11/02/2015 / Em: Clipping

 


Nota estagnada no fim do ensino fundamental e médio preocupa   (O Estado de S.Paulo – Educação – 10/02/15)

A maior preocupação com os resultados do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), segundo especialistas, é a estagnação das notas em níveis baixos no fim do ensino fundamental e no médio. Para eles, estratégias como bônus para professores atrelados a metas de aprendizagem não surtiram o efeito desejado pelo governo estadual. O desempenho em Matemática e Português dos alunos da rede estadual paulista melhorou em 2014, mas ainda está longe do nível considerado “adequado” no ensino médio e no fim do fundamental (9.º ano), segundo avaliação feita pelo próprio governo do Estado. As duas etapas são consideradas gargalos para o avanço da qualidade da educação pública, tanto em São Paulo quanto no País. Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), explica que é possível ter uma margem de erro de três a quatro pontos em exames como o Saresp. Isso significa que a maioria dos aumentos de notas registrados entre 2013 e o ano passado é pequena para confirmar uma tendência de alta. “Quando você olha a série histórica, a conclusão é de estabilidade”, diz. “Como aconteceu na Prova Brasil, que também deixou o governo federal de saia justa.” Na última edição da Prova Brasil, de 2013, alunos do 9.º ano do fundamental tiveram leve melhora em Português e ligeiro recuo em Matemática. Segundo o especialista, são necessárias mais estratégias para acompanhar os jovens durante a trajetória escolar. “Falta diálogo entre essa avaliação e a prática de sala de aula.” 



Estudantes não veem tecnologia como parte do aprendizado   (Agência Brasil – Educação – 10/02/15)

Alunos de classes populares ainda não veem a presença de aparelhos tecnológicos em sala de aula como parte do processo de aprendizagem. Principalmente em escolas públicas, estudantes manuseiam aparelhos celulares sem a orientação ou intervenção de seus professores, apesar da proibição de sua utilização por lei. É o que mostra pesquisa de mestrado de André Toreli Salatino, na Faculdade da Educação (FE) da USP. O pesquisador acompanhou regularmente dezenas de estudantes de uma escola pública. A ideia do trabalho foi compreender as tensões que conformam a experiência escolar contemporânea, a forma como os jovens vivenciam mundos culturais e tecnológicos distantes entre si. Segundo o estudo, é do professor a responsabilidade de tentar criar situações de aprendizagem que incluam a utilização dos diversos aparelhos tecnológicos, já que as tecnologias não fazem nada por si mesmas. O uso das tecnologias, entretanto, não poderá se tornar a finalidade de nenhuma instituição escolar, e seu uso deve ser pensado nos valores que são reforçados por meio de sua prática. Com foco no processo de aprendizagem, cabe ao professor avaliar, em sua realidade concreta, se a implementação dos aparelhos tecnológicos contribuem para que os alunos criem uma relação com o conteúdo de sua disciplina. Durante um ano letivo, Salatino observou três turmas do ensino médio de um colégio da periferia da cidade de São Paulo, na zona leste. O acompanhamento não se deu apenas em sala de aula, mas também em outros espaços escolares, como o pátio em horário de intervalo entre as aulas e períodos de entrada e saída. Esses espaços se mostraram interessantes por também participarem do mundo de exibição produzido com esses aparelhos tecnológicos, em meio à experiência escolar desses jovens.



Publicidade infantil e as notas do Enem  (Folha de S.Paulo – Opinião – 11/02/15)

A divulgação das notas dos alunos do ensino médio que prestaram a última prova do Enem surpreendeu a todos. Mais de 529 mil candidatos obtiveram nota zero em redação, que teve como tema a publicidade infantil no Brasil. A iniciativa do Ministério da Educação, ao propor para debate dos estudantes um tema contemporâneo e polêmico, é merecedora de aplausos porque estimula a discussão sobre uma questão que vem sendo tratada com destaque nos mercados mais relevantes do mundo. O baixo rendimento dos alunos, porém, pode ser explicado pela formulação do próprio enunciado da prova, que é confuso, com poucos subsídios e, ainda, com informações equivocadas. Um exemplo de imprecisão na proposta do tema aos estudantes está na informação contida no mapa que orientava os alunos a respeito dos diferentes modelos de regramento da publicidade adotados por alguns países do mundo. O mapa informava que no Brasil se pratica apenas o modelo de autorregulamentação do setor (“não há leis nacionais, o setor cria normas e faz acordos com o governo”), o que não é verdade. No Brasil vigora um sistema misto, que combina legislação e autorregulamentação.



Instituto oferece auxílio financeiro para universitários de baixa renda   (Veja – Educação – 11/02/15)

O Instituto Semear, instituição sem fins lucrativos que dá suporte a jovens universitários, oferece este ano auxílio financeiro a 250 jovens de baixa renda aprovados em universidades públicas. As bolsas são destinadas aos gastos extras do estudantes, como moradia, transporte e alimentação. Além do auxílio financeiro, a instituição irá oferecer programa de mentoria, treinamentos e encontros feitos com outros bolsistas e profissionais da área do estudante. “A grande maioria de nossas bolsas é destinada a jovens que ingressam em faculdades públicas. Apenas duas exceções foram abertas desde que o programa foi criado, em 2010, para estudantes de faculdades particulares que foram muito bem no vestibular e ganharam bolsa integral da instituição de ensino”, diz Lucas Faleiros, coordenador do Insitituto Semear em São Paulo.