13/08/2014 / Em: Clipping

 


‘Nobel’ de matemática contrasta com baixo índice de aprendizado no Brasil   (Globo.Com – G1 Vestibular – 13/08/14)

Na terça-feira (12) o pesquisador carioca Artur Ávila Cordeiro de Melo se tornou o primeiro brasileiro a receber a Medalha Fields, considerada por acadêmicos dos Estados Unidos e Canadá como a principal premiação da matemática, equivalente ao Prêmio Nobel. A conquista deste matemático de apenas 35 anos, que fez a graduação, o mestrado e o doutorado no Brasil, contrasta com os baixos índices de proficiência dos estudantes brasileiros em matemática no ensino fundamental e ensino médio. A realidade na educação básica, no entanto, está muito distante do nível de excelência de Ávila e de outros jovens estudantes que colecionam medalhas em olimpíadas do conhecimento. Ao mesmo tempo em que tem seu ‘Nobel’ e outros campeões em matemática, o país ocupa as últimas posições do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) nesta área de conhecimento. Além disso, apresenta uma enorme diferença entre as notas mínimas e máximas da prova de matemática do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).



Mais rigor no Enem   (O Estado de S.Paulo – Opinião – 12/08/14)

A revelação, feita pelo Estado graças à Lei de Acesso à Informação, de que houve um número expressivo de examinadores despreparados na correção das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 é motivo de apreensão. Como a prova foi convertida pelo Ministério da Educação (MEC) em processo seletivo das universidades federais, sob a justificativa de democratizar o acesso ao ensino superior público, qualquer problema nas correções põe em risco a credibilidade do sistema. Há dois anos, os critérios de correção do Enem foram questionados por especialistas em educação, depois da descoberta de que uma redação reproduzindo uma receita de macarrão instantâneo e outra transcrevendo o hino de um clube de futebol haviam sido aprovadas pelos examinadores. Diante da repercussão negativa, o MEC alterou os critérios de correção, montou uma força-tarefa para garantir mais segurança e objetividade nas avaliações e determinou que as redações deveriam ser anuladas automaticamente caso apresentassem “parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto”. As redações do Enem são avaliadas por profissionais da área de Letras, com formação em Língua Portuguesa, que recebem R$ 3,61 por prova corrigida. Cada redação é examinada por dois corretores independentes, e um não tem conhecimento da nota atribuída pelo outro.



Justiça autoriza treineira menor de idade a entrar na universidade usando Enem   (IG – Educação – 12/08/14)

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, localizado em Brasília, passou por cima das portarias do Ministério da Educação (MEC) e autorizou o uso do Enem como certificado de conclusão do ensino médio por uma estudante treineira com menos de 18 anos e que ainda não tinha concluído essa etapa escolar. Hoje, as normativas do governo federal só permitem a certificação de ensino médio pelo Enem para candidatos com pelo menos 18 anos. A decisão da Corte foi baseada em uma ação judicial proposta por uma aluna do Tocantins. Ela nem sequer tinha completado 17 anos quando realizou o Enem de 2013. Pelo seu bom desempenho no exame, a jovem conseguiu alcançar a pontuação necessária para entrar no curso de Ciência da Computação na Universidade Federal do Tocantins (UFT). Mas ela só conseguiu efetivar a matrícula com a ajuda da Justiça, já que enfrentou resistências da UFT. O desembargador Souza Prudente colocou o mérito da aluna acima das portarias do MEC.