10/11/2014 / Em: Clipping

 


Tema da redação do Enem 2014 é sobre publicidade infantil no Brasil   (Globo.Com – G1 Vestibular – 10/11/14)

A prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 tem como tema “Publicidade infantil em questão no Brasil”. A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) minutos após o fechamento dos portões dos locais de prova pelo Brasil. Bruno Rabin, professor de redação do Colégio de A a Z, do Rio, considera o tema é bem interessante. “Não é um tema óbvio por não partir de uma efeméride. Segue a tendência dos últimos três anos no Enem”, diz. O professor afirma que este tema que entra no assunto mais amplo, da comunicação e os limites da comunicação. Envolve a discussão sobre liberdade de expressão, de um lado, e proteção às crianças, de outro. “Existem certos abusos e uma preocupação das famílias, pais e educadores em relação aos excessos da publicidade da criança. Como lidar com isso preservando a  liberdade da própria publicidade. Seria interessante ao candidato imaginar que há no Brasil algumas regras e iniciativas de autorregulamentação publicitária para filtrar algum tipo de comunicação que possa ser considerada nociva”, afirma. Vanessa Mesquita Dutra, professora de redação do Cursinho da Poli, de São Paulo, destaca que a prova do Enem tem trazido direitos humanos como foco. Em 2012, o Enem lançou na redação um tema sobre movimento imigratório para o Brasil. No ano passado, o tema da redação foi a lei seca.



Exame em debate   (Folha de S.Paulo – Editorial – 09/11/14)

Com quase 9 milhões de inscritos em 2014, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que se realiza neste fim de semana em todo o país, consolidou-se como a principal porta de acesso às universidade federais brasileiras. Foi um caminho tortuoso. Com o súbito gigantismo adquirido após a reformulação de 2009, que tornou o exame um substituto para a miríade de vestibulares dessas instituições, sobrevieram problemas logísticos e de segurança –como o vazamento de questões e erros na impressão dos testes– que arranharam a credibilidade da prova. Não surpreende, assim, que seus organizadores tenham buscado aprimorar tais aspectos. Nesse esforço, porém, o debate pedagógico, sobre o conteúdo do exame, acabou relegado ao segundo plano, como declarou a esta Folha Reynaldo Fernandes, que, de 2005 a 2009, presidiu o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), responsável pelo Enem. No plano da política pública, a prova funcionaria como ferramenta de avaliação de um currículo nacional do ensino médio. Como tal currículo inexiste, todavia, deu-se uma inversão de papéis. O exame ocupou esse vácuo, transformando-se, na prática, em um guia usado pelas escolas para selecionar o que será ensinado aos alunos. Apenas essa desvirtuação já seria ruim, mas a situação é pior.

Conselho quer aumentar rigor sobre qualidade do ensino a distância  (Folha Online – Educação – 08/11/14)

A oferta de cursos de ensino superior a distância no Brasil pode ter novas regras a partir do próximo ano. O CNE (Conselho Nacional de Educação) apresentou ontem (7) proposta que aumenta o rigor sobre a qualidade dessas graduações e o perfil das instituições ofertantes. “Desde que o ensino a distância foi criado, ele é avaliado quase que da mesma forma. E isso acontece de forma separada [dos cursos presenciais]. O projeto institucional não deve ter o ensino a distância como um anexo”, afirma o conselheiro Luiz Roberto Curi, presidente de comissão que elaborou as regras.  Entre as mudanças propostas está, por exemplo, a exigência de especialização dos tutores de cursos a distância, espécie de monitor que auxilia o aluno a realizar exercícios e a tirar dúvidas. Hoje, não há esse pré-requisito.

Metade dos calouros da USP está entre os 20% mais ricos do Brasil  (Folha Online – Educação – 08/11/14)

Metade dos alunos ingressantes na Universidade de São Paulo se situa no quinto mais elevado da pirâmide de distribuição de renda do país.  O rendimento domiciliar per capita mensal dos brasileiros 20% mais ricos era superior a R$ 1.200 em 2013. No mesmo ano, cinco em cada dez estudantes da universidade tinham renda familiar per capita acima de R$ 1.270.  As estimativas foram feitas pelo economista Sergio Firpo, da Fundação Getulio Vargas.  As contas referentes aos calouros da USP se basearam em informações prestadas pelos alunos que fizeram o vestibular para ingresso em 2014. Os dados inéditos foram fornecidos pela universidade a pedido da Folha.  As estatísticas relativas à população foram calculadas por Firpo a partir de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Outro recorte dos números indica que a renda dos alunos ingressantes na USP é cerca de duas vezes superior aos ganhos da população brasileira de forma geral.  “Essa diferença é semelhante em todas as faixas de renda”, diz Firpo, que tem doutorado na universidade de Berkeley e está entre os dez economistas brasileiros com maior número de publicações e citações por outros pesquisadores. Dos ingressantes da USP, os 10% menos favorecidos, por exemplo, têm rendimento familiar per capita de, no máximo, R$ 390, ante um teto de R$ 169 entre os 10% mais pobres do país.

Alunos da periferia de São Paulo vão à Índia para competição de matemática  (Folha Online – Educação – 08/11/14)

Sete alunos de uma escola pública no Jardim Ângela, na periferia de São Paulo, chegarão nos próximos dias aonde muito estudante de classe média alta nunca chegou.  Na próxima semana, eles embarcam para a Índia, onde disputarão uma competição internacional de matemática, robótica e ciências com delegações de 40 países. A escola em que estudam, a estadual Luís Magalhães de Araújo, teve uma classe premiada na Olimpíada de Matemática Sem Fronteiras. Por esse motivo, a Rede do Programa de Olimpíadas do Conhecimento a convidou para o evento, chamado Quanta, ao lado de outras cinco escolas brasileiras, só mais uma pública. A decisão de quem iria para a Índia foi dos próprios alunos. Mas a professora Maria Consoladora da Silva, a Dora, teve papel central.  Acionou uma editora de livros didáticos, que custeou as passagens. Incentivou os alunos a pedirem auxílio no site “Vaquinha Online”. Com isso, empresários se interessaram pelo projeto e Maria Antonia Civita decidiu apoiar.  Como as provas serão aplicadas em inglês, os estudantes do terceiro ano do ensino médio correm para aprender ou aperfeiçoar o idioma. Além disso, eles estão em plena época de vestibulares. Prestam o Enem neste final de semana e a Fuvest no fim do mês. São mais de 12 horas diárias de estudos. E, apesar da correria, a viagem vem em boa hora: “Ajuda a abrir a mente. Vamos conhecer outra cultura, outras pessoas. O mais importante é a maturidade para saber estudar”, diz Keila Carvalho, 16.