06/08/2015 / Em: Clipping

 


Pelo 3º ano, SP perde vantagem sobre a rede pública do país no Enem  (Folha Online – Educação – 06/08/15)

A vantagem das escolas estaduais de São Paulo no Enem em relação ao ensino público dos outros Estados do país voltou a cair em 2014, pelo terceiro ano seguido. Embora a nota média desses colégios paulistas tenha tido uma leve alta, no resto do Brasil houve mais avanço. Com isso, os 506 pontos da rede estadual de São Paulo ficaram apenas 4,3% acima da média de 485 pontos das outras unidades da federação.  Esse recuo da vantagem paulista é uma tendência que repete anos anteriores. No Enem de 2013, a nota de São Paulo era 4,6% acima das demais. Em 2012, 5,4%.  Para calcular as médias, a Folha considerou as notas das escolas nas quatro provas objetivas do Enem –linguagem, matemática, ciências humanas e da natureza.  O cálculo foi feito com as notas divulgadas em cada ano pelo Ministério da Educação –escolas pequenas ou com baixa participação no Enem não entram na lista.  Questionada, a Secretaria de Educação da gestão Geraldo Alckmin (PSDB) afirma que o Enem “é uma importante avaliação individual e de participação voluntária. Não é, contudo, destinado a produzir relatório de qualidade dos sistemas de ensino”.  Apesar disso, ela ressalta que o cálculo feito pela reportagem “mostra avanço na média estadual se comparado com os anos anteriores”.  Em 2013, a média de São Paulo foi de 498 pontos.  A pasta sustenta que dados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) “mostram que São Paulo tem o segundo melhor ensino médio público do país”.  Clique na infografia: Desempenho Enem 2014.

Boa gestão pode reduzir abismo entre escolas ricas e pobres, diz especialista  (Folha Online – Educação – 05/08/15)

Com a divulgação dos resultados das escolas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), especialistas em educação debatem formas de reduzir a diferença entre o desempenho de alunos ricos e pobres, que pode chegar a 42%. Em entrevista à Folha, concedida nesta quarta-feira (5), por telefone, a diretora executiva da ONG “Todos Pela Educação”, Priscila Fonseca da Cruz, defendeu a necessidade de uma boa gestão escolar para melhorar as chances de acesso à universidade aos estudantes com baixas condições sociais. Para ela, também é necessário estabelecer objetivos educacionais altos para estimular que alunos, professores e gestores escolares melhorem o desempenho do ensino médio.



Escolas de SP dominam lista de melhores do País nas notas do Enem   (UOL – Educação – 05/08/15)

Assim como já ocorreu nos anos anteriores, escolas de São Paulo, Estado mais rico do País, dominaram a lista de melhores do País nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014. Entre as cem escolas com as maiores médias, 29 são paulistas. Os dados do Enem por escola foram divulgados nesta quarta-feira, 5, pelo Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável por aplicar a prova, e tabulados pela reportagem. Foram divulgados os resultados de 10.615 escolas, onde quase 1,296 milhão de estudantes fizeram o exame no ano passado. O ranking considera a média das provas objetivas – Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, sem levar em conta o IPE (Indicador de Permanência na Escola), novidade da divulgação deste ano. Pelo quarto ano consecutivo, o Colégio Objetivo Integrado, na região central da cidade, apareceu em primeiro lugar, com média de 742,96 pontos. O resultado de São Paulo é próximo ao registrado na edição anterior do exame, quando 28 paulistas ficaram no top 100. Das 29 paulistas que foram melhor desta vez, 14 são colégios pequenos, com menos de 90 alunos no fim do ensino médio. Entre as unidades de grande porte, a maior média pertence ao Colégio Móbile, em Moema, na zona sul da capital, que registrou 700,84 pontos. Todas são de nível socioeconômico alto ou muito alto, segundo os parâmetros do próprio Inep, exceto aquelas cujas informações estão incompletas.

Enem mostra que diferença entre pública e privada é menor em escola pobre   (UOL – Educação – 05/08/15)

As médias de todas as escolas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mostram grandes diferenças entre os colégios públicos e privados. Essa disparidade, no entanto, é cinco vezes menor levando em conta escolas de ambas as redes que atendem apenas alunos pobres (com níveis socioeconômicos baixo ou muito baixos). Enquanto a média geral das escolas particulares é 14% mais alta que a pública, essa comparação, considerando apenas escolas com alunos mais pobres, é de apenas 5%. Os dados do Enem 2014 foram divulgadas nesta quarta-feira, 5, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). O recorte reforça o diagnóstico já comprovado em várias pesquisas de que o nível socioeconômico do aluno, e não só a escola, é fator preponderante no sucesso escolar. De acordo com as notas por escola no Enem 2014, a média geral na parte objetiva da prova na rede privada é de 557,98.



Nota no Enem piora em Matemática, mas avança em outras áreas  (O Estado de S.Paulo – Educação – 05/08/15)

O desempenho das escolas no Enem 2014 piorou em Matemática em relação a 2013. A média obtida no ano passado foi de 511 pontos, 33 pontos inferior ao resultado do exame anterior. A queda, no entanto, foi registrada apenas nesta área de conhecimento. Ano passado, a pontuação em Linguagem e seus Códigos subiu 20 pontos, passando de 508 para 528. Em Ciências da Natureza o salto foi de 15 pontos, passando para 507. Na área de Ciências Humanas, a elevação foi de 28 pontos. Para pesquisar a pontuação de todas as escolas, clique aqui. “Os resultados gerais mostram que há o que se comemorar”, afirmou o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), Francisco Soares. “Mas há ainda um caminho a percorrer”, completou. O presidente do instituto disse ser necessária a realização de estudos mais aprofundados para identificar as razões que levaram à queda de desempenho na área de Matemática. Para fazer a análise, o Inep levou em consideração as notas alcançadas por 1.295.954 alunos. Todos fizeram as quatro provas objetivas e uma redação, com notas superiores a zero. Os dados, no entanto, não levam em consideração todas as escolas com alunos que preencheram esses quesitos. Para fazer parte do ranking, as instituições precisavam atender a duas condições: pelo menos dez alunos deveriam ter participado do exame e esse número deveria ser igual ou superior a 50% dos estudantes matriculados na escola. Com isso, o número de escolas com resultados divulgados foi de 15.640. “As informações fornecem, ao mesmo tempo, dados para gestores, professores e famílias sobre desempenhos de alunos matriculados nas escolas”, disse o presidente do Inep.  O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, no entanto, alertou para o risco de se fazer uma comparação pura e simples das notas alcançadas pelas escolas. Ele observa que as instituições apresentam grandes diferenças entre si. “Para corrigir as distorções provocadas pela heterogeneidade é preciso analisar uma série de variáveis, como a seleção do aluno, dados socioeconômicos e o porte das escolas”, observou. “Uma nota final 500, por exemplo, não exprime necessariamente se o ensino foi bom. A nota pode ser reflexo da condição social do aluno e, nesses casos, a capacidade de intervir da escola pode ser muito baixa.” Para ele, tem mais valor uma instituição que fez o estudante saltar de uma nota 200 para 400 do que outra que fez o desempenho melhorar de 500 para 550.



Não basta olhar resultados do Enem’, diz Janine sobre escolha da escola   (Glob.Com – G1 Vestibular – 05/08/15)

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, disse nesta quarta-feira (5) que rankings elaborados a partir das notas por escola no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)  não podem ser o único critério na hora de escolher um colégio. “Quando o pai escolhe uma escola, não basta olhar os resultados do Enem”, disse o ministro. Para ele, os números “não são absolutos e podem ser interpretados de formas diferentes”. O ministro, no entanto, fez questão de ressaltar que os resultados do Enem são como um “termômetro” e ajudam o ministério a elaborar políticas para melhorar a educação em todo o país.

Escolas públicas são menos de 10% entre as mil com maior nota no Enem   (Globo.Com – G1 Vestibular – 05/08/15)

As escolas privadas dominam, mais uma vez, a lista de maiores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (5) pelo governo federal, considerando as médias aritméticas das quatro provas objetivas no Enem 2014, só 93 escolas públicas entraram na lista de mil melhores. Isso representa menos de 10% do total. Apesar disso, esse número representa um avanço em relação à edição anterior, quando só 78 escolas públicas (7,8% do total). O abismo entre as notas do Enem da rede privada e das escolas públicas fica ainda maior considerando as categorias de escola pública. Das 93 que entraram na lista de mil melhores, 72 delas são escolas federais, em geral colégios de aplicação mantidos por universidades federais, colégios militares e institutos técnicos. A comparação deve ser feita com ressalvas, segundo Chico Soares, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em entrevista coletiva nesta quarta, ele tentou explicar os perigos de colocar no mesmo ranking escolas tão díspares usando uma comparação popular: as lutas do UFC. “Um único ranking produz um quadro distorcido da realidade. Não podemos comparar escolas de realidades tão diferentes”, afirmou ele. “Seria como colocar a Ronda para lutar contra o Minotauro e dizer que o Minotauro ganhou. O que isso significaria?” Nos 20 primeiros lugares da lista, segundo o cálculo feito pelo G1, estão escolas privadas pequenas, com estudantes de nível socioeconômico muito alto e professores qualificados. Para chegar ao topo dessa concorrida lista, porém, muitas delas acabam selecionando os alunos, e mantendo apenas os de maior rendimento, garantindo notas altas na prova do MEC (veja o que elas têm em comum).

Ranking único de escolas no Enem é como luta Ronda x Minotauro, diz Inep  (Globo.Com – G1 Vestibular – 05/08/15)

Imaginar uma luta entre o brasileiro Rodrigo Minotauro, de 1,90 m e 109 kg , contra a americana Ronda Rousey, de 1,70 m e 61 kg, foi a forma usada pelos responsáveis pelo Enem para alertar que nem toda comparação entre as médias das notas das escolas é válida.  As notas do Enem 2014  por escolas foram divulgadas nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Foi o terceiro ano consecutivo em que o governo federal não divulga um ranking com a média geral do Enem por escola. O presidente do instituto, Chico Soares, reforçou a importância de analisar a pluralidade dos colégios do Brasil. Para ele, seria infrutífero considerar a classificação de notas sem interpretar as características específicas de cada instituição de ensino. “Um único ranking produz um quadro distorcido da realidade. Não podemos comparar escolas de realidades tão diferentes”, afirma. Soares aproveitou para fazer uma brincadeira com grandes nomes do UFC. “Seria como colocar a Ronda para lutar contra o Minotauro e dizer que o Minotauro ganhou. O que isso significaria?”.