13/02/2019 / Em: Clipping

 

Unicamp 2019: novos formatos elevam nº de pretos e pardos aprovados; índice da rede diminui (G1 – Campinas e Região – 13/02/2019)

Segundo universidade, quantidade de pretos e pardos convocados na primeira chamada representa 38,2% dos 3,3 mil aprovados nas diferentes formas de seleção; veja tabela.

 

O número de candidatos autodeclarados pretos e pardos aprovados em primeira chamada para cursos de graduação na Unicamp em 2019 aumentou, segundo balanço divulgado na tarde desta quarta-feira (13) pela comissão organizadora do vestibular (Comvest). Os dados indicam que este grupo representa 38,2% dos 3,3 mil aprovados em diversas modalidades de seleção, índice superior aos 23,9% contabilizados na edição anterior, quando o único sistema de ingresso era o exame tradicional. O total de candidatos oriundos da rede, contudo, caiu de 49,2% para 48,7% no período. Esta foi a primeira vez em que a universidade implementou cotas étnico-raciais no vestibular, com objetivo de elevar a inclusão social, e também permitiu acesso às carreiras por meio das notas obtidas pelo candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além disso, a Unicamp criou um vestibular indígena e reservou vagas em cursos para estudantes premiados em olimpíadas ou competições de conhecimentos realizadas entre 2017 e o ano passado. “Surpreendeu que nós tenhamos ultrapassado a meta de 37,2% previsto pelo Consu [Conselho Universitário] para autodeclarados pretos e pardos. Isso mostra que a dinâmica foi efetivamente inclusiva, porque nem todos usaram as cotas. Concorreram e tiveram notas superiores aos candidatos brancos”, destaca o coordenador executivo da Comvest, José Alves de Freitas Neto. Segundo a Unicamp, 27,5% dos candidatos aprovados optaram pelo sistema de cotas. “O sistema previa mínimo de 25%, independentemente das notas, e havia um sistema que permitia um limite de até de 37,2%, desde que ultrapassassem a nota mínima da opção definida para cada curso […] Chegamos a 38% com candidatos que ingressaram por sistemas como olimpíadas”, complementa. Leia mais.

 

 

Depois de cotas, Unicamp tem 38,2% de alunos ingressantes negros ou pardos (ACIdade ON – Cotidiano – 13/02/2019)

Em todos os cursos, há, no mínimo, 25% de estudantes autodeclarados pretos ou pardos

 

Depois do primeiro vestibular com as cotas na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), o perfil do aluno aprovado mudou na universidade. Neste ano, do total de 3.386 aprovados, 38,2% são autodeclarados pretos ou pardos e 48,7% são de escola pública. O índice é dos alunos aprovados e não matriculados. Já os estudantes indígenas representam 2,1% dos convocados deste ano. No ano anterior, o número divulgado é o de matriculados há uma pequena diferença no número para comparação pois nem sempre o aprovado se matricula. Ainda assim, o índice é menor em 2018. Do total de matriculados (3.327), 24,8% eram autodeclarados negros ou pardos e 49,2% eram de escola pública. Os dados são públicos e podem ser acessados na página da Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares), da Unicamp. “As cotas na Unicamp são de 27% e os outros (para chegar aos 38%) são os que tiveram desempenho independente de cotas. O desafio agora é dar condições para eles continuarem, com moradia e outros critérios sociais”, analisou o coordenador executivo da Comvest, José Alves Freitas Neto. O Vestibular 2019 (prestado em 2018 pelos alunos) foi o primeiro com a adoção das cotas étnico-raciais no vestibular, além de oferecer as opções de ingresso por meio da nota do Enem , do desempenho em olimpíadas científicas e vagas pelo Vestibular Indígena . Além disso, a pontuação do PAAIS (Programa de Ação Afirmativa e Inclusão SociaL), para alunos de escola pública no vestibular, também foi ajustada. Além dos índices gerais, a Comvest também divulga recortes por curso. Há, no mínimo, 25% de estudantes autodeclarados pretos ou pardos em praticamente todos os cursos. Em relação à participação de aprovados egressos de escolas públicas, os índices variam de 78,1% (em Letras Noturno) a 29% (em Música-Composição) nos diferentes cursos de graduação. Na medicina, o curso mais concorrido do Vestibular Unicamp 2019, o percentual é de 56,4%.

 

 

Vestibular Unicamp amplia diversidade e aprova 38% de estudantes pretos e pardos em 1ª chamada (Sejabixo! – 13/02/2019)

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) está divulgando as informações sobre o perfil dos aprovados nas primeiras chamadas das diversas modalidades de ingresso em 2019. Pela primeira vez, a Unicamp adotou cotas étnico-raciais no vestibular, além de oferecer as opções de ingresso por meio da nota do Enem, do desempenho em olimpíadas científicas e vagas pelo Vestibular Indígena. Além disso, a pontuação do Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (PAAIS), para alunos de escola pública no vestibular, também foi ajustada. De acordo com os dados dos convocados, na somatória da primeira chamada do Vestibular Unicamp e do Enem-Unicamp, e das primeiras chamadas do Vestibular Indígena e das Vagas Olímpicas, do total de 3.386 aprovados, 38,2% são autodeclarados pretos ou pardos e 48,7% são de escola pública. Os estudantes indígenas representam 2,1% dos convocados deste ano. Além dos índices gerais, que estão na tabela abaixo, os dados por curso estão disponíveis para consulta na página eletrônica da Comvest (www.comvest.unicamp.br). As informações mostram que há, no mínimo, 25% de estudantes autodeclarados pretos ou pardos em praticamente todos os cursos. Em relação à participação de aprovados egressos de escolas públicas, os índices variam de 78,1% (em Letras – Noturno) a 29% (em Música-Composição) nos diferentes cursos de graduação. Na Medicina, o curso mais concorrido do Vestibular Unicamp 2019, o percentual é de 56,4%.