07/06/2013 / Em: Clipping

 


Governo de SP vai investir R$ 1,4 bilhão em 17 novos centros de pesquisa   (O Estado de S.Paulo – Educação – 06/06/13)

O governador Geraldo Alckmin anunciou oficialmente nesta quinta-feira (6) os 17 novos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os Centros, que reúnem cerca de 500 cientistas do Estado e 68 de outros países, serão custeados pela Fapesp e pelas universidades paulistas. O custo total dos centros será de R$ 1,4 bilhão. O orçamento compreende os 11 anos de duração do programa. Do montante repassado aos projetos, R$ 760 milhões serão pagos pela agência de fomento estadual. Os outros R$ 640 milhões serão repassados pelas universidades para pagamento de pesquisadores e técnicos. Além das três instituições estaduais – USP, Unicamp e Unesp -, participam também do programa o Instituto Butantã e a Universidade Federal de São Carlos. “O grande diferencial desse tipo de fomento é que os grupos de cientistas terão apoio a longo prazo para melhor trabalhar com seus problemas de pesquisa. E todos esses centros têm um caráter fortemente multidisciplinar”, afirma Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp.A aplicabilidade das pesquisas desenvolvidas pelos centros nos setores comercial, industrial e social é outro aspecto destacado por Brito.  Na cerimônia oficial de apresentação, Alckmin afirmou como sendo “essencial” o papel da pesquisa como instrumento de desenvolvimento do País. “Hoje é um dia muito importante, os 17 Cepids estão sendo lançados. Nós temos um investimento proporcional ao PIB como um dos mais elevados do mundo”, disse o governador. Dez dos 17 Cepids estão sediados em municípios paulistas do interior: Araraquara, Campinas, São Carlos e Ribeirão Preto. Além das atividades de pesquisas, os centros também são responsáveis por oferecer atividades de extensão voltadas para o ensino fundamental e médio e para o público em geral.



Universidade deve superar preconceitos, diz 1ª negra reitora de federal    (Terra – Vestibular – 07/06/13)

Criada em 2010 com o propósito de promover a troca de conhecimentos sobre a língua portuguesa e as diferentes culturas, a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) entrou para a história em abril deste ano: foi a primeira instituição federal no Brasil a nomear como reitora uma mulher negra. Professora da Faculdade de Educação da UFMG e especialista em questões étnico-raciais, Nilma Gomes é defensora da ampliação de ações pela igualdade racial no País, em um período de consolidação do sistema de cotas nas universidades federais, apesar da falta de consenso sobre o tema. Até por isso, ela entende sua escolha para o posto como mais um grande passo nessa luta. Pelos prédios da Unilab se escuta diferentes sotaques do mesmo idioma. Nos corredores, nas salas de aula, no refeitório e pela cidade de Redenção (CE), é possível ouvir um português que para os brasileiros soa engraçado: de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Isso acontece porque a universidade federal oferece 50% das suas vagas para os brasileiros e os outros 50% para estudantes vindos desses países. Em entrevista ao Terra, Nilma destaca o papel da instituição em proporcionar um maior aprendizado sobre os países africanos de expressão portuguesa e sobre o Timor Leste. Apesar de os cursos não serem voltados especificamente para o tema, a diversidade cultural é apresentada em eventos da Unilab e em discussões em sala de aula, nas trocas de experiência entre os alunos. “São realidades que ainda não se fazem muito presentes no nosso cotidiano, e a universidade tem a possibilidade de ampliar esse conhecimento e superar preconceitos que, muitas vezes, são construídos pela ignorância com relação ao outro”, disse. A instituição pretende formar profissionais que possam atuar nas áreas de mais necessidade em suas terras natais. Por isso, os cursos de graduação oferecidos são agronomia, administração pública, bacharelado em humanidades, ciências da natureza e matemática, enfermagem, engenharia de energias e letras (língua portuguesa). E a primeira turma deve se formar em 2015. Confira a entrevista a seguir.

SP: maioria dos estudantes crê que gênero influencia na profissão  (Terra – Vestibular – 07/06/13)

Existe profissão de homem e de mulher? A maioria dos estudantes do 3º ano das escolas públicas da cidade de São Paulo respondeu que sim. O resultado faz parte de um trabalho feito pela organização Ação Educativa com cerca de 500 alunos, em que 80% deles responderam afirmativamente à questão, mostrando que os valores de gênero norteiam as escolhas profissionais dos jovens. A assessora do Programa Juventude da Ação Educativa, Raquel Souza, que faz parte do projeto, diz que os motivos das respostas variam. Alguns estudantes acham que mulheres têm características que favorecem o desempenho delas em profissões de cuidado, já os homens estariam mais aptos ao raciocínio e a atividades que demandam vigor físico. Outra justificativa é a autoridade que exigem carreiras como engenharia civil. Alguns dos estudantes disseram que uma mulher engenheira não seria obedecida pela maioria dos empregados, que é de homens. “Mesmo que as coisas tenham mudado muito nas relações de gênero e mesmo que as mulheres ocupem posições de poder, ainda há um estereótipo em relação a qual lugar as mulheres deveriam ou estariam mais aptas a ocupar”, diz Raquel. Outra questão observada pela assessora é a de que as profissões “femininas” têm menos prestígio que as “masculinas”.