07/01/2010 / Em: Clipping

 


O novo vestibular da Unicamp (Folha de S.Paulo – Tendências/Debates – 28/12/09)

RENATO HYUDA DE LUNA PEDROSA


O novo modelo de vestibular mostra que a Unicamp vem renovar seu diálogo com a educação básica


 

O NOVO modelo para o Vestibular Nacional Unicamp, aprovado em 3/12/09, a ser implantado no próximo ano, mostra que a Unicamp vem renovar seu diálogo com a educação básica. Esta, 24 anos depois que a Unicamp colocou sua proposta original de vestibular, indicando novos caminhos para a formação dos jovens, continua apresentando péssimos resultados em diversas avaliações, nacionais ou internacionais. São péssimos resultados tanto no que diz respeito ao desenvolvimento das habilidades básicas de compreensão e leitura, de expressão, de análise de informações e de abstração quanto naquilo que se refere ao domínio dos conteúdos das áreas do conhecimento desenvolvidas ao longo da formação escolar. Além disso, o novo modelo teve como meta, em razão do aumento do número de candidatos e da alta competição para diversos de seus cursos, o aprimoramento da qualidade seletiva da primeira fase do vestibular. A universidade desenvolveu e debateu, ao longo de mais de um ano, em todas as instâncias institucionais, estudos e alternativas que levaram ao novo modelo.
A primeira fase compõe-se de 48 questões de múltipla escolha e de uma prova de redação, na qual o candidato será instado a redigir três textos. A segunda fase, de três provas contemplando quatro áreas: língua portuguesa/literatura; matemática; ciências humanas, artes, humanidades e língua estrangeira; ciências da natureza. O novo modelo aproxima o vestibular das práticas vigentes no ensino médio. A precisão seletiva da primeira fase foi ampliada significativamente, principalmente por causa da mudança na prova de redação, mas também devido ao maior número de questões. Avaliar três textos na prova de redação torna essa prova próxima, em termos de qualidade seletiva, da prova atual de primeira fase. Com as 48 questões consideradas, apresenta índice de consistência classificatória ótimo para a função que desempenha. A duração da prova da primeira fase será de cinco horas, metade para cada parte. Cada proposta de redação terá 50 minutos para a elaboração, a duração de uma aula na formação básica. Portanto, não procedem os comentários iniciais sobre a proposta, indicando que seriam solicitados textos curtos. A Unicamp nunca estabeleceu o número de linhas para a redação e não passará a fazê-lo agora. Sobre as questões de múltipla escolha, ressalte-se que a função da primeira fase não muda: é nela que as habilidades básicas são avaliadas, com os conteúdos do ensino médio como pano de fundo para sua formulação.
O aumento do número de questões permite tornar a avaliação mais abrangente e ampliar a variedade dos níveis de dificuldade das questões sem modificar o grau médio de dificuldade da prova nem as suas características acadêmicas. O novo modelo propõe que as habilidades e os conteúdos sejam tratados de forma integrada, associados à contextualização em problemas concretos. Porém, conteúdos não se reduzem a fatos e propriedades isolados, memorizáveis. Antes, incluem construções que se desenvolvem do particular para o geral. Portanto, contextualização, para fins de avaliação, se apresenta também no outro sentido, transitando do imediato e concreto para o conceitual e abstrato. Outro ponto relevante é que foi ampliada a participação, na nota final, da avaliação da linguagem e da matemática. Essa decisão tem origem na constatação de que as habilidades e proficiências nos conteúdos dessas áreas são fundamentais para a construção do conhecimento pleno nas diversas áreas do saber. E são aquelas com que as crianças e os jovens têm, desde o início do ensino fundamental, maior contato (mas não, necessariamente, maior sucesso em termos de aprendizagem). Sobre a nova prova de redação, sua formulação e permanência na prova de primeira fase também demonstram que a Unicamp reafirma a importância da avaliação direta da escrita. E, pela própria formulação da proposta, indica que não basta o treinamento em um modelo específico de escrita e que a proficiência em produzir bons textos de diferentes gêneros deve ser decorrência da boa formação escolar do jovem. Finalmente, o desenvolvimento do modelo do novo vestibular demonstrou, na Unicamp, que a universidade, instada a responder a desafios -e não são poucos os desafios envolvidos numa reforma ampla do processo de seleção dos estudantes-, apresenta os mecanismos institucionais e a vitalidade acadêmica necessária para o bom desempenho de sua missão como instituição que valoriza o conhecimento e a cultura.

RENATO HYUDA DE LUNA PEDROSA , doutor em matemática, é professor do Departamento de Matemática da Unicamp e coordenador-executivo da Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares).



Segunda fase da Unicamp começa no domingo; Terra corrige  (Terra –Educação – 06/01/10)

O Terra corrigirá as provas da segunda fase do vestibular 2010 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) neste domingo (10). A correção será realizada pela equipe de professores do Sistema COC e pode ser acompanhada questão por questão pela internet. A segunda fase do vestibular acontece entre os dias 10 e 13 de janeiro de 2010. A correção será realizada em todos os dias de provas. A segunda fase é constituída de oito provas de natureza discursiva das seguintes disciplinas; Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa e Ciências Biológicas no primeiro dia; Química e História no segundo dia; Física e Geografia no terceiro dia; Matemática e Inglês no quarto dia. As provas serão realizadas das 14h às 18h.



Universidades encerram vestibulares para 2010 em janeiro  (A Tarde/Salvador – Vestibular – 06/01/10)

Janeiro marca o período em que muitas das principais universidades públicas e privadas finalizam os processos seletivos no País. Nos próximos dias, pelo menos dez instituições realizam vestibulares, em primeira ou segunda fase, para o ano letivo de 2010. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, dá início à segunda fase no próximo domingo, 10. Serão oito provas dissertativas (duas por dia), das seguintes disciplinas: Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa, Ciências Biológicas, Química, História, Física, Geografia, Matemática e Inglês. Os testes vão até o dia 14 e marcarão o último exame 100% dissertativo da instituição. A partir do vestibular 2011, as 12 questões dissertativas da primeira fase serão substituídas por 48 de múltipla escolha. Haverá também outras mudanças. Em vez de escolher uma entre três propostas de Redação (dissertação, carta ou narrativa), o candidato fará três textos de gêneros diversos, como resumo, carta, relatório, anúncio, manifesto e, até mesmo, reportagem.



Depois do Enem, o Enade ( Jornal Agora – Editorial – 07/01/10)

O Ministério da Educação levou bomba pela segunda vez em apenas três meses. Falhas graves prejudicaram o Enem, em outubro. Agora é o Enade que fica com o filme queimado. São dois exames importantes para avaliar a qualidade da educação brasileira. O Enem serve para tirar o pulso do ensino médio e também tem peso na vida do estudante. Bons resultados contam pontos para entrar em universidades. É verdade que, com o adiamento do exame, pelo vazamento das questões, instituições como USP e Unicamp desistiram de usar a nota do Enem no processo de seleção. O Enade, por sua vez, mantém as faculdades na mira. O exame serve para medir quanto seus estudantes aprenderam ao longo do curso de graduação. Coisa séria, que pode manchar a reputação de uma escola e do diploma que muita gente sua para obter. Mas parece que em Brasília houve gente que não levou a coisa tão a sério quanto deveria. Nada menos do que 54 questões aplicadas no Enade tiveram de ser anuladas. Eram duvidosas, malformuladas ou erradas. Isso dá 7% do total, ou algo como uma pergunta imprestável em cada grupo de 14. Ruim demais. Nos dois casos, o Ministério da Educação pôs a culpa nas empresas contratadas para fazer o Enem e o Enade. Mas o governo precisa fiscalizar essas empresas direito. Afinal, não dá para continuar maltratando desse jeito as esperanças e os esforços de milhões de estudantes.



Segunda fase da Unicamp começa no domingo, 10  (SejaBixo – Mural – 07/01/10)

A partir do próximo domingo, 10 de janeiro, 14.706 candidatos devem realizar a segunda fase do vestibular 2010 da Unicamp em 22 cidades do país.
A Comvest ressalta que os candidatos devem ficar atentos aos locais das provas, já que eles não são necessariamente os mesmos onde o candidato realizou a primeira fase. Os locais de provas podem ser consultados no site www.comvest.unicamp.br.