14/07/2015 / Em: Clipping

 

O desafio da universidade pública   (O Estado de S.Paulo – Opinião – 14/07/15)

Ao assumir a reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o professor Roberto Leher reclamou do corte das verbas orçamentárias previstas para 2015, por causa do ajuste fiscal imposto pelo Ministério da Fazenda. O reitor também acusou o governo federal de reduzir investimentos no ensino superior público para financiar matrículas e bolsas das instituições privadas, por meio do ProUni e do Fies. Nas entrevistas que concedeu, Leher afirmou que, com o orçamento de que dispõe, não terá como arcar com as dívidas acumuladas, concluir obras em andamento e pagar serviços terceirizados, como limpeza, portaria, segurança e manutenção de laboratórios. “A Universidade não sobreviverá com os cortes”, afirmou, depois de lembrar que as universidades federais acertaram com o MEC a expansão de suas atividades e a criação de novas unidades, não tendo, porém, recebido maior contrapartida financeira pelo esforço. A situação de penúria não é exclusiva da UFRJ. Das 64 universidades federais, 38 encontram-se em greve, pressionando o ministro da Educação a reivindicar a reposição das verbas orçamentárias cortadas pelo governo. Por trás desse problema, na realidade, está a discussão sobre o modelo de financiamento da universidade pública no País. Ela foi suscitada em seminário promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Banco Mundial e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, para debater o impacto da inovação tecnológica no aumento da produtividade da economia brasileira.



Estudo revela que brasileiros confiam mais em cientista do que em médico   (Globo.Com – G1 Vestibular – 13/07/15)

Um estudo divulgado na manhã desta segunda-feira (13) na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em São Carlos (SP), revelou que, apesar de manter pouco contato com a ciência, o brasileiro tem uma visão positiva sobre a área e confia mais nos pesquisadores do que nos médicos. Em um índice de – 1 a 1, os pesquisadores ficaram com 0,89, contra 0,74 de jornalistas, 0,7 de médicos, 0,53 de religiosos e – 0,96 de políticos. De acordo com o levantamento, 73% das pessoas acreditam que a ciência e a tecnologia trazem mais benefícios do que malefícios para a humanidade e, para 50% dos entrevistados, cientistas são “pessoas inteligentes que fazem coisas úteis à humanidade”. A pesquisa, intitulada Percepção Pública da C&T no Brasil 2015, foi apresentada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo (PC do B), e foi realizada entre dezembro de 2014 e março de 2015 com 1.962 entrevistados com mais de 16 anos em todas as regiões do país. “A pesquisa tem por objetivo avaliar a percepção da ciência, da tecnologia e da inovação por parte da população”, explicou Rebelo.


 
Quase metade dos jovens paga a própria faculdade, aponta pesquisa   (UOL – Educação – 13/07/15)

Segundo uma pesquisa realizada pelo Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios), quase metade dos jovens paga a própria faculdade. Participaram do estudo 12.989 estudantes entre 15 e 26 anos. “Quando os pais não possuem estrutura para sustentar o universitário, ele acaba indo o quanto antes atrás de uma oportunidade no mercado de trabalho”, acredita Skarlett Oliveira, analista de treinamento do Nube. Cerca de 48% dos participantes afirmaram pagar as próprias contas do ensino superior. O segundo item mais citado no estudo foi “tenho bolsa integral”, com cerca de 21,5%. As opções “meus pais” e “tenho bolsa parcial” aparecem logo em seguida, com 16,31% e 7,59%, respectivamente. “Muitos pais, quando possuem melhores condições, ajudam seus filhos pagando o valor total, ou, se ele já estiver inserido em uma empresa, oferecem saldar a metade, por exemplo”, avalia a especialista. “Essa é uma forma de estimulá-los, além de tentar impor responsabilidade sobre o seu dinheiro”, conclui. Apenas 6,33% dos ouvidos estudam em universidade pública.