11/07/2013 / Em: Clipping

 


Unicamp estuda aumentar vagas em curso de Medicina   (Correio Popular – Saúde – 11/07/13)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estuda aumentar o número de vagas do curso de medicina seguindo as recomendações do programa do governo federal. Apesar das universidades estaduais não serem beneficiadas oficialmente pelo programa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo articula com a Secretaria Estadual da Saúde ampliar o número de vagas oferecidas pela Unicamp. Para tanto, informou Padilha, seria usada a estrutura do Hospital Regional de Piracicaba, que deve começar a funcionar em 2014. “O secretário estadual da Saúde, Giovanni Cerri, tem interesse que a Unicamp possa expandir o número de vagas de medicina, não só aproveitando o campus que tem em Campinas e o Hospital de Sumaré, mas também o novo Hospital Regional de Piracicaba. Ele quer aproveitar a estrutura dos hospitais para expandir as vagas de graduação”, afirmou. A Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp informou que irá analisar a proposta do programa. “E somente após isso emitirá opinião sobre o projeto”, diz nota enviada à imprensa. Segundo o plano do governo, serão criados no Sudeste 3.185 vagas em cursos de graduação e 5.177 em residência médica nos próximos anos. De acordo com a proposta, as novas vagas serão abertas em 117 cidades. O objetivo é dar prioridade a regiões mais carentes, como Norte e Nordeste. De acordo com o Ministério da Educação, a abertura das vagas será feita de acordo com alguns critérios, como o tempo de credenciamento da instituição e os indicadores de qualidade.

 



Padilha aposta em curso mais longo para ‘humanizar’ medicina   (Terra – Vestibular – 10/07/13)

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quarta-feira que a proposta do governo federal de ampliar a duração dos cursos de medicina – com trabalho obrigatório e supervisionado no Sistema Único de Saúde (SUS) – vai garantir a humanização do atendimento médico no País. “Queremos oferecer à população médicos mais bem formados, com uma visão mais humanista, que saibam examinar um paciente, que não tenham medo disso, que não fiquem só dependentes de equipamentos”, disse o ministro durante o programa Bom Dia Ministro. Segundo Padilha, hoje os estudantes de medicina fazem os dois últimos anos do curso, que tem duração de seis anos, dentro de hospitais universitários altamente especializados, sem foco na atenção básica. “Às vezes ele (estudante de medicina) vê o paciente um dia só, poucos dias, não sabe o que é tratar uma pessoa fora de um hospital. E a gente sabe que a maior parte dos problemas de saúde deve ser resolvida fora dos hospitais”, justificou. Ele ainda lembrou que outros países do mundo, como a Inglaterra e Bélgica, colocam seus estudantes de medicina em treinamento no serviço de atenção básica, com enfoque mais generalista para acompanhar os pacientes. Ele ainda disse que essa ampliação do curso não vai significar grande atraso na formação, já que um ano poderá ser convertido no tempo da residência médica. “Estamos preocupados com médicos bem formados”, afirmou. O ministro também aproveitou para rebater críticas das entidades médicas sobre a vinda de profissionais do exterior. Segundo Padilha, as vagas só serão abertas para estrangeiros se não forem preenchidas por médicos formados no Brasil. A remuneração será de R$ 10 mil mensais.