12/09/2017 / Em: Clipping

 

Ajustes e desajustes no Ensino Médio (Veja – Educação – 12/09/2017)

Além de um Ensino Fundamental fraco, temos um Ensino Médio com disciplinas demais. Com isso, os alunos não se aprofundam no que sabem bem e no que gostam.

O Brasil tem dois grandes gargalos na educação. O primeiro é na entrada – os alunos que não saem bem alfabetizados ao final do primeiro ano do Ensino Fundamental dificilmente apresentam uma trajetória escolar adequada. Este problema ainda está fora da agenda – as autoridades brasileiras propõem que o aluno seja alfabetizado até o final do terceiro ano. Os pais que se cuidem! O segundo é no Ensino Médio. Aí o gargalho é gigantesco. Até o presente momento, o Ensino Médio brasileiro é voltado para o vestibular. Para a maioria dos alunos, vestibular significa ENEM, e, para outros, o vestibular específico de algumas universidades. Além disso, em ambos os casos, os alunos precisam lidar com uma quantidade enorme de disciplinas. A propalada reforma do Ensino Médio dificilmente irá mudar essa situação. A intenção era boa – promover a diversificação da etapa com uma vertente acadêmica e outra profissionalizante. No caso da vertente acadêmica, foram propostos quatro percursos: linguagens, matemática, ciências da natureza ou ciências humanas. Haveria escolas especializadas, cursos especializados dentro de escolas e, consequentemente, os alunos poderiam optar entre escolas, cursos e disciplinas – com maior foco, rigor e profundidade. Mas a lei acabou redigida de forma confusa, e ainda predomina no governo a ideia de que todos alunos precisam fazer uma enorme quantidade de disciplinas. O mundo das escolas privadas é mais ágil e mais pragmático que o das escolas públicas. E basicamente é focado no ensino acadêmico. Com isso, alguns experimentos já estão em curso. Mas, como essas escolas são avaliadas principalmente pelo sucesso no ENEM ou nos outros vestibulares, qualquer iniciativa que elas tomarem estará limitada ao que ficar decidido sobre esses exames. E até agora nada mudou. Portanto, escolas, pais e jovens precisam ter cautela. Os resultados do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) mostram que nosso Ensino Médio é muito fraco em relação ao do resto do mundo. Uma das causas disso é que, além de termos um Ensino Fundamental fraco, nosso Ensino Médio tem excesso de disciplinas e, por isso, pouca profundidade. Os alunos não se aprofundam no que sabem bem e no que gostam. Há vários programas acadêmicos de alta qualidade de Ensino Médio pelo mundo afora. Dentre eles, o mais exitoso é o chamado I.B. – International Baccaléaureat. É um programa para quem gosta de estudar, e a maioria dos alunos desses programas ingressa nas universidades mais competitivas do mundo. Esse programa exige proficiência em inglês, e o aluno só faz 7 disciplinas – 4 com maior profundidade e 3 com menos. Infelizmente, a legislação brasileira impede que uma escola ofereça esse tipo de programa – por exemplo, para fazer o IB no Brasil e ter um diploma de Ensino Médio, os alunos precisam cumprir todos os outros requisitos da legislação. É difícil inovar em um país que dificulta a inovação.

 


Mais da metade dos adultos brasileiros não chegam ao ensino médio, diz OCDE (Agência Brasil – Internacional – 12/09/2017)

Apesar de ter registrado avanços nos últimos anos, a educação no Brasil ainda apresenta dados insatisfatórios. É o que mostra o relatório Education at a Glance 2017 (Um olhar sobre a educação, em tradução livre), publicado hoje (12) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O documento traz amplo panorama sobre a educação em mais de 45 países. – os 35 da OCDE e vários parceiros (Argentina, Brasil, China, Colômbia, Costa Rica, Índia, Indonésia, Lituânia, Federação Russa, Arábia Saudita e África do Sul). No Brasil, alguns dados chamam a atenção. Em 2015, mais da metade dos adultos, com idade entre 25 e 64 anos, não tinham acesso ao ensino médio e 17% da população sequer tinham concluído o ensino básico. Os números estão muito abaixo da média dos países da OCDE, que têm 22% de adultos que não chegaram ao ensino médio e 2% que não concluíram o básico. O relatório, no entanto, mostra um avanço. Entre os adultos de 25 e 34 anos, o percentual de alunos que completou o ensino médio subiu de 53% em 2010 para 64% em 2015. Considerando que o ensino médio brasileiro tem duração de 3 anos e deveria ser cumprido entre os 15 e os 17 anos de idade, o Brasil também apresenta taxas muito abaixo da média dos outros países analisados no relatório. Apenas 53% dos alunos de 15 anos estão matriculados no ensino médio. Entre os alunos de 16 anos, 67% estão matriculados no ensino médio e, entre os de 17 anos, 55%. Na média dos países da OCDE, pelo menos 90% dos alunos entre 15 e 17 estão no ensino médio. Dos adolescentes brasileiros que têm acesso ao ensino médio, só a metade conclui os estudos em três anos. Se considerados cinco anos de estudo, com duas reprovações, a taxa sobre para 57%, mas permanece abaixo dos 75% de estudantes que concluem o ensino médio nos países que têm dados disponíveis. No Brasil, entre os jovens de 18 anos, menos da metade cursa o ensino médio ou superior. A taxa para os países da OCDE é de 75% de alunos de 18 anos, na mesma situação. Apesar de o Brasil já ter conseguido colocar praticamente todas as crianças de 5 e 6 anos na escola, a participação de crianças menores ainda está abaixo do esperado, segundo o relatório. Apenas 37% das crianças de 2 anos e 60% das de 3 anos estão na educação pré-escolar, dados inferiores aos das médias da OCDE que estão em 39% e 78%, respectivamente. No Brasil, a Emenda Constitucional 59, de 2009, deu prazo para que até 2016 fosse garantida a matrícula escolar a todos os brasileiros com idade entre 4 e 17 anos. De acordo com a pesquisa, em 2015, 79% das crianças de 4 anos estavam na escola, menos do que 87% da média da OCDE, e abaixo de países como o Chile (86%), México (89%), a Argentina (81%) e Colômbia (81%).

Ensino Superior

Apenas 15% dos estudantes brasileiros entre 25 e 34 anos estão no ensino superior, face a 37% na OCDE, 21% na Argentina e a 22% no Chile e na Colômbia. No entanto, se comparado aos países dos Brics (bloco formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil está melhor – a China tem 10%, a Índia, 11%, e a África do Sul, 12%. No Brasil, 37% das graduações em 2015 eram feitas nas áreas de negócios, administração e direito, índice semelhante ao da maioria dos outros países pesquisados. Em seguida, a preferência dos brasileiros era por pedagogia, com 20% das matrículas – uma das taxas mais altas entre os todos os países. Apenas a Costa Rica e Indonésia têm taxas mais altas de opção por pedagogia (22% e 28%, respectivamente). Somente 15% dos estudantes brasileiros optavam por cursos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, uma das taxas mais baixas, mas semelhante às de países vizinhos como a Argentina (14%) e a Colômbia (13%). Entre os países da OCDE, o percentual ficou em 23%. Em relação à desigualdade no acesso ao ensino superior, no Brasil a disparidade entre os estados é a maior observada na pesquisa. Enquanto 35% dos jovens de 25 a 34 anos no Distrito Federal frequentam a universidade, no Maranhão a taxa é cinco vezes menor (7%). Apesar de o relatório reconhecer que o Brasil é um país muito grande e diverso, se comparado a outros grandes como os Estados Unidos e a Rússia, a desigualdade é muito mais dramática (apresentando variações de até cinco vezes nos percentuais, contra menos de três vezes de disparidade em outros países). Quase 75% dos estudantes brasileiros no ensino superior estão em instituições privadas, contra cerca de 33% da média dos países da OCDE. O relatório alerta que, nesse caso, a falta de mecanismos de financiamento estudantil pode ser um obstáculo. Apenas 0,5% dos estudantes brasileiros estudam no exterior, percentual muito abaixo dos 6% da média da OCDE. Dos que saem do país, 31% vão para os Estados Unidos; 13% para Portugal; 10% para a França e 10% para a Alemanha.

Diploma Universitário

De maneira geral, considerando o grupo de todos os países pesquisados, os adultos com um diploma universitário obtêm ganhos significativos em seu investimento: têm 10% mais chances de serem empregados e ganharão, em média, 56% mais do que os adultos que só completaram o ensino médio. “Eles também são os primeiros a se recuperar das recessões econômicas: as taxas de emprego de jovens adultos com um diploma universitário voltaram aos níveis anteriores à crise, enquanto as taxas para aqueles que não completaram o ensino médio ainda estão atrasadas”, diz o relatório. Os adultos com educação universitária também são menos propensos a sofrer de depressão do que aqueles que não chegaram ao ensino superior. Por isso, os jovens adultos estão cada vez mais dispostos a obter uma educação que aumente suas habilidades, ao invés de entrar no mercado de trabalho diretamente após a conclusão do ensino obrigatório. Entre 2000 e 2016, o percentual de jovens de 20 a 24 anos que continuaram a estudar aumentou 10%, em comparação com uma diminuição de 9% daqueles que trabalham.

Professores

A falta de salários e o envelhecimento dos professores afetam a profissão, afirma o relatório, que cita a categoria como “a espinha dorsal do sistema educacional”. “Os salários dos professores são baixos em comparação com outros trabalhadores de tempo integral com educação similar. Esse é um grande obstáculo para atrair jovens para o ensino. Embora os salários aumentem de acordo com o nível de educação prestado, eles ainda estão entre 78% e 94% dos salários dos trabalhadores com formação universitária em tempo integral”, acrescenta o texto.

 


 

Metade dos brasileiros adultos não concluiu o ensino médio (Estadão – Edu – 12/09/2017)

Brasil tem uma das piores médias entre os países avaliados em estudo comparativo sobre índices educacionais entre 41 países, só atrás da Índia

 Metade dos brasileiros adultos (entre 25 e 64 anos) não concluiu o ensino médio. O número é mais do que o dobro em relação à média (22%) dos países da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), que traz nesta terça-feira, 12, um estudo comparativo sobre índices educacionais entre 41 países, o Education at a Glance. Além disso, 17% não terminaram nem mesmo o ensino fundamental, ante 2% na média da OCDE. Os dados, divulgados hoje, se referem ao ano de 2015. Metade dos brasileiros adultos (entre 25 e 64 anos) não concluiu o ensino médio; número é mais do que o dobro em relação à média (22%) dos países da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o documento, o Brasil tem uma das piores médias entre os países avaliados, só atrás da Índia. “Enquanto na maioria dos países da OCDE e parceiros há apenas 5% dos adultos sem atingir a educação primária (ensino fundamental), há algumas exceções notáveis: Brasil (17%), Costa Rica (3%), Índia (46%), México (14%) e África do Sul (15%).” Além da dificuldade de acesso, parte dos estudantes não conseguem concluir a etapa na idade certa. Segundo o relatório, só 53% dos adolescentes de 15 anos chegam ao ensino médio, com 34% deles ainda no ensino fundamental. Na média da OCDE, 90% dos estudantes entre 15 e 17 anos já chegam nesta etapa. O relatório indica, no entanto, avanço no País: entre os mais jovens (25 a 34 anos), a fatia de estudantes que concluíram o ensino médio subiu de 53%, em 2010, para 64%, em 2015. Na educação infantil os índices também estão abaixo da média. Só 37% das crianças de dois anos e 60% das que têm três anos estão na creche, ante as médias de 39% e 78%, respectivamente, na OCDE. Na pré-escola, o índice chega a 79%, também abaixo da OCDE, com 87%, e de outros países da América Latina, como Chile (86%), Argentina (81%) e Colômbia (81%).

Universidade

O acesso ao ensino superior avançou no Brasil, mas ainda está abaixo da média. Só 15% dos adultos (25-64 anos) chegam a esta etapa do ensino, abaixo de países como Argentina (21%), Chile (22%), Colômbia (22%), Costa Rica (23%) e México (17%). Por outro lado, o País está à frente de outros do BRICS: China (10%), Índia (11%) e África do Sul (12%). O relatório aponta também a desigualdade no acesso à universidade. Enquanto 35% dos jovens entre 25 e 34 anos chegam a esta etapa no Distrito Federal, só 7% a alcançam no Maranhão, por exemplo. Por causa do baixo índice de aprovados, a diferença de salário entre quem faz faculdade e quem não faz é maior no Brasil do que em outros países: uma graduação pode render salário até 2,4 vezes maior no País, ante 1,5 na média da OCDE. Se o profissional tiver doutorado, a diferença é de 4,5 vezes, mais do que o dobro da OCDE (2).

Salário

O  Education at a Glance mostra, mais uma vez, que o salário pago aos professores brasileiros também está abaixo da média da OCDE – paga-se 13 mil dólares por ano, em média, ante 30 mil dólares nos outros países. O número de alunos para cada docente também é maior – são 14 crianças, ante 8 na média da OCDE.

 


53% dos jovens brasileiros estão no ensino médio; média da OCDE é de 95% (G1 – Educação – 12/09/20117)

Dados integram a mais recente edição do estudo ‘Education at a Glance’ (‘Um olhar sobre a educação’, na tradução livre do inglês).

Apenas 53% dos jovens brasileiros estavam matriculados no ensino médio em 2015. O índice é muito inferior ao observado nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), onde a média de matrícula dos estudantes de 15 e 16 anos é de 95%. Os dados, divulgados nesta terça-feira (12), são do levantamento “Education at Glance 2017”, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que compara, no cenário internacional, dados do sistema educacional dos 34 países membros da OCDE. Assim como a Rússia, o Brasil não integra a OCDE, mas compõe o relatório.

No Brasil, o índice de escolarização piora depois que o jovem completa 18 anos: nesta idade, menos da metade está na escola. As taxas estão abaixo da maioria dos países da OCDE, onde pelo menos 90% dos jovens de 15 a 17 anos estão no ensino médio, e, em média, 75% dos que têm 18 anos estão no ensino superior. Outro dado que reflete o problema do ensino brasileiro é o tempo de conclusão. Só metade dos alunos brasileiro completa esta modalidade de ensino dentro de período ideal, de três anos. O estudo aponta que em 68% dos países da OCDE este período de conclusão é mais rápido. O estudo mostra, ainda, que aos 17 anos, 92% dos indivíduos estavam matriculados no ensino médio em toda a OCDE, atingindo 100% na Irlanda, na Eslovênia e no Reino Unido.

Ensino superior

Embora, os 18 anos sejam uma idade transição entre a educação básica e o ensino superior, o estudo mostra que, em média, em todos os países da OCDE, 26% dos jovens de 19 anos ainda estão matriculados no ensino médio. Segundo a OCDE, 90% dos jovens de 19 anos da Finlândia, Polônia, Eslovênia e Suécia estão no ensino médio, enquanto 61% dos coreanos estão iniciando o ensino superior com esta idade.

Cursos

No Brasil, os cursos de graduação na área de negócios, administração e direito representaram 37% dos graduados em 2015 (a média da OCDE é 24%). A segunda área mais popular entre os universitários é o de educação, que representou 20% dos diplomados, o dobro da média da OCDE. Somente Costa Rica e Indonésia têm maior participação de diplomados no campo da educação, com 22% e 28%, respectivamente.

Baixo gasto por aluno

O relatório da OCDE aponta que o investimento em educação representa uma grande parcela dos recursos do país, mas o gasto por aluno está abaixo da média da OCDE.

“O governo brasileiro gasta 0,6% de seu produto interno bruto (PIB) na educação básica (a média da OCDE é 0,8%) e as instituições públicas gastam 3.800 dólares anuais por criança. Esta despesa por estudante é inferior à metade da média da OCDE (US$ 8,9 mil)”, aponta o estudo.

A OCDE ainda destaca que o investimento está na média do gasto de outros países da América Latina: abaixo do Chile e Costa Rica, mas acima da Argentina e do México. O estudo aponta que os índices mais baixos de investimento em educação ocorrem, sobretudo, por causa dos baixos salários para professores e pelo fato de haver um menor número de professores por aluno. A OCDE considera que o salário inicial do professor no Brasil é de US$ 13 mil para o ensino primário para o ensino secundário, consideravelmente abaixo das médias da OCDE para esses níveis, que são todos acima de US$ 30 mil.

 


Índice de alunos que abandonam ensino médio no Brasil é o dobro de outros países (O Globo – Sociedade – 12/09/2017)

Pesquisa da OCDE considerou 18 nações para analisar esse indicador

O relatório “Education at a Glance”, divulgado nesta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), evidencia mais uma vez os problemas do ensino médio brasileiro. De acordo com a pesquisa, cinco anos após ingressarem na etapa, 41% dos estudantes brasileiros tinham abandonado esse nível de ensino sem se formar, o que corresponde a quase o dobro dos 21% registrados em média nos outros 18 países com dados disponíveis. A pesquisa mostra ainda que entre os alunos que entram no ensino médio do país, somente metade conclui a etapa no tempo esperado de três anos. A taxa é inferior à média de 68% dos países com informações para esse indicador. Entre os países com dados disponíveis estão Filândia, Holanda, Portugal, Chile, Noruega, entre outros. Ao final dos três anos esperados para conclusão do ensino médio, 26% dos alunos brasileiros abandonam a etapa sem concluir. A média dos países com dados disponíveis ficam em 12%. Os dados contribuem para gerar um cenário no qual mais da metade da população brasileira de 25 a 64 anos não tenha concluído o nível médio, enquanto entre os países membros da OCDE o percentual médio é de apenas 22%. Para a presidente-executiva do Movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz, a evasão é explicada em grande parte pelos altos índices de repetência:

– A reprovação é o primeiro passo para evasão. E a gente ainda continua com uma prática de penalizar aluno por não ter aprendido. O aluno que fica mais velho não quer mais estudar com os novinhos. Para o jovem, a escola é um espaço importante de socialização, então o jovem tem vergonha de estar em uma classe mais nova. Além disso, o jovem brasileiro em especial acha que o ensino médio é uma etapa que ele pode sair e voltar depois, mas o que acontece é que ele acaba não voltando por diversos fatores.

Além da baixa conclusão, o acesso à etapa também está longe de ser universal. Entre a população brasileira de 15 anos de idade, apenas 53% está no ensino médio. A taxa sobe para 67% entre os jovens de 16 anos, mas volta a cair para 55% na faixa dos 17 anos. Já na população de pessoas com 18 anos, menos da metade está no ensino médio, na educação profissionalizante ou no ensino superior. O tamanho do problema fica nítido quando comparado ao índice da média dos países do OCDE, nos quais 75% da população de 18 anos está no ensino médio ou em níveis superiores. Quadro que, segundo o relatório, compõe “desafios importantes” para o Brasil.