07/01/2013 / Em: Clipping

 


Unicamp amplia programa de férias para alunos do ensino médio  (Globo.Com – G1 Vestibular – 06-01-13)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) irá receber a partir desta terça-feira (8) estudantes do ensino médio de Campinas (SP) e região para estagiar nos laboratórios durante as férias escolares. O número de participantes para o Programa Ciência e Arte nas Férias (CAF) foi ampliado neste ano, de 120 para 150 participantes. Os estudantes desenvolvem projetos de pesquisas nas áreas de artes, ciências humanas, exatas, biológicas, saúde e tecnologia.



Unicamp aumenta número de vagas para melhores alunos da rede pública   (UOL – Vestibular – 04/01/13)

Os institutos de Economia e de Geociências e a Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) ampliaram o número de vagas oferecidas aos alunos do Profis (Programa de Formação Interdisciplinar Superior). Com isso, o total de vagas nos cursos regulares da universidade para o programa passou de 123, em 2011, para 130 em 2013. O Profis oferece vagas aos alunos com as melhores notas do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) de cada escola pública de ensino médio no município de Campinas. As turmas têm dois anos de formação geral e depois podem ingressar nos cursos regulares da graduação, sem necessidade de passar pelo vestibular. O currículo do Profis inclui disciplinas de ciências humanas, biológicas, exatas e tecnológicas, a serem cursadas ao longo de dois anos. Concluído esse período, além de poder entrar sem vestibular em um curso de graduação da Unicamp, os formandos recebem um certificado de conclusão de curso sequencial de ensino superior.



Vinicius Mota

Matemática do fracasso   (Folha de S.Paulo – Opinião – 07/01/13)

Alunos de 14 anos da rede pública municipal de São Paulo calculam como crianças de 11, nada além disso. Esses estudantes avançam para o ensino médio, o antigo colegial, fase em que o atraso no conhecimento só faz aumentar. Não é de estranhar que essa clientela esteja em desvantagem para disputar seja os vestibulares mais concorridos das universidades, seja as vagas mais bem remuneradas do mercado de trabalho. Como ocorreu com seus pais, esses jovens vão ocupar a base da pirâmide de renda. A base veio ficando menos distante do topo nos últimos anos, graças ao aumento dos brasileiros que completam o ensino médio e -muitas vezes mais próximos dos 30 que dos 20- a faculdade. Mas nada disso altera o status esperado da criança de seis anos que terá de enfrentar 12 anos de ensino básico público. As cotas em universidades públicas mudarão o destino de poucos -na hipótese, a ser provada, de que essas instituições mantenham seu prestígio no mercado de trabalho. O sistema universitário estatal não tem a escala do problema. Para cada aluno da rede pública beneficiado pela cota, outros nove ficarão de fora. O debate das cotas, aliás, arrasta por vezes uma premissa equivocada. Não cabe à universidade, pública ou privada, corrigir os problemas acumulados nos ciclos anteriores. Da mesma forma, o ensino médio não deveria saldar a conta do atraso de nove anos da escola fundamental. Não se faz mágica com aprendizado. O avanço formal -os diplomas e as formaturas acumuladas, o aumento dos anos que o brasileiro passa na escola- já entregou praticamente tudo o que poderia em termos de mitigação da desigualdade social. Administradores incapazes de analisar um balanço, engenheiros ignorantes em álgebra elementar e advogados semiletrados não vão longe. E não impulsionarão o desenvolvimento do país.