09/06/2015 / Em: Clipping

 


Alunos do ensino médio poderão escolher disciplinas   (Jornal Cruzeiro do Sul – Educação – 06/06/15)

O governo do Estado de São Paulo vai iniciar no próximo ano um novo modelo de currículo no ensino médio. O plano da Secretaria Estadual da Educação é transformar a maior parte do curso em disciplinas optativas, modelo em que os estudantes podem escolher o que vão estudar. O novo ensino médio deve começar em 2016 em um número restrito de escolas e depois avançar para toda a rede. A reforma dessa etapa deve transformar sobretudo os 2º e 3º anos, quando as disciplinas serão oferecidas para opção do aluno. Será o estudante que montará sua grade. Apenas o 1º ano continuaria com o currículo fechado, em um “núcleo comum”, como é hoje em toda a educação básica. Ao se confirmar, essa deve ser a maior mudança no ensino médio da rede estadual, a maior do País. O secretário da Educação de São Paulo, Herman Voorwald, informou à reportagem acreditar que a aposta no protagonismo do aluno é a melhor saída para essa etapa, considerada o maior gargalo da educação brasileira. “Se eu quiser desenvolver a capacidade de escolha e de tomada de decisões nos jovens, tenho de permitir que ele opte. Este é o único caminho que tenho para que esse menino diga: ‘estou escolhendo as disciplinas que eu quero, que fazem parte do que eu quero seguir na minha vida'”, disse o secretário. A proposta está sendo finalizada na área pedagógica da pasta para ser discutida no Conselho Estadual de Educação (CEE) no segundo semestre. A secretaria não revela detalhes, mas o plano é que a maior parte do que é estudado nos dois últimos anos seja construída a partir dos interesses do aluno. Deve haver a oferta de disciplinas fora da grade tradicional, como Teatro. “Ou mudamos ou vamos falir e esses meninos não vêm para a escola. Se ele odeia Matemática, pode optar por Artes, Idiomas”, diz Voorwald.


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Notas do ensino médio poderão garantir uma vaga na universidade   (Tribuna da Bahia – Educação – 08/06/15)

O sistema de avaliação para ingresso nas universidades federais poderá sofrer mudança. Sugestão (SUG 4/2013) de utilização do desempenho escolar no ensino médio como um dos critérios para acesso à educação superior pública está em análise na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Se a sugestão for aceita pela comissão, passará a tramitar no Congresso como projeto de lei. A ideia de criar o Sistema de Avaliação de Mérito do Ensino Médio surgiu dentro do Projeto Senado Jovem Brasileiro. De acordo com a sugestão em análise na CDH, o pré-requisito para participar deste modelo de seleção é ter cursado todo o ensino médio em escolas públicas e alcançado, no mínimo, 70% da média da nota de cada disciplina. A proposta recomenda a seguinte composição para cálculo da nota de classificação dos estudantes: 85% corresponderiam à nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e 15% equivaleriam à média conquistada ao longo dos três anos do ensino médio. As novas regras começariam a valer dois anos após a publicação da lei que resultar da sugestão.



Cursos mais procurados da USP, como Medicina e Direito, recebem menos alunos da rede pública   (Veja – Educação – 04/06/15)

A proporção de calouros da rede pública nos cursos de baixa concorrência da Universidade de São Paulo (USP) é quase o dobro da registrada nas carreiras mais procuradas, como Medicina e Direito. Nas 56 graduações com menos de cinco candidatos por vaga no último vestibular, a taxa de alunos da escola pública é de 45,8%. Já no grupo de 20 cursos de maior disputa, cai para 25,7%. A média geral da USP é de 35,1%. Os números por carreira estão tabulados em documento da Pró-Reitoria de Graduação, obtido pelo Estado. A USP nunca usou cotas, mas bônus no seu vestibular, a Fuvest, para candidatos da rede pública e pretos, pardos e indígenas (PPI). O objetivo da USP é ter, até 2018, metade de calouros da rede pública em cada curso, com 35% de PPI, proporção equivalente à população paulista. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) chegou a sugerir essa meta já para o ano que vem, mas a universidade recusou. Com o objetivo de aumentar a inclusão, a USP vai decidir neste mês se usa o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para preencher parte das cadeiras.