07/08/2013 / Em: Clipping

 


USP adere a avaliação do governo federal   (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 07/08/13)

Única instituição fora da avaliação nacional do ensino superior, a USP decidiu aderir à prova do Enade, mas de forma parcial. Os resultados de seus cursos não serão divulgados nos próximos três anos, e os alunos poderão faltar ao exame –para as outras escolas, a participação dos estudantes é obrigatória. O acordo vale já para a prova deste ano e está sendo tratado como “cooperação técnica”, segundo a Folha apurou.  Especialistas vão analisar os instrumentos e práticas adotados pelo Inep (órgão do Ministério da Educação). Após esse período experimental, a principal universidade do país vai decidir se entrará na avaliação. A USP questiona o Enade desde a sua criação, em 2004. Uma das grandes resistências da universidade era que a prova começou a ser feita com amostras de alunos. Por conta dessa pressão, o ministério mudou o sistema e tornou a prova universal. Após essa alteração, os alunos que têm seus cursos avaliados, mas faltam ao exame, têm dificuldades em obter o certificado de conclusão. Integrantes da universidade questionam ainda outros pontos, como a possibilidade de boicote dos alunos, que são obrigados a comparecer, mas não sofrem sanção se entregarem o exame em branco ou totalmente errado. Devido a essas ressalvas, o modelo acertado entre o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o reitor da USP, João Grandino Rodas, é visto pelas duas partes como um primeiro passo para a entrada integral da universidade. O presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, diz que os dados da USP ajudarão a qualificar “ainda mais” a avaliação. Para o reitor da universidade, João Grandino Rodas, o projeto-piloto “será benéfico a todos”, pois permitirá que a USP compare seus cursos com as outras instituições. E docentes da instituição ajudarão a melhorar a avaliação.

PAULISTAS
A USP ficou isolada na resistência ao Enade quando a Unicamp, em 2010, decidiu entrar na prova. A outra estadual paulista, a Unesp, já participava do exame. A legislação permite que as universidades estaduais decidam se participam do sistema de avaliação federal. As privadas e federais são obrigadas a participar do exame.



Pesquisa: excesso de disciplinas no ensino médio contribui para evasão   (Terra – Vestibular – 07/08/13)

A evasão no ensino médio se tornou um grande problema em todo o Brasil. Entre as explicações para isto, a partir da opinião dos próprios estudantes, está o excesso de disciplinas na grade curricular. O assunto foi discutido nesta terça, dia 6, no Encontro Internacional de Educação Salamundo 2013, realizado em Curitiba (PR), pelos pesquisadores Tufi Machado e Mariana Calife, da Universidade Federal de Juiz de Fora, de Minas Gerais. Eles apresentaram os resultados de uma pesquisa sobre a evasão nesta etapa do ensino feita entre 2009 e 2010 em escolas públicas mineiras. Os dois pesquisadores ouviram estudantes do ensino médio sobre os motivos para frequentarem a escola. Entre as principais respostas eles ouviram que os alunos eram forçados pelos pais ou viam os estudos como obrigação. Parte dos entrevistados comentou que não gostava do ensino médio porque acreditava que nem a metade do que estudava serviria para alguma coisa no restante da vida, além da grande quantidade de disciplinas. Para melhorar essa etapa, os estudantes sugeriram mais inovação dentro da sala de aula, conteúdo mais atraente e menos matérias.



MEC vai dar bolsa a 100 mil alunos do ensino médio   (O Estado de S.Paulo – Educação – 06/08/13)

O Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira, dia 6, que o programa para estimular alunos do ensino médio a cursar licenciatura em ciências deve dar bolsas a 100 mil estudantes. “Estamos começando com 100 mil alunos do ensino médio. Vamos dar uma bolsa para estimular a vocação em ciências”, disse ele, durante o Sala Mundo, evento de educação em Curitiba.  As bolsas fazem parte dos esforços para fortalecer o ensino médio, cujo projeto final deve ser anunciado pelo MEC em breve. Segundo Mercadante, será oferecida uma bolsa de R$ 150 ao aluno interessado, além de um professor tutor para acompanhá-lo nos estudos. “Nós damos bolsas para o aluno que passa em Olimpíadas de Matemática quando ele vai para a universidade, mas não no ensino médio, e queremos começar a fazer isso.