05/05/2009 / Em: Clipping

 


Educação – Vestibulares vão aceitar a velha e a nova ortografia  (Correio Popular – Cidades – 05/05/09)

Os livros passaram por revisões, as gramáticas se renovaram, as escolas exigiram material didático atualizado e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) tirou todas as dúvidas. Apesar de grande parte do material impresso no Brasil com fins educacionais já conter as novas normas ortográficas, que entraram em vigor em 1º de janeiro, os vestibulandos não precisam considerá-las como um problema a mais na maratona em busca de uma vaga na faculdade. Nenhum dos grandes vestibulares do País vai exigir que os candidatos escrevam com as modificações no processo seletivo de 2010 para evitar, inclusive, recursos judiciais, uma vez que o decreto que instituiu a nova ortografia estipula que, até 2012, valem tanto a nova quanto a antiga regra. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em que o candidato só responde a questões dissertativas, ainda não tem uma definição de a partir de quando o processo seletivo passará a cobrar as novas regras. “Estamos analisando o impacto das alterações do novo acordo ortográfico da língua portuguesa para assim avaliar o melhor momento de introduzi-las”, diz a coordenadora de redação do processo seletivo Meirélen Almeida. A Unicamp, inclusive, ainda produz material para o seu site de vestibular (www.comvest.unicamp.br) usando as regras antigas.
A Fundação Vunesp, responsável pelo vestibular da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), informou que vai seguir à risca a lei: até 2012, nas respostas, considera as duas normas corretas. No entanto, todo o material produzido para o vestibular e as questões da prova já estão atualizadas. O coordenador de comunicação da Fundação para o Vestibular da Universidade de São Paulo (Fuvest), José Coelho Sobrinho, informou que a instituição vai utilizar um processo idêntico: as perguntas serão formuladas na nova ortografia, mas o aluno não perderá ponto se utilizar o jeito antigo nas respostas. Coimbra ressalta, no entanto, que há um limite para o erro. Ou seja: não adianta escrever de qualquer jeito e alegar que estamos no prazo de transição entre as duas ortografias. “Esse tipo de consideração só vale se estivermos falando de uma das palavras que mudaram, ou seja, o aluno não vai perder nada se escrever ‘ideia’ com ou sem acento. Isso não tem nada a ver com trocar ‘ç’ por ‘ss’, por exemplo. São coisas distintas”, explica Coimbra. De maneira geral, a regra é a seguinte: aprenda as normas, mas não se preocupe se você se esquecer e colocar o trema ou não estiver tão familiarizado com as novas regras do hífen.

Contexto

A vantagem de não ser prejudicado pela reforma ortográfica e de, por um acaso, ganhar até alguns pontos, não significa que o aluno não precise ter informações sobre as mudanças. Na prova de português na segunda fase do vestibular da Unicamp no início deste ano, havia uma questão em que o vestibulando precisava contextualizar que tipo de mudança a reforma propunha e demonstrar que sabia que não ocorre nenhuma alteração na pronúncia das palavras e, inclusive, que o argumento de que a reforma facilitaria trocas culturais entre os países lusófonos era insustentável, pois só o Brasil aderiu à mudança por enquanto. Na resposta, ele precisa dizer, por exemplo, que a aceitação de um autor ou de um livro num outro país está mais ligada a questões culturais do que ao fato de não haver diferenças ortográficas. Essa postura analítica tem sido proposta pelos cursinhos. “Os professores de português, quando abordam ortografia, enfatizam as mudanças, mas cada vez mais os vestibulares têm se preocupado com interpretação e não propriamente com as regras. O aluno tem de ter em mente que o conhecimento sobre a reforma pode ser cobrado do ponto de vista cultural ou político, como um tema de atualidade qualquer”, diz o professor Célio Ricardo Tasinafo, coordenador do cursinho Oficina do Estudante.



Ações afirmativas  (Folha de S.Paulo – Opinião – 05/05/09)

EM SEUS 39 anos de existência, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) tem estabelecido metas com vistas a orientar seus talentos e suas potencialidades para a construção de qualidade acadêmica aliada a compromisso social. Esse compromisso social que a instituição se atribui tem feito com que integrantes seus, oriundos de grupos que a sociedade historicamente marginaliza, busquem compreender e apoiar demandas e iniciativas de movimentos e ações sociais. Como universidade pública, a UFSCar busca ter representada a diversidade social e étnico-racial da sociedade, e não apenas atender grupos que detêm historicamente o poder econômico, usufruem dos instrumentos mais sofisticados para se educarem, selecionam as informações a serem divulgadas pelos meios de comunicação e criam estratégias para excluir cidadãos que não pertencem a seus grupos. Dessa forma, tais grupos mantêm desigualdades e emperram iniciativas para que todos sejam iguais em direitos. Em dezembro de 2006, os conselhos Universitário e de Ensino, Pesquisa e Extensão aprovaram o Programa de Ações Afirmativas (PAA) da UFSCar. A aprovação ocorreu após debates e estudos pela comunidade acadêmica, iniciados em 2005. O PAA operacionaliza o previsto no Plano de Desenvolvimento Institucional da UFSCar, com a finalidade de promover o acesso ao ensino superior de grupos que têm sofrido perdas provocadas por discriminações, marginalização, desigualdades. Ao adotar o ingresso por reserva de vagas para egressos do ensino médio público e, dentre estes, para negros (pretos e pardos) e indígenas, a UFSCar busca coerência com sua missão de instituição pública. A reserva de vagas para negros, que vem causando tanta indignação da parte de alguns, foi adotada pela UFSCar com a finalidade de corrigir desigualdades que têm mantido os negros marginalizados dos direitos devidos a todos os cidadãos, entre eles o de educação em todos os níveis de ensino. E por que reparação? Estudos divulgados a partir de 2001, notadamente pelo Ipea, mostram constante defasagem de escolaridade, ao longo dos séculos 20 e 21, entre homens e mulheres negros e brancos, com acentuada desvantagem para os negros. Além disso, no século 20, coube principalmente às famílias negras e ao movimento negro criar oportunidades de educação para suas crianças, adolescentes, jovens e adultos. Julgamentos precipitados, relações étnico-raciais muito tensas, atitudes geradas por racismo e falsa convivência cordial impedem medidas para a real democratização da educação. É importante salientar que se classificar preto ou pardo, no Brasil, é escolha política, uma vez que ser, parecer e dizer-se branco pode trazer reconhecimento, acolhimento fácil em muitas instâncias da sociedade. Diante desse quadro, a portaria que dispõe sobre a implantação do ingresso por reserva de vagas na UFSCar institui como forma de identificação de cor/raça (preto ou pardo) a autoidentificação. No caso de contestação, solicita-se ao candidato que apresente documento próprio, dotado de fé pública, que faça alusão à sua cor/raça preta ou parda, ou que apresente documento de um de seus ascendentes diretos (pai ou mãe) em que conste ser, ele, preto ou pardo.
Cabe esclarecer que raça, na categoria cor/raça, não se refere, é claro, a um conceito biológico -este, aliás, desde há muito superado. Está se referindo à construção social de raça que, por meio de atitudes agressivas, desqualifica pessoas negras. Mas também se refere à afirmação do pertencimento étnico-racial que permite às pessoas negras enfrentar as consequências do racismo. É bom lembrar que, no cotidiano, o termo raça é utilizado para indicar características físicas -entre outras, cor da pele, tipo de cabelo, feições do rosto. A utilização estereotipada do termo influencia, interfere e até mesmo determina o lugar social dos sujeitos no Brasil. É importante, para concluir, destacar que, ao final do primeiro ano de implantação da reserva de vagas na UFSCar, constatou-se, por meio de análises estatísticas rigorosas, que o rendimento acadêmico dos ingressantes pela reserva de vagas foi igual ao dos demais estudantes -e em três cursos o rendimento foi superior. Como se vê, o compromisso social não impede a excelência acadêmica; ao contrário, incentiva avanços.

TARGINO DE ARAÚJO FILHO é docente do Departamento de Engenharia de Produção e reitor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). Foi pró-reitor de extensão da universidade (1997 a 2004).

PETRONILHA BEATRIZ GONÇALVES E SILVA é professora titular de ensino-aprendizagem – relações étnico-raciais da UFSCar, pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e coordenadora do grupo gestor do Programa de Ações Afirmativas da universidade.

Fuvest exigirá mais na segunda fase  (Folha de S.Paulo – Fovest – 05/05/09)

A partir deste ano, a Fuvest vai exigir mais do candidato, tanto em interpretação de texto quanto na capacidade de escrever, afirma o professor Quirino Carmello, pró-reitor substituto de graduação da USP. “Uma dica é começar já a responder mais questões dissertativas do que testes na hora de estudar. Isso vai fazer diferença”, diz o professor. A razão é que o vestibular vai adotar todas as disciplinas na segunda fase a partir do final deste ano. A etapa, que poderia ter até quatro dias de prova no formato anterior, ficará com três -o primeiro continua igual, com redação e dez questões abertas de português. O segundo dia surpreenderá quem está acostumado com a Fuvest: serão 20 perguntas discursivas abordando física, química, história, geografia, biologia, matemática e inglês -independentemente da carreira. Ainda na segunda fase, o último dia é o que mais se assemelha a uma prova específica: 12 perguntas que podem abranger até três disciplinas, dependendo do curso em disputa. Os três dias terão peso igual. A mudança deve causar uma reviravolta na maneira como os candidatos se preparam para a Fuvest, diz Alessandra Venturi, do Cursinho da Poli. “É normal que o aluno que esteja prestando um curso de humanas, por exemplo, foque [os estudos] na sua área. Agora, ele vai ter que se preparar para todas as matérias”, afirma ela. Os cursinhos já começaram a se adaptar. No Etapa, todos os simulados serão adequados ao novo estilo dos vestibulares. “Também estamos fazendo ajustes nas aulas, para incluir mais questões dissertativas”, afirma Edmilson Motta, coordenador-geral do cursinho. “Veterano” em vestibulares, o estudante Leonardo Carbonieri, 18, que está prestando engenharia civil pela terceira vez, não tem medo das novidades. “Se muda para todos, é justo. O que ficar difícil para mim vale para o meu concorrente”, diz. Outra alteração na Fuvest é que a primeira fase deixa de contar pontos para se tornar apenas eliminatória. Com isso, os candidatos saem do mesmo “ponto de largada” na hora de fazer a segunda fase. Essa mudança é a que mais preocupa Adriana Ferreira, 19, candidata a uma vaga em engenharia de produção na USP. “Costumo ir bem na primeira fase, e agora vou perder a vantagem”, diz. “Acho que estão fazendo as alterações às pressas.” Motta sugere que os alunos deixem de lado a ansiedade. “Não são mudanças abruptas, elas vêm de um processo de preparar exames mais interdisciplinares. Estudar com afinco é a fórmula certa”, afirma. A nota do Enem continuará sendo usada pela Fuvest, assim como os bônus do Inclusp (que adiciona até 3% na nota de alunos vindos de escola pública) e do Pasusp (prova seriada para estudantes da rede pública que também dá até 3% de bônus). “As novidades estarão só no formato da prova. O conteúdo será o mesmo”, afirma Quirino. Ele ressalta que a Fuvest não vai ser mais fácil nem mais difícil que nos anos anteriores.

Vestibulares vão ficar parecidos, dizem cursinhos  (Folha de S.Paulo – Fovest – 05/05/09)

USP, Unesp e Unicamp farão vestibulares com formato mais parecido neste ano (leia mais na pág. 4), afirmam diretores de cursinho ouvidos pela Folha. “Pelos projetos aprovados, as primeiras fases dos vestibulares da USP e da Unesp terão formato quase igual, com 90 questões e um dia de prova”, diz Edmilson Motta, coordenador-geral do Etapa.  Ele ressalta ainda que a segunda fase da Fuvest tende a se parecer com a mesma etapa da Unicamp -as duas vão cobrar todas as disciplinas. “A convergência entre os exames das universidades estaduais paulistas facilita a vida dos candidatos”, afirma o professor de geografia Alexandre Gobbis, do Cursinho do 11 de Agosto. O ideal, diz ele, seria a a unificação dos vestibulares a médio prazo. “Concordo que pode haver alguma semelhança no formato da USP e da Unicamp na segunda fase, mas o estilo e o conteúdo serão diferentes. Por ora não há projeto de unificar os vestibulares”, diz Carmello Quirino, da USP.

Unesp adota nova divisão de matérias e 2ª fase no vestibular  (Folha de S.Paulo – Fovest – 05/05/09)

Uma das surpresas no vestibular da Unesp será a nova divisão de conteúdo, que não vai mais seguir o modelo usual de disciplinas do ensino médio. As questões -tanto na primeira quanto na segunda fase- serão separadas em três eixos temáticos: ciências humanas, linguagens e ciências da natureza e matemática. A razão, explica Tânia Azevedo, diretora acadêmica da Vunesp (fundação para o vestibular da Unesp), é tornar o exame ainda mais interdisciplinar. Cada eixo trará noções das matérias comuns: o primeiro abarcará história, geografia e filosofia; o segundo, literatura, inglês, português, arte e educação física; e o último eixo, biologia, química, física e matemática. “A proposta é facilitar, e não dificultar para os alunos. As disciplinas tradicionais, como biologia e física, não serão excluídas, mas sim inseridas nos eixos temáticos”, diz Azevedo. “Vai ser diferente, mas acho que essa nova divisão de questões não vai prejudicar. A prova da Unesp já mistura as áreas há algum tempo”, afirma a estudante Laís Seriacopi, 20, que está prestando medicina.

Duas fases

Outra novidade é que o vestibular da Unesp passará a ter duas fases. Serão 90 testes na primeira, 30 para cada eixo -a etapa dura um dia, com um formato que lembra a Fuvest.
Os candidatos que forem aprovados irão para a segunda fase, com dois dias de duração. No primeiro dia serão 24 questões abertas, metade de ciências humanas e metade de ciências da natureza e matemática. O candidato, no segundo dia, fará uma redação e vai responder a 12 perguntas discursivas do eixo de linguagens. “O recado que queremos dar com as mudanças é que o aluno não deve estudar apenas as matérias de sua área para o vestibular. Ele tem que saber humanas mesmo que esteja prestando engenharia”, diz Azevedo. Para a diretora acadêmica, a nova divisão em fases ajuda a aperfeiçoar a correção das provas, que vai ficar mais rigorosa. “Antes, apenas uma banca avaliava a prova dos alunos. Agora, duas bancas vão corrigir cada um dos exames.” Na opinião de Nicolau Marmo, coordenador do Anglo, a Unesp avançou em dividir a prova em duas fases. “Mas é um retrocesso deixar de ter um dia em que são cobradas questões específicas da carreira”, diz. Edmilson Motta, do Etapa, avalia que o vestibular ficará mais rico, e que a primeira fase deve trazer muito mais textos do que as edições anteriores. “Vai ficar cansativo, mas quem for bom aluno não vai ter problemas. Eu fico mais preocupado é com a confusão que tantas mudanças criam na cabeça do estudante.” Segundo Motta, os cursinhos, em geral, dão aulas e orientam sobre as alterações nos vestibulares.

Mais peso

Com a mudança, a primeira fase terá peso de 50% na nota final do vestibular, mais do que o primeiro dia no formato anterior, que valia apenas 20%. O Enem também valerá mais -em vez dos 4% de antes, pode chegar a 10% da nota total. “Outro efeito que esperamos com essas alterações no vestibular é diminuir o índice de abstenção, que costumava ser alto no antigo formato, principalmente nos dois últimos dias de prova”, afirma Azevedo. Segundo ela, se constatasse um mau desempenho logo no primeiro dia do exame, no antigo formato, o candidato ficava desestimulado a fazer toda a prova. “Com a convocação para a segunda fase, o aluno sentirá que ainda está na disputa. Ele também vai ter um “respiro”, já que a primeira e segunda fase não serão em dias seguidos.”

Unicamp estuda adotar testes na 1ª fase (Folha de S.Paulo – Fovest – 05/05/09)

A Unicamp deve promover mudanças em seu vestibular nas próximas semanas, segundo Leandro Tessler, coordenador-executivo da Comvest (comissão que organiza o vestibular da universidade). “Ainda não sabemos que projetos serão apresentados. O mais provável é que valham só no vestibular do ano que vem”, afirma. Uma das propostas, segundo a Folha apurou, é transformar a primeira fase em uma prova apenas com testes. Isso facilitaria a correção do vestibular e o tornaria parecido com as provas da USP e da Unesp. Outro efeito seria elevar o número de questões cobradas. “Para os alunos, a mudança seria positiva. A preocupação com diferentes formatos cairia bastante”, diz Nicolau Marmo, coordenador do Anglo.

MEC e federais discutem utilização do Enem  (Folha de S.Paulo – Fovest – 05/05/09)

Não são só os vestibulares das universidades públicas estaduais de São Paulo que passarão por mudanças. O MEC (Ministério da Educação) quer que as federais também mexam em seus processos seletivos. O objetivo do ministério é que as 55 universidades federais do país adotem o Enem como sistema de acesso dos vestibulandos. Na semana passada, a Folha divulgou que pelo menos 25 delas deverão usar o novo Enem -14 delas afirmaram que usarão apenas ele como forma de acesso. Outra possibilidade é usar o exame apenas como uma primeira etapa de seleção. A proposta do MEC estabelece que os vestibulandos poderão escolher até cinco opções de cursos em diferentes instituições. O resultado do exame é válido por três anos. Para tal, o formato da prova, que será em outubro, está sendo repensado. Serão 200 questões testes -eram 63- com o conteúdo do ensino médio. Redação continua sendo cobrada. Outra novidade é que, a partir do ano que vem, também haverá questões de língua estrangeira no exame: inglês ou espanhol. Para a pedagoga Neide Noffs, diretora da Faculdade de Educação da PUC de São Paulo, “é importante tentar novos jeitos de avaliação”. “Acho que ele [o novo Enem] deve ser tentado. Eu acho que a educação tem que buscar alternativas”, diz. A esperança de alguns educadores é que o novo Enem estimule uma mudança no ensino médio e que ele não seja mais visto só como a entrada em uma boa faculdade.
“O ensino médio enfrenta uma crise de identidade”, afirma Remi Castioni, professor da Faculdade de Educação da UnB. “Ele fica espremido entre o fundamental e o superior.”
Para melhorar a qualidade do ensino, o MEC quer fazer uma mudança radical nas escolas: acabar com a divisão por disciplinas e distribuir as 12 matérias em quatro grupos -línguas; matemática; humanas; e exatas e biológicas.