15/01/2009 / Em: Clipping

 

Vestibulandos avaliam terceiro dia da segunda fase da Unicamp como “tranquilo”  (UOL – Vestibuol – 13/01/09)

Os vestibulandos ouvidos pelo UOL Vestibular consideraram o terceiro dia de provas da segunda fase da Unicamp como o mais tranquilo dessa etapa até o momento. Eles afirmaram que a prova de física, apesar de exigir muitos cálculos, não conteve nenhuma questão com elevado grau de dificuldade. Já na prova de geografia, segundo os estudantes, pesou o conhecimento de geopolítica e conceitos específicos de geografia física. Para a candidata ao curso de medicina Isis Fionello as provas desta terça-feira (13) foram “tranquilas”. Segundo a estudante, os cálculos exigidos pela prova de física não foram complexos. “E eles deram as fórmulas mais complicadas”, contou. Segundo Isis, apesar de ter cobrado assuntos diversos – como conceitos de solstício e equinócio, latitude e longitude, Amazônia, diferenças climáticas e vegetação no Brasil -, a prova de geografia “não tinha perguntas muito complicadas. Acho que me dei bem sim”, disse. A candidata a economia Renata Rodrigues concordou com Isis. “Achei a prova de física mais fácil do que as dos anos anteriores. Eles deram a maioria das fórmulas e as que a gente precisava saber eram muito básicas”, comentou. Renata também gostou da prova de geografia. “Os assuntos foram bem distribuídos entre geografia física e humana. Eles cobraram muita geopolítica e definições básicas de geografia física. As questões não estavam difíceis, no geral. Hoje foi o dia mais tranquilo da segunda fase, com certeza”, afirmou.
Ricardo Prado Fróes, candidato ao curso de arquitetura, também saiu confiante dos exames da Unicamp hoje. “Estava com receio da prova de física, mas acredito que me saí bem”, contou.  O estudante também acredita no seu bom desempenho na prova de geografia. “Só tinha uma ou duas questões mais complicadas; no geral, a prova foi muito tranquila. Hoje, inclusive, o tempo foi mutio mais adequado do que ontem e anteontem. Hoje, deu pra revisar a prova inteira sem precisar correr”, sublinhou.

 

Para professores, Unicamp trouxe geografia “difícil” e física “mais simples que o habitual”  (UOL – Vestibular – 13/01/09)

A penúltima prova do vestibular 2008-2009 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) trouxe, nesta terça-feira (13), questões de geografia “difíceis” e exercícios de física “mais simples que o habitual”, na avaliação de professores de cursinho. “Mesmo quem tenta carreiras de humanas, que costuma ter maior familiaridade com o tema, deve ter encontrado dificuldades em geografia”, disse o professor do cursinho do Anglo, Reinaldo Scalzaretto, coordenador de geografia Anglo. O professor da disciplina no Cursinho da Poli, Rui Calaresi, destaca as questões 15 e 16 como as mais difíceis da prova. “Uma trazia um gráfico que não é tão familiar dos alunos e exigia uma associação mental que não é tão óbvia. A outra pedia um repertório de geopolítica considerável”, disse. Para a professora do curso Objetivo, Vera Lúcia Antunes, a sensação de dificuldade se deve ao fato de “a prova exigir conteúdo”. “Não era só interpretar textos. Pedia conhecimento. Daí, ou você sabe, ou não”, disse.

“É uma prova que valoriza o trabalho do professor e do aluno”, contou.

Física

A fama de “assustadora” que os exames de física costumam ter não se concretizou na prova de hoje. “Esse ano, a prova não ‘botou terror'”, brincou Ronaldo Moura de Sá, do Anglo. “Não foi facinho, mas foi mais simples que o habitual”, disse. “Vai ganhar quem errar menos”, completou.O colega do curso Objetivo, Ronaldo Fogo, concorda com a avaliação. “Muita gente consegueria resolver a prova inteira, não fosse o tempo curto”, disse. 

 

Crescem abstenções na Unicamp; mais 1,2 mil faltam às provas nesta terça-feira  (UOL – Vestibular – 13/01/09)

O número de abstenções nesta terça-feira (13), terceiro dia da segunda etapa do vestibular 2009 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) foi de 7,13%, o que representa 1.204 candidatos. A informação foi fornecida pela assessoria de imprensa da instituição. Ao todo, 16.885 foram convocados para a segunda fase do concurso, mas hoje, apenas 15.681 estiveram presentes. O número é crescente em relação ao de ontem, que ficou em 1.146 candidatos (ou 6,79% dos aprovados para a 2ª fase). No domingo (11), o número de faltosos foi de 1.062 candidatos, 6,29% do total de convocados. Para a comissão de vestibular, “o número de faltosos deste ano se manteve dentro da normalidade”. No ano passado, o terceiro dia de exames da 2ª fase teve um percentual ligeiramente maior, com 8,33% de ausências.

Comparando

Em números absolutos, a cidade de São Paulo continua com o maior número de abstenções: 378 não fizeram a prova nesta terça, o que representa 8,67% dos inscritos. Ontem, 358 não fizeram a prova, ou seja, 8,21% dos inscritos. No domingo (11), 321 ou 7,36% dos incritos faltaram aos exames na cidade.  Curitiba também continua na liderança de faltosos em números relativos, com os mesmos 25,61% de abstenções registrados ontem e no domingo, o que representa 21 inscritos. Na cidade, 61 realizaram o exame da 2ª fase da Unicamp. Em Campinas, cidade sede da universidade, o número de candidatos ausentes também aumentou um pouco nesta terça-feira, passando para 313 ausentes ou 6,66% dos convocados. Ontem, o percentual de faltas estava em 6,42% ou 302 candidatos. No domingo, o local registrou 6,2%, o que significou 283 faltas.


Prova de física foi mais fácil que geografia, dizem alunos  (Terra – Vestibular – 13/01/09)

O terceiro dia de provas da segunda fase do vestibular 2009 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo,  nvolveu nesta terça-feira as disciplinas de física e geografia. Na opinião de alguns candidatos presentes no Ciclo Básico, as questões de física estavam mais fáceis do que as de geografia.

“Não encontrei muitas dificuldades na prova de física, mas teve questões com conteúdos que ainda não vi na escola”, informou Heloísa Passos, 18 anos, que tenta ingressar no curso de Engenharia Elétrica. Para a estudante, geografia foi um pouco mais complicada, quando o esperado era uma prova mais tranqüila. A candidata Vanessa Amancio de Oliveira, 18 anos, foi de Jaú, no interior do Estado, até Campinas, para prestar o vestibular deste ano. Ela está confiante que pode conseguir uma vaga em Matemática. “Esperava algo muito mais complexo. Acho que estou quase lá, apesar de estar nervosa por ser minha primeira vez”, desabafou. Maitê Scavasin de Araújo Cintra, 18 anos, e Luís Henrique de Lima, 17, estão em busca de uma vaga em Letras e Matemática. Eles também concordaram que física foi menos difícil. “Geografia não abordou fatos atuais e falou mais de Brasil, misturando história para contextualizar”, explicou Luís Henrique. Por outro lado, Maitê não gostou dos enunciados enormes das perguntas de física. “Era preciso ler com muito cuidado para não perder a linha de raciocínio”, analisou. Fábio Leme de Godoy, 19 anos, compartilhou da mesma opinião de Maitê sobre as questões de física. “Mesmo não sendo difícil, algumas questões foram bem trabalhosas”, completou. O estudante tenta pela primeira vez na Unicamp uma vaga em Gestão de Políticas Públicas.

 

Vestibulandos da Unicamp buscam distrações antes das provas  (Terra – Vestibular – 13/01/09)

Como é mais recomendável chegar às salas de exame com uma folga de tempo até o início das provas, os candidatos a ingressar no Ensino Superior buscam distrações para evitar que os minutos aumentem a tensão durante a espera. Espalhados pelo campus, os vestibulandos da Unicamp jogaram cartas e conversaram com outros estudantes no terceiro dia do vestibular.

Ainda que muitos grupos permaneciam concentrados em leituras referentes às disciplinas instantes antes do vestibular, outros formavam rodas de conversas sobre assuntos variados que passam longe de fórmulas matemáticas, questões de físicas e personagens da história.  

O jogo de baralho foi a forma de descontração de um grupo de amigos que chegou uma hora e meia mais cedo ao Ciclo Básico, campus da Unicamp de Campinas. Com idades entre 17 a 20 anos, treineiros ou não, Renan Pires, Eduardo Assis, Michael Guarizo, Edgar Barassa e Guilherme dos Santos eram os mais animados. Sentados no chão, eles jogavam truco e nem pensavam na maratona das provas que os esperava dali a minutos.  “Agora não adianta pegar no caderno. O jeito é brincar e esperar a hora da prova”, disse Guilherme, que tenta ingressar no curso de Relações Internacionais. “Aqui tem concorrente no jogo e na carreira”, brincou Renan com o colega Eduardo, ‘inimigos’ na disputa por uma vaga nos cursos de Exatas. Ouvir música é a sugestão das irmãs Daniella e Priscilla Kakazu e da amiga das duas, Thais Cannina. “É preciso relaxar”, disse Daniela, 18 anos, candidata à Engenharia Química. Mesmo na condição de treineira, Priscilla, 17 anos, quer tirar boas notas e acha que a música ajuda a tranqüilizar. “Antes de prova a gente fica conversando sobre várias coisas, menos sobre matéria de vestibular”, conta Thais, candidata em Economia. Para Rafael Andrade e Marina Pessoa, ambos com 17 anos, antes da prova é até possível namorar. “Só não dá tempo de estudar”, disse o garoto, candidato em História. Já Marina acha que é importante é pensar em coisas boas.


Prova de geografia da Unicamp privilegia questões de relevo, dizem vestibulandos  (Globo.Com – G1 Vestibular – 13/01/09)

A segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) exigiu conhecimentos de relevo, nesta terça-feira (13). De acordo com vestibulandos ouvidos pelo G1 geopolítica foi um assunto pouco prestigiado na avaliação. Já física, na opinião dos candidatos, cobrou aplicação direta de fórmulas fornecidas. A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) registrou uma abstenção de 7,13%, número ligeiramente superior ao da segunda-feira (6,79%), mas inferior ao registrado no terceiro dia de provas no ano anterior (8,33%). Dos 16.885 aprovados para a segunda fase, 1.204 não compareceram. “Geografia cobrou muitos detalhes. A ênfase foi em geografia do Brasil, como relevo. Havia perguntas específicas, como uma sobre ‘cuestas’, que eu não sabia responder”, afirma Eduardo Geraissate, 19 anos, que busca uma vaga em música. “Não caíram muitas atualidades na prova de geografia. Caiu uma pergunta sobre carta topográfica, que questionava o tipo de escala utilizada. Achei meio estranho”, diz Letícia Amoroso, 19 anos, que disputa a entrada no curso de letras. No entanto, segundo Maurício Ackermann, 17 anos, que quer entrar em engenharia da computação, a crise dos alimentos foi tema de pergunta. “Ajudava na prova estar bem informado”, opina. Seu amigo Richard Gama, 18 anos, presta vestibular para engenharia civil e afirma que o exame de geografia não foi muito difícil. “As mais complicadas foram uma sobre os blocos econômicos na Guerra Fria e os projetos socioeconômicos no Norte do Brasil.” 

Física

De acordo com Richard, física requeria aplicação direta de fórmulas fornecidas no enunciado. “Achei que a maioria das questões estava tranquila. Acho que fui bem”, avalia. “A prova de física estava mais simples que as outras avaliações. A banca dava as fórmulas”, diz Eduardo. O LHC, o maior acelerador de partículas foi tema de perguntas. 

 

Prova de física da Unicamp foi relativamente fácil, dizem professores  (Globo.Com – G1 Vestibular – 13/01/09)

O exame de física da segunda fase da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi “relativamente fácil”, segundo afirmou um professor de cursinho. Nesta terça-feira (13), os vestibulandos fizeram, além da prova de física, a avaliação de geografia.  “Os enunciados assustam um pouco. Mas o item ‘a’ é fácil e o item ‘b’ é mediano”, diz o professor de física do Cursinho da Poli, Rogério Vogt. “Caíram questões com as quais o aluno não está acostumado, como física de partículas ou força nuclear. As fórmulas para resolver foram dadas e a prova foi relativamente fácil.”  “É difícil acontecer isso com uma prova de física: o aluno não vai reclamar. Não foi um exame trabalhoso”, concorda o professor de física do Anglo Ronaldo Moura de Sá. “Tiraram o pé do acelerador. Foi uma prova boa, porque dava as expressões e as perguntas eram simples. Não tem complicações.” Já o professor Ronaldo Fogo, do Objetivo, dicorda: Não podemos dizer que a prova foi fácil. Mas foi tranquila e não teve questão com dupla interpretação ou enunciado mal-formulado. “Para quem fosse tentar fazer as 12 perguntas, estava trabalhosa. O tempo é uma dificuldade.” 

Geografia

O exame foi exigente e abrangente, segundo os especialista. “Além de exigir bom conhecimento geográfico, a avaliação exigiu grande capacidade de síntese. O espaço de resposta é relativamente pequeno”, afirma o supervisor de geografia do Anlgo, Reinaldo Scalzaretto. “Nós avaliamos como um exame bem difícil. Apesar de bem elaborada, com textos e mapas, a prova teve uma exigência de respostas muito longas e de conhecimento aprofundado dos candidatos”, diz Rui Calaresi, professor de geografia do Cursinho da Poli. “É uma prova bem elaborada e o aluno tem de dominar o conhecimento geográfico. A prova abordou muitos assuntos da atualidade, como segurança alimentar. Mas é necessário o domínio de conceitos”, diz a coordenadora de geografia do Objetivo, Vera Lúcia da Costa Antunes.


Terceiro dia de provas Unicamp tem 7,13% de abstenção  (O Estado de S.Paulo – Vida& – 14/01/09)

As provas da segunda fase seguem até quarta-feira, 14, quando serão realizadas as provas de matemática e inglês

Dos 16.885 candidatos aprovados para a segunda fase do vestibular 2009 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) 15.681 estudantes compareceram aos locais de provas nesta terça-feira, 13, terceiro dia desta etapa. Foram aplicadas as provas de Física e Geografia. O índice de abstenção no terceiro dia da segunda fase foi de 7,13%, maior que na segunda-feira (6,79%), mas inferior ao índice de abstenção do terceiro dia de exames da segunda fase do vestibular 2008.


Prova de geografia da 2ª fase da Unicamp exigiu conhecimento de conceitos (Folha Online – Educação – 13/01/09)

A prova de geografia da segunda fase da Unicamp, aplicada nesta terça-feira, exigiu um nível de conhecimento conceitual da disciplina, segundo a professora Vera Lúcia da Costa Antunes, do colégio e cursinho Objetivo.  “Foi uma uma prova de excelente nível que exigiu realmente estudo de geografia, com conceitos. Não dava para enrolar”, afirmou Antunes.  Segundo a professora, as 12 questões da prova era de conteúdo de geografia de ensino médio e fundamental. Os candidatos não precisavam ter passado pelo cursinho.  “Quem teve bons professores fez a prova de forma tranquila. Quem aprendeu a analisar gráficos, textos, tabelas e mapas está acostumado [com o que a prova pediu]”, disse a professora. A prova tratou de questões clássicas da geografia, como vulcões, até mais modernas, como o uso do GPS (Satélite de Posicionamento Global).

 

Prova de física da Unicamp foi bem elaborada e acessível, dizem professores (Folha Online – Educação – 13/01/09)

Os mais de 15 mil vestibulandos que realizaram a prova de física da segunda fase do vestibular da Unicamp não encontraram grandes dificuldades, na opinião dos professores de cursinho ouvidos pela Folha Online nesta terça-feira –terceiro dia de testes.  Para os professores, a prova foi bem elaborada e não gerou erros de interpretação. “Foi bem acessível, ninguém vai reclamar muito não. Pelo menos 50% da prova um aluno que estudou razoavelmente faria. Dali pra frente quem estivesse melhor preparado poderia gabaritar”, disse Ronaldo Moura de Sá, do Anglo, que avaliou a prova como de nível de dificuldade médio. Segundo o professor Ronaldo Fogo, do Objetivo, o único fator que pode ter dificultado um pouco a realização do teste foi o tempo, já que as questões eram trabalhosas. “Aquele aluno que gosta de fazer a prova com calma deve ter terminado aos 45 minutos do segundo tempo”, disse Fogo. “Mas foi uma prova tranquila, sem nenhum problema de interpretação, com enunciados perfeitos, e bastante abrangente”, avaliou. O terceiro dia de provas da segunda fase do vestibular 2009 da Unicamp teve abstenção de 7,13% dos candidatos –dos 16.885 candidatos que deveriam comparecer, 1.204 não realizaram as provas. Nesta terça-feira foram aplicadas as provas de física e geografia.

 

O desafio da universidade pública brasileira (Folha de S.Paulo – Opinião – 14/01/09)

O ENSINO superior brasileiro iniciou este século com um perfil muito diferente daquele que tinha há pouco menos de 50 anos.  Naquela época, cerca de dois terços das matrículas em cursos de graduação eram de instituições públicas, e o outro terço, do ensino privado. No Censo da Educação Superior de 2006, um quarto do total de 4,7 milhões de matrículas foi do ensino público, e três quartos, de instituições privadas.  Os números desse mesmo Censo apontam também outro contraste.  No ensino público, as universidades têm 87,1% do total de 1,2 milhão de matrículas. No privado, mais da metade (58%) dos cerca de 3,5 milhões de matriculados não está em universidades, mas em centros universitários, faculdades integradas ou isoladas e centros específicos.  A universidade pública brasileira teve participação decisiva no desenvolvimento do país no século 20. Não há como desvincular esse avanço da criação da USP e da Universidade do Brasil, que hoje é a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Além da formação de quadros para o desenvolvimento econômico e social, a universidade pública brasileira passou a responder nas décadas seguintes, e com empenho crescente, a outra necessidade fundamental da sociedade contemporânea, que é a pesquisa científica e tecnológica. Seria interessante se muitos de nossos tomadores de decisão e formadores de opinião dessem alguma atenção aos indicadores internacionais na área de ciência e tecnologia (C&T). Vários desses índices são produzidos por entidades multilaterais, entre elas a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Uma constatação inevitável da leitura desses dados -inclusive para quem só enxerga cifrões- é a estreita relação entre investimentos em C&T e desempenho da economia.  Investir em C&T não é um luxo de países como Suécia (3,7% do PIB em 2006), Finlândia (3,4%), EUA (2,6%), Japão (3,2%), Alemanha (2,5%), França (2,1%) e outros. Investimentos expressivos nessa área são a opção estratégica dos que estão colhendo vitórias incontestáveis na competitividade e no comércio exterior, como Coreia do Sul (2,9%), Cingapura (2,2%) e China, que saltou de 0,6% do PIB em 1996 para 1,4% em 2004. Não é por menos que, em 2006, a União Europeia, cujos países-membros naquele ano investiram em média 1,84% do PIB em C&T, se propôs a meta de atingir o patamar de 3%. E isso se deu justamente devido a demandas do setor produtivo. A pesquisa científica e tecnológica é desenvolvida nesses países por diversos tipos de instituições, como universidades, institutos e centros especializados e também pela indústria. É nesse ponto que vale a pena ver outro ângulo da importância das universidades brasileiras. Embora o Brasil mal tenha ultrapassado recentemente o nível de 1% do PIB em C&T, nossa produção científica, que permaneceu nos anos 1980 abaixo do nível de 0,6% da produção internacional, fechou 2007 com mais que o triplo desse índice. São 2% dos trabalhos científicos de todo o mundo publicados nas chamadas revistas indexadas, aquelas de padrões e critérios mais exigentes. Desse total brasileiro, grande parte corresponde às universidades -44% somente às estaduais paulistas (Unesp, Unicamp e USP), nas quais tem importância fundamental o modelo de autonomia didático-científica e de gestão orçamentária, financeira e patrimonial. Todo esse quadro mostra a grande responsabilidade da universidade pública brasileira em relação ao desenvolvimento econômico e social do país. Não cabe a ela apenas formar pessoal para o mercado de trabalho. Sua missão se dá em três frentes indissociáveis na concepção e na prática, que são o ensino, a pesquisa e a extensão à comunidade. No afã de responder a necessidades importantes da sociedade brasileira, muitos tomadores de decisão e formadores de opinião têm demandado à universidade pública apenas a graduação. É legítima a demanda por mais vagas na educação superior, mas esta não pode ser entendida como o único propósito da universidade, que abrange também o ensino de pós-graduação, da qual depende inclusive a expansão de toda a graduação no país. As necessidades do país em inovação, competitividade, desenvolvimento econômico, conservação ambiental, diminuição de desigualdades sociais e melhoria da qualidade de vida exigem respostas e avanços da universidade pública brasileira, mas sem abandonar sua responsabilidade com o ensino, a pesquisa e a extensão. Esse é o seu maior desafio.

HERMAN JACOBUS CORNELIS VOORWALD assume hoje a função de reitor da Unesp (Universidade Estadual Paulista), onde é professor titular da Faculdade de Engenharia, campus de Guaratinguetá.


Unicamp encerra 2ª fase com inglês e matemática (Jornal Agora – Dicas – 14/01/09)

A segunda fase do vestibular 2009 da Unicamp termina hoje com as provas de matemática e de inglês. A primeira chamada será divulgada no dia 5 de fevereiro. Ontem, para os exames de física e de geografia, 7,13% dos 16.885 convocados faltaram. De acordo com a assessoria de imprensa da Comvest (comissão que organiza o vestibular), o coordenador Leandro Tessler irá anunciar mudanças para o processo seletivo 2010 hoje, após o término das provas.