11/01/2010 / Em: Clipping

 

2ª fase da Unicamp 2010 começa com 8% de abstenção; no Rio, a taxa foi de 45%  (UOL – Vestibular – 10/01/10)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) iniciou a segunda fase do vestibular 2010 neste domingo (10) com 8,07% de abstenção. Isso significa que, dos 14.706 candidatos esperados, 1.187 ficaram ausentes. O percentual de faltantes é superior ao do vestibular passado, quando 6,29% dos candidatos ficaram ausentes. De acordo com a Comvest (Comissão Permanete para os Vestibulares da Unicamp), a taxa de faltosos deve ter subido, principalmente, por influência das capitais: o Rio de Janeiro, onde ocorriam provas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), teve abstenção de 45,45%. Em Brasília, os ausentes foram 30,95% e, em Fortaleza, 32,88%. Na capital paulista, a abstenção foi de 8,47% e, em Campinas, de 7,04%. O vestibular oferece 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto). Após o exame, o UOL Vestibular trará a correção do exame elaborada por professores do Curso e Colégio Objetivo.

Atrasados

Na Unip (Universidade Paulista) Paraíso, um dos locais de prova do vestibular, na zona sul da capital paulista, três vestibulandos se atrasaram para a prova. No entanto, apenas Renata Tanigava, 17, treineira de exatas, quis comentar o motivo da perda da prova. “Vim de Guarulhos e peguei muito trânsito. Cheguei às 13h50”,

 

Unicamp 2010: português da segunda fase exigiu leitura de obrigatórios e biologia pediu assuntos básicos  (UOL – Vestibular – 10/01/10)

Na prova da segunda fase da Unicamp deste domingo (10), a leitura das obras obrigatórias era indispensável. Essa é a opinião Jonas Lessa, 18, que tenta uma vaga para o curso de tecnologia em saneamento ambiental. “Você tinha que saber mais sobre a obra e isso remete mais à sua dedicação de ter lido que sua reflexão sobre ela”, disse o vestibulando. Ele conseguiu responder quase todas as questões, exceção feita a uma em que se exigia a “Antologia Poética”, de Vinícius de Moraes, o único livro que ele não leu. Para Rafael Bonametti, 19, a cobrança de detalhes das leitura também deixou a prova mais difícil. “Como só li alguns [dos livros obrigatórios] me dei mal. Não consegui fazer duas questões [uma sobre “Capitães da Areia” e outra sobre “A Cidade e as Serras”]”, contou. Ele tenta uma vaga em tecnologia da informação.
Segundo os candidatos ouvidos pelo UOL Vestibular, a segunda fase cobrou conhecimento de seis títulos da lista de obrigatórios. Foram eles: “Iracema”, de José de Alencar; “Capitães de Areia’, de Jorge Amado; “O Cortiço”, de Aluísio de Azevedo; “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos; “Antologia Poética”, de Vinícius de Moraes e “As Cidades e as Serras”, de Eça de Queiros.

Biologia

Em biologia, segundo os estudantes ouvidos pelo UOL Vestibular, foram cobrados conceitos básicos, como hormônios e ecossistemas. Segundo a estudante Aline Bonfá, 21, a prova foi “muito conceitual”, pediu muito conteúdo. “Mas quem estudou o mínimo conseguiu fazer [e ir bem na prova]”, disse. “O candidato tinha de saber os assuntos em profundidade para conseguir fazer as questões” na opinião de Rafael Bonametti. Para Rodrigo Lopes Monteiro, 18, a pergunta mais complicada era uma que pedia diversos conceitos de ecologia, tais como formação de chuva ácida, ecossistema aquático e cadeia alimentar. “Estava difícil, mas consegui fazer”, disse o candidato a uma vaga em engenharia química.

 

Tempo foi insuficiente na 1ª prova da etapa final da Unicamp 2010, dizem professores  (UOL – Vestibular – 10/01/10)

O tempo pode ter sido o principal desafio de vestibulandos que fizeram a primeira prova da segunda fase do vestibular 2010 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), neste domingo (10). Segundo a avaliação de professores de cursinhos ouvidos pelo UOL Vestibular, a avaliação foi longa e trabalhosa. “Foi um exame exigente. Não teve nenhuma questão banal, que o candidato conseguisse responder de bate-pronto”, avaliou o professor de literatura do Anglo, Dácio Antônio de Castro. “Certamente o tempo foi um problema, pois, além das 12 questões de português, havia as de bioliga.” Segundo ele, a leitura das obras literárias foi fundamental para a redação de uma boa prova de vestibular. “A leitura de resumos não seria suficiente, porque não desperta aspectos vitais de reflexão sobre a obra.” A crítica do professor Eduardo Lopes, do Anglo, se ateve ao fato de que houve pouca variedade de gêneros de textos na prova. “Três perguntas envolviam publicidade. Mais duas tinham tirinha de humor e uma com texto jornalístico. Houve muita repetição”, diz. Já o professor Nelson Dutra, do curso Objetivo, afirma que a prova de português deste ano pode ter sido um pouco mais fácil para os candidatos, pois teve textos de interpretação relativamente curtos: “Havia muitos elementos visuais, isso talvez tenha sido algo bom para o vestibulando, em vez de ter textos quilométricos”, diz. Apesar disso, ele ressalta que os estudantes, assim como nos anos anteriores, tinham que ter bom nível crítico dos romances para responder as questões de literatura: “O conhecimento exigido deveria ser qualitativo, e não meramente factual”, explica. De acordo com Roberto Gonçalves Juliano, do Cursinho da Poli, a questão sobre o livro Iracema, que comparava a narrativa utilizada na obra à da Bíblia pode ter sido a que trouxe mais dificuldade aos vestibulandos: “Se o candidato não entendesse o sentido da palavra ‘edênico’, poderia não responder a essa pergunta”, afirma. A professora Célia Passoni, do curso Etapa, afirma que as seis primeiras questões, que cobraram “a língua nos diversos suportes textuais possíveis”, podem ser consideradas mais fáceis do que as de literatura. “Nas perguntas de 7 a 12, eram pedidas as interpretações possíveis das obras; por isso, eram mais difíceis”, diz.

Biologia

De nível de dificuldade de médio a difícil, na opinião do professor do Objetivo Constantino Carnelos, o exame de biologia foi bastante abrangente. “Ele pegou tópicos, como citologia, genética, fisiologia, botânica, zoologia, bactérias, poluição. As questões foram bem claras e objetivas, mas foi uma prova trabalhosa. “A maior crítica continua sendo o tempo. Todas as questões tinham dois itens, mas, às vezes, eram longos”, aponta. Na opinião do professor Edson Futema, do Cursinho da Poli, a prova foi trabalhosa, apesar de ter cobrado conhecimentos fundamentais da disciplina, como evolução, processo de especiação biológica, citologia e hormônios humanos. Ele explica que, apesar do exame ter tido apenas 12 questões, era como se houvesse, na verdade, o dobro, já que cada uma tinha dois itens: “Isso poderia aumentar o nervosismo do estudante na hora de redigir, que devem ter sentido também a pressão pelo tempo.” Segundo Futema, o exame teve enunciados claros, objetivos, e nível de dificuldade um pouco maior do que o dos exames anteriores. Para ele, “isso mostra que o exame exige cada vez mais um aluno bem preparado, antenado, que domine mais os assuntos fundamentais da disciplina”. O professor Angelo Pavone, do curso Etapa, concorda com a afirmação de que o exame foi longo e trabalhoso. “Os alunos já não gostam, por si, de responder questões dissertativas, então devem ter tido trabalho na hora de fazê-las”, explica. Apesar de não considerar o exame difícil, Pavone o classifica como conteudista, ou seja, caso o vestibulando não soubesse do que se tratavam as questões, não conseguiriam respondê-las. Para Armênio Uzunian, do Anglo, a prova foi “complexa e exigente”. “O candidato deveria dominar todos os tópicos, fazer respostas concisas e precisas. É uma prova que demandou muito conhecimento biológico e técnica.”


STF discute reserva de vagas para negros nas universidades  (Terra – Educação – 11/01/10)

A constitucionalidade ou não do sistema de reserva de cotas para ingresso nas universidades, com base em critérios raciais, deve ser decidida pelo Supremo Tribunal Federal neste primeiro semestre. A discussão acontecerá depois de uma audiência pública a ser realizada nos dias 3, 4 e 5 de março, para a qual foram selecionados, pelo ministro Ricardo Lewandowski, 38 dos 252 debatedores inscritos. Entre esses debatedores estão o ministro de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, professores universitários, antropólogos e diversos representantes de entidades e movimentos da sociedade civil. Quatro dos 10 ministros habilitados a votar já se manifestaram em ocasiões diversas, de uma forma ou de outra, favoráveis à polêmica “ação afirmativa”: Joaquim Barbosa, Ayres Britto, Cármen Lúcia e Marco Aurélio. O mais novo integrante do tribunal, Dias Toffoli, está impedido de participar do julgamento por que, na condição de advogado-geral da União, teve de se pronunciar oficialmente sobre a matéria – e o fez, na linha de que o acesso ao ensino “não deve basear-se, exclusivamente, no critério do mérito”. O ministro Lewandowski é o relator de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 186) proposta pelo Democratas (DEM), tendo como alvo o sistema da Universidade de Brasília, em vigor há mais de quatro anos. Ele também é autor de um recurso extraordinário contra acórdão da Justiça gaúcha que garantiu o mesmo tipo de ação afirmativa adotado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. As duas petições serão julgadas em conjunto, e o relator garante que os critérios que usou para a seleção dos habilitados à audiência pública levaram em conta “a participação dos diversos segmentos da sociedade, assim como a mais ampla variação de abordagens sobre a temática das políticas de ação afirmativa de acesso ao ensino superior”. Em 31 de julho do ano passado o presidente do STF, Gilmar Mendes, negou o pedido de liminar na ADPF do DEM, por entender que a questão deveria ser examinada diretamente no mérito, “em apreciação célere nesta Corte”. Mendes, porém, chegou a adiantar uma posição flexível com relação ao assunto: “Na qualidade de medidas de emergência ante a premência e urgência de solução dos problemas de discriminação racial, as ações afirmativas não constituem subterfúgio e, portanto, não excluem a adoção de medidas a longo prazo, como a necessária melhora das condições do ensino fundamental”. Para Mendes, “a questão da constitucionalidade de ações afirmativas com o objetivo de remediar desigualdades históricas entre grupos étnicos e sociais, com o intuito de promover a justiça social, representa um ponto de inflexão do próprio valor da igualdade”. Mas deixou no ar a indagação, por ele mesmo feita, de se “em relação ao ensino superior, o sistema de cotas raciais se apresenta como o mais adequado ao fim pretendido”.

Pró cotas

Quando era presidente do STF, em novembro de 2001, o ministro Marco Aurélio defendeu, num seminário sobre “Discriminação e sistema legal brasileiro”, cotas para a população negra no acesso a empregos públicos e à educação superior como “legislação imperativa ante a necessidade de o estado intervir para corrigir desigualdades”. Além disso, adotou a reserva de 20% das vagas nos serviços terceirizados do Supremo para afrodescendentes. Em abril de 2008, no início do julgamento de ações de inconstitucionalidade do DEM e da Confederação Nacional de Estabelecimentos de Ensino (Confenen) contra dispositivos da lei que criou o Programa Universidade para Todos (Prouni), o ministro-relator Ayres Britto votou a favor do tratamento diferenciado que o programa dá a negros, indígenas, deficientes físicos e egressos de escolas públicas na concessão de bolsas de estudo. Deu ênfase ao inciso 3º da Constituição, que inclui entre os “objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil” a “erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais”, e citou uma frase de Ruy Barbosa: “A verdadeira igualdade é tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais”. Joaquim Barbosa – que pediu vista das duas ações contra o Prouni – é citado nos pareceres da AGU e da Procuradoria-Geral da República. Em artigo publicado na “Revista de Informação Legislativa” (1999) ele preconizou a “obrigatoriedade de inclusão, em percentuais compatíveis com a respectiva presença de cada grupo em uma dada comunidade, de representantes de grupos sociais historicamente marginalizados”. Na mesma revista, antes de ser nomeada para o STF, Cármen Lúcia escreveu que “sem oportunidades sociais, econômicas e políticas iguais, a competição – pedra de toque da sociedade industrial capitalista – e, principalmente, a convivência são sempre realizadas em bases e com resultados desiguais”. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no parecer enviado ao STF, qualificou a política de cotas de “justiça distributiva”, já que “a exclusão do negro na sociedade justifica medidas que favoreçam e que ensejem uma distribuição mais igualitária de bens escassos, como são as vagas em uma universidade”.

Advogada: negros não são única minoria

A advogada do DEM na ADPF 186 – também convidada para a audiência pública marcada para março – é a procuradora federal Roberta Fragoso Kauffman, mestre em Direito e Estado pela Universidade de Brasília, com tese sobre o tema. Para ela, “a adoção de políticas afirmativas racialistas – nos moldes em que adotados pela UnB – decorre mais de certo deslumbramento precipitado em relação ao modelo dos Estados Unidos, país criador de tal política para negros, aliado à análise superficial dos dados estatísticos relacionados aos negros, do que, efetivamente, da necessidade de tal modelo no Brasil”. Ainda segundo Roberta Kauffman, “a constitucionalidade, ou não, das medidas afirmativas vai depender, sobretudo, da análise do contexto histórico-econômico-social-cultural em que foram implementadas”. E exemplifica: “Se considerarmos que todo modelo de Estado Social tem por pressuposto a integração de todas as minorias por meio de ações afirmativas, deveríamos então conviver com a necessidade de implementação, em nossos sistema jurídico, de medidas de inclusão para ciganos, homossexuais, nordestinos, nortistas, transexuais, imigrantes, dentre outras inúmeras minorias reconhecidas no Brasil. Apesar de todas as minorias precisarem da proteção estatal contra o preconceito e a discriminação, nem todo projeto de inclusão forçada, via ação afirmativa, poderá ser considerado válido e constitucional, por ofensa à razoabilidade”.

 

 

Provas indicam que Unicamp quer alunos bem preparados  (Terra – Vestibular – 10/01/10)

Sem aplicar pegadinhas ou testar desatenções bobas, as provas de Biologia e Português, que abriram a segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), valorizaram os alunos muito bem preparados e dotados de sólida base de conhecimentos. Para os professores do Curso Pré-vestibular Poli, o desafio foi duplo: possuir o bom conhecimento objetivo dos conteúdos exigidos e a habilidade de uma expressão textual elaborada dos mesmos. Para o professor Edson Futema, a prova de Ciências Biológicas foi “exigente” e cobriu “boa parte dos conteúdos ministrados no Ensino Médio, como Genética, Evolução e Divisão Ceular”, requerindo um estudante “muito bem preparado”. A prova foi clara, mas diversificou bastante nos modos de cobrança dos conteúdos, lançando mão de gráficos, tabelas e desenhos. Para ele, isso exigiu muita contentração dos alunos – que talvez tivessem de ter mais tempo para responder a todas as questões de modo plenamente satisfatório. “O tempo foi um pouco curto”, avalia. Na sua opinião, o grande desafio não foi tanto a profundidade das questões, mas o de elaborar e conectar os conhecimentos amplos. Com isso, a prova de Biologia esteve “um pouco mais difícil que os outros anos”. Questões atuais, por exemplo sobre a gripe suína, eram esperadas, mas não apareceram. Se Biologia foi um desafio superior em comparação a anos anteriores, Português, num nível “entre médio e difícil”, se mostrou “a típica prova da Unicamp”, segundo o professor Roberto Juliano. Para ele, à semelhança da prova de Biologia, as questões foram elaboradas de modo bastante complexo e exigiram, consequentemente, a habilidade do aluno em saber tecer argumentos elaborados. Exemplo é a questão 7, que propôs relação entre o romance Iracema, de José de Alencar, e a Bíblia, e trouxe, no enunciado, o termo “edênico” (isto é, relativo ao Éden). Para o professor, outros vestibulares tradicionalmente forneceriam o significado do adjetivo, mas o fato de a Unicamp exigi-lo dos candidatos mostra que está à busca de “estudantes antenados”, dotados de “sólida base cultural”. Em relação às leituras obrigatórias, por exemplo, “quem não leu os livros, não respondia”, uma vez que as perguntas eram interpretativas e não de mera menção a fatos objetivos das obras. Assim, “a intenção não foi facilitar a prova”, mesmo que não tenha havido qualquer tipo de artimanhas ou maldades. Para o professor, os testes representaram “um desafio intelectual”.

 

Falhas no Enem podem explicar aumento das faltas na Unicamp  (Terra – Vestibular – 10/01/10)

O vazamento das respostas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a consequente remarcação dos testes e a confusão com a mudança dos locais de provas são apontadas como prováveis causas para o aumento de abstenções no vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A leitura é do coordenador executivo da comissão de vestibular da universidade, Renato Pedrosa. Neste domingo, os ausentes somaram 8,07%. Na segunda fase no vestibular aplicado no ano anterior, faltaram 6,29% dos candidatos. “Ainda não sei com exatidão, mas é bem provável que toda a problemática do Enem acabou estressando o candidato”, disse ele. Desde que foi criado, essa foi a primeira vez que a Unicamp deixa de aplicar a nota do Enem no resultado final das notas do candidato ao seu vestibular. “Já em 2009 observamos uns dos maiores índices de ausência em relação aos anos anteriores”, explicou. Em 2006 e 2007, as ausências dos vestibulandos ficaram em torno dos 6%. Para Pedrosa, as faltas dos candidatos nos vestibulares da Unicamp se devem também à coincidência de datas com outros vestibulares. É o caso das provas aplicadas nas Capitais, com abstenções sempre acima de 10% e chegando perto de 30% de ausentes quando ocorrem em mesmo dia de outros exames.


 

Para vestibulandos da Unicamp, biologia foi mais difícil que português  (Globo.Com – G1 Vestibular – 10/01/10)

Candidatos que fizeram o vestibular da Unicamp neste domingo consideraram que a prova de biologia foi um pouco mais difícil que a de português. Para alguns deles que fizeram no prédio da Unip Vergueiro, na Região Central de São Paulo, biologia exigiu bastante decoreba. “Foram exigidos muitos termos específicos que, se você não estiver lidando com a matéria todos os dias, dificilmente lembraria”, disse Joe Moroizumi, 23 anos, que batalha por uma vaga em engenharia mecânica. Ele já cursa física e pretende trocar de área. “Acho que essa prova teve nível médio para fácil para quem fez cursinho.” Para Flávio Sapienza, 19 anos, que tenta uma vaga no curso de licenciatura em música, a prova de português foi fácil. “Cobrou metade interpretação e metade literatura.” De acordo com ele, as obras que apareceram nas questões foram “Capitães da Areia”, “Vidas Secas”, “Antologia poética”, de Vinícius de Moraes, “As cidades e as serras”, “Iracema” e “O cortiço”. “Achei difícil biologia, mas aí é uma questão minha, porque não é uma matéria que eu estude muito.” Segundo Juliana Nunes, 18 anos, que concorre a uma vaga em letras, algumas obras da lista obrigatória deixaram de ser cobradas, como “Memórias de um Sargento de Milícias”  e “Auto da barca do interno”.  

“Na parte de interpretação de texto, tinha bastante anúncio publicitário para ser analisado”, conta Renan Gil, 17 anos e que quer cursar história. Ainda segundo o estudante, na parte de biologia, foram apresentados muitos gráficos e figuras. “Achei a parte de biologia bastante complicada.” A treineira Beatriz Hadler, 16 anos, não achou a prova tão difícil, mas disse que a parte de português apresentava textos muito longos. Neste domingo (10), os candidatos fazem as provas de português e biologia, cada uma com 12 questões dissertativas. O G1 vai trazer a correção das questões feita por professores de cursinhos. Os exames são aplicados até quarta-feira (13).  Segundo Juliana Nunes, 18 anos, que concorre a uma vaga em letras, algumas obras da lista obrigatória deixaram de ser cobradas, como “Memórias de um Sargento de Milícias”  e “Auto da barca do interno”.  “Na parte de interpretação de texto, tinha bastante anúncio publicitário para ser analisado”, conta Renan Gil, 17 anos e que quer cursar história. Ainda segundo o estudante, na parte de biologia, foram apresentados muitos gráficos e figuras. “Achei a parte de biologia bastante complicada.” A treineira Beatriz Hadler, 16 anos, não achou a prova tão difícil, mas disse que a parte de português apresentava textos muito longos. Neste domingo (10), os candidatos fazem as provas de português e biologia, cada uma com 12 questões dissertativas. O G1 vai trazer a correção das questões feita por professores de cursinhos. Os exames são aplicados até quarta-feira (13). 

 

Enfrentar 1º dia da Unicamp fica mais fácil após maratona de vestibulares  (Globo.com – G1 Vestibular – 10/01/10)

A primeira prova da segunda fase da Unicamp, aplicada neste domingo (10), é o fim de uma maratona de vestibulares para muitos dos estudantes presentes no prédio da Unip Vergueiro, na capital paulista, um dos locais do exame. Os portões serão fechados às 13h45. A entrada de retardatários não será permitida. O tempo de prova é de quatro horas. No final do dia, o G1 vai trazer a correção dos exames. “Já fiz tantas provas que eu estou até tranquila”, conta Jessica Cristina Rocha, 18 anos. Ela briga por uma vaga no curso de farmácia bioquímica e já fez provas da Fuvest, Unesp e UFSCar. O estudante Luiz Fernando Gianese Q. Jr. concorre a uma vaga em história. “Eu estava mais nervoso para a Fuvest e Unesp. A Unicamp é o meu plano C.” A preferência dele é pelo curso de relações internacionais na Unesp. “Num futuro distante, penso em ser diplomata.” A vestibulanda Pamela Botassim, 19 anos, disse que está calejada após tantos vestibulares, ela quer cursar química e também já fez provas da Fuvest, Unesp e UFSCar. Embora a sensação de tranqüilidade domine muitos estudantes, não poderia faltar um certo frio na barriga. “Estou um pouco nervosa porque é a primeira vez que faço prova da Unicamp. Acho que é uma prova um pouco mais difícil”, conta Katia Gomes, que quer nutrição. A estudante acredita que a prova mais difícil para ela talvez seja a de geografia e física. Hoje, as provas aplicadas serão de português e biologia. Neste ano, o vestibular da Unicamp teve número recorde de inscritos: 55.484 candidatos, que vão disputar 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). A segunda fase está constituída de oito provas dissertativas, comuns a todos os candidatos. A prova de cada disciplina é composta por 12 questões e vale 48 pontos.


Prova de biologia é extensa; literatura dá trabalho também  (O Estado de S.Paulo – Estadão.Edu – 10/01/10)

Na avaliação dos professores de cursinhos, o primeiro dia da 2ª fase do Vestibular Unicamp 2010 foi exigente em biologia. Com 12 questões, cada uma com dois itens, a prova foi trabalhosa e longa mesmo para os vestibulandos mais preparados. “A maioria não consegue fazer. Quem fez três quartos da prova sai muito feliz de lá”, diz Constantino Carnelos, professor de biologia do Objetivo. Edson Futema, do cursinho da Poli, concorda: “O nível de exigência foi alto pensando que o aluno tem que administrar o tempo”. A prova de biologia foi abrangente: evolução, botânica, bactérias, ecologia, zoologia. Quase todo o conteúdo do ensino médio foi cobrado. Na contramão, vai o professor Ângelo Pavone, coordenador de biologia do Etapa. “Sempre tem choradeira depois da prova da Unicamp. Em anos anteriores a prova tinha ainda mais itens”, brinca. Para ele, a prova é bem feita. “Como um item é fácil e outro difícil, a universidade consegue discriminar bem seus candidatos.” Já na prova de português, os professores ficaram surpresos com a riqueza de detalhes pedida nas perguntas de literatura. Não bastava o aluno ter frequentado as aulas ou lido os resumos. “Para acertar, o aluno tinha que ter realmente lido os livros, com atenção”, afirmou o professor Claudio Rosa, do cursinho da Poli. Uma das questões consideradas mais polêmicas pelos vestibulandos ouvidos pelo Estadão.edu na unidade da Unip no Paraíso, zona sul de São Paulo, não foi tida como difícil pelos professores. Os candidatos tinham que associar a expulsão de Adão e Eva do paraíso aos personagens Iracema e Martim (de “Iracema”) e apontar quem seria o redentor na história de José de Alencar. “Não era necessário conhecer a Bíblia. Vai além de questão religiosa, é um dado cultural que os alunos devem saber”, afirmou Nelson Dutra, professor do Objetivo. Celia Passoni, coordenadora de português do Etapa, lembra que essa relação entre o mito da expulsão do paraíso e o sofrimento de Iracema foi dada em sala de aula. “Ela, Iracema, transgride, peca. Tem que sofrer, por isso ela morre. O mesmo ocorre com Adão e Eva”. “Não foi difícil a prova. Apenas um pouquinho trabalhosa, principalmente na parte de literatura.” Amanhã, os alunos fazem as provas de química e história.

 

Unicamp tem recorde de faltas na segunda fase  (O Estado de S.Paulo – Vida& – 11/10/10)

Assim como ocorreu na Fuvest, a segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) teve ontem o maior índice de faltas da década. Dos 14.706 convocados, 1.187 deixaram de fazer a prova – o que significa uma abstenção de 8,07%. Os vestibulandos que participaram do primeiro dia de prova dessa etapa final encontraram questões com dificuldade média e alta, de acordo com professores e candidatos ouvidos pelo Estado. Para o coordenador da Comissão Permanente para o Vestibular (Comvest), Renato Pedrosa, o índice está dentro das projeções, apesar de ser um recorde. “Nas capitais, onde a abstenção foi maior, pode ter sido efeito do Enem, que mexeu com as datas de vestibulares locais”. No Rio, onde foi registrada a maior abstenção, o índice chegou a 45,45%, bem acima dos 14,14% do ano passado. Ontem foi realizada a prova da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que também contou com uma alta abstenção: 44%. Ontem, os candidatos resolveram questões de português e biologia. Para o professor de biologia do Anglo Armênio Uzunian, as perguntas foram exigentes. “Só quem sabe biologia com profundidade conseguiu resolver”. Segundo ele, as questões abrangeram todos os assuntos da biologia, passando pela genética, botânica e até ecologia. O professor Constantino Carnelos, do Objetivo, concorda. “Foi muito difícil e longa. Não sei se os alunos conseguiram responder todas.” Uma das questões que causaram mais polêmica entre os estudantes estava na prova de português. A partir de um texto crítico, o vestibulando tinha de associar a expulsão de Adão e Eva do paraíso à história dos protagonistas do romance Iracema, de José de Alencar. Para Marina Giudce, de 17 anos, que presta Engenharia de Alimentos, alguns candidatos podem ter sido prejudicados. “Para quem não conhece a Bíblia mais a fundo, como eu, complicou. Pode ter privilegiado quem é religioso”, diz. Para o professor de literatura do Anglo Dácio Antonio de Castro, a questão é boa. “Esse é um comentário que já se faz na análise da obra, a aproximação é muito forte.” Nelson Dutra, do Objetivo, tem a mesma opinião. “Vai além de religião, é cultura.” Entre os professores de português, a opinião foi de que o nível da prova oscilou entre médio e difícil. Eduardo Antonio Lopes, do Anglo, lamentou o abuso de dois gêneros de textos. Havia três questões com imagens de publicidade e duas com tirinhas. “Podiam ter variado.”  Hoje, haverá provas de química e história. Amanhã, física e geografia. Na quarta-feira, último dia, matemática e inglês. Os portões abrem sempre às 13 horas e fecham às 13h45. A lista de aprovados sai em 4 de fevereiro.


Unicamp: cotidiano é tema do 1º dia da segunda fase  (Cosmo On Line – Notícias – 10/01/10)

A segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), teve início neste domingo (10/01), com provas de língua portuguesa, literatura e ciências biológicas. A segunda etapa segue até quarta-feira com as avaliações das demais disciplinas. Este foi o último ano do atual sistema de avaliação da universidade. De acordo com o coordenador executivo da Comissão Permanente para Vestibulares da Unicamp (Comvest), Renato Pedrosa, a grande mudança no próximo ano ocorrerá na redação, ainda na primeira fase. “O texto convencional será substituído por outros três menores, com gêneros, temas e objetivos distintos para que não favoreça um ou outro candidato com experiência em determinado assunto”, explicou o professor, que justificou a inovação como uma maneira de ampliar a avaliação e aumentar a abrangência nas diversas áreas, por meio da interdisciplinaridade, que, segundo ele, se traduz na classificação mais precisa dos melhores candidatos. Para 2010, as questões da primeira fase passarão de 12 dissertativas para 48 testes, mais os três textos. A segunda etapa será dividida em três dias, sendo um deles de testes de língua portuguesa e matemática, outro de física, química e biologia e, o terceiro, de história, geografia e inglês. A prova de ontem tinha 24 questões, distintas por áreas, que tratavam de temas relacionadas ao cotidiano. Segundo alguns vestibulandos, o grau de dificuldade foi variado.


Unicamp inicia hoje 2ª fase do vestibular  (Correio Popular – Cidades – 10/01/10)

Começa amanhã a segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). As provas serão realizadas até quarta-feira em 21 cidades do País. Este ano, 14.706 candidatos foram aprovados para essa etapa do exame, que tem oito provas dissertativas, comuns a todos os candidatos. A universidade alerta que quem não levou, na primeira fase, uma foto 3×4 com data, colorida e recente, deve entregá-la amanhã, sob pena de ser desclassificado. A prova de cada disciplina tem 12 questões e vale 48 pontos. A ordem será: língua portuguesa e literatura e ciências biológicas no primeiro dia, química e história no segundo, física e geografia no terceiro e matemática e inglês no quarto. Segundo o coordenador pedagógico da Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, os estudantes devem esperar uma segunda fase parecida com as de anos anteriores. São 24 questões por dia com dois itens cada uma. “Muitos estudantes acham que vão bem na primeira fase e irão bem na segunda. Mas a segunda fase é bem mais complexa”, disse o professor. Segundo Tasinafo, na primeira fase o objetivo é avaliar habilidade e competência. Na segunda, o estudante precisa dominar conteúdo e conceitos, e as respostas têm de ser bem elaboradas. Como todos os candidatos fazem todas as provas, as questões são divididas por níveis de dificuldade. Quatro são consideradas fáceis, quatro têm nível médio e quatro são difíceis. “As questões difíceis fazem diferença nas disciplinas específicas das carreiras, que têm peso dois”, disse Tasinafo. Para o coordenador pedagógico, o pior inimigo dos candidatos, mesmo dos bem preparados, deverá ser o tempo, “porque são 24 questões por dia”. No ano que vem, a segunda fase da Unicamp passará por mudanças. Terá três dias em vez de quatro e terá questões interdisciplinares. Os estudantes devem ficar atentos a alterações de locais de prova. Quem fez a primeira fase em Sumaré e Valinhos fará a segunda fase em Campinas. Quem fez a primeira fase em São Bernardo do Campo fará a segunda em Santo André. Os locais estão disponíveis na página

www.comvest.unicamp.br. As provas de aptidão para arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais, dança e música serão realizadas entre os dias 18 e 21 deste mês. Os candidatos devem chegar ao local de prova às 13h, já que os portões serão fechados às 13h45. O tempo de prova é de quatro horas e a permanência mínima nas salas é de duas horas e meia.
Os estudantes precisam levar o original do documento indicado na inscrição, lápis, caneta azul ou preta, borracha e uma pequena régua. É proibido o uso de calculadora, celulares e pagers, corretivo líquido, relógio com calculadora, boné ou chapéu. O site www.cosmo.com.br terá a correção das provas a partir das 18h, com comentários de professores do cursinho Oficina do Estudante. 

 

Unicamp: cotidiano é tema da segunda fase  (Correio Popular – Cidades – 11/10/10)

A segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) teve início ontem, com provas de língua portuguesa, literatura e ciências biológicas. A segunda etapa segue até quarta-feira com as avaliações das demais disciplinas. Este foi o último ano do atual sistema de avaliação da universidade. De acordo com o coordenador executivo da Comissão Permanente para Vestibulares da Unicamp (Comvest), Renato Pedrosa, a grande mudança no próximo ano ocorrerá na redação, ainda na primeira fase. “O texto convencional será substituído por outros três menores, com gêneros, temas e objetivos distintos para que não favoreça um ou outro candidato com experiência em determinado assunto”, explicou o professor, que justificou a inovação como uma maneira de ampliar a avaliação e aumentar a abrangência nas diversas áreas, por meio da interdisciplinaridade, que, segundo ele, se traduz na classificação mais precisa dos melhores candidatos. Para 2010, as questões da primeira fase passarão de 12 dissertativas para 48 testes, mais os três textos. A segunda etapa será dividida em três dias, sendo um deles de testes de língua portuguesa e matemática, outro de física, química e biologia e, o terceiro, de história, geografia e inglês. A prova de ontem tinha 24 questões, distintas por áreas, que tratavam de temas relacionadas ao cotidiano. Segundo alguns vestibulandos, o grau de dificuldade foi variado. Para o coordenador, essa é uma estratégia adotada em função das notas de corte dos cursos e, embora os alunos apontem a língua portuguesa como mais fácil em relação às outras, ele observa que muitos perdem pontuação não pela interpretação, mas na formulação das respostas. “Os menos preparados apresentam dificuldade para responder com clareza e exatidão”, disse. A elaboração das questões utilizava a nova ortografia, mas não foi exigido que ela fosse cumprida pelos candidatos. Rebeca Stahlshmidt, de 18 anos, fez um ano de cursinho preparatório para a faculdade de farmácia e enfrentou ontem pela primeira vez a segunda fase do vestibular, sem destacar dificuldades. “Estava no padrão Unicamp, é difícil, mas estava de acordo com o que eu havia estudado”, avaliou. Para Vanessa Sene, que terminou o Ensino Médio em 2009, as questões eram coerentes e o tempo, suficiente para respondê-las. “Achei bem tranquila”, disse a candidata ao curso de sociologia. Carlos Victor Caetano Ramalho, de 16 anos, que fez a prova como treineiro para engenharia de manufaturas, também considerou que as provas não tiveram grandes dificuldades. “Foi um bom teste para o ano que vem”, disse. Quanto às questões de biologia, Fosca Pereira Leite, coordenadora acadêmica e professora da disciplina, falou que todo o conteúdo do Ensino Médio foi cobrado, para que o candidato mostrasse se realmente tinha conhecimento sobre o assunto para formular a resposta. “Precisava saber a matéria para interligar com que estava sendo solicitado”, disse. Muitos gráficos, tiras e charges ilustravam a avaliação nas duas disciplinas, método que permanecerá para o próximo ano, conforme o coordenador. Pedrosa destacou o aumento da procura por cursos de engenharia, sobretudo a civil, por candidatos motivados, de acordo com ele, pela oferta de trabalho na área divulgada pela mídia.

ABSTENÇÃO

Dos 14.706 candidatos aprovados para segunda fase, 1,187% não compareceram aos locais de prova, 8,07% de abstenção, 1 ponto percentual superior ao ano passado. Destacaram-se as capitais, dos 21 locais onde ocorrem a avaliação no País, como os principais locais de desistência. Este ano, o vestibular da Unicamp recebeu o número recorde de inscrições: 55.484 alunos, para concorrer a 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e outros dois da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp.


Unicamp tem recorde de faltas (Jornal da Tarde – Cidade – 11/10/10)

Assim como ocorreu na Fuvest, a segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) teve ontem o maior índice de faltas da década. Dos 14.706 convocados, 1.187 deixaram de fazer a prova – o que significa uma abstenção de 8,07%. Os vestibulandos que participaram do primeiro dia dessa etapa final encontraram uma prova de médio a difícil, de acordo com professores e candidatos. Para o coordenador-executivo da Comissão Permanente para o Vestibular (Comvest), Renato Pedroso, o índice estava dentro das projeções, apesar de ser um recorde. “Nas capitais, onde a abstenção foi maior, pode ter sido efeito do Enem, que mexeu com as datas de vestibulares locais.” Ontem, os candidatos resolveram questões de português e biologia. Para o professor de biologia do Anglo Armênio Uzunian, as perguntas foram exigentes. “Só quem sabe biologia com profundidade conseguiu resolver.” Segundo ele, as questões abrangeram todos os assuntos, passando pela genética, botânica, até ecologia. O professor Constantino Carnelos, do Objetivo, concorda. “Foi difícil e longa. Não sei se os alunos conseguiram responder todas.” Uma das questões que causaram mais polêmica entre os estudantes estava na prova de português. A partir de um texto crítico, o vestibulando tinha de associar o mito bíblico da Gênese à história dos protagonistas do romance Iracema, de José de Alencar. Para Marina Giudce, de 17 anos, que presta Engenharia de Alimentos, alguns candidatos podem ter sido prejudicados. “Para quem não conhece a Bíblia mais a fundo, como eu, complicou. Pode ter privilegiado quem é religioso.”
Para o professor de literatura do Anglo Dácio Antonio de Castro, a questão é boa. “Esse é um comentário que já se faz na análise da obra, a aproximação é muito forte.” Nelson Dutra, do Objetivo, tem a mesma opinião. “Vai além de religião, é cultura.” Hoje,haverá provas de química e história. Amanhã, física e geografia. Na quarta, último dia, matemática e inglês. Em todos os dias, os portões abrem às 13h e fecham às 13h45. Os aprovados saem em 4 de fevereiro. Paulo Saldanha,


Prova da 2ª fase da Unicamp trouxe poucas mudanças, avaliam professores

  (Folha Online – Educação – 10/01/10)

A primeira prova da segunda fase do vestibular 2010 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), aplicada neste domingo, manteve o padrão das provas anteriores da universidade e foi considerada de nível médio pelos professores consultados pela Folha Online. De acordo com a Unicamp, 13.519 candidatos fizeram a prova com 24 questões –12 de português e 12 de biologia. Nelson Dutra, professor de português do Objetivo, afirma que o vestibular manteve o padrão da universidade tanto no formato quanto no nível de dificuldade. “As seis primeiras questões abordaram a interpretação de textos. A segunda parte foi sobre as obras literárias recomendadas.” Para Eduardo Lopes, professor de gramática, texto e redação do Anglo, a única crítica à prova foi a pouca variação nos gêneros textuais. “Houve uma predileção por publicidade. Das seis questões, três eram com textos publicitários e duas com história em quadrinhos.” As questões de literatura foram consideradas exigentes, mas não de nível elevado, para o professor Dácio Antônio de Castro, supervisor de literatura do Anglo. “Aqueles que leram os livros não encontraram dificuldades. Quem se contentou com resumos não conseguiu responder as questões. Foi uma prova excelente, muito bem elaborada.”  A coordenadora de português do Etapa, Célia Passoni, afirma que o tempo foi o maior problema para o candidato. “Como sempre, em provas da Unicamp são muitas questões longas para pouco tempo.” Das nove obras de leitura obrigatória para o vestibular, três não foram cobradas na prova, o que foi considerado normal pelos professores.

Biologia

As 12 questões de biologia foram consideradas de nível médio, mas abrangentes. “Como é de costume da Unicamp, foi uma prova muito bonita, muito bem feita e bem abrangente. O problema foi a extensão das respostas. Cada pergunta tinha dois itens com justificativas. A universidade diminuiu o número de itens como prometeu, mas o trabalho para responder foi o mesmo”, diz Constantino Carnelos, professor de biologia do Objetivo. Angelo Antonio Pavone, coordenador de biologia do Etapa, afirma que o conteúdo da prova foi de assuntos explorados em revisões, com questões clássicas dos processos seletivos. “Foi uma das melhores provas deste ano, com muitos gráficos, tabelas e imagens, que ajudam o aluno a entender melhor a questão. Mas continua sendo uma prova longa.”  Para responder todas as questões a tempo, o candidato precisou ser conciso nas respostas, segundo Armênio Uzunian, professor de biologia do Anglo. “O aluno precisava conhecer muitos aspectos da biologia, pois caíram todos os tópicos importantes. O tempo pode ter sido comprometedor, mas não era uma prova irrealizável. O destaque fica para questão 24, sobre o etanol da segunda geração, e para a pergunta 13, sobre evolução biológica.”


Unicamp tem 8% de ausentes na 2ª fase  (Jornal Agora – dicas – 11/10/10)

No primeiro dia da segunda fase do vestibular da Unicamp (Universidade de Campinas), 1.187 vestibulandos deixaram de comparecer ao exame. O número corresponde a 8,1% dos 14.706 candidatos convocados e é maior do que o índice registrado no processo seletivo passado (6,29%). Em 21 cidades de todo o país, 13.519 alunos compareceram à prova de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa e biologia. Segundo professores de cursinhos ouvidos pelos reportagem, o nível da prova foi de médio a difícil, com questões bem formuladas. Para Nelson Dutra, professor de português do Curso e Colégio Objetivo, a prova exigiu dos vestibulandos capacidade de interpretação da linguagem verbal e visual. “Também era preciso demonstrar uma redação adequada. Na opinião de Dacio Antonio de Castro, professor de literatura do curso Anglo, o exame conseguiu avaliar se o vestibulando compreendeu tópicos decisivos dos livros da lista de leitura obrigatória. “As questões foram capazes de avaliar se o candidato leu a obra e refletiu criticamente sobre ela. Nenhuma questão foi banal. O professor de literatura do Cursinho da Poli, Roberto Juliano, disse que os vestibulandos que não leram as obras indicadas não conseguiram responder às perguntas. Juliano disse ainda que o candidato com ampla cultura geral saiu na frente. “A maior dificuldade da prova veio do fato de a Unicamp não ter tido receio em usar um vocabulário erudito”, comentou. Considerando apenas a prova de português, o tempo para a resolução do exame foi considerado suficiente pelos professores. No entanto, a parte de biologia, extensa trabalhosa, exigiu agilidade dos candidatos. Para Constantino Carnelos, professor de biologia do Objetivo, o tempo talvez tenha sido “o maior inimigo dos candidatos”. “As questões foram clássicas, básicas e muito bem formuladas, mas a prova foi longa”, disse. Edson Futema, professor do Cursinho da Poli, diz acreditar que a prova de biologia da Unicamp está se mostrando “cada vez mais exigente”. “O exame não foi necessariamente difícil, mas exigiu que o candidato demonstrasse domínio dos temas”.

Provas

A segunda fase do vestibular da Unicamp termina nesta quarta-feira. Hoje, serão aplicados os exames de química e história. Amanhã, os candidatos terão de fazer a prova das disciplinas de física e geografia. Na quarta-feira, a etapa se encerra com os testes de matemática e inglês. A lista de aprovados em primeira chamada será publicada no dia 4 de fevereiro. A matrícula desses convocados deverá ser feita no dia 9 do mesmo mês. Os candidatos concorrem a 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e em dois cursos da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto).


Segunda fase da Unicamp começa com tranqüilidade  (Jornal Cruzeiro do Sul – Educação – 10/01/10)

O primeiro dia de provas da segunda fase do vestibular 2010 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) correu tranquilamente nas 22 cidades em que o exame foi aplicado. Dos 14.706 aprovados para a segunda fase, 81 deveriam levar duas fotografias 3×4 para poder fazer a prova. Os documentos foram exigidos na primeira fase do vestibular e esses candidatos, que esqueceram de entregar as fotos, se comprometeram por meio de assinatura de documento a cumprir com a exigência na segunda fase. “Ninguém esqueceu. Só não apresentou a foto quem faltou”, afirmou o coordenador executivo da Comissão Permanente para o Vestibular, Renato Pedrosa. Neste domingo (10) foram aplicados os exames de Língua Portuguesa, Literaturas da Língua Portuguesa e Ciências Biológicas. No ciclo básico, em Campinas, apenas uma pessoa chegou atrasada e não pôde entrar na sala para fazer a prova. A garota não quis dar entrevista. O índice de abstenção no primeiro dia de prova da segunda fase este ano foi de 8,1%, ou seja, 1,9 ponto percentual a mais que no primeiro dia de prova da segunda fase do vestibular 2009. O índice está dentro das projeções da Comvest. “Nos anos passados a média da abstenção no primeiro dia da segunda fase variou entre 6% e 7%, mas estamos dentro do esperado. Nas capitais, onde a abstenção foi maior, pode ter sido efeito do Enem, que mexeu com as datas de vestibulares locais”, afirmou Pedrosa. No Rio, por exemplo, onde foi registrado o maior índice de abstenção do primeiro dia de provas da segunda fase da Unicamp este ano, o índice chegou a 45,45%, bem acima dos 14,14% de 2009, e associado à realização da prova do vestibular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os candidatos concorrem a 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). Alunos consideraram as provas fáceis de fazer. “Não foi difícil”, afirmou o estudante André Nakamura, de 18 anos, que concorre a uma vaga no curso de Engenharia Elétrica. “Eu achei tranquila a prova, até mesmo a de Biologia”, afirmou Jéssica Natal, de 17 anos, candidata a uma vaga em Educação Física. O coordenador da Comvest afirmou que, muitas vezes, a prova de Língua Portuguesa dá ao candidato a sensação de domínio do assunto, pela familiaridade, mas muitas vezes a os estudantes não conseguem elaborar uma boa resposta. “Isso é muito subjetivo e às vezes o candidato perde ponto na formulação da resposta. Dificilmente seriam colocadas questões como essas em uma prova de múltipla escolha”, disse Pedrosa.

MUDANÇAS

O coordenador da Comvest reforçou que serão três as principais mudanças para o vestibular da Unicamp em 2011. A primeira fase passará a ter, em vez de 12 questões dissertativas e duração de quatro horas, 48 questões de múltipla escolha e um tempo de prova de cinco horas. Além disso, a redação será elaborada de forma a avaliar a capacidade de escrever do candidato e em vez de um texto ele terá de elaborar três. As provas da segunda fase manterão a característica interdisciplinar, segundo Pedrosa. “Hoje mesmo no primeiro dia de vestibular, a questão número 15, de Biologia, não exigia que o candidato tivesse total domínio da disciplina. A primeira parte poderia ser resolvida com conhecimentos de Matemática”, exemplificou Pedrosa. A diferença é que a segunda fase será realizada em três e não mais quatro dias de prova e as disciplinas ficarão divididas em Língua Portuguesa, Literaturas da Língua Portuguesa e Matemática no primeiro dia; Física, Química e Biologia no segundo; e História, Geografia, Inglês, Sociologia, Filosofia e Artes.

AGENDA

As provas da segunda fase do vestibular 2010 da Unicamp vão até quarta-feira (13). Amanhã (11) os alunos farão provas de Química e História; no terceiro dia, Física e Geografia; e no quarto e último dia, Matemática e Inglês. As provas de cada disciplina valem 48 pontos e são constituídas de 12 questões. Todos os candidatos aprovados devem fazer todas as provas da segunda fase, independentemente do curso escolhido. Os candidatos aos cursos com provas de aptidão (marcadas entre 18 e 21 de janeiro) poderão consultar as orientações, horários e locais dos exames na página da Comvest. A primeira lista de aprovados será divulgada dia 4 de fevereiro, às 12 horas no site da Comvest e no Saguão do Ciclo Básico II, campus da Unicamp em Campinas.


Segunda fase da Unicamp começa domingo e vai até quarta  (Estado de Minas – Vestibular – 10/01/10)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) começa hoje a segunda etapa de seu vestibular em 21 cidades do País. São 14.706 candidatos que concorrem a 3.444 vagas em 66 cursos da universidade e em 2 da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). A segunda fase é composta por oito provas dissertativas, divididas em quatro dias. Cada uma delas tem 12 questões, que valem 48 pontos e devem ser respondida em até quatro horas. Hoje os candidatos fazem a prova de língua portuguesa e ciências biológicas; amanhã, química e história. Na terça-feira é a vez de física e geografia e, na quarta, matemática e inglês. Os locais de prova estão disponíveis em www.comvest.unicamp.br. É recomendado checar o endereço, que pode ser diferente do da primeira fase. Além disso, houve mudança de cidade em alguns casos. Todos os dias, os exames começam às 14 horas, mas os portões fecham às 13h45. A recomendação é que os candidatos cheguem às 13 horas, com o original do documento usado na inscrição, lápis, caneta azul ou preta, borracha e uma régua. Aqueles que não levaram na primeira fase uma foto 3×4 recente, colorida e datada devem entregá-la hoje – caso contrário, podem ser desclassificados.

Tranquilidade

O fato de o vestibular da Unicamp não ter mudado, para os estudantes e professores de cursinho, pode deixar o candidato mais tranquilo. “Saber que não houve mudança dá mais segurança sim”, afirma o coordenador da Unidade Paraíso do COC, Fábio Rendelucci. Em 2009, Fuvest e Unesp modificaram a estrutura de suas provas. Para o vestibular 2011, no entanto, a Unicamp já anunciou alterações. Na primeira fase, as provas terão testes e três redações. Já a segunda terá três provas: linguagens, humanidades e ciência. Enquanto o exame não muda, os coordenadores de cursinho lembram que a principal dificuldade do modelo atual é o tempo. “É pouco para resolver tudo”, afirma Alberto do Nascimento, do Anglo. Os alunos concordam. “É corrido, mas espero que dê tempo”, afirma Karina Toraça, que quer uma vaga em Medicina.