09/09/2013 / Em: Clipping

 


Inscrições para o vestibular 2014 da Unicamp encerram nesta sexta-feira   (Globo.Com – G1 Vestibular – 09/09/13)

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) encerra nesta sexta-feira (13) as inscrições para o vestibular 2014 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os candidatos devem se inscrever exclusivamente pela internet. São 3.460 vagas em 69 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade pública de Medicina e Enfermagem de São José do Rio Preto (Famerp). A taxa de inscrição custa R$ 140. O kit do vestibulando (manual do candidato e revista do vestibulando) é gratuito e está disponível para consulta no site da Comvest. A primeira fase do vestibular será realizada em 10 de novembro e a segunda fase nos dias 12, 13 e 14 de janeiro de 2014. A Unicamp vai aplicar as provas em 18 cidades do estado de São Paulo, além de duas capitais: Bauru (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Jundiaí  (SP), Limeira  (SP), Mogi Guaçu  (SP), Piracicaba  (SP), Ribeirão Preto  (SP), Santo André  (SP), Santos  (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Carlos  (SP), São José do Rio Preto  (SP), São José dos Campos  (SP), São Paulo (SP), Sorocaba (SP) e Sumaré (SP).  Este ano, a Unicamp deixará de aplicar as provas em Fortaleza (CE) e Salvador (BA).



Enade: adesão da USP não significa fim de críticas; teste ainda sofre restrições   (Terra – Vestibular – 09/09/13)

Desde a criação do Enade, em 2004, a Universidade de São Paulo (USP) resistiu em participar da prova. As críticas eram basicamente quanto ao sistema de avaliação por amostragem aplicado no exame. Desde 2009, no entanto, o Enade é universal e o não comparecimento à avaliação impossibilita, segundo a Lei nº 10.861/2004, o aluno de obter diploma. Em agosto, a USP decidiu aderir parcialmente ao exame, do qual deve participar já neste ano – a prova será aplicada dia 24 de novembro. Entretanto, as reclamações quanto à prova seguem existindo por parte de diversas universidades. O descomprometimento do aluno e o alto peso na avaliação da instituição são as principais críticas. Diretor-executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Sólon Caldas afirma que as instituições de ensino superior são favoráveis ao Enade e tem contribuído para o aperfeiçoamento deste sistema. Porém, acredita que o Ministério da Educação (MEC) falha ao usar um exame pensado para avaliar o aluno como definidor da qualidade do curso.



Folha lança novo ranking e discute ensino superior hoje; participe   (Folha Online – Educação – 09/09/13)

A Folha promove hoje (9), às 19h, um debate sobre avaliação do ensino superior. Neste dia, será lançada a segunda edição do Ranking Universitário Folha (RUF). Participarão o cienciometrista Rogério Meneghini, responsável pela medição de produção científica do RUF, o matemático Renato Pedrosa, coordenador do grupo de estudos de ensino superior da Unicamp, e Carolina da Costa, diretora acadêmica da graduação do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper).

É essencial desenvolver informações melhores da universidade   (Folha Online – Educação – 09/09/13)

Há muito em jogo no ensino superior. Governos e público esperam, com razão, que as universidades elevem o nível nacional de capacitação, fomentando a modernização continuada e o avanço da prosperidade. Pesquisas produzidas em universidades enfrentam grandes problemas humanos, como saúde pública, projeto urbano, segurança de alimentos e água e mudança do clima. Ao mesmo tempo, a pesquisa tem papel cada vez mais central nas economias propelidas pelas inovações em produtos e marketing –e a ciência e o estudo se tornaram grandes instrumentos de desenvolvimento regional e de melhoria da vida urbana. O surgimento de ensino e pesquisa de classe mundial é um dos traços principais nas duas grandes zonas de desenvolvimento acelerado do século 21, a América Latina e o leste da Ásia. A crescente força das universidades do Brasil é tanto sintoma quanto causa da crescente força do Brasil no cenário mundial.

São Paulo tem 5 das 10 líderes em produção científica   (Folha Online – Educação – 09/09/13)

O RUF 2013 confirma: apesar dos esforços do governo federal para disseminar a produção científica por outras regiões do país, a maior parte da pesquisa nacional de qualidade continua concentrada no Estado de São Paulo. Das dez primeiras colocadas nesse indicador, cinco são paulistas –todas as universidades estaduais (USP, Unicamp e Unesp) e duas federais em São Paulo (Unifesp e UFSCar). Pesquisadores de outros Estados não vacilam ao apontar o fator que anaboliza esse desempenho: a estabilidade na política de financiamento. Desde a década de 1960, São Paulo tem sua agência de fomento específica, a Fundação de Amparo à Pesquisa. Mantida com dinheiro do governo estadual, ela financia trabalhos de qualquer faculdade paulista, incluindo as privadas.  “Todos gostariam de ser uma Fapesp”, afirma Sergio Gargioni, presidente da contraparte catarinense, a Fapesc, e do Confap (Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa). A agência paulista recebe, por lei, 1% da arrecadação estadual, livre de contingenciamentos do Executivo.

Enade tira USP do topo da graduação   (Folha Online – Educação – 09/09/13)

Primeira colocada no ranking geral do RUF e dona de alguns dos cursos mais cobiçados do país, a USP perdeu para as federais UFRGS e UFMG no indicador de ensino. A desvantagem da universidade estadual paulista pode ser explicada por uma decisão metodológica desta edição 2013: a inclusão do Enade, exame nacional do MEC, como critério para avaliar cursos de graduação. A USP é a única escola do país que até este ano se recusava a participar da prova, escorada no argumento das deficiências do exame, que não permite, por exemplo, identificar se uma nota baixa é reflexo de boicote do aluno. Parte da sociedade, porém, encarava a decisão como uma recusa da universidade a se submeter a avaliações comparativas. Sem o Enade, a USP perdeu de largada dois pontos. Como sua diferença em relação à líder de ensino, UFRGS, foi de 1,07 ponto, ela provavelmente assumiria a ponta também nesse indicador, caso tivesse feito a prova. Um dado reforça essa possibilidade.

Inglês não tem chance nem entre as melhores  (Folha Online – Educação – 09/09?13)

As universidades de elite de todo o mundo têm pelo menos uma obsessão comum: a busca por estudantes e professores estrangeiros. Egressos de outros países trazem um repertório diversificado de ideias, problemas e soluções, o que enriquece o ambiente de ensino –e, no caso dos alunos importados, também o caixa das instituições. No Brasil, porém, o movimento de internacionalização está engatinhando. Além da falta de uma política de atração de estrangeiros, ensinar em português é um grande empecilho. Em países como Holanda, Alemanha e Dinamarca, a maioria das universidades dá aulas em inglês, para permitir a o intercâmbio de alunos e docentes. Recentemente, até a vetusta Universidade Sorbonne aderiu a aulas no idioma de Shakespeare. “A quantidade de disciplinas em inglês é o principal fator de internacionalização em universidades de países de língua não-inglesa”, analisa Laura Ripoll, da Universidade de Girona, na Espanha, que criou metodologia para analisar a internacionalização de universidades de seu país. A ausência do inglês nas salas de aula é reflexo da pouca fluência nacional, como mostra o Ciência sem Fronteiras, programa federal que já enviou cerca de 50 mil alunos para o exterior e planeja chegar a 100 mil. As seis universidades que mais receberam bolsistas brasileiros quando o programa foi lançado eram portuguesas. A campeã foi a Universidade de Coimbra (709 alunos). Portugal acabou sendo retirado do programa.