12/01/2010 / Em: Clipping

 

Com química do dia a dia e história, Unicamp tem 2º dia de provas difícil, dizem professores  (UOL – Vestibular – 11/01/10)

O segundo dia de provas da segunda fase do vestibular 2010 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) trouxe exames de química e de história com grande nível de dificuldade para os vestibulandos, segundo os professores consultados pelo UOL Vestibular. Confira a opinião dos docentes.

Química

Para o professor Édison Camargo, do Etapa, a banca examinadora conseguiu fazer a prova que muitos vestibulares desejavam: utilizando a química do cotidiano. “Abordaram desde astronomia, reciclagem de lâmpada até creme contra rugas. Mas 75% da prova estava difícil e 25%, fácil. É uma prova trabalhosa, porque a realidade é complicada”, avalia. De acordo com o professor Alessandro Nery, do curso Objetivo, as perguntas exigiam muito raciocínio e estavam formuladas numa linguagem um pouco diferente da utilizada normalmente nas provas, comechos de matérias da revista da Fapesp, publicação de divulgação científica. “Considerando que era uma prova para todas as carreiras, estava difícil”, explica. Foram cobrados assuntos como biodieselpolimerização da borracha, absorção de carbono pelo solo, radioatividade, conversão de energia e degradação de vidro, dentre outros. Nery aponta ainda que o item “B” da questão quatro era confuso, pois dava margem a até duas respostas. Era pedido que se considerasse uma atmosfera rica em CO2 – segundo o docente, isso poderia ser interpretado de duas formas: como uma concentração mais alta do que a normal ou uma concentração extremamente alta. “No primeiro caso, o resultado da precipitação seria carbonato de sódio; já no segundo, seria bicarbonato de sódio”, explica. Já Marcio Novaes, do Cursinho da Poli, tem uma opinião dissonante. “Não estava difícil e os alunos não devem ter tido problema com o tempo. Havia itens em que a resposta estava na própria questão”, diz.

História

As questões de história, segundo o professor do Etapa António Carlos da Costa Ramos, podiam ser consideradas de dificuldade média, se descartado o fator tempo.

“Houve um excesso. Se o vestibulando tivesse um tempo enorme, faria a prova tranquilamente”, disse. Sobre a reclamação de candidatos sobre as questões sobre a China e o Haiti, o professor discordou: “A pergunta mais difícil era a 17.” O professor José Carlos Pires de Moura, do Anglo, concorda com essa ponderação. “Na questão 17, o aluno teria de conhecer o sistema de ventos e correntes e como isso influencia na navegação a vela. Já no item ‘b’, teria de dizer que os fatores geográficos não têm a ver com os bandeirantes. Mas poucos teriam coragem de peitar a banca”, afirma. Para Lukas Kodama, professor de história geral do Anglo, o nível de dificuldade das questões foi mediano, mas ele considera que o tempo pode ter sido o maior obstáculo. No primeiro dia de provas da segunda fase, o tempo também foi uma reclamação.  É o mesmo que diz Daily de Matos Oliveira, do curso Objetivo. Ele explica que, na maioria das questões, os itens “a” pediam apenas a interpretação do enunciado, enquanto os itens “b” pediam um aprofundamento do tema. “Foi uma prova complicadinha, fiquei com dó dos estudantes”, diz. Dentre os “complicadores” da prova estão a cobrança de conhecimentos sobre colonização portuguesa no oriente e sobre Revolução Cultural da China, que não são dos assuntos mais comuns cobrados grandes vestibulares; e o tempo, que foi pouco, segundo Oliveira. “Todas as perguntas exigiram mais habilidade de redação para elencar muitos itens num espaço curto”, explica.

 

 

Unicamp 2010: Nesta segunda, questões sobre etanol e Revolução Chinesa chamaram a atenção dos candidatos em prova da 2ª fase   (UOL – Vestibular – 11/01/10)

Questões sobre etanol, Revolução Cultural da China e a história do Haiti foram as perguntas mais lembradas pelos candidatos que fizeram o segundo dia de provas da segunda fase do vestibular 2010 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). De acordo com os vestibulandos consultados pelo UOL Vestibular, o nível de dificuldade de química foi alto, e o de história, médio.  “Estava um pouco complicado. Tinha muita questão para fazer as reações químicas”, reclamou Michele Dias, 18, que busca uma vaga em engenharia agrícola. Em história, a candidata afirmou que o iten “A” de cada questão era simples, e no item “B”, por sua vez, era necessário conhecer mais profundamente a matéria: “Achei interessante o vestibular perguntar sobre a China. Nas últimas provas que fiz, esse foi um assunto que não caiu”, comentou. Felipe Sato, 21, que faz vestibular para educação física, avaliou que química estava difícil, mesmo para quem gosta da matéria, embora ele não goste. “Tinha muita pergunta de assunto que eu nunca tinha ouvido falar. Também caíram as pesquisas sobre etanol e era preciso ter conhecimento bastante especifico”, disse. Seu colega, Pedro Loge Hashimoto, 19, que fez prova para o curso de economia, afirmou que química estava fácil somente até a oitava questão. Depois desta, o grau de complexidade aumentava. Já em história, a única questão que considerou mais complicada foi uma sobre o Haiti. “Também caiu império romano, mercantilismo e ditadura”, afirmou. Júlia Moretti, 19, fez prova para ciências sociais e achou química difícil, já que busca uma carreira na área de humanas: “Mas algumas questões pediam interpretação de texto e itens mais simples, então consegui metade da prova”, explicou. Os vestibulandos comentaram que todas as perguntas de química foram retiradas da revista da Fapesp. “Foi interessante, porque as perguntas relacionavam a química com o dia a dia, com problemas do solo ou preservacao ambiental, por exemplo”, disse Caio Lotufo, 19, que fez vestibular para midialogia.


Professores: 2º dia da Unicamp não exigiu tanto dos alunos (Terra – Vestibular – 11/01/10)

As provas do segundo dia da segunda fase do vestibular 2010 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, aplicadas nesta segunda-feira, estiveram mais tranquilas do que nos anos anteriores na avaliação de alguns professores. Segundo eles, os estudantes não tiveram dificuldades com o tempo, algo que tradicionalmente ocorre nos processos seletivos da instituição. Para Márcio Novaes, professor de Química do Cursinho da Poli, a prova de Química não exigiu grandes dificuldades dos vestibulandos e até os menos preparados puderam se dar bem. “Algumas respostas estavam na própria questão. Os alunos que sabiam pouco do conteúdo descobriram a resposta no enunciado”, afirmou. Já a prova de História, no geral, manteve o padrão de dificuldade registrado nos vestibulares anteriores da Unicamp, conforme avaliou Fábio de Sá Cavalcanti, que leciona a disciplina no Cursinho da Poli. “A prova correspondeu às expectativas e, inclusive, em algumas questões, foi um pouco mais difícil do que no ano passado”, disse. Apesar da padronização com os anos anteriores, o conteúdo exigiu maior conhecimento específico por parte do estudante, que precisou contextualizar temas de determinadas questões. “Ainda assim, o aluno que se preparou normalmente para o processo seletivo não encontrou dificuldades para realizar a prova”, concluiu Cavalcanti.

Abstenção

No segundo dia de provas da Unicamp, 13.414 compareceram. Com isso, o índice de abstenção chegou aos 8,8% – índice superior ao do ano passado, 6,8%. No domingo, primeiro dia de provas, o índice já havia chegado aos 8,07%. Um total de 14.706 candidatos foram aprovados na primeira fase, que contou com uma inscrição recorde de 55.732 pessoas.

Vestibular continua

O vestibular da Unicamp ocupa os candidatos ainda por mais dias. Até quarta-feira, eles realizam as provas de Física e de Geografia (12 de janeiro) e de Matemática e de Inglês (13). As provas de cada disciplina valem 48 pontos e são constituídas por 12 questões. Todos os candidatos realizam todas as provas, independentemente do curso escolhido. Os testes começam sempre às 14h e devem ser finalizados até as 18h.


Para estudantes, prova de história foi trabalhosa  (Globo.Com – G1 Vestibular – 11/01/10)

Para estudantes que fizeram o vestibular 2010 da Unicamp nesta segunda (11), a prova de história foi trabalhosa. “Tinha bastante texto e havia subitens em todas as questões”, disse Marina Giudice, que fez a prova no prédio da Unip Vergueiro. “Mas mesmo trabalhosa, achei história mais fácil do que química”, opinou a vestibulanda, que quer cursar engenharia de alimentos. Paola Ruza diz que as questões de química estavam objetivas e traziam conteúdo tradicional. “Não estava fácil, mas quem estudou foi bem”, opina. “Pode ser que eu tenha achado isso porque tenho mais facilidade com essa matéria”, complementou. Paola quer cursar engenharia civil. Ainda na opinião da estudante, as provas de hoje foram mais complexas do que as deste domingo, quando os candidatos responderam a questões de português e biologia.  Na opinião das candidatas o tempo dado para resolver as questões foi “apertado”. Entre os temas cobrados pela prova de história estava revolução cultural da China, imperialismo e renascimento; química pediu cálculo estequiométrico, oxidação e química orgânica, disseram as estudantes.


Educação – Prova de química traz questões ambientais  (Correio Popular – Cidades – 12/01/10)

Candidatos fizeram ontem as provas de história e química no segundo dia da segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A prova de história seguiu o padrão dos últimos exames, com questões que podiam ser respondidas a partir da interpretação de texto. Química teve como principal característica a contextualização. O índice de faltas foi de 8,79% dos 14.706 convocados. No domingo, essa taxa foi de 8,07%. Segundo o coordenador da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), Renato Pedrosa, as perguntas de química ligavam conhecimentos do Ensino Médio a situações reais ou de pesquisa e passavam informações relevantes que ajudavam os estudantes a elaborarem as respostas. Houve questões sobre meio ambiente, reciclagem e até sobre remédios que combatem rugas. “Não é apenas memorização. As questões trazem a necessidade de pegar as informações, agregar conhecimentos e responder as perguntas” , explicou Pedrosa. Para o coordenador pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, um problema para o candidato eram os enunciados longos, que demandavam muito tempo de leitura. “Levou mais tempo do que o aluno previa” , disse Tasinafo. Já sobre a prova de história, o professor afirmou que o primeiro item das questões podia ser respondido a partir da interpretação de texto. “Não estava difícil e, embora dividida cronologicamente, com questões das idades Antiga, Média e Moderna, também tinha questões atuais, como a Revolução Chinesa e direitos sociais na União Europeia” , disse Tasinafo. Hoje, os estudantes fazem as provas de geografia e física. Em geografia, ao menos 40% das questões devem falar sobre geografia física, como formas de relevo e massa de ar, segundo o coordenador do Oficina. Em física, os candidatos devem aproveitar para responder itens das questões com respostas mais simples. “Achei química difícil e história fáceis. As respostas estavam no texto” , disse o candidato a uma vaga em engenharia da computação Roberto Bottcher, de 19 anos. A treineira Andréa Almeida, de 16 anos, fez poucas questões de química. “Estava impossível. Acho que tem matérias que não aprendi” , disse Andréa, que completou em dezembro o 2º ano do Ensino Médio. Para a jovem, a prova de história foi mais fácil, assim como as questões de português, da prova de anteontem. Amanhã, no quarto e último dia do vestibular, os estudantes farão provas de matemática e inglês. As provas de aptidão para arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais, dança e música acontecem entre os próximos dias 18 e 21.

SAIBA MAIS

O site www.cosmo.com.br traz a correção das provas a partir das 18h, com comentários de professores do cursinho Oficina do Estudante.


Prova da Unicamp foi trabalhosa  (O Estado de S.Paulo – Vida& – 12/01/10)

O segundo dia da segunda fase do vestibular da Unicamp teve grau de dificuldade de médio a alto, segundo professores de cursinhos. O índice de abstenção foi de 8,8% ? maior do que em 2008 (6,8%). Os 13.414 candidatos que fizeram ontem as provas de química e história tiveram de resolver em quatro horas 12 questões de cada disciplina, com 2 itens cada.  “Na prática foram 24 questões de história e mais 24 de química. O problema da Unicamp é o tempo curto”, diz o professor de história do Etapa Antonio Carlos da Costa Ramos. Foram cinco questões de história do Brasil e sete de história geral. “Não é novidade a prova da Unicamp ser difícil. Não é irrealizável”, diz José Carlos Pires de Moura, professor de história do Anglo.  Na prova de química foram abordados equilíbrios químicos, termoquímica e até aquecimento global. “Foi abrangente, mas extremamente trabalhosa. O tempo para resolver as duas provas teve de ser bem dosado”, diz o professor de química do Anglo João Usberco. Hoje, os candidatos têm provas de física e geografia, às 14 horas. Os portões fecham às 13h45.


Provas do segundo dia da Unicamp foram difíceis, dizem professores; veja correção  (Folha Online – Educação – 11/01/10)

O segundo dia de provas da segunda fase da Unicamp, nesta segunda-feira, foi avaliado como difícil pelos professores consultados pela Folha Online. Hoje os candidatos fizeram as provas de química e história, e mais de 1.200 faltaram. A prova de história tinha 12 questões, sendo sete de história geral e cinco de história do Brasil. Para o professor de história geral do curso Anglo Lucas Kodama, as perguntas foram equilibradas, passando por vários períodos históricos, com uma pequena predominância da história contemporânea e de questões culturalistas. “A prova foi bem elaborada e trabalhosa. A grande dificuldade do aluno foi a densidade da prova e o equilíbrio do tempo.”  O coordenador de história do Objetivo, Daily Oliveira, aponta uma tendência nos vestibulares de uma predominância de questões sobre raça, abordando temas como racismo, tráfico de escravos e imigração. Ele também avalia a prova como difícil, principalmente os itens “b” de cada questão, que exigiam um grau de conhecimento elevado e e uma complexidade na elaboração das respostas. O professor do Etapa Antonio da Costa Ramos disse ao blog do Fovest que “para responder aos itens ‘a’ não era preciso saber história. Era só prestar atenção ao enunciado que a resposta estava lá”.

Química

Para o professor de química do Objetivo Alessandro Neri, a prova de química também foi difícil e trabalhosa. Todas as questões exploravam textos da revista Pesquisa, da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), e isso pode ter assustado alguns candidatos. Segundo Neri, as questões foram bem elaboradas e contextualizadas. A exceção está no item “b” da questão de número quatro. Para o professor o enunciado deixou espaço para dupla interpretação, que não chegaria a anular a questão, mas deveria levar a banca a aceitar mais de uma resposta. Edison Camargo, do Etapa, disse ao blog da Fovest que a prova de química foi a melhor da temporada de vestibulares. “Foi uma prova de química aplicada ao dia a dia do cidadão, com zero de decoreba.”


Segundo dia tem prova difícil, dizem professores  (Jornal Agora – Dicas – 12/01/10)

No segundo dia do vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), 1.292 candidatos deixaram de comparecer ao exame. O número corresponde a 8,8% dos 14.706 convocados. Segundo os professores o nível da prova foi de médio a difícil. O professor de química do Curso e Colégio Objetivo Alessandro Nery, disse que as perguntas exigiam muito raciocínio. “O item B da questão 4 era confuso, e dava margem a uma dupla interpretação.” Já para o professor de química do Cursinho da Poli Márcio Novaes a prova estava mais fácil que as anteriores. “Havia itens em que a resposta estava na própria questão.” Para o professor de história do Cursinho da Poli Fábio de Sá Cavalcante a prova foi de média para difícil. O professor de história do Curso e Colégio Objetivo Daily de Matos Oliveira, disse que os itens A pediam simples interpretação, já os itens B eram trabalhosos. “As questões com maior grau de dificuldade são os itens B da 16 e da 17.”


Abstenção na 2ª fase do vestibular da Unicamp segue em 30,95% no segundo dia em Brasília  (Correio Braziliense – Eu Estudante – 12/01/10)

O clima foi de tranquilidade a poucos minutos do início do segundo dia de provas da segunda fase do vestibular 2010 da Unicamp em Brasília, com aplicação no Centro Educacional Sigma na 912 Sul. A maioria dos candidatos chegou com antecedência nesta segunda-feira (11/1) para resolver as provas de história e química. Deu até para bater um papo do lado de fora e discutir as respostas de questões do dia anterior, como fizeram Fernando Veloso, 17 anos, Henrique Benfica, 18, Rafael Ribeiro, 19, e Eduardo Reis, 19, candidatos aos cursos de engenharia mecânica, gestão de políticas públicas e engenharia civil, respectivamente. Segundo o grupo, a escolha da instituição foi pelo prestígio e pela proximidade do mercado de trabalho. Por pouco, a estudante Lisa Kondo, 18, não consegue entrar a tempo para tentar uma vaga no curso de engenharia de manufatura. Ofegante, ela passou pela catraca um minuto antes do fechamento dos portões, às 13h45. Quem não deu a mesma sorte foi Thiago Abreu, 18, que chegou com cinco minutos de atraso e foi impedido de realizar as provas, sendo desclassificado do processo seletivo. “Saí de casa às 13h10 e peguei bastante trânsito na Asa Norte, sei que deveria ter saído mais cedo”, admitiu o jovem, visivelmente decepcionado. Ele pretendia entrar para o curso de ciência da computação. Agora resta esperar pelo resultado da USP, UnB e UFG.
A abstenção do segundo dia permaneceu idêntica ao primeiro, com 30,95% de ausências em Brasília. No total, 58 candidatos fizeram as provas e 26 não compareceram ao local de aplicação na capital federal. Em todo o país, 13.414 candidatos resolveram as provas nesta segunda-feira. A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) registrou uma abstenção de 8,8%. No ano passado, a marca foi menor: 6,8%. Dos 14.706 aprovados para a segunda fase desta vez, 1.292 não compareceram. Em Campinas, a abstenção foi de 8% e em São Paulo foi de 9%. Confira
aqui a abstenção nas demais cidades.

Maratona de provas

O vestibular da Comvest é dividido em quatro dias de provas dissertativas, comuns a todos os candidatos. A maratona começou no domingo (10) e vai até quarta (13). A disputa é por 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Famerp – Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto. Para o estudante Fernando Veloso, o período prolongado do exame é positivo porque permite abordar bem o conteúdo do ensino médio. “Cansa por serem quatro dias, mas é bom porque dá para trabalhar melhor na prova”, observa. No primeiro dia, foram aplicadas questões de língua portuguesa, literaturas de língua portuguesa e ciências biológicas, resolvidas por 13.519 candidatos em 21 cidades brasileiras. Clique aqui para ver o caderno de provas do primeiro dia. A abstenção foi de 8%, número pouco maior do que o registrado em 2009 (6,3%). Dos 14.706 aprovados para a segunda fase, 1.187 não compareceram. Em Campinas, a abstenção foi 7% e em São Paulo, 8,5%. Em Brasília, a abstenção foi significativa: 30,95%. Dos 84 candidatos inscritos na segunda fase, faltaram 26. Um dos motivos pode ter sido a coincidência de datas com a prova da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), realizada no domingo. Na avaliação da candidata Anna Cláudia Varani, 17 anos, as provas foram “muito bem feitas”. Ela diz estar confiante em conquistar a vaga de pedagogia. “Estudei bastante e achei o primeiro dia bem tranquilo, mas o que vai pesar é a parte de exatas”, comenta.

Lista de aprovados sai em 4 de fevereiro

 Nesta terça-feira, é a vez de física e geografia. Na quarta, os vestibulandos respondem a questões de matemática e inglês. Cada disciplina tem 12 questões e vale 48 pontos. As respostas oficiais preliminares começam a ser divulgadas na quinta-feira (14/1). A primeira lista de aprovados será divulgada em 4 de fevereiro, às 12h, no site da Comvest e no Saguão do Ciclo Básico II, câmpus da Unicamp em Campinas.

Orientações aos candidatos

 A orientação é para que os candidatos cheguem ao local de prova às 13h, já que os portões serão fechados impreterivelmente às 13h45. Sair de casa com antecedência é importante, tendo em vista que o candidato poderá encontrar trânsito e congestionamento em alguns locais. Nos estados onde não há horário de verão, a Comvest seguirá o horário local e não o horário de Brasília. O tempo de prova é de quatro horas e o tempo mínimo de permanência nas salas na primeira e na segunda fase é de 2 horas e 30 minutos. No dia da prova, os candidatos deverão levar o original do documento indicado na inscrição, lápis, caneta azul ou preta, borracha e uma pequena régua. É vedada a utilização de calculadora, celulares e pagers, corretivo líquido, relógio com calculadora, bem como é proibido o uso de boné ou chapéu, ou quaisquer outros materiais estranhos à prova.


Jovens ignoram tendências do mercado  (Valor Econômico – Carreira – 11/01/10)

Na hora de escolher a carreira, os estudantes brasileiros ainda ignoram as tendências e as futuras demandas do mercado de trabalho. Ainda que o leque de opções aumente a cada ano, a lista dos cursos mais concorridos nas grandes universidades costuma se repetir sistematicamente. Profissões consideradas tradicionais como medicina, direito, administração e arquitetura continuam em alta e dividem espaço com graduações midiáticas que vão desde jornalismo e publicidade até artes cênicas e audiovisual.  “De maneira geral, o primeiro grupo geralmente satisfaz uma vontade dos pais enquanto o segundo é seduzido por uma falsa sensação de “glamour” da profissão”, afirma Maira Habimorad, sócia-diretora da Cia. de Talentos, consultoria especializada em seleção e desenvolvimento de jovens. Para ela, os estudantes brasileiros não são preparados para tomar uma decisão dessa importância e fazem suas escolhas de forma imatura e subjetiva. “Mesmo quem diz ter certeza de que quer ser médico ou publicitário, por exemplo, dificilmente sabe como são esses cursos e o dia a dia da profissão”. Na Fuvest 2010, esses foram os dois cursos mais concorridos com 41,78 e 39,82 candidatos por vaga, respectivamente. Completando o pódio, relações internacionais com 37,5. Gilson Schwartz, economista, sociólogo e professor da USP, afirma que a falta de informação dos estudantes explica o baixo interesse por carreiras que, embora sejam novas, têm um futuro promissor. Para ele, não se trata apenas de áreas como tecnologia, petróleo e meio ambiente, mas de graduações como gerontologia, voltada para todos os assuntos ligados à terceira idade, e gestão de políticas públicas. “Na unidade da USP da zona Leste já existe essa oferta. São profissões criadas para atender uma perspectiva real de mercado e serão de extrema importância na sociedade”, ressalta. “Mas não atraem os adolescentes, que normalmente tem uma visão estereotipada até dos cursos mais clássicos.”  A procura por cursos de engenharia tem acompanhado mais as demandas do mercado. Após apresentarem forte queda nos anos 1990, voltaram a despertar o interesse dos vestibulandos, especialmente de 2005 em diante, respondendo a carência de mão de obra especializada e a expansão do setor. Além disso, o foco mudou. “Há 10 anos, a procura se concentrava em computação, automação e mecatrônica. Agora, a líder é a engenharia química, que abrange petroquímica, fertilizantes, agricultura e extração mineral”, explica Renato Pedrosa, coordenador executivo do vestibular e da Unicamp. O curso foi o quinto mais concorrido da UNIVERSIDADE este ano com mais de 30 candidatos por vaga.  O que chamou a atenção de Pedrosa, no entanto, foi o crescimento recente dessa mesma relação na engenharia civil: um salto de pouco menos de 10 candidatos por vaga em 2004 para quase 28 agora, colocando o curso na oitava posição entre os mais disputados da Unicamp. “O aquecimento da economia e os grandes projetos em que o país está envolvido certamente contribuíram para esse crescimento”, diz. Na Fuvest, a procura pela graduação subiu de 20,18 candidatos por vaga em 2009 para 26,37 esse ano, classificando-o na oitava posição.  Segundo Karin Parodi, sócia-diretora da Career Center, o autoconhecimento e a reflexão são importantes para se chegar a uma decisão acertada na escolha da carreira, mas olhar o mercado de forma atenta é imprescindível. “Além de descobrir seus gostos, seus interesses e suas habilidades, o jovem precisa saber também como é que poderá aplicar tudo isso no mundo real”. A consultora acredita que os jovens precisam se informar como a carreira está hoje, qual a perspectiva e o retorno financeiro estimado.  Todo esse cuidado, segundo os especialistas, é essencial quando se leva em conta o engessado modelo educacional brasileiro. “Mudar de ideia no meio do caminho é possível, mas dá muito mais trabalho, além de exigir um grande investimento de tempo e de dinheiro”, afirma Karin.  Natalia Menezes, de 25 anos, é um bom exemplo disso. Empolgada com o bom momento que o curso de turismo viveu no início dos anos 2000 e com a ideia de continuar estudando ao lado das amigas, ela foi aprovada na graduação no vestibular da UNIVERSIDADE Federal de Juiz de Fora. Logo descobriu que não era nada do que esperava, mas não teve coragem de jogar tudo para o alto. “Foi muito difícil entrar e, além disso, era uma UNIVERSIDADE federal e gratuita. Resolvi ir até o fim”, conta. Hoje ela reconhece que sua trajetória teria sido mais fácil se tivesse desistido e cursado publicidade, uma paixão que descobriu posteriormente. “Para me adequar ao mercado tive de fazer uma especialização em administração e outra em publicidade”, afirma Natalia, responsável pelo departamento de marketing da francesa Arval no Brasil, especializada em gestão de frotas empresariais. Maira, da Cia. de Talentos, afirma que os jovens nunca tiveram tanta oportunidade de se inteirar sobre os cursos e as carreiras como atualmente, mas mesmo assim são poucos os que fazem uma investigação mais aprofundada. “Com a internet e a proliferação das redes sociais, é fácil entrar em contato e conversar com pessoas mais experientes na área de interesse do jovem”, diz. Aos 17 anos e recém-formada no ENSINO MÉDIO, Soraya Del Carlo Santos também sucumbiu aos encantos do curso de publicidade e propaganda. Ao contrário de milhares de estudantes, porém, ela garante que sua decisão foi muito bem estruturada. Afinal, ela procurou um programa de orientação profissional, conheceu gente da área e visitou agências.  Soraya deixou para trás quatro alternativas que também cogitava- relações internacionais ficou em segundo lugar- e começa no mês que vem sua graduação pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). “Tenho uma boa noção do que me aguarda e acredito que não vou me decepcionar. Sei que a profissão vai muito além da criação de campanhas e já estou analisando as opções de especialização. Afinal, a concorrência é grande”, afirma.  Independentemente do curso escolhido, o professor Gilson Schwartz concorda que continuar os estudos após o curso universitário é fundamental para o desenvolvimento da carreira. “Não existe mais aquela história de “se formou, resolveu”. É preciso se atualizar e evoluir constantemente. O ritmo de inovação é acelerado e nosso aprendizado deve se estender por toda a vida”, afirma.