14/05/2015 / Em: Clipping

 


Fuvest divulga calendário do próximo vestibular; veja as principais datas   (Folha Online – Educação – 13/05/15)

A Fuvest divulgou na tarde desta quarta-feira (13) o calendário do vestibular 2016. A fundação é responsável pelo maior vestibular do país, que seleciona os estudantes que ingressarão na USP e Santa Casa. Como em anos anteriores, as datas foram definidas em reunião com outras universidade paulistas, de forma a não coincidir as provas. Participaram do encontro, realizado no mês passado, a USP, Unesp, Unicamp, Unifesp, ITA, PUC-SP, Famema, PUC-Campinas e Famerp.  Considerando as três universidade estaduais, a maratona de provas começará no dia 15 de novembro, com a primeira fase da Unesp, e terminará apenas em 19 de janeiro, quando se encerra a segunda fase da Unicamp.

As universidades estão no lixo   (Folha de S.Paulo – Editorial – 14/05/15)

O portão do campus da Urca está fechado “por questão de segurança”, informa cartaz na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No restaurante da Universidade Federal Fluminense (UFF), a suspensão das atividades foi anunciada “para preservar as condições sanitárias”. Pelos campi, sacos de lixo se espalham pelos corredores, e os banheiros estão em porca miséria. Focos de dengue se multiplicam. Alunos trocam cadernos por vassouras. Professores revezam-se na portaria.  A clínica de odontologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro deixou de atender 3.000. A Uerj não tem limpeza nem segurança porque não paga fornecedores em razão da contenção de verbas do governo Pezão.  Milhares de alunos de universidades públicas tiveram as aulas suspensas. A crise universitária é nacional, mas os acontecimentos do Rio descambam para a irresponsabilidade.  O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou “estranhar muito” a situação da UFRJ, que já teria recebido R$ 81 milhões no ano. A reitoria divulgou que “metade do orçamento anual de custeio corresponde ao pagamento de serviços terceirizados”. O reitor recém-eleito, Roberto Leher, disse que, entre 2007 e 2014, o número de alunos aumentou 55%, mas a verba de custeio caiu à metade. Em 2011, R$ 230 milhões pagavam manutenção e 870 terceirizados. Hoje, são R$ 301 milhões para 5.000. Prevê: as federais não passarão de setembro.  Corte de orçamento e gestão ineficiente são irmãos siameses. O problema é o modelo de ensino, de pesquisa, de financiamento e de lógica de gastos. O Brasil conheceu a universidade com 200 anos de atraso em relação a seus vizinhos. O educador Anísio Teixeira (1900-1971) escreveu em 1969: “A história da ideia de universidade no Brasil revela uma singular resistência do país em aceitá-la”. No século do conhecimento e da inovação, o Brasil mudou de escala. Optou por jogar as universidades no lixo.

Desafios para um novo rumo na educação  (Folha de S.Paulo – Opinião – 14/05/15)

Vivemos no Brasil uma crise política que é também de valores e se irradia para os setores da economia, do meio ambiente e da educação.  O maior envolvimento da população na eleição do ano passado revela que a sociedade está consciente de que a responsabilidade pelos rumos do país não é só do governo, é papel de todos. O acirramento da postura do “nós contra eles” –tão cara ao PT–, no entanto, não tem nos levado a sair da crise. Na educação, tal situação acarreta mais na defesa de posições do que nos interesses do país. Isso se expressa nos resultados dos últimos anos em avaliações nacionais e internacionais, que indicam que a educação não só não avançou na velocidade esperada, como em alguns momentos regrediu. Políticas que deram certo em 2010 precisam ser ajustadas ou reformuladas. O Brasil tem um Plano Nacional de Educação (PNE) para os próximos dez anos, fruto de uma ampla participação social e que oferece um mapa dos principais problemas. Os eixos do PNE, como a defesa do direito de aprender e a busca da qualidade na educação, são fundamentais. É preciso, porém, que as políticas educacionais incluam metas específicas que induzam a educação e a escola a responder aos novos desafios do século 21. Trata-se de fazer esses dois movimentos simultaneamente para que o país possa avançar na direção de um desenvolvimento contemporâneo contextualizado no processo de globalização. Encarar esse desafio é ir além do campo estrito da educação e discutir as concepções contemporâneas de Estado e de sociedade civil. No caso brasileiro, é necessário entender as análises das diferentes organizações públicas e privadas sobre esse tema e, principalmente, dar ouvido aos movimentos das ruas de junho de 2013 e os deste ano. Marina Silva diz que precisamos avançar em relação aos paradigmas de um Estado provedor –ou Estado mínimo– para um Estado mobilizador, capaz de acionar uma participação plural e permanente. No campo da educação essa reflexão implica primeiramente mobilizar os diferentes atores da sociedade em torno do que se entende e do que se busca de fato com a visão de “pátria educadora”. Um bom começo poderia ser a transição de um modelo centralizado em formas competitivas para formas mais colaborativas, como ocorre em iniciativas das políticas educacionais do Ceará e em projetos de formação e mobilização da região da Chapada Diamantina (BA).  Um segundo passo se refere à descentralização de poder e de recursos do Ministério da Educação, que submete Estados e municípios a uma lógica única e centralizadora. Fortalecer municípios e agentes locais é importante para aumentar a aproximação entre as políticas públicas. Capacitar os agentes públicos para que possam assumir essas novas responsabilidades de forma competente, transparente e responsável é o terceiro passo na nova relação entre Estado e sociedade. Uma “pátria educadora” é responsabilidade de toda sociedade, e não apenas de um governo. Por isso, foi motivo de espanto a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) ter apresentado, em entrevista ao jornal “O Globo”, plano que busca dar concretude ao slogan. Para nós, educadores, esse plano deveria ser prerrogativa do Ministério da Educação que poderia se articular com outros ministérios, mas essa posição da SAE, além de não levar em conta o Plano Nacional de Educação e outros programas em andamento, contribui para fragmentação e dispersão de esforços necessários para o salto de qualidade para a educação brasileira. MARIA ALICE SETUBAL, a Neca, doutora em psicologia da educação pela PUC-SP, é presidente dos conselhos do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e da Fundação Tide Setubal. Foi assessora de Marina Silva, candidata à Presidência da República pelo PSB na eleição de 2014.


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Aluno paraibano tira 600 na redação do Enem mesmo após brincadeira   (Globo.Com – G1 Vestibular – 14/05/15)

Com a divulgação do espelho da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014, o estudante paraibano Francinaldo Guedes Pereira, de 16 anos, teve acesso a detalhes da correção da prova. O adolescente tirou 600 pontos na redação mesmo após ter escrito na prova uma brincadeira sobre a data do aniversário dele. Para Francinaldo, a nota que lhe foi atribuída não foi justa com outros candidatos que se dedicaram mais que ele. “Esse tipo de propaganda no Brasil é permitido, são proibidos em alguns países porque a propaganda infantil é vista como atração de crianças a despertarem um querer pelo produto proposto. Que tem essa finalidade porque é meu niver”, escreveu o rapaz no texto, brincando com a data do aniversário dele, que foi no mesmo dia da prova. Francinaldo teve cada uma das cinco competências que são avaliadas no Enem pontuadas com a mesma nota: 120 pontos, o que corresponde a 60% da nota máxima de 200 pontos. Porém, a redação dele deveria ter sido anulada, uma vez que no edital do exame consta que a redação “que apresente parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto” será considerada nula.

PIB do Brasil pode crescer ‘7 vezes’ com educação para todos, diz OCDE   (Globo.com – G1 Vestibular – 13/05/15)

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgará nos próximos dias um dos mais completos rankings globais de qualidade de educação. Nele, o Brasil aparece apenas em 66º lugar entre 76 países estudados. No entanto, a organização vê um grande potencial de crescimento econômico no país se este proporcionar educação básica universal para todos os adolescentes de 15 anos. Em outras palavras, a OCDE estima que um cenário em que todos os adolescentes de 15 anos estejam estudando e alcançando um nível básico de educação pode ajudar o PIB do país a crescer mais de sete vezes nas próximas décadas. A análise se baseia na pontuação de alunos de 15 anos em testes de matemática e ciências. E configura o mapa mais completo dos padrões de educação em todo o mundo. Países asiáticos dominaram as primeiras posições do ranking: no topo da lista está Cingapura, seguida por Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Taiwan. Os resultados do relatório, parcialmente obtidos pela BBC, serão apresentados no Fórum Mundial de Educação, na Coreia do Sul, na semana que vem.


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Medicina da Unicamp cria projeto para ensinar empatia e compaixão a alunos   (UOL – Vestibular – 14/05/15)

No início do curso, Rafael Gomes queria ser como Hunter “Patch” Adams, médico americano cuja história virou filme, conhecido por seu estilo baseado no afeto e na proximidade com os pacientes. Com o tempo, viu que o mais provável seria virar um dr. House, personagem do seriado homônimo que sabe tudo de medicina, mas quer distância de gente. “Na faculdade, nossa visão poética é destruída. Aprendemos que ser bom médico é saber resolver problemas”, diz Gomes, 31, formado no ano passado pela Unicamp. Ele não se considera um dr. House e atribui parte disso a um projeto do qual participou no último ano. Coordenado pelo professor Marco Antonio de Carvalho Filho, o projeto surgiu da percepção de que os alunos do último ano não estavam à vontade com seus pacientes. “A faculdade dá conhecimento técnico, mas não ensina a ser médico, a lidar com pessoas, a essência da profissão”, diz Carvalho Filho. Para ensinar empatia e compaixão a futuros médicos, há debates sobre ética e simulação de consultas com atores, de forma a treinar habilidades de comunicação.  “O pensamento comum é de que é preciso se afastar do paciente para ter boa conduta. Vou contra essa corrente.” Segundo o professor, os alunos entram em contato com a morte e ninguém conversa sobre isso no curso. “Muitos acham que a solução para não sofrer é se afastar.” Antes de participar das simulações, o recém-formado José Antonio Nadal, 26, tinha medo de ser aquele que dá a pior notícia da vida a alguém.

Ensino da medicina tem que se adaptar ao exercício da profissão  (UOL – Vestibular – 14/05/15)

No atual contexto do ensino superior médico no país, as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) apontam para uma formação orientada às necessidades da sociedade e à integralidade do cuidado à saúde. Também orientam o uso de metodologias ativas de ensino e a contextualização da formação no Sistema Único de Saúde (SUS).

Há uma divergência das práticas tradicionais, ainda hegemônicas, e essa mudança indica um diálogo tardio, mas nascente, entre os Ministérios da Saúde e da Educação. A sociedade deve ficar atenta para que essa articulação seja aprofundada e seus frutos, colhidos.

Como, historicamente, os modelos de formação respondem a um determinado modelo de atenção à saúde e vice-versa, as mudanças precisam ocorrer nas duas pontas. Na atenção à saúde, temos que enfrentar as insuficiências dos modelos fragmentados, centrados na hospitalização e na dimensão biológica do processo saúde-doença.



Negros representam 28,9% dos alunos da pós-graduação   (IG – Educação – 13/05/15)

O número de estudantes negros (soma de pretos e pardos) no mestrado e no doutorado mais que duplicou de 2001 a 2013, passando de 48,5 mil para 112 mil, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).  Considerando apenas os estudantes pretos, o número passou de 6 mil para 18,8 mil, um aumento de mais de três vezes. Embora representem a maior parte da população (52,9%), os estudantes negros representam apenas 28,9% do total de pós-graduandos.  O número de estudantes brancos nessa etapa de ensino também aumentou nos últimos 12 anos, passando de 218,8 mil para 270,6 mil. “A comunidade negra tem cada vez mais mestres e doutores formados. Tem mais pessoas habilitadas a fazer pesquisa, a liderar pesquisa. Mas a universidade, a academia, ainda é controlada pelos interesses dos brancos”, analisa a coordenadora da organização não governamental (ONG) Criola, doutora em Comunicação e Cultura, Jurema Werneck. “A verdade é que cresce a formação de pesquisadores, mas a condição deles participarem, de produzirem pesquisas ainda é bastante limitada”, acrescenta. Levantamento divulgado este ano pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) mostra que das 91.103 bolsas de formação e pesquisa do instituto em janeiro de 2015, 26% eram destinadas a estudantes negros, enquanto 58% eram para brancos. O percentual de indígenas não atinge 1%. Cerca de 11% dos bolsistas não declararam raça.