusão, cabe ao menos uma discussão mais objetiva sobre essas variáveis da qualidade, mas à luz da acessibilidade das classes emergentes, do nível de valor agregado possível e necessário, da promoção da ascensão social e do suporte ao desenvolvimento socioeconômico do país. Sem isso, seguiremos travando embates corporativistas e fragmentados que apenas prejudicam a sociedade.

ELLIS WAYNE BROWN , formado em ciências sociais e mestre em comunicação social, é vice-reitor da Uniban Brasil.

Debate sobre cotas no Supremo opõe intelectuais no 2º dia   (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 05/03/10)

Duas formas de encarar os direitos enfrentaram-se ontem no Supremo em Brasília, a propósito da discussão sobre a reserva de vagas para negros nas universidades, as “cotas raciais”.
De um lado, os intelectuais que defendem a universalidade das leis e o princípio de que o tratamento deve ser igual a todos. De outro, os que querem que a lei contemple as diferenças e acham que só distribuindo tratamento desigual se tratará com justiça os desiguais. À briga:  1. “Raça” é um termo desprovido de sentido científico; não pode servir de parâmetro para a construção de políticas sociais. 2. Introduzir a variável “raça” em políticas sociais só serve para incentivar o pensamento de que as pessoas não são iguais e nem são universais os direitos. 3. A identificação por “raça” para a atribuição de direitos cria uma semente de ódio e divisão. Gravitou em torno desses três eixos o discurso dos anticotas no segundo dia da audiência. O STF decide neste ano se a reserva de vagas por critério racial fere ou não preceito fundamental. Segundo a antropóloga Yvonne Maggie, da UFRJ, a partir dos anos 1990, ONGs e setores do governo propuseram a criação de políticas afirmativas com base no critério racial. “O argumento era de que o racismo é um dos fatores principais da produção das desigualdades.” Só que em um país miscigenado como é o Brasil, as fronteiras raciais não seriam tão evidentes quanto as que se verificam em países desde há muito fortemente segregados. Como definir quem teria direito a ser tratado como “negro”? Para ela, menos do que estar interessado em reduzir as desigualdades, o principal propósito do movimento pró-cotas seria o de tentar produzir identidades raciais bem delimitadas. Seria uma tentativa de impor políticas já experimentadas em outras países “que trouxeram mais dor do que alívio”.
Já o tratamento desigual como forma de o Estado prover igualdade de oportunidades é o centro da argumentação dos defensores das cotas. Segundo Oscar Vilhena, docente da PUC e da FGV-SP, as ações afirmativas baseadas nos critérios de raça, pobreza, origem escolar e outros “não são incompatíveis com a Constituição, quando afirma a igualdade de todos; ao contrário, são exigência dela”. Para ele, as ações afirmativas servem para “corrigir” processos seletivos excludentes. “Ajustam aquelas condições que não foram dadas a determinados setores, para que todos possam concorrer em igualdade de condições. O acesso deve ser segundo a capacidade. Mas o nosso vestibular não mede a capacidade, mede investimento.”
Africano, fundador do Centro de Estudos Africanos da USP, Kabengele Munanga procurou desfazer o argumento de que as cotas favoreceriam o surgimento de ódios raciais inéditos. “Já há cotas há quase uma década em dezenas de universidades. E não se viram distúrbios.”



Unicamp 2010: convocados em quinta chamada devem se matricular nesta terça-feira, dia 9   (Folha Dirigida – Vestibular – 05/03/10)

Os candidatos convocados na quinta chamada do vestibular 2010 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) deverão se matricular nesta terça-feira, dia 9. Para tanto, o estudante deve comparecer nos postos autorizados, no campus da universidade, em Campinas. No caso dos convocados para os cursos da Famerp, a matrícula será no Setor de Vida Escolar, Pavilhão da Secretaria Geral, na sede da Famerp, em São José do Rio Preto. O atendimento acontecerá das 9 às 12 horas. 



Defensores afirmam que sistema de cotas combate seleções excludentes  (A Tarde/Salvador – Vestibular – 04/03/10)

Participantes da audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre políticas afirmativas para a reserva de vagas no ensino superior defenderam nesta quarta-feira, 4, a constitucionalidade das chamadas cotas raciais diante de processos seletivos em universidades públicas considerados excludentes. O representante da Fundação Cultural Palmares, Luiz Felipe de Alencastro, afirmou que nenhum país do Continente Americano explorou a mão de obra escrava em larga escala como o Brasil. Além do argumento da dívida histórica com o povo negro, ele destacou ainda que a previsão de violência generalizada nas universidades em decorrência da adoção de cotas raciais não foi confirmada. O professor do Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo (USP) Kabengele Munanga confirmou que, após oito anos desde o início da implementação de cotas raciais, não foi detectado nenhum tipo de “guerra racial”.

Especialistas criticam “desvirtuamento” do sistema de cotas em audiência no STF  (A Tarde/Salvador – Vestibular – 04/03/10)

Nesta quinta-feira, 4, segundo dia da audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre políticas afirmativas para a reserva de vagas no ensino superior, expositores apontaram o desvirtuamento das chamadas cotas e negaram que a dificuldade do acesso dos negros às universidades esteja ligada a fatores genéticos.

A representante do Movimento contra o Desvirtuamento do Espírito da Reserva de Cotas Sociais, Wanda Marisa Gomes Siqueira, defendeu ações afirmativas, mas condenou a forma como as cotas vêm sendo adotadas em algumas instituições. Ela faz a defesa de 100 estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que se sentiram prejudicados pelo Programa de Ações Afirmativas implementado na instituição. “Meus clientes dariam suas vagas pelos pobres. Eles se indignam é por serem privados por conta de jovens que frequentaram as melhores escolas e que estão na universidade não pelo mérito, mas pelo desvio de poder”, disse, ao se referir a estudantes negros com alto poder aquisitivo. “A universidade brasileira tem que ser repensada, não pode querer engessar o Judiciário ao dizer que tem autonomia universitária.

Audiência Pública sobre políticas de acesso ao ensino superior   (TV Justiça – Destaques – 03/03/10)

Audiência Pública sobre a Constitucionalidade de Políticas de Ação Afirmativa de Acesso ao Ensino Superior

Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental 186 e Recurso Extraordinário 597.285/RS

Sexta-feira (05/03/2010)

Experiências de aplicação de políticas de ação afirmativa

14h45 – Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) – Professor Renato Hyuda de Luna Pedrosa Coordenador da Comissão de Vestibulares da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP (15 minutos)