12/01/2015 / Em: Clipping

 


Segunda fase do vestibular da Unicamp tem menor abstenção  (Correio Popular – Vestibular 2015 – 12/01/15)

A primeira prova da segunda fase do vestibular 2015 da Universidade Estadual de Campinas(Unicamp) teve abstenção menor do que no ano passado. Entre os 15.444 candidatos,1.699 não fizeram a prova (11%). Na mesma fase de 2014, 1.785 de 15.761 estudantes se abstiveram, índice de 11,3%. A avaliação de português, literatura e redação durou quatro horas e foi considerada “tranquila” por muitos estudantes. A Comissão Permanente para Vestibulares (Comvest) alegou que a dificuldade da prova foi média e deve selecionar os candidatos com eficácia, mas o diretor pedagógico e professor de história Célio Tasinafo, que acompanha há anos o vestibular, afirmou que as questões foram “rasas”. Hoje ocorre aprova de matemática, geografia e história e amanhã a de física, química e biologia. Os candidatos saberão se foram ou não aprovados na Unicamp no dia 2 de fevereiro. O vestibular ocorreu sem problemas nas 19 cidades onde a prova foi aplicada, segundo a Comvest. Diferentemente da primeira fase, não houve ocorrência com uso de celular. As cidades da região de Campinas foram as principais responsáveis pela abstenção menor. Em 2014 a porcentagem oi de 10,2%, contra 9,6% neste ano. Mogi das Cruzes teve o menor índice, de 6,7%, e Brasília, o maior, de 18,5%. “Incluímos Mogi das Cruzes pela primeira vez este ano na lista de cidades, o que se mostrou acertado para desafogar um pouco São Paulo”, disse o coordenador-executivo da Comvest, Edmundo Capelas de Oliveira. Na cidade de Campinas, 9,3% dos aprovados para a segunda fase não apareceram.

Prova

A principal novidade do vestibular  da Unicamp neste ano foi a mudança da prova de redação apenas para a segunda fase. Os estudantes tiveram que fazer ontem uma síntese sobre a humanização do atendimento à Saúde e uma carta convite endereçada a uma comunidade escolar para uma reunião de discussão sobre conflitos violentos em um colégio. “Não foram gêneros nem temas inesperados. Vimos bastante desses assuntos no ano letivo. Foi relativamente fácil”, disse o candidato ao curso de engenharia mecânica, Mateus Watermann, de 20 anos. Laura Lombardi, de 17 anos, tenta o curso de economia e considerou a prova “tranquila”. “Foram temas próximos à nossa realidade”. O coordenador acadêmico Petrílson Pinheiro disse que a síntese foi um dos gêneros escolhidos para mostrar o que os alunos apreenderam dos textos apresentados. “Não era pros alunos extraírem dos excertos frases para construir o texto, mas utilizar as ideias deles e fazer com que elas façam sentido na síntese”, disse. Já a carta-convite foi escolhida para os estudantes testarem a sua argumentação. “Eles tinham que convencera comunidade a participar da reunião”, completou. A prova de literatura teve questões dos livros Capitães da Areia, de Jorge Amado e Vidas Secas, de Graciliano Ramos, autores que não haviam sido cobrados na primeira fase. Tasinafo disse que a prova foi muito simples e rasa comparada ao teste da Fuvest. “Na prova da Fuvest tivemos questões mais elaboradas, de literatura comparada. As questões da Unicamp podiam ser respondidas com a leitura de resenha dos livros, sem criatividade”. Sobre os gêneros escolhidos para a redação, o professor disse que outros muito parecidos foram abordados há pouco tempo pela Comvest. “Tivemos uma carta a autoridade se um resumo há dois anos, que são quase os mesmos gêneros da carta-convite e síntese. Acredito que a seleção para passar irá ocorrer nas provas seguintes”.

Calendário

Os 15.444 candidatos da segunda fase passarão por mais dois dias de prova, hoje e amanhã. Testes de habilidades específicas para os cursos de arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais e dança serão realizadas em Campinas entre os dias 19 e 22 de janeiro. Os testes estão sendo realizados em 18 cidades: Bauru, Brasília, Campinas, Guarulhos, Jundiaí, Limeira, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Piracicaba, residente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba. A avaliação começa às13h, mas a orientação era para que os candidatos cheguem com uma hora de antecedência. Este ano, 70.947 candidatos fizeram a prova da primeira fase, realizada em 23 de novembro. Eles concorrem a 3.320 vagas em 70 cursos de graduação da Unicamp. A Comvest registrou número recorde de inscritos no vestibular da Unicamp 2015 de 77.146 candidatos. Nesta edição, o processo seletivo foi marcado pela expectativa dos candidatos em relação à prova que teve um formato diferente de anos anteriores, com 90 questões de múltipla escolha, e não mais 48, além da redação apenas na segunda fase.

Tranquilidade

Os candidatos não enfrentaram dificuldade com trânsito para chegar ao Ciclo Básico 2, um dos locais de prova Campinas. Com número menor de vestibulandos, o cenário muito diferente da primeira fase, eles chegaram tranquilos, com antecedência e não houve confusão. Nivaldo Simões, de 62 anos, foi o único a chegar depois dos portões fechar no local, mas descobriu que não havia passado para a segunda fase. “Como não sabia se tinha passado ou não, resolvi vir para a prova e ver na hora. Este ano não deu, mas vou conseguir me preparar mais para o ano que vem”, disse o técnico em eletrônica, que tentou vaga no curso de engenharia elétrica. Pedro Nuno, de 20 anos, tenta pela terceira vez passar em engenharia da computação. Ele afirmou que o curso da Unicamp é seu “sonho de consumo”, apesar de tentar também outras universidades públicas. “O curso é muito conceituado, um dos melhores do País. E como eu moro aqui, fica mais fácil. Este anovai”, afirmou o jovem, que disse ter passado com “folga” paraa segunda fase. Para se preparar, Nuno fez cursinho pré vestibular e estudava todos os dias em casa. “Mas descansava bem e saía de vez em quando”. A treineira Letícia de Sousa Stefanini, de 16 anos, se surpreendeu ao passar para a segunda fase para o curso de pedagogia. “Passei com sete pontos acima da nota de corte, oque eu considero bastante. Foi muito importante para conhecera prova, testar a organização do tempo na hora da avaliação. Mas no ano que vem vou prestar alguma engenharia”.

 

Mais de 15 mil candidatos fazem a 2ª fase da Unicamp (Correio Popular – Vestibular 2015 – 11/01/15)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) dá início hoje à segunda fase do Vestibular 2015. As provas serão realizadas em três dias consecutivos e começam com redação e língua portuguesa. O exame será aplicado para um total de 15.444 candidatos. O início da prova é às13h e a orientação é para que os candidatos cheguem com pelo menos uma hora de antecedência. Em busca da tão sonhada vaga na universidade, os estudantes intensificaram os estudos na reta final e lotaram os cursinhos esta semana para as últimas aulas de plantão. Somente em Campinas,3.741 candidatos irão realizar as provas no campus da Unicamp, em Barão Geraldo, e no campus II da Universidade Paulista (Unip), no Swift. Hoje, os estudantes irão fazer a prova de redação, composta por duas propostas de textos, e a prova de língua português e literaturas de língua portuguesa. Na segunda-feira, será a prova de matemática, história e geografia. A provado último dia será composta por conteúdos de física, química e biologia. A Unicamp lembra que todos os candidatos aprovados devem fazer todas as provas da segunda fase e que os locais de provas não serão necessariamente os mesmos onde o candidato realizou a primeira fase. O coordenador executivo da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), Edmundo Capelas de Oliveira, chamou a atenção dos participantes para o horário. “A gente orienta que os estudantes cheguem com pelo menos uma hora de antecedência para não perder a prova por um minuto, como muitas vezes acontece”. Ele orientou que o estudante também deve levarem conta que no dia do exame pode haver congestionamentos. Capelas lembra que a segunda fase da Unicamp também traz mudanças. Pela primeira vez, a redação será aplicada nesta etapa. Mas continua tendo um peso de 20%. “A segunda fase traz questões dissertativas e o estudante tem que escrever, afinal de contas é uma prova na qual é preciso demonstrar conhecimento. Em matemática, os candidatos vão precisar justificar suas contas”, acrescentou. Diretor pedagógico da Oficina do Estudante, Célio Tasinafo afirmou que a primeira prova deverá cobrar dois textos de gêneros textuais diferentes. “Muito provavelmente não serão dissertativos. Serão de gêneros diferentes dos vestibulares que já fizeram”, afirmou. Marcel Milani, professor e coordenador e do cursinho Objetivo, acrescentou que a exemplo da Fuvest, realizada no começo desta semana, a Unicamp deve surpreender no tema da redação. “As estaduais sempre tiveram essa característica de não terem provas previsíveis. E o aluno tem por obrigação estar por dentro dos grandes temas de atualidades, mas também estar aberto a ser surpreendido por temas aos quais não está tão familiarizado”. O professor ressalta que a leitura de temas de atualidades sempre ajudam a ampliar o repertório do estudante. Em relação às demais provas, Tasinafo chamou a atenção do candidato para a necessidade de se cumprir oque o enunciado da questão pede. “Se pede para citar, tem que citar. Pediu para analisar, tem que analisar. É fundamental se preocupar como enunciado e em organizar a resposta de acordo com oque foi solicitado”. Tasinafo também recomendou o candidato a se preocupar com a hidratação durante a realização das provas. “Estamos passando por dias bem quentes. Por isso é importante levar água, usar roupa leve. Ele lembrou ainda da necessidade do candidato levar uma fotografia recente 3×4 para ser entregue no primeiro dia de prova. Focados em passar na Unicamp, os estudantes lotaram os cursinhos esta semana para acompanhar as últimas aulas de revisão antes da prova. Candidata ao curso de administração, Anny Caroline Moreira Ferreira, de 18 anos, conta que se manteve firme nos estudos durante todo o recesso. “Imprimi as provas antes para resolver as questões e revisar os conteúdos e terminei de ler os livros que a Unicamp pede”, disse a estudante mineira, da cidade de São Gonçalo do Sapucaí. “Sempre quis Unicamp e vim para Campinas ano passado com o objetivo de entrar lá. Nem prestei outras universidade porque o meu foco é Unicamp. Agora que consegui ir para segunda fase, estou firme”, contou. Lúcio Gabriel Oliveira Carvalho, de 20 anos, está prestando Unicamp para o curso de Engenharia de Telecomunicações. Ele conta que está no segundo ano de cursinho e está confiante. “Já tenho o técnico em telecomunicações e agora estou prestando engenharia. É um curso que já conheço e que tem um mercado de trabalho bom”. Sobre a rotina de estudo ao longo das últimas semanas, Lúcio afirmou que não teve descanso. “Nem sei o que são férias. Esses três dias podem ser decisivos para o resto da minha vida e se fraquejasse agora, poderia perder a oportunidade”. Além das aulas pela manhã no cursinho, o estudante manteve uma rotina de mais seis horas de estudo no período da tarde.

 

Testes serão em diversas cidades do País (Correio Popular – Vestibular 2015 – 11/01/15)

Além de Campinas, a prova da Unicamp será aplicada em Bauru, Brasília, Guarulhos, Jundiaí, Limeira, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba. A Comvest alertou que o candidato que prestou a primeira fase em Sumaré irá fazer a segunda fase em Campinas; aqueles que fizeram a primeira fase em São Bernardo do Campo farão a segunda em Santo André; aqueles que fizeram a primeira fase em São João da Boa Vista farão a segunda fase em Mogi Guaçu. As provas de Habilidades Específicas, para os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais e Dança serão realizadas em Campinas entre os dias 19 e 22 de janeiro de 2015. A primeira chamada será divulgada dia 2 de fevereiro e os convocados nesta chamada deverão efetivar a matrícula não presencial nos dia 3 ou 4 de fevereiro, exclusivamente na página eletrônica da Comvest, em formulário específico.


Estudantes entram no segundo dia de prova da 2ª fase da Unicamp  (Folha Online – Educação – 12/01/15)

Os estudantes realizam nesta segunda-feira (12) o segundo dia de prova da segunda fase da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).  Ao todo, 15.444 candidatos participam da segunda etapa. Eles concorrem a 3.320 vagas em 70 cursos de graduação da instituição. Nesta segunda, os estudantes farão as provas de matemática, história e geografia.  Os portões serão abertos às 12h30 e fecham às 13h. As provas têm quatro horas de duração e o estudante poderá sair do local apenas 2h30 após o início.  A Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp) recomenda que os candidatos cheguem com pelo menos uma hora de antecedência. As provas são aplicadas em Bauru, Brasília, Campinas, Guarulhos, Jundiaí, Limeira, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba.  A Comvest ressalta ainda que os candidatos devem ficar atentos aos locais das provas, já que eles não serão necessariamente os mesmos onde o candidato realizou a primeira fase. Confira aqui os locais de prova. Nesta terça-feira (13), os estudantes vão realizar as provas de física, química e biologia  As provas de habilidades específicas para os cursos de arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais e dança serão realizadas entre 19 e 22 de janeiro, em Campinas (a 93 km de São Paulo).  A primeira chamada será divulgada em 2 de fevereiro. Os convocados deverão fazer a matrícula não presencial nos dias 3 ou 4 de fevereiro, exclusivamente no site da Comvest, em formulário específico.

 

Novo formato da 2ª fase da Unicamp exige melhor interpretação, dizem cursinhos   (Folha Online – Educação – 11/01/15)

Para alguns professores dos principais cursinhos de São Paulo, o primeiro dia da prova da 2ª fase do vestibular da Unicamp manteve o perfil dos outros anos, apesar da mudança de formato.  A prova deste ano foi menor, com seis questões dissertativas de língua portuguesa e literatura e a redação, enquanto antes era composta por 24 perguntas, incluindo questões de matemática. Apesar do tamanho menor, o vestibular ainda cobra do concorrente uma leitura mais atenta e uma maior interpretação dos textos, de acordo com os docentes ouvidos pela reportagem.  O professor do cursinho Objetivo, Nelson Dutra, disse que as questões exigiam a “filtragem” dos textos e a construção de argumentos sólidos. “O vestibulando que não consegue ler e ter uma boa interpretação teve dificuldades”, afirmou Dutra.  O professor Heric José Palos, do Etapa, aponta que, com a maior cobrança da leitura cuidadosa, a duração da prova pode ter atrapalhado. “Apesar de os textos não estarem muito longos, ter quatro horas para fazer uma leitura crítica e responder seis questões, com duas alternativas cada, talvez tenha sido uma complicação”, disse.  Sobre a redação, que, agora, é exclusiva para a segunda fase do vestibular, o professor do Etapa, Vítor França, disse que os temas exigiam bons argumentos e texto sólido.  “As propostas de redação estavam atuais e os formatos interessantes. O primeiro texto deveria ser uma espécie de síntese de dois excertos sobre o excesso da tecnologia e a importância do fator humano no atendimento médico. O outro texto deveria ser redigido como uma carta-convite que convencesse a comunidade escolar (professores, alunos e outros funcionários de uma escola) a participar de uma reunião para debater a violência”.  

 

O próximo choque para o ensino superior (Folha de S.Paulo – Opinião – 12/01/15)

Quem analisa a evolução do ensino superior brasileiro em termos quantitativos, levando em conta o número de matrículas nesse nível de ensino, por exemplo, percebe sua nítida relação com políticas governamentais, como, aliás, também ocorre internacionalmente.  Para ficar nas últimas três décadas, verifica-se que de 1984 até 1996 o crescimento médio das matrículas no nível superior era de 1,2% ao ano. Dificuldades decorrentes de muitas regulamentações impediam o atendimento da demanda da população pela educação superior. Em 1996 tínhamos 1.200 matrículas no ensino superior para cada 100 mil habitantes (Coreia do Sul e Canadá já tinham 6.000).  A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação afrouxou um pouco as regras para criação de novos cursos e instituições de ensino superior, que poderiam até então ser públicas ou privadas sem fins lucrativos. As instituições privadas passaram a poder ter fins lucrativos. As novas medidas geraram um choque na oferta de novas vagas e o sistema passou a crescer, em média, 9% ao ano, chegando a 16% em 2006.  A partir daí, as taxas de crescimento começaram a cair, apesar de já existirem programas tímidos de financiamento ao estudante, como o Fies (Financiamento Estudantil). Havia a necessidade de outro choque, dessa vez de demanda. Vagas havia, principalmente no setor privado, mas os alunos tinham dificuldade de assumir esses encargos financeiros futuros.  Esse choque ficou claro em 2007, quando já havia 2.800 matrículas por 100 mil habitantes e o crescimento era de 7% ao ano. Os programas Prouni e as modificações no FIES mantiveram o crescimento em taxas razoáveis até 2011, quando essas passaram a cair, chegando em 2013 a pouco mais de 3% ao ano. Para atingir a meta de 30% de pessoas da faixa etária de 18 a 24 anos matriculadas no ensino superior será necessário, no mínimo, dobrar o número atual de matrículas.



Sem escapatória  ( Globo On Line – Educação/Coluna Antonio Gois – 12/01/15)

Os pais de crianças que estudam em escolas particulares talvez leiam notícias sobre a má qualidade da educação brasileira pensando se tratar de um problema que lhes é alheio. Algo que estaria restrito a colégios públicos. Um dado tabulado pelo movimento Todos Pela Educação a pedido da coluna mostra que não é bem assim: em 2013, apenas 34,7% dos alunos que completaram o ensino médio na rede privada tinham conhecimento adequado em matemática, de acordo com o critério utilizado pelo Todos a partir dos exames oficiais do MEC. O quadro é ainda mais grave quando se verifica que houve piora neste percentual, que era de 42,6% dois anos antes. A rede privada no ensino médio concentra apenas 15% dos estudantes, mas é bem provável que tenha sido a principal responsável pela queda verificada no total do sistema neste mesmo indicador. De 2011 a 2013, o percentual de alunos — das redes pública e particular — com aprendizado adequado em matemática caiu de 10,3% para 9,3%. Ou seja, a queda entre 2011 e 2013, que foi de um ponto no total das redes, chegou a 7,9 pontos quando analisado apenas o setor privado. Os resultados são melhores em língua portuguesa, mas não muito animadores. Se, no total do sistema, o percentual de concluintes do ensino médio com aprendizado adequado variou de 29,2% para 27,2% nessa disciplina, somente no setor particular, a queda foi de 66,9% para 60,7% em língua portuguesa.  Os números do MEC não são os únicos a mostrar que as classes média e alta não deveriam se acomodar.



Unicamp cita humanização da saúde e violência nas escolas em redações   (Globo.Com – G1 Vestibular – 11/01/15)

Uma carta para convocar pais de alunos à discussão sobre a violência nas escolas e uma síntese sobre a relação entre recursos tecnológicos na área da saúde, diante da necessidade de humanizar atendimentos, foram os temas escolhidos para a prova de redação na 2ª fase do Vestibular 2015 da Unicamp, aplicada neste domingo (11). Esta foi a primeira vez em que a disciplina foi avaliada nesta etapa da seleção. Os candidatos começaram a deixar as salas de prova às 15h30 na Universidade Paulista (Unip), bairro Swift, principal local de aplicação do exame em Campinas (SP). Ao G1, estudantes disseram que a exigência do teste ficou acima do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), embora o tempo disponível tenha sido suficiente para os textos, e também para responder às seis questões de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa. “A prova estava compreensível e bastava interpretar os textos para conseguir desenvolver, sem ficar preocupado com relógio”, avaliou Murilo Guimarães. Formado em relações internacionais, ele planeja cursar ciências sociais. Parte dos estudantes reclamou do calor intenso durante a tarde de provas. Segundo o Centro de Pesquisas Meteorológicas da Unicamp (Cepagri), a temperatura chegou à 35,4ºC às 16h40 no distrito de Barão Geraldo. “Só o ventilador não suportou, porque assoprava apenas ar quente”, reclamou William Fernando da Costa, de 44 anos, que estava com um braço engessado. Ele disputa uma vaga para tecnologia da construção civil. As obras Vidas Secas (Graciliano Ramos), Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade) e Capitães da Areia (Jorge Amado) foram abordados no exame de literatura e a maioria dos candidatos considerou que as perguntas estavam fáceis, sobretudo por causa dos textos de apoio disponíveis. Também não houve reclamações para a parte de gramática.

 

Unicamp registra abstenção de 11% no 1º dia da segunda fase do vestibular   (Globo.Com – G1- Vestibular – 11/01/15)

A Unicamp registrou abstenção de 11% no primeiro dia de provas da segunda fase do vestibular de 2015. Segundo a Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), dos 15.444 aprovados para a segunda fase,1.699 candidatos deixaram de fazer a prova de português e as redações, aplicadas neste domingo (11). O percentual é menor que o do ano passado, quando 1.785 estudantes se ausentaram no primeiro dia, que teve índice de 11,3%. Já no vestibular de 2013, as abstenções ficaram em 12,2%. Dentre as 18 cidades que receberam as provas, Brasília foi a que teve o índice de abstenção mais alto, com 18,5%. Na cidade, 233 alunos passaram para a segunda fase e 43 não compareceram  Já em São Paulo, a Comvest registrou 548 ausências dos 4770 convocados. O percentual de abstenção na capital paulista foi de 11,5%. Em Campinas o índice ficou em 9,3%, com 347 ausências. Dos 3741 convocados no município, 3394 fizeram a prova. Com 50 ausências dentre 652 candidatos que passaram para a segunda fase, Limeira foi a cidade com menor índice de abstenção, 7,7%.



Apesar de mudanças, 1º dia da 2ª fase da Unicamp manteve perfil   (UOL – Vestibular – 11/01/15)

O primeiro dia de provas da segunda fase da
Unicamp 2015 (Universidade Estadual de Campinas) foi realizado neste domingo (11) e seu nível manteve o perfil de exigência da universidade, segundo alguns professores ouvidos pelo UOL. Os candidatos fizeram neste primeiro dia a redação e a prova de língua portuguesa e literatura. “A prova teve o nível dos anos anteriores e apresentou principalmente questões de interpretação de textos. Ela teve um alto nível e realmente vai escolher os melhores capacitados”, afirmou Nelson Dutra, professor de português do Curso e Colégio Objetivo. Heric José Palos, professor de português do Etapa, concorda e acrescenta que as questões envolveram textos que exigiram muita atenção dos participantes. Para ele, quem leu o manual do candidato não teve surpresas. Foi exatamente o perfil de estudantes que a universidade definiu em seu documento. “Apesar do número de questões ter diminuído e a redação ter vindo para a segunda fase, a prova manteve o padrão. No geral, eles mudaram o formato, mas não mudaram a cara”, comentou. “Acredito que o primeiro dia teve um nível de dificuldade médio por conta do tempo. Quem não tomou muito cuidado deve ter tido problemas com isso.” Ao contrário da opinião dos professores acima, Célio Tasinafo, diretor pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, crítica a qualidade do exame aplicado hoje. “Foi uma prova muito pouco exigente para uma segunda fase. Pouco criativa, com vocabulário simples. Parece que eles fizeram a prova antes de ontem”, afirmou.  


2ª fase da Unicamp começa com prova de dificuldade média, dizem professores  (O Estado de S.Paulo – Educação – 11/01/15)

Os candidatos convocados para a segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) fizeram neste domingo, dia 11, o primeiro dos três dias de prova desta etapa. O exame de hoje foi considerado de complexidade média por professores consultados pela reportagem. Dos 15.444 aprovados para a segunda fase, 1.699 candidatos deixaram de fazer a prova deste domingo, representando uma abstenção de 11%. Os vestibulandos tiveram de responder questões de português e fazer duas redações neste domingo. Temas e gêneros textuais foram conhecidos na hora – este foi o primeiro ano em que a redação foi aplicada apenas na segunda fase. Foi exigido que os candidatos escrevessem uma carta de convocação para  uma discussão sobre a violência nas escolas e uma síntese sobre a relação entre recursos tecnológicos e humanização de atendimentos na área da saúde. Apesar da mudança no formato, essa segunda fase do vestibular da Unicamp manteve o mesmo caráter de exigência já tradicional, segundo a avaliação do professor do curso e colégio Objetivo Nelson Dutra. “O candidato precisava construir argumentos, a prova exigiu boa maturidade linguística”, diz ele. “Foi uma prova de nível médio para difícil, exigiu uma elaboração.”

 

A prioridade das prioridades   (O Estado de S.Paulo – Editorial – 12/01/15)

Um dia depois de a presidente Dilma Rousseff ter afirmado em seu discurso de posse que a educação será a “prioridade das prioridades” em seu segundo mandato, o ministro da Educação, Cid Gomes, prometeu reformar o ensino médio no prazo de dois anos. “Queremos abrir uma discussão para examinar alternativas de aprofundamento por áreas que tenham identificação com as realidades regionais”, afirmou o ministro. A iniciativa merece aplauso, uma vez que o ensino médio é um dos maiores gargalos da educação brasileira. No entanto, se for implementada do modo como a área tem sido administrada desde a ascensão do PT ao poder, ela poderá ser mais um fracasso. Com mais de 15 disciplinas obrigatórias e programas desconectados da realidade social, econômica e cultural do País, o ensino médio já foi tratado como prioritário nas administrações petistas anteriores, mas de forma diametralmente oposta à diretriz anunciada pelo ministro da Educação. Quando reformulou os mecanismos de avaliação criados na década de 1990, convertendo o Exame Nacional do Ensino Médio num processo seletivo unificado para o ingresso nas universidades federais e em várias universidades estaduais e instituições privadas, o governo do presidente Lula acabou estimulando a formação de um currículo único para esse ciclo de ensino. O que o novo ministro da Educação quer é flexibilizar esses programas – mas, para implementar esse desejo, ele terá de promover uma ampla reformulação do sistema vestibular unificado pelo “novo” Enem, que foi lançado há seis anos com pompa e circunstância pelo presidente Lula e mantido por Dilma em seu primeiro mandato. Essas idas e vindas negam ao sistema educacional uma linha de continuidade em matéria pedagógica, o que compromete a qualidade do ensino. A cada troca de ministro, substituem-se as prioridades. As administrações petistas já enfatizaram a reforma universitária, a expansão do sistema de ensino superior e as políticas de ação afirmativa. Priorizaram o programa Ciência sem Fronteiras. Prometeram distribuir notebooks a alunos do ensino básico.



Redação surpreende candidatos na 2° fase da Unicamp   (CBN – Notícias – 11/01/15)

A redação no primeiro dia da 2° fase do vestibular da Unicamp pegou muitos estudantes de surpresa neste domingo e foi a situação mais comentada ao término da prova que durou quatro horas e teve ainda questões dissertativas de Português e Literatura. A maioria dos candidatos considerou as questões fáceis. Para a organização da vestibular, a Comvest, o nível foi médio e a surpresa na redação de fato vinha com uma prosposta diferente, com dois textos que deveriam ser sintetizados. O coordenador acadêmico, Petrilson Pinheiro, explica que esperava-se do candidato a seleção de pontos importantes com as palavras do próprio candidato. O vestibular da Unicamp transcorreu com tranquilidade. Além da cidade de Campinas, outras 16 cidades do estado de São Paulo e Brasília aplicaram prova. O índice de abstenção geral foi de 11%, menor que no ano passado. A cidade com mais ausências foi Brasília, onde de 18,5% dos candidatos não compareceram. A com menor abtenção foi Mogi das Cruzes, que pelo primeiro ano tem aplicação do vestibular. Participam desta segunda fase da Unicamp cerca de 15 mil estudantes. Nesta segunda e terça-feira serão aplicadas as questões de Matemática, História, Geografia, Física, Química e Biologia. As provas de Habilidades Específicas, para os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais e Dança serão realizadas apenas em Campinas a partir do dia 19 de janeiro. O resultado sai em 02 de fevereiro. O curso mais concorrido neste ano de 2015 é medicina, com 204 candidatos por vaga. Mais de 77 mil candidatos se escreveram no vestibular da Unicamp, concorrendo a 3.320 vagas em 70 cursos de graduação.



Unicamp 2015: redação é o ponto fraco da primeira prova, dizem especialistas   (Veja – Educação – 11/01/15)

A primeira prova da segunda fase da Unicamp foi realizada neste domingo e considerada como simples por professores especialistas em exames vestibulares. “Imagino que os alunos mais competitivos tenham ficado felizes com a prova de hoje”, afirmou Célio Tasinafo, coordenador da Oficina do Estudante. O exame teve seis perguntas de língua portuguesa e literatura, cada uma com duas questões, e duas redações.  “As questões não exigiam muita interpretação, pelo contrário. Em comparação com a Fuvest, a prova foi simples e superficial”, considerou Tasinafo. Francisco Platão Savioli, supervisor de curso do Anglo, concordou que o exame da Unicamp foi simples, mas considera que esse foi seu mérito. “Foi uma prova de bom nível, com conteúdo suficiente para avaliar o aluno. Os textos são relativamente simples, mas satisfatórios porque dão margem a reflexão.”