15/09/2009 / Em: Clipping

 


Feira apresenta o mundo universitário a estudantes – (Correio Popular – Cidades – 15/09/2009)

5ª edição do Salão das Decisões terá a presença de 15 faculdades

Fernanda Nogueira de Souza
DA AGÊNCIA ANHANGUERA

Começa amanhã em Campinas a 5ª edição do Salão das Decisões, a maior feira estudantil do Interior paulista. São esperados cerca de 6 mil estudantes no evento, que terá a participação de 15 instituições de ensino, como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Paulista (Unip), a Anhembi Morumbi, a Faculdade de Jaguariúna (FAJ) e a Universidade São Francisco (USF).

Os estudantes poderão assistir a palestras sobre cursos, profissões e mercado de trabalho, participar de simulados, fazer testes vocacionais e se inscrever em vestibulares, nos estandes das faculdades, e para estágios, no Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). “Campinas e região são um polo educacional importante”, disse Luiz Antonio Guimarães, diretor-executivo da Nanquim Comunicação & Eventos, que organiza a feira.

No evento, a Unicamp falará sobre o vestibular 2010, cujas inscrições vão até o próximo dia 6. A Anhembi Morumbi irá oferecer inscrições gratuitas para o processo seletivo, além de simulados de provas. A instituição apresentará ainda a profissão de piloto comercial. Para isso, vai levar ao evento uma oficina de aviação civil e um simulador de voo. Um piloto profissional estará presente para tirar dúvidas dos participantes, falar sobre o mercado de trabalho, as características do trabalho e as possíveis áreas de atuação.

A Anhanguera levará à feira o professor de anatomia Carlos Alberto de Moraes, que falará amanhã, às 16h, sobre a atuação na saúde. Na quinta-feira, às 18h, é a vez da professora Maria Cristina Pereira, que coordena cursos de administração, logística e marketing, apresentar os cursos superiores de curta duração.

A USF divulgará seu vestibular 2010 e falará sobre os cursos oferecidos nos quatros campi — Bragança Paulista, Campinas, Itatiba e São Paulo. O visitante pode ganhar ainda uma massagem feita por alunos de fisioterapia e assistir à apresentação de um robô usado nas aulas de engenharia mecânica. Na quinta-feira, o coordenador do curso de engenharia ambiental, José Roberto Paolillo Gomes, dará palestra sobre a importância da profissão no mundo atual.

Aluna do primeiro ano do Ensino Médio na Escola Estadual (E.E.) D. João Nery, no Jardim Chapadão, região Norte de Campinas, Juliana Herrera Braga, de 15 anos, pretende ir à feira para encontrar informações sobre profissões e universidades. “Gosto de exatas, mas ainda não sei que curso quero fazer na faculdade”, disse Juliana.

A Prefeitura terá um estande com informações turísticas da cidade e irá fornecer opções de capacitação, como o programa do comércio varejista.

SAIBA MAIS



Salão das Decisões


Quando: amanhã e quinta-feira, das 9h às 19h


Onde: Espaço Guanabara, R. Oswaldo Cruz, 300, no Guanabara, região Norte de Campinas


Informações: (19) 3243-1251 e

www.salaodasdecisoes.com.br


Entrada gratuita



A ameaça do racialismo (Estadão – Opinião – 15/09/2009)

As opiniões se dividiram sobre a versão do Estatuto da Igualdade Racial aprovada na semana passada numa comissão especial da Câmara dos Deputados. O projeto, que seguirá diretamente para o Senado, sem passar pelo plenário da Casa, tramita há uma década no Congresso. Os defensores do texto original da proposta de 72 artigos, que previa a regularização de terras para remanescentes de quilombos e a criação de cotas de 20% para negros em filmes e programas de TV, entendem que a supressão desses dois pontos, mediante acordo, produziu um “Estatuto desidratado”, como disse o deputado Damião Feliciano (PDT-PB). Já o principal articulador das modificações afinal aprovadas, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), considera que “saiu o germe da racialização”. Naturalmente, tudo será sempre pouco para os que, em nome da correção de iniqüidades históricas, almejam dividir em duas a sociedade brasileira – usando como divisor o termo “raça”, que não significa rigorosamente nada do ponto de vista científico. Mas eles têm mais motivos de regozijo com o resultado a que se chegou do que aqueles que se preocupam com os efeitos perversos de iniciativas do gênero para a coesão da sociedade nacional. O germe da racialização, na realidade, ficou. “Esse Estatuto não é um ponto de chegada”, constatou o relator da matéria na comissão, Antônio Roberto (PV-MG). “É um ponto de partida.” O essencial, para os racialistas, é instituir, embora gradativamente, o princípio nefasto das cotas raciais. Pode não parecer importante, mas eles ganharam terreno enfiando no Estatuto a exigência de que as chapas partidárias para as câmaras legislativas contenham pelo menos 10% de candidatos autodeclarados negros. Enquanto isso, aguarda deliberação do Senado a proposta vinda da Câmara que reserva 50% das vagas nas universidades públicas para candidatos egressos do sistema oficial de ensino, com o estabelecimento, nessa parcela, de subcotas para alunos negros e índios, na proporção das respectivas populações em cada Estado – o que consegue tornar abstrusa uma ideia já de si reprovável. “Vamos concentrar nossas energias na aprovação da lei das cotas”, anuncia o diretor-geral do movimento Educafro, frei David dos Santos. Melhor fariam esses ativistas se concentrassem as suas energias em promover a qualidade da educação pública brasileira. Os pobres – e, portanto, os negros que representam a sua maioria – enfrentam reconhecidas dificuldades de acesso ao ensino superior, sobretudo nos cursos mais concorridos, não devido à cor de sua pele, mas ao fato de em geral só poderem frequentar escolas gratuitas de primeiro e segundo graus que lhes transmitem, quando muito, uma fração das aptidões necessárias para a superação da barreira dos vestibulares. A adoção de cotas raciais para contornar essa restrição estrutural, que perpetua a crônica desigualdade de oportunidades de ascensão socioeconômica pela via do conhecimento, é um falso atalho. Tais políticas conduzem a um beco sem saída – e nesse sentido devem ser denunciadas, mesmo que, por hipótese, não contivessem o vício insanável do chamado racismo reverso. Ao tratar brasileiros negros como se fossem negros brasileiros, as cotas conseguem a negativa proeza de criar um problema que não existe – o de apartar legalmente os cidadãos conforme a sua etnia – e de não contribuir para a solução de um problema demasiado real e clamoroso. Políticas de ação afirmativa precisam ser deliberadamente daltônicas para produzir resultados, sem efeitos colaterais socialmente nocivos. É o caso do Inclusp, o programa da Universidade de São Paulo que dá aos vestibulandos procedentes de escolas públicas um bônus de 3% nas notas obtidas nas duas fases do exame de seleção.As cotas são uma “ideia reacionária”, critica o coordenador nacional do Movimento Negro Socialista, José Carlos Miranda, membro do PT. Ele condena o racialismo não apenas na universidade, mas também no trabalho. O Estatuto prevê a eventualidade de incentivos fiscais para empresas com mais de 20 funcionários, se 1/5 deles, no mínimo, for negro.“ Daqui a pouco, teremos sindicatos só de brancos e sindicatos só de negros”, imagina Miranda, “o que contraria tudo o que foi feito até hoje no Brasil para unir a população.”



Inscrições para o Vestibular 2010 da Unicamp podem ser feitas até 6/10 (Seja Bixo – Vestibular – 15/09/2009)

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp, Comvest, está com inscrições abertas até o dia 6 de outubro para o Vestibular Nacional Unicamp 2010. O formulário de inscrição está disponível em www.comvest.unicamp.br. A taxa de inscrição é de R$ 115,00 (cento e quinze reais). O Vestibular Unicamp 2010 oferece 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto). No ano passado, a Comvest registrou 49.322 inscritos. O Kit do Vestibulando (Manual do Candidato e Revista do Vestibulando) está disponível na página eletrônica da Comvest e é gratuito.