16/11/2011 / Em: Clipping

 


Unicamp elimina 50 candidatos flagrados com celular no vestibular   (Globo.Com – G1 Vestibular – 14/11/11)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) anunciou que 50 candidatos serão eliminados do vestibular por terem sido flagrados no local de prova portando um telefone celular na prova aplicada neste domingo (13). De acordo com o edital do exame, “é proibido que os candidatos entrem nas salas de prova portando celulares. O candidato que for pego com celular (ainda que desligado), durante a realização das provas, será eliminado do Vestibular Unicamp”. “Nosso comitê de crise já tinha avaliado o quanto o celular representa um risco por ser um instrumento de variadas formas de comunicação”, disse Maurício Kleinke, coordenador da Comvest – Comissão Permanente para os Vestibulares.

‘Acho que este ano consigo passar’, diz aluna que fez prova da Unicamp   (Globo.Com – G1 Vestibular –  13/11/11)

Candidata a uma vaga ao curso de medicina, Mayara Reis, de 18 anos, acredita que neste ano vai conseguir passar no vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foi a terceira vez que ela fez o exame. A primeira fase foi aplicada neste domingo (13). No total, 56.961 estudantes fizeram as provas em 22 cidades brasileiras. Mayara temia a prova da redação, que inclui a execução obrigatória de três textos diferentes, mas disse que foi mais fácil do que imaginava. “Deixei para o final, mas consegui fazer rápido. Acho que este ano consigo passar”, afirma. A prova deste domingo, ainda, reuniu 48 questões de múltipla escolha. 

Professores consideram prova da Unicamp de grau de dificuldade médio   (Globo.Com – G1 Vestibular – 13/11/11)

Para Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do Objetivo, afirma que os candidatos tinham de dominar conceitos e interpretar textos para conseguir se dar bem no exame. Para ela, a disciplina mais difícil foi biologia. “Matemática e química contextualizaram situações reais, exigiram grande atenção, mas não muitos cálculos.”Professores de cursinhos pré-vestibular ouvidos pelo G1 disseram que a prova da primeira fase da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aplicada neste domingo (13) teve nível médio de dificuldade. Luis Ricardo Arruda, coordenador geral do Anglo, diz que as questões estavam bem elaboradas, sem dupla interpretação. “O exame teve grau de dificuldade médio, comparando com o do ano passado.” Segundo ele, o único problema aparece na questão 43, da prova QZ, onde há erros de imprecisão histórica e nenhuma das alternativas são corretas. Para Arruda, a questão deveria ser cancelada.

Rede social é tema de redação da Unicamp; veja caderno de provas (Globo.Com – G1 Vestibular – 13/11/11)

As redes sociais foram tema da prova de redação do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aplicada neste domingo (13). Os candidatos tiveram de desenvolver três textos. Além da redação, a prova deste domingo teve, ainda, 48 questões de múltipla escolha. O gabarito oficial será divulgado nesta segunda-feira (14). No primeiro texto, os estudantes tinham de escrever um comentário ao analisar um gráfico que trazia respostas de estudantes de vários países à pergunta “Gostaria de ser cientista?”.  A segunda redação pedia que o candidato se colocasse no lugar de estudantes de uma escola que passou a monitorar as páginas de seus alunos em redes sociais da internet (como o Orkut, o Facebook e o Twitter). 

Candidata da Unicamp entra com celular e é autorizada a levá-lo ao pai   (Globo.Com – G1 Vestibular – 13/11/11)

Foi por muito pouco que a candidata Jady Caroline Rodrigues Campos Nunes, de 17 anos, não foi desclassificada do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ela entrou com o celular dentro do prédio da Unip, local de prova. De acordo com o edital do exame, “é proibido que os candidatos entrem nas salas de prova portando celulares. O candidato que for pego com celular (ainda que desligado), durante a realização das provas, será eliminado do Vestibular Unicamp”. Jady foi permitida pelos fiscais de prova a entregar o celular para o pai que estava na porta da universidade. Na entrada da escola há avisos que não é permitida a entrada do equipamento, nem mesmo desligado. “O candidato que for pego com o celular será eliminado do vestibular”. “Chegamos em cima do horário, olhamos no mural [para ver o número da sala] e minha filha entrou na correria, nem lembrou do celular”, conta o pai, o comerciante Reginaldo Rodrigues Nunes, de 46 anos. É a primeira vez que Jady presta vestibular, ela quer estudar medicina.

Jovem viaja 40 km e chega 3 minutos atrasada para vestibular da Unicamp   (Globo.com – G1 Vestibular – 13/11/11)

Rebeca Victor Anze, de 18 anos, saiu cedo de casa em Suzano, na Grande São Paulo, mas não conseguiu chegar a tempo para a prova da primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ela foi de carro por cerca de 40 km até o campus da Unip na Barra Funda, mas chegou às 13h03 aos portões da universidade, três minutos após eles serem fechados. Nervosa, Rebeca disse que foi prejudicada pelo congestionamento. “Vim de carro mas peguei muito trânsito”, afirmou a estudante. Ela disse que vai prestar outros vestibulares. Também no campus Unip, um estudante de 17 anos chegou 25 minutos atrasado para a prova. O jovem, que iria prestar o vestibular para engenharia civil, disse ter pensado que a prova começaria às 14h. “Não consegui confirmar o horário no site da Comvest, que estava travado”, justificou o estudante. O rapaz disse estar tranquilo porque quer mesmo estudar medicina e vai prestar outros vestibulares.”



Candidatos elegem questões de exatas como as mais complicadas da 1ª fase da Unicamp  (UOL – Vestibular –  13/11/11)

“A prova de exatas estava muito difícil, mas achei as questões bem elaboradas. Humanas e biológicas estavam na média”, disse Cindy Yachiro, 16, que tenta uma vaga em ciências biológicas. A estudante achou aprova cansativa, por causa das três redações: “Ter que ler todas as coletâneas é demais”, reclamou. Para a candidata de medicina Lais Athayde Kovac, 17, a prova estava “chata e cansativa”. Segundo a vestibulanda, havia muitos textos nas questões e as perguntas de exatas estavam mais complicadas. “Só uma questão cobrava lógica e foi mais fácil. As outras exigiam mais fórmulas e estavam bem complicadas”, afirmou.

Primeira fase do vestibular 2012 da Unicamp tem abstenção de 7,39%  (UOL – Vestibular – 13/11/11)

A primeira fase do vestibular 2012 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), realizada neste domingo (13), registrou abstenção de 7,39%. Dos 61.508 inscritos, 4.547 candidatos não compareceram ao exame. O resultado foi um pouco maior do que no vestibular passado, onde o índice de absteção foi de 6,86%. Veja aqui o número de candidatos ausentes por cidade.

Redações da Unicamp 2012 tratavam de internet e redes sociais, dizem estudantes  (UOL – Vestibular – 13/11/11)

As três redações da primeira fase do vestibular 2012 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) giravam em torno do tema internet e redes sociais, disseram os primeiros alunos a sair da prova em São Paulo neste domingo (13). Eles consideraram os temas “tranquilos”.  A primeira redação, segundo eles, apresentava um gráfico e textos de jovens em vários países do mundo respondendo na internet se gostariam de ser cientistas. A ideia era que o estudante se posicionasse sobre as respostas, em uma espécie de comentário. O segundo tema girava em torno de um manifesto contra o monitoramento de alunos, nas redes sociais, por parte das escolas.



Primeira fase da Unicamp é curta e objetiva  (O Estado de S.Paulo – Educação – 13/11/11)

A Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) da Unicamp aplicou neste domingo uma prova mais curta e objetiva na primeira fase de seu vestibular 2012. A repercussão entre os candidatos foi positiva.  “Prestei o vestibular no ano passado e a prova me parecia mais difícil”, disse o estudante Tiago Bodin Martins, de 19 anos, candidato a uma vaga de Ciência da Computação. “Não foi uma prova mais fácil. Foi mais direta que a do ano passado”, afirmou a coordenadora acadêmica da Comvest, professora Fosca Leite. “A prova teve menos texto, mas não estava nem menos difícil, nem menos contextualizada.” A contextualização em temas ligados à realidade dos candidatos, aliás, foi um dos pontos mais fortes da prova, feita por 56.961 dos 61.508 inscritos, o equivalente a uma abstenção de 7,39%. No vestibular 2011, esse índice foi de 6,86% na primeira fase. Pela primeira vez, a Unicamp optou por desclassificar candidatos que fossem flagrados com aparelhos celulares durante a prova e 50 pessoas foram eliminadas do processo seletivo.

Unicamp exige versatilidade do candidato na prova de redação   (O Estado de S.Paulo – Educação – 16/11/11)

Além de responder a 48 testes, os candidatos do vestibular da Unicamp tiveram de redigir três textos de gêneros diferentes neste domingo. O primeiro era um comentário em um fórum de discussão na internet; o segundo, um manifesto e o terceiro, um verbete para enciclopédia online. Todas as propostas trabalhavam de maneira transversal a internet – o que lembrou o tema da redação do Enem, sobre redes sociais. Segundo o professor de redação do cursinho Etapa Aurélio de Lima, o candidato que conseguiu ler adequadamente as instruções dos enunciados não encontrou dificuldades para escrever o que lhe foi pedido.

Unicamp foi ‘conteudista’ na prova de biologia, diz Objetivo (O Estado de S.Paulo – Educação – 13/11/11)

Para o cursinho Objetivo, a parte de biologia foi a mais difícil da prova de primeira fase do vestibular da Unicamp, aplicada neste domingo. “Mudaram o foco das questões. Elas exigiram conhecimentos mais profundos, com alternativas longas”, avalia o professor Luiz Carlos Bellinello. “Foi um exame conteudista.” Segundo Bellinello, apesar da dificuldade, a prova estava bem feita, mas cansativa. “A banca perguntou coisas que não são da rotina do aluno.” A universidade também foi exigente na parte de química. Para o professor Alessandro Nery, o candidato não conseguiria responder aos testes apenas interpretando os enunciados.

Para Cursinho da Poli, faltou interdisciplinaridade na prova da Unicamp (O Estado de S.Paulo – Educação – 13/11/11)

A primeira fase do vestibular da Unicamp teve nível de dificuldade médio, questões contextualizadas e pouca interdisciplinaridade. Essa é a avaliação geral dos professores do Cursinho da Poli. Veja o que eles disseram sobre cada disciplina:

Prova de geografia tinha expressões “muito técnicas”, reclama professor (O Estado de S.Paulo – Educação – 13/11/11)

As questões de geografia da prova de primeira fase do vestibular da Unicamp traziam expressões muito técnicas, o que dificultava a compreensão dos candidatos. A opinião é do coordenador do cursinho Etapa, Marcelo Dias Carvalho. “O exame teve um problema pontual em geografia por conta do uso excessivo de expressões técnicas”, afirma Carvalho. “Isso ocorreu ora nos enunciados, ora nas alternativas.” De modo geral, o coordenador do Etapa considerou o exame simples e com boa distribuição dos assuntos do ensino médio. Veja mais comentários sobre outras matérias:

Diretor do Oficina do Estudante diz que contextualização marcou prova da Unicamp (O Estado de S.Paulo – Educação – 13/11/11)

Célio Tasinafo, diretor pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, de Campinas, destacou o cuidado do vestibular da Unicamp com a contextualização do conteúdo com o dia a dia dos alunos. “Os conceitos cobrados são os tradicionais, ligados a problemas reais do cotidiano”, disse Tasinafo. “É uma prova que de algum jeito beneficia tanto os alunos com facilidade textual quanto os alunos que sabem lidar melhor com múltipla escolha.” O professor classificou como médio o nível de dificuldade do exame, e disse que os candidatos com “maior capacidade de leitura e que acompanham as informações dos últimos dois anos” tiveram maior facilidade.

Para coordenador do Anglo, questão de geografia da Unicamp não tem resposta (O Estado de S.Paulo – Educação – 13/11/11)

O coordenador do cursinho Anglo, Luis Ricardo Arruda, afirma que a questão 43 da prova de primeira fase do vestibular da Unicamp (no caderno Q e Z) não tem resposta. “Todas as alternativas estão incorretas” diz o professor. O teste, de geografia, fala de “zonas de calmaria”. “Uma questão com problema de enunciado causa insegurança no aluno e o faz perder tempo.



Unicamp: dia de prova até dentro do hospital  (Correio Popular – Cidades – 13/11/11)

Esforço e determinação são qualidades que não faltam ao jovem Luiz Ricardo Barbosa Silva, de 23 anos. Ele é candidato a uma das vagas do curso de educação física da Universidade Estadual de Campinas ( Unicamp) e se prepara há três anos para ingressar na instituição. No começo do mês, o estudante foi surpreendido por uma pneumonia bacteriana e precisou ser internado no Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC Campinas. A doença, entretanto, não o desanimou. Assim como os outros 61 mil candidatos, ele vai realizar aprova às 13h de hoje. Mas vai fazer isso no próprio hospital. De acordo com a Comvest, outros 74 candidatos vão realizara prova em condições especiais, mas no próprio campus da Unicamp em Barão Geraldo, no Ciclo Básico II, com acompanhamento de profissionais capacitados. Entre eles, há alunos com dislexia,que precisam de um leitor ou escritor, ou candidatos com dificuldade para leitura, que necessitam, por exemplo, da prova ampliada ou de algum outro tipo de acompanhamento. Este ano, Silva é o único que vai precisar fazer aprova de dentro do hospital. Silva está no Celso Pierrô desde o dia 1º de novembro, com pneumonia e dreno de tórax, o que o impossibilita a ir ao local da prova. Por isso, ele vai fazer o vestibular na sala de conforto da unidade, acompanhado de dois representantes da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest). Para que fosse possível a realização, a tia do paciente, Alexandrina Barbosa da Silva, encaminhou uma declaração do médico responsável por Silva à comissão. Durante o tempo de internação, o estudante campineiro— que trabalha como auxiliar de produção em uma empresa de Hortolândia e, durante as horas vagas, também é cabeleireiro — não perdeu tempo e aproveitou para estudar.Livros, apostilas, revistas de atualidades e obras previstas para o vestibular não saíram de perto do garoto. Além de Unicamp, Silva ainda presta vestibular em outras instituições, como PUC-Campinas, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade de São Paulo (USP). O curso é apenas um. Educação física. Ele conta que se inspirou em um professor. “Estudei no Colégio Culto à Ciência e tive um bom professor. Quando me formar, quero ser como ele. Atuante, que não deixa nenhum de seus alunos de lado e que procura conhecê-los para ajudar da melhor forma. Também quero levar coisas novas para a aula, como a capoeira. ”Silva, que estudou durante dois anos no cursinho Herbert de Souza, diz se sentir preparado para a prova de hoje. “Ao longo do ano, assisti vídeos de aulas em casa, à noite, lia dentro do fretado enquanto ia para o trabalho e, sempre que tinha um tempinho, aproveitava para estudar. Domingo, estou pronto para receber a Comvest. Espero conseguir passar, mas, senão for possível, no ano que vem volto para o cursinho de novo”, completa.

Unicamp: vestibular elimina 50 alunos pegos com celular  (Correio Popular – Cidades – 14/11/11)

A prova da primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) de 2012, realizada ontem em 23 cidades do Brasil, foi marcada pela desclassificação de 50 candidatos que levaram telefones celulares para a sala de testes. A avaliação foi considerada leve por estudantes e professores do Ensino Médio. Apesar de ter três redações e 48 questões como no ano passado, a prova foi uma página menor em relação à anterior, teve perguntas consideradas mais próximas ao universo dos vestibulandos. A restrição a celulares que vale até para os aparelhos desligados, foi a principal novidade para o vestibular da Unicamp este ano, e teve o objetivo de diminuir as chances da “cola” dos alunos, segundo a Comissão Permanente para Vestibulares (Comvest) da Unicamp. “Mesmo parecendo uma medida radical, achamos que é mais vantajosa do que termos as regras da prova burlada pelos celulares”, explicou o coordenador-executivo do vestibular da Unicamp, Maurício Kleinke. O número de vestibulandos pegos com os aparelhos foi considerado baixo pela comissão. “O papel da imprensa nessa questão foi muito importante, que divulgou em massa a proibição dos celulares”, afirmou Kleinke. A regra continuará valendo para a segunda fase da seleção,marcada para ocorrer entre os dias 15 e 17 de janeiro. Apesar de evitar problemas para a Unicamp, a proibição dificultou a vida de alguns candidatos em Campinas. No colégio Sagrado Coração de Jesus, na Nova Campinas, o único telefone público na frente da escola estava quebrado, e os alunos tinham dificuldade para se comunicar com os pais depois da prova. Este ano, o número de ausentes na prova foi maior que no ano passado. Em todo o País, 7,39% dos 61,5 mil inscritos não foram fazer o vestibular da Unicamp, contra 6,86% no ano passado. Em Campinas, a abstenção foi de 7,99%, maior que os 7,43% de 2010. No total, 56,9 mil estudantes brasileiros fizeram avaliação. Valinhos, que no ano passado tinha local de prova, este ano não recebeu os alunos para o vestibular.  “O número de estudantes era pequeno e não compensava a locomoção de uma equipe para lá. A cidade também é muito perto de Campinas”, disse Kleinke.

Prova

A prova foi marcada por questões interdisciplinares, objetivas e contextualizadas, que se aproximavam dos candidatos. Os temas das redações, considerados uma surpresa por vestibulandos e professores, abordaram temas atuaiscomo rede sociais e “computação em nuvem”. “Todas as questões,  apesar de englobarem o conteúdo tradicional do Ensino Médio, têm uma relação com o mundo exterior. Tinha informações para o aluno aprender e usar isso nodia a dia deles”, afirmou a coordenadora pedagógica da prova, Fosca Leite. O candidato a uma vaga de ciências sociais, Estevão Moretti, de 19 anos, achou aprova mais tranquila do que no ano passado.  “No ano passado a gente tinha que interpretar mais as questões, este ano foi mais direto. Achei  interessante a prova abordar o tema das redes sociais na redação”, disse. Já o estudante Lucas Apolinário, de 19 anos,que concorre a um lugar na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, achou complicada a criação de um verbete para “computação em nuvem”,  pedida na redação.“Foi algo diferente que a gente não esperava. Tinha que ser um texto curto e conciso, mas para isso a gente tinha que entender bem o conceito de computação em nuvem. Deve eliminar um bocado de gente”,  afirmou. Na avaliação do diretor-pedagógico do colégio Oficina do Estudante, em Campinas, Célio Tasinafo, existe um esforço da Unicamp para deixar a prova mais objetiva. “Percebi que eles deixaram aprova mais curta, mais levede ser feita. O conteúdo cobrado veio entrelaçado, vimos questões de matemática com geografia, por exemplo.  Foi uma boa avaliação”, disse. Outro ponto que chamou a atenção do professor foi a contextualização das questões. Porém, a universidade não cobrou efetivamente conteúdos de sociologia e filosofia, como prometeu, segundo o coordenador. “Eles se preocuparam em abordar temas bem próximos dos alunos, principalmente nas redações. As questões de sociologia e filosofia eram mais de interpretação de texto. ”A divulgação do gabarito será feita na tarde de hoje no site da Unicamp: www.unicamp.br.



Vestibular da Unicamp tem prova de física fácil, segundo cursinhos  (Folha Online – Educação – 13/11/11)

A prova da primeira fase do vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), aplicada neste domingo, teve física como uma das disciplinas mais fáceis, de acordo com os professores de cursinho ouvidos pela Folha.  “O nível da maioria das questões foi do mesmo do ano passado, somente física que destoou por ter sido uma prova fácil demais”, disse o coordenador do Anglo, Luis Ricardo Arruda. Segundo o professor de física do cursinho Objetivo, Ricardo Helou Doca, das seis questões de física, cinco eram sobre mecânica e envolveram, no geral, contas simples. “A prova privilegiou excessivamente a mecânica, em detrimento de outros pontos da física”, comentou. Doca acrescenta que a prova foi “seca”, com pouco texto ou interdisciplinaridade. “O aluno sentiu maior similaridade entre prova e sala de aula”, afirmou.

Nº de calouros de engenharia cresceu 19%, e não 83%  (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 15/11/11)

O grupo de pesquisa Observatório de Educação em Engenharia informou incorretamente à Folha que o número de ingressantes nos cursos de engenharia aumentou 83% em 2010 em relação a 2009. O crescimento no pe- ríodo, na verdade, foi de 19%. O valor errado foi usado em reportagem na sexta-feira. Ligado à Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), o grupo comparou erroneamente o número de ingressantes em 2009 com o de vagas oferecidas em 2010, dados presentes no Censo da Educação Superior do MEC. Assim, a comparação contabilizou como vagas preenchidas 84 mil postos que ficaram ociosos em 2010. Os dados corrigidos, porém, mostram que o crescimento de 19% na área foi forte, uma vez que a média na década é de 11%. No período 2009-2010, o número de ingressantes no sistema universitário como um todo subiu 5%. Medicina e administração subiram apenas 1%; já direito, 7%. Segundo o pesquisador Vanderli Fava de Oliveira, um dos responsáveis pelo estudo, o aumento é devido às constantes notícias de carência de engenheiros no país. Em 2010, formaram-se 41 mil novos engenheiros, ante 38 mil em 2009.