15/06/2010 / Em: Clipping

 

Unicamp divulga desempenho dos participantes do simulado do novo vestibular  (UOL – Vestibular – 15/06/10)

A Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp) divulgou nesta terça-feira (15) as notas e a classificação dos participantes do simulado da prova da primeira fase do novo vestibular nacional Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), que foi realizado no dia 16 de maio, por 1.128 estudantes.  Também foi publicada a expectativa da banca corretora para as redações e alguns exemplos de textos considerados acima e abaixo da média. De acordo com um questionário preenchido por estudantes que fizeram o simulado da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), 59,7% acharam a prova de conhecimentos gerais de dificuldade moderada e 34,4% a consideraram difícil. Na redação, 48,8% consideraram a atividade “moderada” e 33,6%, difícil. Mais de mil candidatos responderam a enquete.

Simulado

A avaliação era reservada a estudantes que estão cursando o ensino médio ou que tenham se formado nos últimos dois anos e seguiu o novo formato da primeira fase, que já estará em vigor neste ano. Segundo o novo modelo, aprovado no final de 2009, o exame terá duas partes: 48 questões de múltipla escolha, que formam a parte de conhecimentos gerais, e a parte de redação, na qual os participantes serão solicitados a elaborar três textos de gêneros diversos. A duração do simulado foi de cinco horas.

O novo vestibular

Até o ano passado, a primeira fase do vestibular da Unicamp era composta de 12 questões dissertativas e uma redação, em que o candidato selecionava uma de três propostas (dissertação, narrativa ou carta) e preparava apenas um texto. A partir do vestibular 2011, o candidato será solicitado a responder 48 testes e deverá produzir três textos de gêneros diversos, todos de execução obrigatória. As questões da primeira fase serão de múltipla escolha, elaboradas com base nos conteúdos das diversas áreas do conhecimento desenvolvidas no ensino médio: matemática; ciências humanas, artes e humanidades (incluindo geografia, história e introduzindo-se filosofia, sociologia e artes à medida que estas disciplinas forem incorporadas de forma plena aos currículos do ensino médio); e ciências da natureza (incluindo ciências biológicas, física e química). Assim como no simulado, o tempo de duração da prova da primeira fase passará de quatro para cinco horas.

 

Autoexclusão é maior obstáculo em entrada de aluno carente no vestibular, diz coordenador da Unicamp  (UOL – Vestibular – 15/06/10)

Desde 2006, o número de inscritos no programa de isenção de taxa do vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) vem diminuindo. O programa começou em 2000, com 2.075 inscritos. Até 2006, o número cresceu, chegando a 11.903 interessados. Em 2007, a procura foi de 9.481; em 2008, 9.225; em 2009, 7.575; e em 2010, apenas 6.361 se inscreveram para obter o benefício. De acordo com Maurício Kleinke, coordenador de pesquisas do vestibular da universidade, esse é um processo de “autoexclusão”. “Não sabemos precisar se vem da dificuldade de locomoção, ou do Prouni (Programa Universidade para Todos), ou pelo fato de as três universidades paulistas terem processo de isenção de taxa”, pondera. O professor conta que, nos últimos anos, o número de inscritos de escolas públicas também caiu. Ele atribui essa aparente “falta de interesse” dos estudantes à falta de conhecimento dos benefícios que a universidade dá a estudantes carentes. “A gente sempre faz campanhas de divulgação mas o desconhecimento ainda é grande, nem sempre eles sabem que, depois que entram, podem ter bolsas de trabalho, alimentação, transporte, e moradia”, diz. “No fundo, a Unicamp é uma universidade de elite, com excelência acadêmica, mas também é uma universidade com todas as condições de qualquer bom aluno apresentar um bom desempenho, estando dentro. Um aluno carente terá todo o apoio para se desenvolver”, explica Kleinke. Na Unesp (Universidade Estadual Paulista), a isenção de taxa começou a ser dada em 1995, no Programa de Formação de Professores, para quem prestasse cursos de licenciatura. Depois, a universidade começou a dar isenção a candidatos carentes financeiramente e, atualmente, dá o benefício também a alunos de escolas públicas. De acordo com a diretora acadêmica da Vunesp, Tânia Cristina Arantes Macedo de Azevedo, além de oferecer isenção e redução de taxa como forma de incentivar a participação dos alunos de escola pública, a instituição desenvolveu outras ações de inclusão tais como a utilização, a partir de 2010, da proposta curricular do Estado de São Paulo, a mesma adotada na rede pública. “O resultado disso é que está crescendo o número de alunos com salários menores. Enquanto em 2000 só 3% dos matriculados tinham renda menor do que 1,9 salários mínimos, em 2010, o percentual foi para 10%”, diz.  A meta do vestibular, segundo Tânia, é que a proporção do percentual de matrículas de alunos de escolas particulares e públicas chegue à igualdade, como era no passado. “Em 2003, o percentual de alunos de escolas privadas chegou a quase 65%; conseguimos conter esse avanço e hoje a proporção de estudantes de escolas públicas voltou a crescer”, comemora a coordenadora.

Como ter isenção

Para obter a isenção de taxa, o estudante precisa se inscrever no período indicado pela instituição. O vestibulando deve ser de baixa renda e deve ter cursado o ensino médio em escola pública. Após a inscrição, os interessados devem ficar atentos à entrega da documentação comprobatória e à divulgação da lista de isentos. Após o período, o beneficiado deverá efetuar a inscrição no vestibular.

Bônus no vestibular

Além dos programas de isenção de taxa, a USP (Universidade de São Paulo) e a Unicamp oferecem também bonificação. O da USP –O Pasusp (Programa de Avaliação Seriada da USP)– é voltado a estudantes de escolas públicas e ocorre por meio de uma prova, que pode valer pontos extras na Fuvest. O Paais (Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social), da Unicamp, é voltado a alunos de escola pública e estudantes afrodescendentes ou indígenas. Para participar, é preciso indicar a opção na inscrição do vestibular.

 

Saiba em quais profissões a infraestrutura da universidade é fundamental  (UOL – Vestibular – 11/06/10)

Existem alunos que, ao ingressarem na universidade, ficam decepcionados com a infraestrutura. Às vezes, faltam livros na biblioteca, não há computador disponível para todos, os equipamentos estão quebrados, além de outros aborrecimentos que surgem no decorrer do curso. Para evitar essa frustração, o professor e coordenador de Vestibulares do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento, explica que o aluno deve conhecer pessoalmente a universidade antes de fazer a inscrição para o vestibular. “Algumas universidades, como a USP (Universidade de São Paulo) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), informam as datas de visitação em seus sites. Mas a visita não é para ver prédio, mas tirar dúvidas, conversar e assistir palestras”, afirma. Além disso, Nascimento orienta que o aluno avalie o corpo docente e discente da faculdade.

Importância da infraestrutura nas áreas

O professor explica que a infraestrutura é fundamental principalmente em profissões voltadas para as áreas biológicas e tecnológicas, já que ela promove o aprimoramento do conhecimento. No caso dos vestibulandos de medicina, é necessário analisar se há um hospital disponível. De maneira geral, nas profissões ligadas à saúde, é preciso verificar os laboratórios. Já na área de humanas, é importante ter um laboratório de informática de qualidade e bibliotecas. Mas se a infraestrutura deixar a desejar, Nascimento afirma que o aluno não será muito prejudicado, pois pode recorrer a outros meios, como bibliotecas públicas, comprar livros, entre outros. “O aluno até pode superar as falhas estudando sozinho, mas é mais difícil”, finaliza.

 

Veja como funcionam isenções de taxa dos vestibulares das estaduais de SP (UOL – Vestibular – 15/06/10)

As isenções de taxa dos vestibulares são um instrumento de incentivo aos estudantes de baixa renda para que participem dos processos seletivos de faculdades públicas. Em São Paulo, as universidades estaduais começaram a oferecer o benefício após reivindicações de entidades sociais e de particulares, como o cardeal dom Paulo Evaristo Arns, por meio de ações na Justiça, em 1998. Além das isenções oferecidas pelas instituições, a lei estadual nº 12.782, de dezembro de 2007, também dá direito a redução do valor de taxa de inscrição em concursos públicos e processos de seleção, tais como vestibulares, a estudantes que tenham renda mensal inferior a dois salários mínimos ou que estejam desempregados.

Fuvest

A USP (Universidade de São Paulo) começou a oferecer o benefício em 2000, para 5 mil candidatos. Desde 2006, são oferecidas, anualmente, 65 mil isenções por vestibular. As inscrições para o benefício se iniciam nesta segunda-feira (14). Para pedir isenção total, o estudante deve ter renda individual (no caso de ser responsável pelo próprio sustento e residir sozinho) ou familiar de no máximo R$ 663 por indivíduo pertencente ao domicílio. Para obter a redução de taxa de 50%, a renda familiar por indivíduo deve estar entre R$ 663,01 e R$ 1.275,00.

Unesp

Na Unesp (Universidade Estadual Paulista), a isenção de taxa começou a ser dada em 1995, no Programa de Formação de Professores, para quem prestasse cursos de licenciatura. Depois, a universidade começou a dar isenção a candidatos carentes financeiramente. Atualmente, a instituição também dá isenções para candidatos de cursinhos conveniados e redução de taxa para alunos de escolas públicas. Os pedidos de isenção de taxa da instituição geralmente ocorrem entre agosto e setembro. De acordo com a diretora acadêmica da Vunesp, Tânia Cristina Arantes Macedo de Azevedo, além de oferecer isenção e redução de taxa como forma de incentivar a participação dos alunos de escola pública, a instituição desenvolveu outras ações de inclusão tais como a utilização, a partir de 2010, da proposta curricular do Estado de São Paulo, a mesma adotada na rede pública. “O resultado disso é que está crescendo o número de alunos com salários menores. Enquanto em 2000 só 3% dos matriculados tinham renda menor do que 1,9 salários mínimos, em 2010, o percentual foi para 10%”, diz.

Unicamp

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) também começou a dar isenções de taxa em 2000. A ideia, segundo Maurício Kleinke, coordenador de pesquisas do vestibular da universidade, era fazer com que aumentasse a participação dos estudantes provenientes de escolas públicas. No processo seletivo, o benefício é oferecido em três módulos: para candidatos carentes e provenientes de escolas públicas, para funcionários da universidade e para candidatos de escola pública que prestarão licenciatura. Na instituição, o período para pedir isenção já está encerrado.

Como ter isenção

Para obter a isenção de taxa, o estudante precisa se inscrever no período indicado pela instituição. O vestibulando deve ser de baixa renda e deve ter cursado o ensino médio em escola pública. Após a inscrição, os interessados devem ficar atentos à entrega da documentação comprobatória e à divulgação da lista de isentos. Após o período, o beneficiado deverá efetuar a inscrição no vestibular.

Bônus no vestibular

Além dos programas de isenção de taxa, a USP e a Unicamp oferecem também bonificação. O da USP –O Pasusp (Programa de Avaliação Seriada da USP)– é voltado a estudantes de escolas públicas e ocorre por meio de uma prova, que pode valer pontos extras na Fuvest. O Paais (Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social), da Unicamp, é voltado a alunos de escola pública e estudantes afrodescendentes ou indígenas. Para participar, é preciso indicar a opção na inscrição do vestibular.