15/07/2009 / Em: Clipping

 


USP, Unesp, Unicamp e mais 60 instituições públicas vão aceitar o Enem 2009 no vestibular ( UOL – Educação – 14/07/09)

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 será aceito em pelo menos 66 vestibulares de universidades públicas de todo o país – dentre elas a USP (Universidade de São Paulo), a Unesp (Universidade Estadual Paulista) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). No caso das federais, a prova do MEC (Ministério da Educação) poderá ainda substituir completamente os exames de seleção – é o que decidiram 22 das 55 instituições do Brasil. Dos 38 institutos federais espalhados no país, 18 já confirmaram a utilização da nota do Enem 2009 para os vestibulares de cursos superiores de tecnologia e de licenciaturas. As universidades e institutos federais que aderiram totalmente ao Enem 2009 vão incluir suas vagas em um sistema elaborado pelo ministério, no qual os estudantes poderão se candidatar aos cursos oferecidos. A pasta ainda deve divulgar as datas de inscrição no sistema, mas a participação no Enem é condição obrigatória para poder concorrer. As inscrições do Enem 2009 vão até as 23h59 da próxima sexta-feira, dia 17 de julho, e só podem ser feitas pela internet. É preciso preencher o cadastro e imprimir o comprovante de inscrição e o boleto; a taxa custa R$ 35.

Veja a lista de universidades que vão adotar o Enem 2009 no vestibular (UOL – Educação – 14/07/09)

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 será aceito em pelo menos 66 vestibulares de universidades públicas de todo o país – dentre elas a USP (Universidade de São Paulo), a Unesp (Universidade Estadual Paulista) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). As universidades e institutos federais que aderiram totalmente ao Enem 2009 vão incluir suas vagas em um sistema elaborado pelo ministério, no qual os estudantes poderão se candidatar aos cursos oferecidos. A pasta ainda deve divulgar as datas de inscrição no sistema, mas a participação no Enem é condição obrigatória para poder concorrer.



Novas fronteiras na educação superior (Folha de S.Paulo – Opinião – 15/07/09)

CARLOS VOGT

O PROGRAMA Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), concebido pelo governo estadual, por meio da Secretaria de Ensino Superior (SES), para desenvolver-se e funcionar em parceria com a USP, a Unicamp e a Unesp, tem como objetivo contribuir para a expansão do ensino público superior paulista.  A estrutura consorciada da Univesp agrega ainda outras importantes instituições, como a Fundação Padre Anchieta, a Fapesp, a Fundap, a Imprensa Oficial e o Centro Paula Souza. Os cursos a serem oferecidos via Univesp têm o seu projeto acadêmico e os seus conteúdos formulados pelas universidades que os propõem, e elas são responsáveis também pelo processo de seleção para o ingresso dos estudantes, bem como pela avaliação de seu desempenho nos cursos.  À Univesp cabe garantir as condições materiais, financeiras e tecnológicas para a realização desses cursos, acompanhando, de modo integrado com a instituição parceira, a sua realização, o seu desenvolvimento e o aproveitamento dos alunos neles matriculados.  Como se trata de um programa de ensino superior que supõe o uso intensivo das tecnologias de informação e de comunicação, além das práticas e das metodologias mais tradicionais de ensino, incluindo um componente significativo de atividades presenciais, a Univesp conta com um recurso que muito contribui para a sua singularidade no cenário do ensino superior público e gratuito no Brasil: a participação da Fundação Padre Anchieta no programa, com a implantação da tecnologia digital no seu sistema de televisão, permitiu que fosse criada a Univesp-TV, com um canal aberto dedicado exclusivamente à programação da universidade virtual.  O apoio efetivo que o governo do Estado tem dado ao projeto, desde o momento em que o apresentei ao governador, quando eu ainda era presidente da Fapesp, veio se concretizando inclusive na dotação orçamentária da Secretaria de Ensino Superior para a implantação e o desenvolvimento do programa com recursos do governo e sem nenhum ônus adicional para as instituições parceiras. Estivemos, desde que fui designado secretário de Ensino Superior, em agosto de 2007, envolvidos num trabalho intenso e agradável de conversações, planos, ajustes, acertos e definições com as instituições que participam do projeto, em especial as universidades, o Centro Paula Souza e a Fundação Padre Anchieta. A virtualidade da Univesp é também, por paradoxal que seja a afirmação, o que lhe dá realidade, presença e necessidade no cenário da educação superior em São Paulo e no Brasil. Associando e integrando metodologias tradicionais e tecnologias inovadoras de ensino, a Univesp, enquanto consórcio de instituições competentes, tem, desde a sua concepção, sua estrutura e seu funcionamento, o compromisso e a obrigação da qualidade. Trata-se de uma forma de conceber a educação que amplia o tempo e o espaço de atuação das instituições de ensino superior, forma esta que vem sendo utilizada com sucesso em várias universidades de ponta em diferentes países, como é o caso da Universidade Virtual do Pays de La Loire (França), Universidade Aberta da Catalunha (Espanha), a Open University (Inglaterra) e a Universidade Virtual do Instituto Tecnológico de Monterrey (México). Organizando suas atividades presenciais por polos distribuídos em diferentes regiões do Estado, mantendo um contato constante e sistemático com seus estudantes por meio da internet -pela plataforma de aprendizagem Tidia AE, desenvolvida pela Fapesp-, da Univesp-TV, da telefonia e dos materiais didáticos impressos para a realização e o acompanhamento das atividades de ensino e a avaliação de desempenho dos alunos, a Universidade Virtual do Estado de São Paulo estende o espaço físico que abriga nossas universidades e interioriza, ampliando-o, o abrigo que essas instituições oferecem aos destinos e às destinações profissionais e humanas das populações jovens de nosso Estado e de nosso país. O jovem vai à universidade, e a universidade vai à sua juventude como possibilidade concreta no caminho de sua trajetória social, contribuindo para aumentar a oferta de vagas no ensino superior público gratuito e criando condições de maiores facilidades operacionais para o deslocamento geográfico do estudante que parte de seus interiores em busca das grandes instituições paulistas. Dessa vez, as universidades se movem até eles e, neles, buscam também o abrigo vivo para o exercício pleno de sua missão maior, que é educar e, pela educação, transformar em cultura dinâmica para a vida os processos de ensino e aprendizagem, de produção, de difusão e de divulgação do conhecimento associados à responsabilidade ética e profissional que a formação universitária deve consolidar em seus estudantes.

CARLOS VOGT, 66, poeta e linguista, é secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo. Foi reitor da Unicamp (1990 a 1994), vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e presidente da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) de 2002 a 2007.