07/07/2010 / Em: Clipping

 


Julho deve ter estudo e descanso  (Folha de S.Paulo – Fovest – 07/07/10)

Julho, finalmente, está aí. Para quem está em ano de vestibular, esses dias de folga são preciosos. Mas preciosos para quê? Para pôr a matéria em dia ou descansar? A resposta a essa pergunta, infelizmente, não é fácil nem igual para todos os candidatos porque depende de alguns fatores, como a concorrência do curso pretendido e o domínio das matérias estudadas até aqui. De acordo com Paulo Lima, coordenador pedagógico do CPV, o primeiro passo para definir a proporção entre estudo e lazer nas férias é fazer uma autoavaliação sobre seu desempenho desde o início do ano. Nesse ponto, contam agilidade para resolver exercícios, conhecimento das teorias das disciplinas e facilidade para a redação. A intenção dessa análise é diagnosticar pontos fracos para saná-los nas férias, que devem ser encaradas como um período estratégico. “Vestibular é como um jogo de dois tempos. Julho é o intervalo. No vestiário, o técnico tem que acertar o time para a equipe voltar com tudo e ganhar o jogo”, brinca Miguel Arruda, coordenador do colégio Santo Américo, que orienta os alunos a não abandonar os estudos “para se manter aquecidos”. E, para não perder o ritmo, a dica de Lima é que o aluno que estiver em dia com a matéria divida seu tempo da seguinte forma: 1/3 para estudo e 2/3 para diversão. Se as coisas não estão tão em ordem ou se o curso desejado é concorrido, o melhor é inverter essas proporções. Patrícia Machado, 18, vestibulanda de farmácia que está em seu segundo ano de cursinho, já definiu sua tática. Vai estudar nas duas primeiras semanas das férias, descansará na terceira e voltará ao batente na quarta.
Já Juliana de Andrade, 18, que quer direito, pretende estudar só na última semana de férias, com ênfase em história e geografia, suas específicas. “Quero fazer uma revisão e, se der, adiantar um pouco da matéria.” A aluna pretende ainda aproveitar o tempo livre para se dedicar às obras da lista unificada de USP e Unicamp. Daniel Grillo, 17, aluno do Augusto Laranja, também quer adiantar a leitura das obras literárias nas férias recém-começadas. O aluno, que passou na primeira fase como treineiro no ano passado para a Poli, na USP, levou para a fazenda de um amigo, onde passará alguns dias, “Vidas Secas” (Graciliano Ramos) e “Antologia Poética” (Vinicius de Moraes).



Maioria das universidades utilizará o Enem 2010 no vestibular 2011  (Globo On Line – Vestibular – 06/07/10)

A uma semana do fim das inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010, os estudantes devem ficar ligados em como a prova será usada pelas universidades. Várias instituições já alertaram seus futuros candidatos sobre a necessidade, ou não, de fazer o exame para participar da seleção deste ano. No Estado do Rio, Unirio e Rural, que participaram do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do MEC, vão manter o Enem como fase única. O Cefet também deve manter o modelo. Já a UFF comunicou que reservará 20% das suas vagas para ingresso via Sisu. A UFRJ ainda não sabe como será utilizado o Enem 2010. O edital divulgado apenas pede aos estudantes que se inscrevam no exame porque o seu resultado será levado em conta no vestibular 2011.

Tá tudo errado: educação!   (Globo On Line – Megazine – 06/07/10)

Se tem uma conversa, mesmo aquelas mais informais no baixo Botafogo, sentado num caixote, que quando começo viro uma fera é educação! Talvez seja a que mais me tire do sério. Fico achando que sou sozinho no mundo! Primeiro: odeio todo e qualquer movimento estudantil que reivindique coisas pontuais e só. Ano passado foi o N.O.V.E. Talvez hoje a organização até esteja pensando outras coisas, mas lembro que na época o motivo era um só: A maldita prova do Enem. Como já disse diversas vezes, inclusive em matéria impressa, as pessoas só se mobilizam quando te tiram do seu pacato cotidiano. Tudo fica na sua perfeita ordem até o momento em que uma prova que deveria acontecer em um dia passa a acontecer meses depois. Eu sofri tudo que o Enem do ano passado causou, não vou ter férias por causa dele. Mas reduzir as maiores preocupações juvenis sobre educação a isso é ser no mínimo cego. Ou cúmplice. Cúmplice de um sistema de ensino em que sabemos que exclui o mais pobre. O cara que estuda, é aplicado, faz todas as tarefas, porém tem um ensino precário, vive em um ambiente que não propicia a atenção e dedicação que os estudos demandam, não tem como competir com alguém que possua.