05/04/2011 / Em: Clipping

 


Unicamp reverte queda de aprovados da escola pública (IG – Educação – 01/04/11)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) reverteu a tendência de queda na participação de alunos da escola pública. Dos 51.122 alunos que se inscreveram no último vestibular 14.277 (27%) eram da rede pública. Foram chamados 3.320 candidatos para matrícula em 66 cursos. Destes, 1.111 cursaram o ensino médio em escolas públicas, o que equivale a 32% dos matriculados neste ano. O índice está entre os maiores dos últimos anos e reverte a tendência de queda que vinha desde 2009, quando a participação havia caído abaixo de 30%. O maior índice de alunos de escola pública matriculados na Unicamp foi registrado em 2005: 34,2%. Segundo o coordenador do vestibular da Unicamp, Renato Pedrosa, a queda nos anos seguintes ocorreu por causa de fatores como o Programa Universidade para Todos (Prouni), que dá bolsas de estudo para egressos da rede pública em universidades particulares. “As instituições públicas precisam melhorar seu apelo diante desses alunos”, disse. Para Pedrosa, as mudanças feitas no modelo do vestibular da Unicamp em 2010 surtiram efeito no perfil dos aprovados. “A prova foi mais difícil, a queda da média geral mostra isso. Mas vamos analisar profundamente quem são os novos alunos e quais foram suas notas em cada questão.



Bônus não deve ajudar alunos da rede pública na Fuvest, dizem especialistas  ( Globo.Com – G1 Vestibular – 01/04/11)

Especialistas ouvidos pelo G1 acreditam que as mudanças anunciadas pela Universidade de São Paulo (USP) nesta quinta-feira (31) para o Programa de Avaliação Seriada da Universidade de São Paulo (Pasusp) podem não democratizar o acesso dos alunos de escola pública à universidade. Douglas Belchior, diretor do núcleo de educação popular UNEafro, organização que articula 42 cursinhos comunitários no estado de São Paulo, vê as mudanças como “conservadoras.” “Ela dá uma bonificação a partir da lógica do mérito, que é o debate que travamos com a universidade. O mérito não é democrático, mede a partir da condição que a pessoa teve para se preparar. Ao final das contas é uma avaliação socioeconômica invertida. Quem teve condições para se preparar vai ser bonificado. Em tese, bonifica quem menos precisa”, afirma Belchior. Para Ocimar Munhoz Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP, as mudanças também não promovem justiça social, já que os “critérios são exagerados”, e o conhecimento está diretamente ligado à condição socieconômica do estudante. “A sinalização [de mudança] é muito tímida para não dizer insuficiente para reverter o quadro de seletividade social no ingresso à USP”, diz Alavarse. Segundo o educador, a distribuição de bônus por mérito deve beneficiar os alunos que não precisam de bonificação. “Dessa forma, o  programa não dá chance para outros estudantes fazerem parte da elite de estudantes.” A coordenadora do Cursinho da Poli, Alessandra Venturi, teme que a mudança distancie ainda mais o aluno de escola pública da universidade.