14/05/2013 / Em: Clipping

 


Após ação afirmativa, negros enfrentam preconceito na universidade e no trabalho   (Globo.Com – G1 Vestibular – 13/05/13)

Uma repórter de televisão que perdeu as contas de quantas vezes foi confundida com maquiadora na emissora em que trabalhava. Uma estudante de Direito que teve de convencer um professor de que a resposta certa em uma prova era fruto de seus estudos, não ‘adivinhação’, e que já teve de enfrentar a desconfiança de um juiz quanto à sua formação. Embora vivam em cidades diferentes e tenham profissões distintas, essas duas personagens carregam em comum o fato de serem negras e terem participado de um programa de ação afirmativa pioneiro que nos anos 1990 concedeu bolsas a afrodescendentes carentes em uma das mais importantes universidades do Rio de Janeiro. As histórias da jornalista Luciana Barreto e da advogada e historiadora Miracema Alves dos Santos fazem parte do livro Afrocidadanização – Ações Afirmativas e Trajetórias de Vida no Rio de Janeiro (Editora PUC-Rio), escrito pelo pesquisador Reinaldo da Silva Guimarães. A obra mostra a trajetória de 14 alunos, em sua maioria negros, egressos de um dos primeiros programas de ação afirmativa instalados em uma universidade brasileira. Iniciado em 1994, o convênio entre a PUC-Rio e o Movimento Social Pré-Vestibular para Negros e Carentes (PVNC) permitiu que alunos aprovados no vestibular pudessem ingressar na faculdade com bolsas de estudo, possibilitando que centenas de negros de comunidades pobres passassem a frequentar os bancos da universidade.

Profissionais negras descrevem memórias de preconceito no cotidiano   (Globo.Com – G1 Vestibular – 13/05/13)

Em 1994, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) inaugurou um convênio com uma rede de cursos pré-vestibulares voltados para alunos negros e carentes que se tornaria um dos primeiros programas de ação afirmativa do país. Por meio do convênio, alunos negros aprovados no vestibular recebiam bolsas para cursar a universidade, o que acabaria representando uma revolução na história de centenas de jovens que puderam assim se formar e entrar no mercado de trabalho. A história do programa é tema do livro Afrocidadanização – Ações Afirmativas e Trajetórias de Vida no Rio de Janeiro (Editora PUC-Rio), escrito pelo pesquisador Reinaldo da Silva Guimarães e lançado no mês passado. Duas alunas egressas do programa de ação afirmativa conversaram com a BBC Brasil sobre suas experiências. Uma delas, a historiadora e advogada Miracema Alves, resumiu assim a situação enfrentada por ela e outros negros no país: ‘A exclusão no Brasil é tão pesada que ela se torna uma coisa natural, as pessoas começam a ver aquilo com naturalidade.’ Confira abaixo trechos dos depoimentos.



Primeira reitora negra de federal: sociedade deve debater racismo   (Terra – Vestibular – 13/05/13)

A reitora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Nilma Gomes, entra para a história do País como a primeira mulher negra a comandar uma universidade federal. Empossada em abril, ela acredita que sua escolha para o cargo representa um avanço na luta em favor de políticas raciais no Brasil. “É o reconhecimento de um grupo étnico-racial, de brasileiros negros e negras, que há anos lutam por construção de espaços, por maior democracia, maior igualdade racial na sociedade brasileira”, disse Nilma em entrevista exclusiva à Agência Brasil. Apesar dos avanços conquistados ao longo de séculos, Nilma afirma que ainda existe uma grande desigualdade racial no País. A reitora defende que compete à sociedade debater o racismo e procurar maneiras de superá-lo. A seguir, os principais trechos da entrevista com a reitora.



Bibliotecas da USP, Unicamp e Unesp ainda não aproveitam potencial das redes sociais  (O Estado de S.Paulo – Educação – 14/05/13)

Giseli Adornato, de 33 anos, é a funcionária mais nova da biblioteca da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Talvez isso ajude a explicar por que ela criou, em 2009, o perfil do órgão no Twitter (@BibliotecaFEA), hoje com cerca de 3,4 mil seguidores. “Precisávamos de mais canais de comunicação com nossos usuários, que estão sempre ligados nas redes sociais”, diz. Em 2011, Gisele e colegas lançaram o blog bibliotecafea.com. Eles usam os canais para divulgar produtos e serviços, como aquisições de livros e tutoriais. Ao buscar trabalhos acadêmicos em sua área de formação, a Biblioteconomia, ela não encontrou nada que falasse de mídias sociais.