06/09/2012 / Em: Clipping

 


O início do realismo  (Jornal Agora – Dicas – 06/09/12)

Na segunda reportagem da série sobre os livros de leitura obrigatória para os vestibulares da Fuvest e da Unicamp, elaborada em parceria com o Cursinho da Poli, o Agora traz a análise de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. Considerada o marco inicial do realismo brasileiro, a obra, que retorna à lista neste ano, é carregada de ironia machadiana e é narrada em primeira pessoa por um defunto que conta sua história de vida no Brasil do século 19. “O fato de ele estar morto o coloca em uma condição de superioridade, pois ele conhece a história do princípio ao fim e não precisa usar máscaras sociais para evitar julgamentos”, afirma a professora Cristiane Bastos. A obra tem como tema de fundo a escravidão e, por meio de um discurso irônico, o autor, afrodescendente, usa a boca e as atitudes do personagem principal, voz da elite, para atacar essa sociedade e mostrar a precariedade da raça humana. “É o ambiente em que ócio e sadismo prevalecem. Machado evoca com fidelidade os modos de vida dos bacharéis e barões, das sinhás e sinhazinhas, dos agregados e escravos.”