14/09/2017 / Em: Clipping

 

USP é a primeira latino-americana na lista THE World University Ranking (Portal do Governo SP – Notícias – 14/09/2017)

Unicamp é a segunda brasileira melhor posicionada no ranking; 21 universidades nacionais estão na lista

A Universidade de São Paulo (USP) é a latino-americana melhor colocada no World University Ranking 2017-2018. A lista das melhores foi divulgada no dia 5 de setembro, pela consultoria britânica Times Higher Education (THE). No topo estão as universidades britânicas, de Oxford e Cambridge, primeiro e segundo lugar respectivamente. Das dez primeiras posições, seis são norte-americanas, três são britânicas e uma é suíça. No mesmo grupo do ano passado, entre as posições 251-300, a USP se iguala a instituições como a Universidade do Estado da Carolina do Norte (EUA), a Universidade de Surrey (Reino Unido) e o Instituto de Tecnologia de Tóquio (Japão). Ao todo 21 universidades brasileiras constam na lista. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é a segunda brasileira melhor posicionada, no grupo entre 401-500. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) é a terceira, no grupo entre 501-600. Nesta 14ª edição o ranking classificou as mil melhores instituições de ensino superior de 77 países. A avaliação levou em conta 13 indicadores, agrupados em cinco categorias: ambiente de ensino, inovação, internacionalização, pesquisa (volume, investimento e reputação) e citações (influência da pesquisa). A novidade na edição deste ano é que livros e capítulos de livros passaram a ser considerados na análise. A inovação significa melhor representatividade da pesquisa desenvolvida nas áreas de Artes e Humanidades. Os rankings mundiais de universidades elaborados pela Times Higher Education estão entre os mais respeitados. Além da classificação no World University Ranking a USP também foi a única universidade da América Latina a figurar entre as 100 instituições com maior reputação acadêmica do mundo, segundo a vertente THE World Reputation Ranking, divulgada no dia 14 de junho. Em outra vertente, o THE Latin America Universities, que leva em conta as especificidades e as características das instituições da região, divulgado no dia 20 de julho, USP e Unicamp lideraram a lista.

 


 

Educação disponibiliza aula sobre Enem para estudantes da rede estadual (G1 – Bauru e Marília – 14/09/2017)

Transmissão online será a partir das 14h com aulas de química, matemática e redação.

Os cerca de 1 milhão de alunos do ensino médio da rede estadual de ensino de São Paulo que vão fazer o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terão nesta quinta-feira (14) a oportunidade de assistir pela internet a um “aulão” para atualizar seus conhecimentos nas disciplinas de química, matemática e redação. O evento será aberto a partir das 14h e poderá ser acessado no link do Aulão. Para assistir ao vídeo não é preciso fazer inscrição prévia. Outras informações podem ser acessadas na pagina do Enem no G1. A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria Estadual de Educação e uma empresa de internet. O “aulão” contará com três horas e meia de conteúdo das três disciplinas e também uma parte dedicada a dicas para o Enem, cujas provas estão marcadas para os dias 5 e 12 de novembro. O conteúdo será transmitido do auditório da EFAP (Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores) com a presença de estudantes de três escolas estaduais da capital. Professores do projeto QG do Enem são os convidados para conduzir o encontro.

 


 

Vestibular da Unicamp bate recorde de inscritos (Jornal Metro – Foco – 13/09/2017)

O vestibular 2018 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) recebeu um número recorde de candidatos. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares) foram 83.779 inscritos – cerca de 10 mil a mais que o do ano passado, quando a universidade registrou 73.498 inscrições para o exame de seleção, o equivalente a 14% de aumento. O recorde no número de inscritos era do vestibular do ano passado, quando foram  77.768 candidatos. De acordo com a Comvest, o aumento está relacionado com a ampliação das provas para quatro novas cidades (Belo Horizonte, Fortaleza, Indaiatuba e Valinhos), além do crescimento do número de candidatos isentos do pagamento da taxa de inscrição registrado esse ano, que também foi recorde (8.650 inscritos isentos).

Inclusão

O percentual de candidatos provenientes de escolas da rede pública é de 30,7%, contra 30,2% no ano passado. Já o índice de candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, segundo classificação do IBGE, passou de 20,3% no ano passado, para 22,4% agora. As três carreiras mais concorridas são Medicina, com 279 candidatos por vaga; Arquitetura e Urbanismo (97,6) e Ciências Biológicas Integral (51,7). Os candidatos disputarão 3.340 vagas distribuídas em 70 cursos de graduação.

 


Inep muda horários de aplicação do Encceja (Isto É – Geral – 13/09/2017)

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) adiou em uma hora o horário de aplicação do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que será realizado no dia 22 de outubro. Segundo o Inep, a mudança tem como objetivo garantir que todos os candidatos possam acessar os locais de prova com mais comodidade e segurança. As provas serão realizadas durante todo o dia. Pela manhã, os portões serão abertos às 8h (horário oficial de Brasília) e fechados às 8h45. A aplicação das provas será das 9h às 13h. No turno vespertino, os portões ficarão abertos das 14h30 às 15h15, e as provas feitas das 15h30 às 20h30. A retificação no edital foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (13). O Inep explicou que a aplicação da prova será durante o Horário Brasileiro de Verão, que estará vigente nos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Por isso, há casos de cidades que estarão com três horas de diferença do horário de Brasília, como em municípios da Região Norte. O Encceja Nacional 2017 será aplicado para 1.573.862 pessoas em 564 municípios. O exame é direcionado a jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de concluir estudos em idade própria. É necessário ter, no mínimo, 15 anos de idade para quem busca a certificação do ensino fundamental e 18 anos para a do ensino médio.

 


Como é dividida a prova do Enem 2017? Entenda melhor (Via Carreira – Enem – 13/09/2017)

O Enem 2017 será aplicado em dois domingos. A prova de redação será no primeiro dia.

Descubra como é dividida a prova do Enem 2017, considerando as mudanças adotadas pelo Ministério da Educação neste ano. Conhecendo o formato do exame, você tem condições de se preparar melhor e tirar uma boa nota. Confira! O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se destaca como uma das provas mais esperadas do ano. Ele é responsável por facilitar o ingresso dos estudantes brasileiros nas universidades públicas e particulares. A edição 2017 recebeu 7,6 milhões de inscrições. Todo estudante deve saber como é dividida a prova do Enem 2017. Os estudantes, interessados em ingressar no ensino superior no próximo ano, precisam entender o novo Enem. Em março deste ano, o MEC anunciou uma série de mudanças na avaliação, que tem impacto inclusive na ordem de aplicação das provas. Assim como aconteceu nos anos anteriores, o Enem está sendo elaborado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), um órgão que possui vínculo com o Ministério da Educação.

Como é dividida a prova do Enem 2017?

Entre 1998 e 2008, o Enem era uma prova um pouco diferente da atual. O seu conteúdo era composto por apenas 63 questões objetivas de múltipla escolha. Durante esse período, a principal finalidade da avaliação era medir a qualidade do ensino médio brasileiro. A partir de 2009, no entanto, o exame se tornou mais extenso e se tornou decisivo para ingressar na faculdade. Em 2009, o Enem adotou o formato que mantém até hoje, ou seja, 180 questões objetivas de múltipla escolha, que abrangem quatro áreas do conhecimento e uma proposta de redação. O exame é aplicado em dois dias. O conteúdo programático da prova não foi alterado para a edição de 2017. O exame continua cobrando os conhecimentos relacionados às disciplinas do Ensino Médio e mantém o número de questões. O que mudou no Enem 2017 é a ordem das provas. Ao invés de ser aplicado em um único final de semana, o exame acontecerá em dois domingos seguidos (5 e 12 de novembro). Outra mudança é que a prova de redação passou para o primeiro dia.

Veja a seguir como é dividida a prova do Enem 2017:

1º dia de prova: 5 de novembro

No primeiro domingo, dia 5, os estudantes terão que resolver 45 questões sobre Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, uma área que abrange Língua Portuguesa, Artes, Educação Física e Língua Estrangeira. Eles também terão que responder 45 perguntas sobre Ciências Humanas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia) e produzir uma redação dissertativa-argumentativa. O primeiro dia de prova terá um total de 90 questões e uma prova de redação. Os participantes terão 5h30 para fazer o exame.

2º dia de prova: 12 de novembro

No segundo domingo, dia 12, os estudantes terão que resolver 45 questões de Matemática e suas Tecnologias e outras 45 de Ciências da Natureza (Química, Física e Biologia). A prova terá 4h30 de duração. O MEC resolveu alterar a ordem de aplicação das provas após fazer uma consulta pública e descobrir que os estudantes achavam o exame muito cansativo. Apesar dessa mudança, o exame mantém a proposta de interdisciplinaridade, ou seja, os conhecimentos das disciplinas se misturam nas questões e também abordam temas de atualidade, capazes de fazer o participante refletir sobre o mundo.

 


Integrar história da ciência nas escolas pode revolucionar ensino (Jornal da USP – Ciências – 13/09/2017)

Para historiadora, abordagem auxilia compreensão pelos alunos de aspectos que são trabalhados fora das humanidades

Uma tese de doutorado defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP argumenta que o ensino da história da ciência pode ser fundamental para estudantes compreenderem e relacionarem aspectos essenciais, que usualmente são trabalhados apenas nas aulas de ciências da natureza e matemática. Para a pesquisadora Gisela Tolaine Massetto de Aquino, membro do Grupo de Estudos do Progresso da Tecnologia e Ciência (Geptec) da FFLCH, a história da ciência está deslocada do resto do ensino da história, em especial, nos ensinos fundamental e médio. Ao postular seu resgate não apenas pela disciplina de humanas, mas em conjunto com outras matérias, Gisela aponta que a ideia simples ainda encontra rejeição no dia a dia das escolas. “É muito fácil encontrar momentos no currículo em que essas disciplinas se aproximam”, destaca ela. Partindo da premissa de que toda a contextualização da ciência deva ser realizada nas aulas de história, pelo professor da disciplina em questão, Gisela baseou-se em uma visão inserida na gênese dos estudos sobre história da ciência e tecnologia. Para realizar sua análise, a historiadora fez uma comparação entre o pensamento de dois epistemólogos fundamentais para a educação e para a história da ciência: Thomas Kuhn e Jean Piaget.

De escola em escola

Da teoria à prática, Gisela, que sempre foi professora, sedimentou sua tese tentando aplicar em sala de aula o conjunto de pressupostos teóricos que estudou em Kuhn e Piaget. Em um conceituado colégio particular da capital paulista, a historiadora procurou aplicar o ensino da história da ciência entre diferentes disciplinas. Programando exercícios que contextualizariam, por exemplo, o ensino da teoria da evolução das espécies com o contexto histórico em que Charles Darwin publicou sua obra maior, Gisela iniciou seus trabalhos. Na escola na qual trabalha, a professora encontrou as primeiras barreiras ao tentar dar novos rumos à uma programação didática estabelecida na separação rígida de disciplinas. “Tinha muitos colegas que eu julgava que teriam prazer em fazer uma atividade interdisciplinar, mas consegui apoio de alguns e não de todos”, conta ela ao destacar que foi durante a fase prática de seu doutorado que ficou clara a ideia velada entre professores de que “as matérias de humanas são menos importantes que as de exatas”. Em seguida, tentando localizar exemplos positivos do ensino de história da ciência em diferentes escolas, Gisela constatou que, mesmo em escolas com visão “mais humanizada”, era dada pouca atenção para a área interdisciplinar. “Numa instituição particular que analisei, observei um trabalho feito sobre história da ciência, mas que não conversava com as humanidades”, relembra. Em outra escola, considerada por educadores como “muito tradicional”, Gisela logo notou que, apesar da falta de abertura para o intercâmbio entre matérias, um professor de história se esforçava para ampliar horizontes por meio do ensino da história da ciência. Ao final de suas observações e exercícios empíricos, a professora comprovou a ausência de políticas formalizadas para a implantação do ensino de história da ciência entre diferentes disciplinas. Admitindo que, embora seu escopo tenha sido pequeno e bastante localizado, as conclusões a que chegou reproduzem em parte uma visão sobre o ensino no Brasil.

Professores interdisciplinares

De volta à teoria, Gisela argumenta que o ensino de história da ciência de forma integrada evitaria “a perpetuação da ideia de que a produção de ciência seja considerada algo sagrado e inviolável, bem como o próprio cientista que é tratado como um ser de sabedoria incontestável”. Ao contrário, sua ideia é que esse tipo de ensino integrado forme nos alunos uma nova visão da ciência, que esteja sujeita a críticas e a reformulações, assim como a própria prática pedagógica. “Eu gosto de trabalhar junto com outros professores porque eu quero que meu aluno entenda que o conhecimento não é fragmentado”, explica ela, ao relembrar que, na sua opinião, para muitos educadores tradicionais essa não é a norma. Ao final do doutorado, Gisela defende que esse formato de organização pode vir a auxiliar o estudante brasileiro  a construir o que chamou de “uma nova ordenação de pensamento”. Durante sua pesquisa, a professora viu o governo brasileiro implementar de forma súbita uma outra proposta para o ensino médio. Apesar de ter lido e analisado as novas bases curriculares, ela acredita que o caráter urgente com o qual a reforma foi introduzida possivelmente não vai permitir que ideias como o ensino interdisciplinar entrem em prática efetivamente. Ainda assim, para ela, o ensino da história da ciência pode ser a solução para uma série de metas que o novo programa quer alcançar. “Existe a possibilidade de se pensar a história da ciência como uma saída para resolvermos a superficialização do ensino”, diz ela, ao pontuar que a interação entre as matérias seria o segredo de uma nova prática educacional. Para a pesquisadora, parte da chave do sucesso está com os próprios professores. “A ideia é tentar formar uma geração interdisciplinar para que professores, como os de matemática, entendam que história é importante e quanto mais cedo eles transmitirem isso para os alunos, melhor eles serão informados e terão mais facilidade para entender conceitos”, finaliza.