15/12/2015 / Em: Clipping

 


‘Governo pagar universidade para rico é um gasto burro’, diz especialista  (Folha de S.Paulo – Mercado – 14/12/15)

O ensino do Brasil precisa de uma revolução radical, com “metas muito mais ousadas, que vão ser alcançadas pelo esforço e não pelo dinheiro”, diz o economista Ricardo Paes de Barros. Um dos mais reconhecidos especialistas em políticas públicas, ele diz que o Brasil está uma geração atrás da chilena e o projeto do governo —o Plano Nacional da Educação— é “dramaticamente tímido”, não serve para um país que precisa fazer em 25 anos o que os outros fazem em 50. Para Paes de Barros, a necessidade de um ajuste fiscal com cortes drásticos —sem o qual o país ficará estagnado por décadas— não impede que se avance na qualidade do ensino. “Educação é um caso típico em que se pode fazer uma revolução sem precisar de muito mais dinheiro.” Em entrevista à Folha ele condena o ensino superior gratuito para quem pode pagar (“é o tipo do gasto social burro”) e defende que os governos desestatizem a educação —desde que com uma boa regulação— para se concentrar na política e na estratégia.  “Gastar mais por gastar mais não vai resolver nada. É preciso metas, consequências e plano de ação. Educação é igual a trabalho. O que precisamos é de um visionário, que entenda isso, tenha uma meta e um plano de ação, e preste contas dos resultados.”  À frente da Cátedra Instituto Ayrton Senna do Insper, Paes de Barros se dedica a identificar desafios, formular e avaliar políticas públicas em áreas como produtividade do trabalho, educação, primeira infância, juventude, demografia, imigração, desigualdade, pobreza e mercado de trabalho.  Para o pesquisador, o governo precisa apresentar rapidamente aos credores um plano de quanto vai gastar, quanto vai usar para pagar juros e onde vai cortar, a partir de princípios. “Se partir para a negociação, a quantidade de injustiça será bem maior.” Os principais critérios para os cortes, diz, são proteger os 50% mais pobres, que têm 15% da renda, e preservar os programas eficientes.  “Equidade, eficiência e meritocracia são importantes, é isso que precisa ser decidido politicamente.”



Nota de corte da Fuvest cresceu em 42% dos cursos; veja a evolução  (Globo.Com – G1 Vestibular – 15/12/15)

A nota de corte do vestibular 2016 da Fuvest aumentou em 47 das 111 carreiras oferecidas na Universidade de São Paulo (USP), segundo os dados divulgados pela fundação nesta segunda-feira (14). A variação para cima aconteceu em 42,3% do total. A Fuvest 2016 tem 51 carreiras em que houve queda na nota de corte, o equivalente a 45,9% de todas as carreiras. Nas outras 13 carreiras, não houve variação.



Fies: 70% das vagas em 2016 serão para saúde, engenharia e formação de professores   (Veja – Educação – 14/12/15)

O Ministério da Educação (MEC) definiu que, do total de vagas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) previstas para o primeiro semestre de 2016, 70% irão para os cursos considerados pela pasta como prioritários, nas áreas de saúde, engenharia e de formação de professores.