06/09/2017 / Em: Clipping

 

Brasil perde seis universidades em ranking das mil melhores do mundo; britânica lidera (InfoMoney – Carreira – 06/09/2017)

Esta é a primeira edição do ranking que é liderada por duas universidades britânicas, a Universidade de Oxford e de Cambridge

O Brasil deixou de ter seis universidades entre as melhores do mundo na edição deste ano do ranking Times Higher Education, divulgado nesta terça-feira (5). Antes, o país tinha 27 universidades entre as colocadas, número que agora caiu para 21. Foram dez as universidades que saíram do ranking: a UFPR (Universidade Federal do Paraná), UFBA (Universidade Federal da Bahia), UFG (Universidade Federal de Goiás), UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), UFLA (Universidade Federal de Lavras), UFV (Universidade Federal de Viçosa), UFF (Universidade Federal Fluminense), UEL (Universidade Federal de Londrina) e UEM (Universidade Estadual de Maringá).  Ao mesmo tempo, outras quatro universidades entraram para as mil melhores pela primeira vez. São elas a Unifei (Universidade Federal de Itajubá), UnB (Universidade de Brasília), UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e a UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa). O ranking organiza as 200 primeiras universidades em posições numerais e, após essas, as demais são organizadas em blocos. Dentre as brasileiras classificadas, a USP (Universidade de São Paulo) é a que se encontra na melhor posição, no grupo de 251ª a 300ª. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) ocupam os grupos de 401ª a 500ª e 501ª a 600ª, respectivamente. Em um estudo específico das universidades da América Latina, o Times Higher Education chegou a considerar a Unicamp a melhor da região, ficando à frente até da USP. Nesta análise regional, apesar de os critérios avaliados serem os mesmos (ensino, pesquisa, citações, visão internacional e transferência de conhecimento), os pesos são distribuídos de forma diferente.

Melhores do mundo

Esta é a primeira edição do ranking que é liderada por duas universidades britânicas, a Universidade de Oxford e de Cambridge. No ano passado, Oxford ainda liderava, mas era seguida pela norte-americana Instituto de Tecnologia da Califórnia. Os Estados Unidos ainda são maioria entre as dez primeiras universidades do ranking, com sete colocadas entre elas.

 


Brasil tem 6 universidades a menos no ranking das melhores do mundo (Estadão – Edu – 05/09/2017)

O Brasil perdeu seis universidades no ranking internacional das 1000 melhores, divulgado anualmente pela publicação britânica Times Higher Education (THE), uma das principais em avaliação do ensino superior no mundo. Na edição deste ano, 21 instituições do País estão na lista mundial, ante 27 no ano passado. A Universidade de São Paulo (USP) segue como a primeira do País, em um grupo que está entre 251 e 300 melhores universidades. Após a posição nº 200, o ranking deixa de considerar as instituições de forma unitária e passa a considerá-las por grupos. No ano passado, a universidade também estava neste grupo. As outras duas instituições estaduais, Unicamp (2º lugar no Brasil) e Unesp (10º lugar no Brasil) também estão entre as melhores no País. “Estamos muito satisfeitos pelo fato de que a USP continua ocupando o primeiro lugar no mais prestigioso ranking global. O resultado comprova que a grave crise financeira pela qual a USP passou, agora debelada, não afetou a qualidade e liderança da USP na América Latina”, disse o reitor Marco Antonio Zago. Já o reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcelo Knobel, lembrou que a instituição já superou a USP em outro ranking da mesma revista, focado apenas em América Latina. Já  a Unesp, em nota destacou que o resultado, semelhante ao de 2016, comprova “sua estabilidade em termos de ensino e pesquisa ao longo do tempo, o que revela um aspecto positivo se considerarmos a difícil situação econômica ora atravessada. Além disso, contribui para o prestígio do país ante as demais universidades mundiais, consolidando pesquisas de alto impacto internacional.” O ranking também mostra que as universidades federais do Paraná (UFPR), Bahia (UFBA), Goiás (UFG), Ouro Preto (Ufop), Santa Maria (UFSM), Lavras (Ufla), Viçosa (UFV) e as estaduais de Londrina (Uel) e Maringá (Uem) deixaram de participar do ranking. Por outro lado, entraram para este grupo as seguintes instituições: Universidade Federal de Itajubá (601-800), Universidade de Brasília, Universidade Federal de Pelotas e Universidade Estadual de Ponta Grossa, todas na faixa 801-1000. Procurado, o Ministério da Educação (MEC) informou que ainda não avaliou o desempenho das instituições, e por isso não se pronunciará por enquanto. A avaliação do THE utiliza informações como número de citações em pesquisa, o nível de internacionalização, o grau de titulação dos professores, a transferência de conhecimento para a sociedade e outros aspectos. “É decepcionante que a participação do Brasil nas principais universidades globais tenha diminuído, particularmente por causa da expansão da tabela de rankings deste ano. Os resultados refletem a crescente pressão que as universidades do país sofrem durante a crise econômica e a crescente concorrência global no setor. O Brasil precisará garantir que continue investindo no ensino superior e liberte suas instituições de burocracia desnecessária se quiser se tornar um participante global de educação superior”, declarou o diretor editorial dos rankings globais do THE, Phil Baty, em comunicado à imprensa. A Universidade de Oxford se manteve como a primeira na lista do World University Rankings. Já a Universidade de Cambridge subiu duas posições e está em segundo, ultrapassando o Instituto de Tecnologia da Califórnia e a Universidade de Stanford, ambos em terceiro lugar. Os Estados Unidos seguem com a maior quantidade de posições no topo do ranking: 6 das 10 primeiras são norte-americanas.

 


Cai o número de universidades brasileiras entre as mil melhores do mundo (O Globo – Sociedade – 05/09/2017)

País tinha 27 instituições em ranking no ano passado; agora, são 21

Um ranking divulgado esta terça-feira pela Times Higher Education, instituição britânica especializada na avaliação mundial do ensino superior, mostrou que o Brasil perdeu seis universidades entre as mil melhores do mundo. No ano passado, eram 27. Agora, são 21. O levantamento é liderado por duas instituições britânicas, as universidades de Oxford e Cambridge. Mas o top 10 é dominado pelos EUA, que contam com os institutos de tecnologia da Califórnia (Caltech) e de Massachusetts (MIT), além das universidades de Stanford, Harvard, Princeton, Chicago e Pensilvânia. As universidades brasileiras têm um desempenho tímido: a USP está na faixa entre 251 e 300ª colocadas. A Unicamp, entre a 401ª e a 500ª. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está entre a 501ª e a 600ª posição. Entre a 601ª e a 800ª estão as universidades federais do ABC (UFABC), de Itajubá (Unifei), de Minas Gerais (UFMG), do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Rio Grande do Sul (UFRGS), além da PUC-Rio e da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Finalmente, entre a 81ª e a milésima posição estão as universidades federais do Ceará (UFC), de Pelotas (UFPel), de Pernambuco (UFPE), do Rio Grande do Norte (UFRN), de Santa Catarina (UFSC) e de São Carlos (UFSCAR), além da PUC-PR, da PUC-RS, da UnB e de duas universidades estaduais — a Uerj e a de Ponta Grossa (UEPG). Todas as instituições brasileiras que entraram ou saíram do ranking neste ano são públicas. São novatas no ranking as universidades federais de Itajubá e Pelotas, a UnB e a Universidade Estadual de Ponta Grossa. Por sua vez, foram excluídas este ano as universidades federais do Paraná, da Bahia, de Goiás, de Santa Maria (RS), de Viçosa (MG), de Lavras (MG) e Ouro Preto (MG), além da UFF e das universidades estaduais de Londrina e Maringá, ambas paranaenses.

 


Em um ano, Brasil cai de 27 para 21 universidades no ranking de mil melhores do mundo (G1 – Educação – 05/09/2017)

Lista da Times Higher Education é liderada pela Universidade de Oxford. Entre as brasileiras, USP, Unicamp e Unifesp têm melhores avaliações.

No ranking das 1.000 melhores universidades do mundo, divulgado nesta terça-feira (5) pela Times Higher Education, o Brasil ocupa 21 posições. No ano passado, o desempenho das instituições do país foi melhor: eram 27 na lista. São avaliados os critérios de ensino, pesquisa, produção de conhecimento e reputação internacional. Para compreender o ranking, é preciso saber que, após as 200 primeiras universidades, as demais são organizadas em blocos. A Universidade de São Paulo, por exemplo, foi a que mais se destacou entre as brasileiras: ficou no grupo da 251ª até 300ª. Em seguida, vieram a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entre 401ª e 500ª, e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), entre 501ª e 600ª.

Líderes

Pela primeira vez, o ranking é liderado por duas universidades britânicas: a Universidade de Oxford (pela segunda vez seguida) e a Universidade de Cambridge (que passou de de 4º para 2º lugar). Os Estados Unidos, apesar de dominarem boa parte das 10 primeiras posições, tiveram queda de 2/5 das universidades que apareciam no ano passado: 29 das 62 foram eliminadas. A China continua chamando atenção, seguindo a tendência de anos anteriores: tem duas universidades no top 30 (Peking e Tsinghua). Quase todas as instituições chinesas subiram no ranking.

Quanto às europeias, elas ocupam metade dos 200 primeiros lugares, com maior representação de instituições da Holanda, da Alemanha e do Reino Unido. As nações que também passaram a se destacar foram Itália, Espanha e Países Baixos.

 


Será que a Reforma do Ensino Médio vai afetar você? (Guia do Estudante – Estudo – 05/09/2017)

Entenda o que a reforma estabelece e quais as suas chances de ser alcançado por ela

O governo federal decretou uma reforma no curso do Ensino Médio com a lei 13.415, em 2017, mas ela ainda não começou – e não há certeza de quando começará. Essa incerteza, dentre várias, resulta da forma confusa como ela foi encaminhada. Recordando: o governo federal a enviou ao Congresso por Medida Provisória em 2016, o que gerou protestos estudantis e ocupação de escolas em várias capitais do país, além de críticas de pedagogos e até do apresentador Faustão! Isso porque o texto final não foi discutido com a comunidade acadêmica. De qualquer forma, o andamento da reforma e sua chegada às escolas dependerão de vários fatores. Vamos entendê-los.

O que a reforma estabelece

Já havia convicção entre os educadores de que é necessário fazer uma reforma. Ela está sendo feita também, por exemplo, em países como Portugal e México. Considera-se que os estudos no Ensino Médio atualmente trazem conteúdos demais (13 disciplinas) e precisam ser repensados, que as aulas devem incorporar novas tecnologias e novos métodos pedagógicos, que os estudantes vão mal nas notas, há muita repetência e muitos desistem e abandonam o curso. De modo geral, concorda-se que o curso tem de ser mais interessante para os alunos e que eles devem poder escolher o que mais gostam de estudar em parte do curso. A reforma decretada na lei 13.415/2017 pretende também ampliar a oferta de cursos técnicos.

Veja a seguir os principais aspectos do que ficou decidido pela lei:

♦ Matérias obrigatórias  A lei determina que as matérias Matemática, Português e Inglês serão obrigatórias nos três anos do curso, para todos os alunos. Os conteúdos de Educação Física, Artes, Filosofia e Sociologia foram mantidos, mas não necessariamente como disciplinas na grade regular de aulas, poderão ser abordados em outras aulas ou em projetos. A lei não proíbe as escolas de oferecer essas disciplinas, as escolas privadas tenderão a mantê-las, mas isso poderá não ocorrer nas escolas públicas. Tudo dependerá dos novos currículos que serão feitos por secretarias de educação estaduais e municipais.

♦ Trilhas formativas A lei cria dois universos de aula: o da base curricular ampla, com os conteúdos de todas as matérias, e outro, em que o estudante, em tese, poderá escolher em qual das áreas gosta mais de estudar: Linguagens e Códigos, Ciências da Natureza, Ciências Humanas ou Matemática. Essas áreas de escolha são chamadas de trilhas formativas, ou de áreas de concentração. Cada escola será obrigada a oferecer pelo menos uma trilha, mas não todas. Nas escolas em que há curso técnico, ele é considerado pela lei como uma trilha formativa e poderá não haver oferta de outra. Nesses casos, o estudante teria apenas os conteúdos da base ampla, mais os do curso técnico.

♦ Quanto de cada A lei determina um limite de horas das aulas da base curricular ampla, em 1.800 horas de aula na soma dos três anos do curso. Ela não define isso em percentual, mas no número total. Atualmente, nas escolas em que há 4 horas de aula, o total no ano soma 200 dias x 4 = 800 horas; 2.400 horas no total dos três anos, e a área que  o estudante escolher representará 25% do total. Conforme o total de horas aumentar, apenas as aulas da trilha escolhida pelo estudante crescerão. Nas escolas em que já há 7 horas de aulas diárias (4.200 horas de aula em três anos), a parte escolhida pelo estudante será de 2.400 horas de aulas (57% do total do curso).

♦ Dúvidas A regulamentação da aplicação das trilhas deverá ser ao menos orientada pelo Conselho Nacional da Educação. Não se sabe, por exemplo, se as aulas da trilha formativa deverão ser distribuídas durante os três anos do curso, ou se poderão ser apenas no primeiro ano, ou no último ano. Também não se sabe como ficarão as provas do Enem, se elas terão ou não provas para cada trilha formativa, além da prova geral, decisão que deverá ser tomada pelo MEC. Também será preciso definir se as escolas oferecerão todas as trilhas obrigatoriamente, porque oferecer uma trilha formativa, como está na lei, não permite a plena escolha pelos estudantes.

A confusão envolvendo a reforma

Se há uma concordância geral quanto à necessidade de uma reforma na educação, há um consenso também de que, para que a reforma seja feita, é necessário construir uma nova base curricular para todo o país. A base curricular é um documento orientador dos conteúdos dos cursos para que os estados e municípios façam novos currículos, e abrange todo o conjunto da Educação Básica, a partir da Educação Infantil. Pois bem. A nova base foi feita entre 2012 e 2016 e estava pronta para ser enviada ao órgão que fará a aprovação final, o Conselho Nacional da Educação (CNE, formado por representantes do governo e da área da educação da sociedade). Porém, assim que assinou o decreto da reforma, em fevereiro de 2017, o governo anunciou também que havia retirado do documento final toda a parte do Ensino Médio. O MEC anunciou que entregaria outra versão dessa parte ainda neste ano, mas não fez isso até o início de setembro. Tudo indica que não haverá tempo para que o CNE, mesmo que receba o conteúdo ainda em 2017, consiga aprová-lo neste ano. Ou seja, a base curricular do Ensino Médio só deverá ser aprovada em 2018. Isso porque será necessário fazer audiências públicas nas diferentes regiões do país para discuti-la.

Ela vai afetar você?

Para descobrir a resposta, precisamos analisar as seguintes questões:

♦ Prazos A lei diz que todas as secretarias estaduais e municipais de educação do país terão o ano seguinte ao ano da aprovação da nova base curricular para preparar os novos currículos e, a seguir, treinar as suas equipes. Como a base provavelmente será aprovada em 2018, esse ano de preparação será 2019, para que a reforma comece em 2020. Além disso, será preciso produzir livros didáticos totalmente novos, o que indica que as escolas terão de esperar esses livros. Esse é o principal cenário para a rede pública do estado.

♦ Implementação A maioria das fontes entrevistadas pelo Guia do Estudante acredita que nenhuma mudança será iniciada no meio do ano letivo para quem já estiver cursando, porque isso jamais aconteceu antes. Uma mudança assim precisa começar pelas turmas do 1º ano do ensino médio. Portanto, quem já está cursando o Ensino Médio em 2017 não será afetado pela mudança curricular da reforma, principalmente nas escolas públicas. Nas escolas particulares é possível que alguma mudança comece para quem ingressar em 2019, mas isso é pouco provável.

♦ O que pode acontecer A mesma lei define que as escolas aumentem o período atual de 4 horas de aula por dia para 5 horas em um prazo de 5 anos (até 2021). Nas escolas particulares nada muda, pois a maioria absoluta já atua com pelo menos 5 horas diárias de aula. Na rede pública, é possível que algumas escolas que têm turmas apenas de manhã e à tarde aumentem a carga para 5 horas já em 2018. Porém, ninguém sabe como isso poderá ser feito para os cursos noturnos, nos quais a aula começa quase sempre às 19h00. Avançar até a meia-noite parece preocupante e inseguro para os alunos; antecipar para as 18h pode ser inviável para quem já trabalha. Caberá ao Conselho Nacional de Educação decidir, ou aos governos e prefeituras.

Conclusão: se você já está cursando o Ensino Médio, em escola pública ou particular, não deverá ser afetado por mudanças pedagógicas e de rotinas que ocorrerão com a Reforma do Ensino Médio. Na rede privada, a reforma poderá começar para quem ingressar em 2019. Na rede pública, provavelmente para os que ingressarem em 2020, mas não há certeza de que isso vá ocorrer.