16/08/2012 / Em: Clipping

 


Inscrições para o vestibular Unicamp 2013 começam dia 20   (RAC – Educação – 16/08/12)

As inscrições para o vestibular 2013 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) começam na próxima segunda-feira, 20 de agosto e poderão ser feitas até o dia 14 de setembro. As inscrições poderão ser feitas exclusivamente pela internet, em formulário disponível na página eletrônica da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest): www.comvest.unicamp.br .O Vestibular Unicamp 2013 oferece 3.444 vagas em 68 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade pública de Medicina e Enfermagem de São José do Rio Preto (Famerp). O Kit do Vestibulando (Manual do Candidato e Revista do Vestibulando) é gratuito e estará disponível a partir do início das inscrições para consulta e impressão na página eletrônica da Comvest. A primeira fase será realizada em 11 de novembro de 2012 e a segunda fase, nos dias 13, 14 e 15 de janeiro de 2013. O Vestibular Unicamp 2013 mantem o mesmo formato de provas. Na primeira fase, a prova tem duas partes: a Redação e a parte de Conhecimentos Gerais, com 48 questões de múltipla escolha, baseadas nos conteúdos das diversas áreas do conhecimento desenvolvidas no ensino médio. Na segunda fase, realizada em três dias consecutivos, todas as provas são de natureza discursiva, sendo: 1º dia – prova de Língua Portuguesa e de Literaturas da Língua Portuguesa e prova de Matemática; 2º dia – Prova de Ciências Humanas e Artes e prova de Língua Inglesa; 3º dia – prova de Ciências da Natureza.



‘Cotas vão ajudar Enem a reestruturar currículo do ensino médio público’ (O Estado de S.Paulo – Educação – 16/08/12)

A cota de 50% das vagas das universidades federais para alunos das escolas públicas fortalecerá o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ajudará a melhorar a última fase do ciclo da educação básica. Interessados em conquistar uma vaga nas federais, que usam a nota do Enem no processo de seleção, os estudantes e suas famílias pressionarão as escolas por mudanças no currículo do ensino médio. A afirmação é do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que descarta a hipótese de intervenção direta na organização e na grade curricular, o que exigiria reabrir um debate feito na gestão do seu antecessor, Fernando Haddad. Segundo Mercadante, o MEC vai substituir a Prova Brasil pelo Enem na avaliação do ensino médio do País. Por questões técnicas, não há prazo para a mudança. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado anteontem mostra que houve piora no desempenho de 9 Estados e do Distrito Federal no ensino médio. Quais seus planos para essa etapa da educação? A primeira diretriz é a substituição da Prova Brasil pelo Enem como instrumento de avaliação da qualidade do ensino e aprendizado. Temos de manter por mais um período a Prova Brasil para não perdermos a série histórica. O Enem tem 1,5 milhão de alunos do ensino médio inscritos neste ano, de um total de 1,8 milhão de concluintes de escolas públicas. Ele já é uma avaliação censitária.

Os‘amigos do povo’ contra o mérito   (O Estado de S.Paulo – Espaço Aberto – 16/08/12)

DEMÉTRIO
MAGNOLI

A assinatura da deputada Nice Lobão– campeã em faltas na Câmara e esposa do ministro Edison Lobão,protegido de José Sarney –no projeto de lei de cotas nas instituições federais de ensino superior e médio é um desses acasos repletos de significados.Por intermédio de Nice, a nova elite política petista se abraça às elites tradicionais numa santa aliança contra o princípio do mérito.Os aliados exibem o projeto como um reencontro do Brasil consigo mesmo. De um modo perverso, eles têm razão. Nunca antes uma democracia aprovou lei similar. Nos EUA as políticas de preferências raciais jamais se cristalizaram em reservas de cotas numéricas. Índia e África do Sul reservaram parcelas pequenas das vagas universitárias a grupos populacionais específicos. O Brasil prepara-se para excluir 50% das vagas das instituições federais da concorrência geral, destinando-as a estudantes provenientes de escolas públicas.O texto votado no Senado,ilustração acabada dos costumes políticos em voga, concilia pelo método da justaposição as demandas dos mais diversos “amigos do povo”. Metade das vagas reservadas contemplará os jovens oriundos de famílias com renda não superior a 1,5 salários mínimo. Todas elas,em cada “curso e turno”, serão repartidas em subcotas raciais destinadas a “negros,pardos e indígenas ”nas proporções de tais grupos na população do Estado em que se situa a instituição. Uma extravagância final abole os exames gerais, determinando que os cotistas sejam selecionados pelas notas obtidas em suas escolas de origem. Gueto é o nome do jogo. Só haverá uma espécie viciada de concorrência entre “iguais”:alunos de escolas públicas concorrem entre si, mas não com alunos de escolas privadas. Jovens miseráveis não concorrem com jovens pobres. “Pardos” competem entre si, mas não com “brancos”ou “negros”, detentores de suas próprias cotas.Cada um no seu quadrado: todos têm um lugar ao sol – mas o sol que ilumina uns não é o mesmo que ilumina os outros. No fim do arco-íris, cada cotista portará o rótulo de representante de uma minoria oficialmente reconhecida. O “branco” se sentará ao lado do “negro”,do “pardo”, do “indígena”, do “pobre” e do “miserável”–e todos,separados,mas iguais, agradecerão a seus padrinhos políticos pela vaga concedida. Nice Lobão é apenas um detalhe significativo. O projeto reflete um consenso de Estado. Nasce no Congresso, tem o apoio da presidente, que prometeu sancioná-lo, e a bênção prévia do STF, que atirou o princípio da igualdade dos cidadãos à lixeira das formalidades jurídicas ao declarar a constitucionalidade das cotas raciais.O Estado brasileiro desembaraça-sedo princípio do mérito alegando que se trata de critério “elitista”.Na verdade, é o avesso disso:a meritocracia difundiu-seno pensamento ocidental comas Luzes, junto com o princípio da igualdade perante a lei ,na hora do combate aos critérios aristocráticos de promoção escolar e preenchimento de cargos no serviço público. Naquele contexto, para suprimir a influência do “sangue azul” na constituição das burocracias públicas, nasceram os concursos baseados em exames. O princípio do mérito não produz, magicamente, a igualdade de oportunidades, mas registra com eficiência as injustiças sociais. Os vestibulares e o Enem revelam as intoleráveis disparidades de qualidade entre escolas privadas e públicas. Entretanto, revelam também que em todos os Estados existem escolas públicas com desempenho similar ao das melhores escolas particulares. A constatação deveria ser o ponto de partida para uma revolução no ensino público destinada a equalizar por cima a qualidade da educação oferecida aos jovens. No lugar disso, a lei de cotas oculta o fracasso do ensino público, evitando o cotejo entre escolas públicas e privadas. Os “amigos do povo” asseguram, pela abolição do mérito, a continuidade do apartheid educacional brasileiro.O ingresso em massa de cotistas terá impacto devastador nas universidades federais.Por motivos óbvios, elas estão condenadas a espelhar o nível médio das escolas públicas que fornecerão 50% de seus graduandos.Hoje quase todos os reitores das federais funcionam como meros despachantes do poder de turno. Mesmo assim, eles alertam para os efeitos do populismo sem freios. O Brasil queima a meta da excelência na pira de sacrifício dos interesses de curto prazo de sua elite política.Os “amigos do povo” convertem o ensino público superior em ferramenta de mistificação ideológica e fabricação de clientelas eleitorais.No STF, durante o julgamento das cotas raciais,Marco Aurélio Mello pediu a “generalização” das políticas de cotas. A “lei Lobão” atende ao apelo do juiz que, como seus pares,fulminou o artigo 208 da Constituição,no qual está consagrado o princípio do mérito para o acesso ao ensino superior. Mas a virtual abolição do princípio surtirá efeitos em cascata na esfera do funcionalismo público, que interessa crucialmente à elite política. As próximas leis de cotas tratarão de desmoralizar os concursos públicos nos processos de contratação, nos diversos níveis de governo. A meritocracia é o alicerce que sustenta as modernas burocracias estatais, traçando limites ao aparelhamento político da administração pública. Escandalosamente, a elite política brasileira reserva para si a prerrogativa de nomear os ocupantes de centenas de milhares de cargos de livre provimento, uma fonte inigualável de poder e corrupção. A ofensiva dos “amigos do povo”contra o princípio do mérito tem a finalidade indireta, mas estratégica, de perpetuar e estender o controle dos partidos sobre a administração pública.O país do patrimonialismo,do clientelismo, dos amigos e dos favores moderniza sua própria tradição ao se desvencilhar de um efêmero flerte com o princípio do mérito. Nice Lobão é um retrato fiel da elite política remodelada pelo lulismo.

SOCIÓLOGO, É DOUTOR EM GEOGRAFIA
HUMANA PELA USP. E-MAIL:
DEMETRIO.MAGNOLI@UOL.COM.BR

Cota desrespeita inteligência  (O Estado de S.Paulo – Vida& – 16/08/12)

FERNANDO
REINACH

Todo professor responsável enfrenta o desafio de lidar com a diversidade dos alunos. Parte da diversidade resulta de diferenças na motivação deles. Enquanto alguns chegam famintos por novos conhecimentos, outros preferiam estar longe da sala de aula. Mas também existe a diversidade dos conhecimentos na mente de cada aluno. Enquanto alguns sabem o suficiente para compreender o conteúdo da aula, outros têm dificuldade ou ainda são incapazes de acompanhar a matéria. Claro que essas duas categorias se entrelaçam. Muitos  alunos perdem a motivação por estarem despreparados para acompanhar a aula, outros a perdem pelo fato de a aula não ser suficientemente desafiadora e instigante.O dilema é sempre o mesmo. Ao puxar o ritmo do aprendizado, o professor motiva os preparados, mas aliena os retardatários. Se optar por ajudar os retardatários, perde o interesse dos mais adiantados. Desde o surgimento da escola na sua forma atual, em que muitos alunos são ensinados por um professor, o problema da heterogeneidade das classes tira o sono de docentes dedicados. Esse problema está na origem do ensino seriado, em que alunos da mesma idade e conhecimento são agrupados em uma sala de aula e sua promoção para a próxima série depende do cumprimento de certas metas. Esse mecanismo, que garante um mínimo de homogeneidade, é a mãe dos exames de avaliação, da temida reprovação e das aulas de recuperação, talvez o melhor mecanismo para reduzir a diversidade. Nas cortes européias, em que os jovens príncipes eram educados individualmente por tutores, esse problema não existia. Mas, assim que o ensino formal foi massificado, mecanismos capazes de organizar alunos em grupos relativamente homogêneos foram desenvolvidos. O custo de desrespeitar essa regra básica é um aproveitamento menor dos alunos e uma diminuição na eficiência e velocidade do ensino. Aprovação automática. Há alguns anos foi introduzida no Brasil a aprovação automática dos alunos, independentemente do conhecimento adquirido. Além de ser uma maneira barata e simplista de isentar o sistema educacional da responsabilidade de dar aulas de reforço e acompanhamento, essa medida aumenta a heterogeneidade das classes, dificulta o trabalho dos professores e diminuía  eficiência do ensino.Nossos professores agora têm de motivar, durante uma mesma aula, alunos preparados e despreparados. Mas ninguém reclamou muito. Professores e diretores se livraram da meta básica de todo educador: fazer a maioria de seus alunos aprender, de maneira estimulante, o currículo de cada série O governo pode mostrar estatísticas de aprovação róseas e os pais se livraram da frustração de ter seus filhos reprovados. O resultado  que a pressão por um sistema educacional melhor foi aliviada.Agora uma nova lei promete aumentara heterogeneidade entre os alunos das universidades federais. É o sistema de cotas para alunos que estudaram em escolas púbicas. Não há dúvida de que é injusto que toda a população pague pela manutenção das universidades federais e somente os mais ricos,vindos de escolas privadas, ingressem nessas instituições. A questão é saber se as cotas são,a melhor solução para essa distorção. Com o novo sistema de cotas, 50% das vagas nas universidades federais serão disputadas por todos os alunos. O restante será disputado por alunos de escolas públicas. Esse novo sistema vai gerar dois grupos de alunos em todas as classes, em cada um dos cursos de todas as universidades federais. Quão diferentes serão esses grupos? Se os melhores alunos da escola pública tivessem preparo semelhante ao dos melhores alunos das escolas privadas, a nova lei seria desnecessária. Os alunos da escola pública já ocupariam hoje mais de50% das vagas. Mas esse não é ocaso e metade das vagas será ocupada por alunos menos preparados (mas não menos inteligentes). Basta simular esse tipo de seleção com base nos resultados dos vestibulares passados para verificar quão diferentes serão esses dois grupos. Qual será o efeito dessa medida sobre a qualidade do ensino ministrado nas universidades federais? Como o ensino será ministrado nessas novas classes, em que metade dos alunos será menos preparada que a outra metade? Os professores adequarão o ensino a essa metade, desestimulando os mais preparados, reduzindo o nível de toda a universidade? Ou será que o nível das aulas será mantido, alienando os alunos menos preparados e desencadeando reprovações em massa?Será que os defensores dessa lei acreditam que os professores das universidades federais são tão capazes, motivados e tão bem remunerados que facilmente darão conta desse novo desafio?Ou será que as universidades federais adotarão o sistema que existia nas pequenas escolas primárias do interior do País, em que todos os alunos do curso primário eram colocados na mesma sala, organizados por fileiras. Os de 7 anos numa fileira, os de 8 em outra e assim por diante, enquanto o professor dividia seu tempo entre as fileiras.Qualidade ameaçada. O mais provável é que esse aumento na heterogeneidade diminua a qualidade do ensino nas universidades federais. Só resta espera r que na esteira dessa nova lei não venha a obrigação da aprovação automática nas universidades federais ou um novo programa de cotas que garanta para os alunos egressos dessas universidades 50%das vagas no funcionalismo público. Antes de sancionar a nova lei, o governo deveria visitar diversos programas experimentais financiados pelo setor privado. Muitos desses programas, ministrando aulas complementares nos finais de semana, conseguem colocar até 80% de alunos carentes, vindos do ensino público, nas melhores universidades brasileiras. Isso depois de concorrerem com os melhores alunos do ensino privado. Vale a pena ver o orgulho estampado na face desses jovens.Na minha opinião,as cotas colaboram para a piora do ensino público e são um desrespeito à inteligência e à auto estima dos alunos das escolas públicas. Precisamos não de cotas, mas de um ensino público melhor. O ingresso de 50% de alunos do sistema público nas universidades federais deveria ser uma meta do Ministério da Educação e não mais uma maneira de diminuir a pressão da sociedade por uma educação de melhor qualidade.



MEC vai propor a fusão de disciplinas do ensino médio  (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 16/08/12)

O Ministério da Educação prepara um novo currículo do ensino médio em que as atuais 13 disciplinas sejam distribuídas em apenas quatro áreas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática). A mudança prevê que alunos de escolas públicas e privadas passem a ter, em vez de aulas específicas de biologia, física e química, atividades que integrem estes conteúdos (em ciências da natureza). A proposta deve ser fechada ainda neste ano e encaminhada para discussão no Conselho Nacional de Educação, conforme a Folha informou na edição de ontem. Se aprovada, vai se tornar diretriz para todo o país. Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os alunos passarão a receber os conteúdos de forma mais integrada, o que facilita a compreensão do que é ensinado. “O aluno não terá mais a dispersão de disciplinas”, afirmou Mercadante ontem, em entrevista à Folha. Outra vantagem, diz, é que os professores poderão se fixar em uma escola. Um docente de física, em vez de ensinar a disciplina em três colégios, por exemplo, fará parte do grupo de ciências da natureza em uma única escola. Ainda não está definida, porém, como será a distribuição dos docentes nas áreas. A mudança curricular é uma resposta da pasta à baixa qualidade do ensino médio, especialmente na rede pública, que concentra 88% das matrículas do país. Dados do ministério mostram que, em geral, alunos das públicas estão mais de três anos defasados em relação aos das particulares. Educadores ouvidos pela reportagem afirmaram que a proposta do governo é interessante, mas a implementação é difícil, uma vez que os professores foram formados nas disciplinas específicas. O secretário da Educação Básica do ministério, Cesar Callegari, diz que os dados do ensino médio forçam a aceleração nas mudanças, mas afirma que o processo será negociado com os Estados, responsáveis pelas escolas. Já a formação docente, afirma, será articulada com universidades e Capes (órgão da União responsável pela área). Uma mudança mais imediata deverá ocorrer no material didático. Na compra que deve começar neste ano, a pasta procurará também livros que trabalhem as quatro áreas do conhecimento. Organização semelhante foi sugerida em 2009, quando o governo anunciou que mandaria verbas a escolas que alterassem seus currículos. O projeto, porém, era de caráter experimental.

Mudança é boa, mas difícil de aplicar, dizem educadores  (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 16/08/12)

Educadores entrevistados pela reportagem afirmam que a mudança curricular no ensino médio proposta pelo governo federal é positiva. O problema, segundo eles, será a implementação. “O currículo hoje é de fato muito fragmentado”, afirma o vice-presidente do Consed (conselho que reúne os secretários estaduais de Educação), Klinger Barbosa Alves. “Mas a mudança proposta requer uma série de providências que não são simples.” A principal dificuldade, afirma, é que os atuais professores foram formados em licenciaturas específicas, como física ou matemática. O novo modelo exigirá que ou o docente saiba mais de uma área ou tenha uma integração forte com os professores das demais disciplinas. Por meio de sua assessoria de imprensa, o secretário da Educação de São Paulo, Herman Voorwald, afirmou que “a reformulação do currículo é essencial para aprimorarmos o desempenho dos alunos no ensino médio, cujo avanço é um desafio para o Brasil e para diversos países”. Voorwald diz que discute alterações desde o ano passado com representantes da rede estadual paulista. Para a diretora-executiva da ONG Todos pela Educação, Priscila Cruz, “não há dúvidas” de que a atual organização do currículo afeta a qualidade do ensino médio. “Hoje o aluno sai sabendo nada de tudo”, afirmou. “O problema é que o currículo fragmentado funciona como uma reserva de mercado para os professores. Vai haver muita resistência contra essa mudança.” Para o doutor em educação Celso Ferretti, “é positivo criar abordagem interdisciplinar”. No modelo ideal, diz, deveria haver integração inclusive entre as grandes áreas. “O aluno deve saber que o laser é uma tecnologia criada para guerra. Ou seja, são conhecimentos de física, de matemática e de história”. Qualquer integração, porém, vai exigir uma profunda reorganização dos colégios, afirma Ferreti. Ele diz que os professores terão de programar as aulas juntos e, por isso, não poderão ganhar apenas para o período de aulas.

Enem será o modelo do novo currículo, afirma Mercadante  (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 16/08/12)

O Enem terá ainda mais importância no ensino médio, disse ontem à Folha o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O exame nacional será o modelo para o novo currículo (a prova organiza suas questões entre as quatro grandes áreas). Além disso, ele passará a ser a avaliação oficial da qualidade de ensino dessa etapa da educação.

Folha – Como melhorar o ensino médio?

Aloizio Mercadante
– A primeira providência é a substituição da Prova Brasil pelo Enem. Hoje o ensino médio é avaliado por uma amostra da Prova Brasil, com 70 mil alunos. O Enem tem 1,5 milhão de inscritos entre os concluintes do ensino médio.  O exame vai ter ainda mais importância com a política de cotas nas universidades federais [deve ser a forma de seleção dos beneficiados]. As escolas públicas passarão a ser cobradas por quantos alunos aprovaram nessas universidades.

O aluno vai deixar de ter alguma matéria?

Não. O Enem é estruturado em quatro campos do conhecimento, que concentram as matérias. E é a partir deles que queremos organizar o currículo das escolas. O Enem será o organizador do ensino médio, pois já seleciona para o Prouni, o Fies…