16/11/2010 / Em: Clipping

 


Universidades paulistas se abrem para o mundo  (O Estado de S.Paulo – Educação – 15/11/10)

As três universidades estaduais, USP, Unesp e Unicamp, contam com presença cada vez maior de alunos do exterior nos cursos de graduação e agora fixaram metas para estimular o intercâmbio. Elas apoiam programas de ampliação da mobilidade de graduandos e, em alguns casos, também pós-graduandos, com base na ideia de que a presença estrangeira aumenta a credibilidade com a comunidade científica internacional. Além disso, acreditam que o fluxo desses alunos atrai investimentos e parcerias para pesquisas em áreas como saúde e tecnologia. Na opinião dos coordenadores de Relações Internacionais (RI) das universidades – os professores Adnei Melges Andrade (USP), Leandro Tessler (Unicamp) e José Celso Freire Júnior (Unesp) -, o aluno de graduação precisa se formar para além das fronteiras nacionais. A troca de experiências e culturas, sugerem, agrega conhecimento e ajuda a identificar hábitos de consumo que as empresas brasileiras pretendem focar futuramente. Hoje, quase 2 mil dos 80 mil graduandos da USP fazem parte de sua formação no exterior. A meta da instituição é quadruplicar esse número até 2015. A “importação” de estrangeiros deve seguir no mesmo ritmo. Para isso, em até dois anos, a USP espera iniciar as operações de um centro de difusão internacional na Cidade Universitária – um prédio novo deve ser erguido perto da Faculdade de Economia e Administração.

Alunos fora da campanha política (O Estado de S.Paulo – Espaço Aberto – 16/11/10)

Na ultima campanha presidencial, muitas promessas foram feitas em torno do tema educação. Como a demanda por escola fundamental já foi atendida, governo e oposição concentraram-se numa etapa do ensino médio, o técnico profissionalizante. Quanto ao ensino superior, o duelo eleitoral restringiu-se a discutir a quantidade de vagas abertas nas universidades publicas,alternando- se elogios ou criticas conforme o lado que dominasse o microfone. Nesse caso, ambos concordavam nas promessas de abrir muitas vagas. Apenas um ponto não Foi lembrado: vagas em universidades custam caro. Quem vai pagar a conta? E verdade que nos debates da campanha presidencial, no assunto educação universitária, a Realidade foi dispensada. O Brasil tem 5,2 milhões de alunos matriculados no ensino superior. Destes, apenas um em cada quatro esta numa universidade publica. Ou seja, 4,1 milhões de alunos estão em instituições de ensino particulares (dados de 2009). Somente o privilegiado aluno da universidade pública, porem, preocupou os dois candidatos finalistas a Presidência da Republica. Quanto ao ensino privado, responsável por 75,6% das matriculas, nem um pio. Esse silêncio não se justifica. Afinal, foram 612 mil formados no setor privado da educação superior brasileira no ano passado, 76,3% do total de diplomados do País. A rede privada e o local de trabalho de 219 mil educadores, 65% dos professores universitários do País, dos quais 115 mil com títulos de mestrado e doutorado. Será que essa significativa parcela da sociedade do conhecimento nacional não merecia alguma atenção desses dois candidatos a presidente do Brasil? Se ambos, tanto a eleita quanto o da o posição, preferiram não tratar dos aspectos educacionais, poderiam ao menos observar o porte do empreendimento da educação privada universitária. Do total de 2.495 instituições de ensino superior no Brasil, 2.243 são privadas, respondem pela oferta de 18 mil cursos, 72% do total, gerando 400 mil empregos diretos. Faturaram,  juntas, R$ 24 bilhões em 2009, movimentando uma massa salarial anual de R$ 13bilhões. Enquanto candidatos, Dilma Rousseff e Jose Serra reconheceram os limites da capacidade de investimento do Estado brasileiro. Caso as expectativas educacionais e de capacitação para o exercício profissional desses 4 milhões de estudantes não fossem atendidas pela rede de ensino particular, com que recursos o Pais enfrentaria a crescente necessidade de Mao de obra qualificada para manter a economia competitiva? Caso a iniciativa privada cessasse seus investimentos na prestação de serviços educacionais universitários, de onde o Estado retiraria recursos para tamanha Oferta de vagas? Sem a rede particular não seria absurdo dizer que a ascensão social via educação superior para 4 milhões de pessoas voltaria a ficar fechada. A educação de menos de 1 milhão de jovens brasileiros nas universidades federais tem um custo alto. Em 2010, essa rede de 57 universidades contou com recursos da ordem de R$ 19,7 bilhões, descontados o pagamento de aposentadorias e pensões. Na execução orçamentária do ano passado, que atingiu R$ 22,1 bilhões, incluindo inativos, apenas 6,5% foram destinados à rubrica capital R$ 1,4 bilhão), o que significa ampliar infra estrutura e adquirir equipamentos. Mais de 80% desses recursos foram destinados a folha de pagamento. Atenção: esses gastos foram feitos para educar menos de 1 milhão. Quanto o Estado gastaria para educar os outros 4 milhões? O Brasil acumula uma enorme divida educacional. Não devemos esquecer que apenas 13,7% dos jovens entre 18 e 24 anos estão no ensino superior. E muito Pouco em qualquer comparação. Um PIB de economia industrializada bem parecido com o nosso, o da Coréia do Sul, Poe na universidade 65% dos seus jovens na mesma faixa etária. O Chile, mais de 30%. E sempre possível lembrar a velha desculpa de que são realidades diferentes, mas nos EUA, com seu ensino superior de custo muito elevado, 62% dos jovens nessa idade estão nesse grau de escolaridade. Motivo: mais de 50% das matriculas norte-americanas em ensino superior so foram possíveis porque esses alunos receberam algum tipo de financiamento estudantil. No Brasil, apenas 6,2% dos estudantes matriculados no grau universitário contam com algum tipo de financiamento estudantil. Esse tema, aliás, nem sequer foi objeto de atenção dos candidatos. Falou-se em ProUni como ataque de campanha, e não como debate sereno em busca de soluções. Em nenhum momento o programa foi lembrado como contribuição efetiva da rede instalada do setor privado para educar 700 mil jovens. Na campanha, governo e oposição repetiram que querem desenvolver o interior do País, sem dizer como. Perderam boa oportunidade de discutir a realidade deque 84% das instituições privadas, com ate 2 mil alunos, tem sede em mais de 650 municípios de pequeno e de médio portes, assegurando a interiorização do ensino superior. E verdade que debates fora de foco estão na moda. Bastaria reler América, de Monteiro Lobato, editado pela primeira  vez  em 1932, para perceber que não discutir o essencial e problema antigo no Brasil. No capitulo sobre Princeton, o então adido cultural nos EUA discute “ como se forma a riqueza” e o papel do ensino superior oferecido, de fato, a todas as camadas sociais nesse processo. E um bom começo de discussão, tomado pelo lado certo, a ser feita a partir de boas observações que estão esquecidas ha muito tempo. Isso, claro, se América não seguir o mesmo destino de outra obra de Monteiro Lobato, Caçadas de Pedrinho, uma leitura agora vetada nas escolas nacionais pelo órgão Maximo de normatização e conselho da educação brasileira.

REITOR DA UNIVERSIDADE ANHEMBI

MORUMBI, É PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO

BRASILEIRA DE MANTENEDORAS DE ENSINO SUPERIOR



Unesp inaugura hoje série de provas para vaga em universidades paulistas  (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 16/11/10)

A Unesp realiza hoje a primeira etapa do seu vestibular, abrindo a sequência de provas das universidades públicas em São Paulo. Unesp, USP, Unicamp e a federal Unifesp vão disponibilizar 21.308 vagas no ensino superior público. Na Unesp serão 6.484 para 155 cursos. A principal característica da Unesp é sua capilaridade. Está presente em 23 municípios.
Ivon Domingos Dias, 34, é um dos inscritos no vestibular 2011 da universidade. Morador de São Paulo, onde trabalha em um banco, diz que pretende se mudar para Assis (395 km da capital) caso seja aprovado no vestibular de história. “Quero abraçar a carreira. Arranjo uma república por lá e vou estudar”, afirma Dias. Quem passar nessa 1ª etapa terá de fazer a segunda nos dias 19 e 20 de dezembro. A Unesp utilizará o Enem na composição da nota final. A nota valerá 10% da nota final para cursos sem provas de habilidades e 6,66% para os cursos que exigem testes específicos, desde que isso beneficie o estudante.



Vestibular da Famerp é mais concorrido que Medicina na USP  (Diário da Região de São José do Rio Preto – Educação – 11/11/10)

Conseguir uma vaga no curso de Medicina da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), continua mais difícil que na Universidade de São Paulo (USP), segundo dados divulgados ontem pela ComVest (Comissão Permanente para os Vestibulares), responsável pelo processo seletivo da Unicamp. São 63 candidatos por vaga na Famerp, contra 49,25 estudantes por vaga no vestubular da Fuvest (processo seletivo da USP). No ano passado, a relação candidato por vaga foi de 62,5 na Famerp contra 41,73 para a Fuvest. A concorrência acirrada é motivo de incentivo para a vestibulanda Camila Salomão Shorane Sant’Ana, 18, de Rio Preto. “Ter tantos concorrentes me ajuda a focar o estudo. Me dá mais ânimo”, afirma Camila. “Eu não imaginava que Medicina na Famerp fosse mais concorrido que a Fuvest, porque USP é o vestibular mais procurado em todo o País”, afirma.